She Will Be Loved 2

6 Not-That-Absent Dad


Notas iniciais
CAPÍTULO DEDICADO À sara E amandaaportoo POR SEREM LINDAS E GATOSAS E MANDAREM RECOMENDAÇÕES PARA A HISTÓRIA. OBRIGADA SUAS MARAVILHOSAS. ♥
Enjoy (:

Senti um calafrio subir nas minhas costas, como se uma injeção de água gelada tivesse sido aplicada, bom, na minha bunda.

– Ahn... – Essa foi eu tentando falar alguma coisa e não parecer idiota. Como deu para ver, não deu muito certo.

Justin riu baixo e começou a se aproximar do meu rosto. Uma fração de segundo antes dos lábios doces dele encostarem nos meus, meu celular começou a tocar uma música do 50 Cent.

No susto, acabei dando um pulo para trás e destruindo tudo, como sempre.

Peguei meu celular no bolso e vi o nome do meu pai na tela.

– É meu pai. – Falei.

– Pode ser importante. – Justin falou enquanto coçava a nuca e olhava para outro lado.

Atendi a ligação.

– Oi pai. – Falei.

– Você tem cinco segundos para levar essa sua bunda de volta para o internato, está me ouvindo?! – Ele gritou.

– Do que está falando? – Me fiz de inocente.

Claro, o que falta para tornar minha vida perfeita é meu pai saber que eu andei fugindo do internato com um grupo de adolescentes.

– Você sabe muito bem do que eu estou falando, CharlotteLauraAdams.

Falou nome do meio.

Estou perdida.

– Pai... – Comecei a tentar contornar a situação.

– Nada de pai. – Falou. – Não vem com essa pra cima de mim. Como assim você simplesmente sai da escola e não volta mais? É por isso que você nunca teve uma droga de cartão verde antes! Olha o que você faz! A diretora me ligou quando soube da sua aventurazinha!

Mordi meus lábios e desliguei o celular. Isso ia me gerar problemas mais tarde, mas não é como se ele estivesse aqui.

E eu já estudo em um internato mesmo, não tem como ficar pior.

– Desligou na cara dele? – Justin perguntou enquanto ria um pouco.

– É. – Respondi. – Provavelmente vou ter que sair do planeta depois dessa.

Justin riu mais ainda.

– Bom, eu não tenho uma casa na Lua, mas se sinta à vontade para fugir comigo pra Inglaterra. – Justin falou brincando.

Mesmo que tenha sido uma brincadeira, aquilo fez meu coração acelerar um pouco.

Uma das muitas reações que Justin causava em mim, típico.

– Cacete, já são quase duas da manhã. – Ryan falou e levantou do chão.

– Merda. – Josh falou. – Não quero voltar para o hotel e ver Sophie agora.

Levantamos todos e eu comecei aseguir o fluxoaté o estacionamento do parque.

– Onde vai passar a noite, Char? – Josh perguntou.

– Não sei. – Confessei. – Acho que com Lucy e Ryan.

– Fletcher, eu vou com você então. – Josh falou. – Você me deve uma, de qualquer jeito.

– Nada disso. – Justin respondeu rápido. – Meu quarto só tem uma cama e eu não divido cama com macho.

Josh colocou a mão no peito, como se estivesse ofendido.

– Vai me deixar dormir na sarjeta? – Perguntou. Comecei a rir igual uma hiena, pedindo a Deus para ninguém notar. – Que grande amigo, hein? Muito obrigada. Quando você precisar de abrigo, não conte comigo rapaz.

Entramos na van do dia da festa, Ryan dirigindo porque ele estava menos bêbado que Josh e Justin não podia dirigir por causa da pancada na cabeça e Lucy e eu não temos carta de motorista.

– No quarto da Lucy tem duas camas. – Falei inocentemente.

Não percebi a bobagem que eu fiz até Lucy me olhar com cara de “use camisinha”.

– Ah, entendi... – Josh falou divertidamente. – O quarto só tem uma cama e você não divide cama com macho, mas divide com a Charlotte. Hmm... Ai sim, hun?

Josh socou o ombro de Justin, um gesto masculino de “saquei a sua”.

– Não. – Me defendi. – Quer dizer, é só por que...

– Tudo bem Charlotte, eu entendi – Josh falou. – Só cuidado para não estourar os pontos da cabeça dele com o sexo selvagem.

Chegamos no hotel quase que imediatamente. Eu estava tentando não deixar as veias do meu rosto estourarem por causa da quantidade de sangue acumulada nessa região do meu corpo.

Pegamos o elevador todos juntos e com mais uma senhora que estava com dois chihuahuas que ficavam latindo para Josh. O elevador abriu no décimo andar e Justin saiu. O segui.

Quarto 105.

Justin colocou o cartão do quarto na leitora e a porta abriu. O cheiro de Justin impregnandono quartoinvadiu minhas vias respiratórias, tirando minha sanidade por alguns segundos.

– Vai ficar parada na porta igual uma imbecil? – Justin perguntou.

– Hm. – Voltei do transe e entrei, fechando a porta.

Justin estava digitando algum número no telefone do quarto. Sentei na beirada da cama, observando o carpete do quarto.

– Oi, eu queria mais uns... – Justin parou por um segundo de falar no telefone. – Seis travesseiros. É. Obrigada.

Ouvi o som do telefone sendo colocado no gancho e depois veio o silêncio.

Fizemos a pazes, é verdade. Mas dividir um quarto de hotel ainda é estranho.

E a culpa disso ter acontecido é minha, como sempre.

– Ahn... – Justin começou. – Eu tenho que tomar banho, então...

– Ah, tá. – Respondi.

Justin levantou da cama e ligou a televisão na frente da cama, entrando no banheiro e fechando a porta.

Tirei meus tênis – ou tênis da Lucy, que seja. – e deitei na cama, assistindo CSI-alguma-cidade-com-o-índice-de-violência-elevado. Bateram na porta e eu levantei para atender.

Era um homem entregando os seis travesseiros do Justin. Peguei os travesseiros e joguei na cama – no lado dele, óbvio – e me joguei na cama também, entrando debaixo da coberta.

Fechei os olhos, procurando por algum pingo de sono. Depois de uma eternidade, ouvi o barulho de água do banheiro parar.

Eu não estava dormindo, mas também não podia dizer que estava 100% acordada. Era aquele estágio entre estar dormindo e estar acordado.

O barulho da porta abrindo me fez abrir um pouco do meu olho esquerdo e ver um Justin molhado com uma toalha amarrada na cintura.

Não é espiar, é conferir sem querer que o outro saiba.

Justin olhou para mim por alguns segundos antes ir até a mala e soltar a toalha, me dando uma visão privilegiada da bunda rechonchuda dele.

Justin enfiou uma boxer e começou a passar as mãos rapidamente pelos cabelos, fazendo um monte de água espirrar para todos os lados.

Sorri discretamente por ser uma tarada sem vergonha sem ninguém notar.

Justin se virou para mim e eu parei de sorrir imediatamente.

“Ele percebeu, sua besta” pensei.

Justin veio até perto de mim, dando a volta na cama, e beijou delicadamente minha testa.

– Boa noite, Char. – Justin falou antes de ir para o outro lado.

Ele pegou os seis travesseiros extras. Um ele colocou debaixo do travesseiro normal dele e os outros cinco serviram para fazer uma espécie de barreira na cama, delimitando o espaço de cada um.

Logo que ele terminou, Justin apagou a luz e eu pude abrir os olhos, finalmente.

Rolei para perto da barreira, enfiando minha mão debaixo dos travesseiros e alcançando a mão gelada de Justin.

– Charlotte? – Justin chamou.

– Hm? – Fiz voz de sono.

– Nada, volte a dormir. – Justin respondeu.

Justin entrelaçou os dedos nos meus, fazendo uma corrente elétrica começar na palma da minha mão e percorrer todo meu corpo.

Depois de algum tempo, eu acabei dormindo de verdade.

(...)

Quando acordei, os travesseiros da “barreira” estavam espalhados por todos os lugares.

E Justin estava perto de mim.

Com um braço em volta da minha cintura, para ser exata.

E uma das minhas pernas estava no meio das pernas dele.

Puxei a minha perna devagar, tentando desgrudar nós dois sem acordar Justin.

Teria funcionado, se alguém – para não dizer Josh e Ryan – não começassem a bater na porta como se não houvesse um amanhã.

– Fletcher! – Josh gritou. Soco na porta. – Fletcher!

– Justin, cara! – Ryan gritou e riu. Mais socos na porta. – Justin!

Justin levantou da cama do nada, indo até a porta e abrindo. Ryan e Josh entraram rindo e se jogaram na cama. Sentei na cama, observando os dois patetas.

– Bom-dia, pombinhos. – Josh falou. – Charlotte, Lucy tá te esperando lá no quarto pra você pegar uma roupa emprestada. Vamos nos divertir hoje, cambada.

Enfiei os tênis de qualquer jeito e subi para o quarto da Lucy/Ryan/Josh. Tomei um banho rápido epeguei outra roupa emprestada da Lucy. Claro que, enquanto eu dava um jeito na minha cara, Lucy tinha que fazer a pergunta.

– Vocês transaram? – Lucy perguntou.

Borrei o lápis do olho por causa disso.

– De onde tirou isso? – Perguntei tentando me recompor. – Somos só amigos agora.

– Ah, claro. – Lucy falou. – Assim como eram só amigos antes. Claro, só amizade.

Arqueei uma sobrancelha para Lucy antes de arrumar minha maquiagem.

Descemos para o saguão do hotel, encontrando os meninos lá, jogando alguma coisa um no outro. Justin tirou a faixa branca da cabeça. Fomos até eles.

– O que vamos fazer hoje? – Perguntei.

– Que tal irmos fazer alguma coisa produtiva de verdade? – Ryan sugeriu. – Podemos ir almoçar e depois podemos pegar a van e ir até o parque de diversão da cidade vizinha.

– Gostei. – Justin falou e sorriu.

Sorri sozinha, só por ter visto sorriso dele.

Por favor Coração, de novo não.

– Ai está você. – Ouvi uma voz que fez minha espinha congelar.

Me virei e lá estava meu pai, acompanhado por Sophie.

Uma Sophie que sorria malignamente para mim.

Notas finais
Obrigada as lindas que recomendaram, vocês são dyvas (:
E quem vai ser a dyva que vai me deixar feliz igual as duas me deixaram? Quem? Quem?
Parey.
Próximo capítulo tem treta maluco. TRETA! TRETA! TRETA!
Quem viu o clipe novo da Jasmine Villegas? Não sou fã dela, mas cara, que dó ):
Obrigada pelos reviews do capítulo passado. Continuem deixando reviews porque eles me inspiram (:
Beijos :*