Notas iniciais
TANTAS LINDAS PARA AGRADECER NESSE CAPÍTULO ♥ CAPÍTULO DEDICADO A:
- BarbaraLD012 (1ª Temporada)
- Daniie (1ª Temporada)
- kellspereira
- Maggie
- melissabieber13
- nebrasck
- GodsGirl
SUAS COISAS MARAVILHOSAS, ME EMOCIONARAM DEMAIS COM AS RECOMENDAÇÕES. SABE O QUE É QUASE ENFARTAR A AUTORA? POIS É, VOCÊS CONSEGUIRAM!
Enjoy (:

Justin demorou um pouco para se situar, mas quando me viu com o celular dele nas mãos ele sorriu.

Sorriu.

Sorriu como se não estivesse preocupado com nada.

– Aproveitou meu sono para investigar minha vida pessoal? – Justin brincou.

Minha voz estava entalada na garganta.

Justin percebeu meu silêncio e franziu as sobrancelhas.

– O que houve? – Perguntou sério.

Não respondi, apenas mostrei o celular para ele. Justin leu a mensagem em tempo recorde e seus olhos arregalaram.

– Por favor, não sai correndo e chorando igual você sempre faz. – Justin falou, me encarando com desespero nos olhos. – Eu realmente tenho como explicar.

Minha respiração ficou meio sem ritmo enquanto eu lutava contra a vontade de... Bom, sair correndo e chorando.

– Essa garota, Janelle, é filha de um dos sócios da empresa do meu pai. Ela também estuda em Oxford e meu pai está me empurrando pra ela porque seria bom pra empresa se nós dois ficarmos juntos. Mas eu não tenho intenção nenhuma de assumir a empresa do meu pai. E principalmente não tenho interesse nenhum na Janelle. Só... – Justin pareceu meio atordoado em continuar. – Meu Deus, como vou explicar pra você sem fazer você pensar que eu sou um cafajeste?

– Dormiu com ela? – Perguntei. Justin assentiu. – Quantas vezes?

– Algumas. – Justin falou e apertou os lábios.

– E vocês estão oficialmente juntos? – Perguntei. Justin negou com a cabeça. – E você gosta dela? – Justin negou com a cabeça de novo enquanto fazia uma careta.

– Claro que não, que nojo. – Justin falou. – Ela é muito superficial. Me lembra bastante a sua irmã.

– E ela gosta de você? – Perguntei.

– Acho que sim. – Justin falou e depois sorriu maliciosamente. – Você sabe, sou irresistível.

– Não é hora de piadinhas. – Cortei. Justin parou de sorrir. – E... E ela é bonita?

Justin arqueou uma sobrancelha e me olhou maliciosamente.

– Alguém está com ciúme? – Justin perguntou.

– Alguém, vulgo eu, não está com ciúme coisa nenhuma. – Falei brava.

Justin levantou a mão como quem se rende.

– Ok, eu finjo que acredito em você. – Falou. Virei os olhos. – Respondendo sua pergunta, Janelle é bonita sim. Você sabe, ela tem aqueles peitões e aquela...

– Tá, não quero saber. – Interrompi.

Justin começou a rir.

– Janelle é bonita, mas, você sabe, ela não é nenhuma Charlotte. – Justin falou e olhou pra mim.

Os olhos castanho-avelãs dele brilhavam e a cara fofa de “acabei de acordar” ajudou a deixar ele mais fofo ainda. Se eu fiquei derretida? Hahahaha, claro que sim.

Senti cada centímetro do meu rosto corar e ficar bem quente.

– Idiota. – Falei.

– Linda. – Justin falou e se aproximou de mim.

– Sai de perto de mim. – Falei e empurrei o peito desnudo dele, que não fez nada além de tirar risinhos de Justin. – Vai lá com a Janelle.

– Não, eu quero você. – Justin falou, se aproximando mais ainda.

Desviei meu rosto quando Justin tentou me beijar.

– Não vou te beijar agora. – Falei. – Você acabou de acordar, deve estar com bafo.

Justin resmungou alguma coisa e levantou, indo até o banheiro.

Não que eu seja uma pervertida, mas ele estava só de cueca, o que me lembrou de quando ele se trocou na minha frente pensando que eu estava dormindo.

Afundei meu rosto no travesseiro dele, inalando o cheiro de paraíso de Justin. Tirei minha cara de lá quando ouvi a porta do banheiro abrir e um Justin de cueca sair de lá secando o rosto.

– Pronto, agora escovei meus dentes. – Falou. – Posso te beijar?

Comecei a rir, o que foi algo bem idiota de se fazer.

– Já pensou em procurar ajuda profissional pra sua loucura? – Justin falou e eu comecei a rir mais ainda. – Sério, vai se tratar.

Justin ficou sério por uma fração de segundo, antes de começar a rir também.

Depois de Justin se vestir e eu parar de ser maluca, finalmente descemos para comer alguma coisa. Todo o pessoal estava aglomerado na sala, assistindo alguma coisa sobre uma tragédia em Nova Iorque causada pela neve.

Eu e Justin sentamos na bancada da cozinha e começamos a comer tudo o que sobrou, conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Simplesmente jogando papo fora, algo que eu não faço há muito tempo.

Justin sacou o telefone e discou um número quando a conversa terminou, tamborilando impacientemente os dedos no mármore escuro da bancada.

– Oi mãe. – Justin falou. – Sou eu, Justin. É. Eu só liguei para te dar feliz natal. – Pausa. – Estou bem, sim. – Pausa. – Sim, mãe. Estou me alimentando direito. – Pausa. – Não liguei e provavelmente não vou ligar. – Pausa. – Dane-se que ele é meu pai, não quero falar com ele. – Pausa. – Sim, Charlotte está aqui. – Pausa. – Eu falo. – Pausa. – Ok. Eu te amo mãe.

Aquilo foi fofo. Digo, muito fofo mesmo.

Pensei em ligar pro meu pai, mas ai lembrei que meu pai não era legal ou carinhoso como a Polly.

Justin desligou e olhou para mim com um sorriso torto.

– Minha mãe te desejou Feliz Natal. – Justin falou.

Sorri.

Então me lembrei do padrasto desprezível de Justin, Phill.

– Como vão as coisas com Phill? – Perguntei.

Justin bufou e virou os olhos.

– Terríveis. Obrigada por perguntar. – Justin falou. O olhei, o encorajando a continuar. – Ele é um imbecil. Consegue ser pior que meu pai e olha que meu pai é o maior dos imbecis que já pisou na Terra.

Mordi minhas bochechas por dentro da boca.

– Sinto muito. – Falei.

– Não sinta, eu ainda acabo com aquele filho-da-puta. – Justin falou como se fosse a coisa mais natural do mundo e levantou da bancada. – Quer dar uma volta na cidade?

Assenti.

(...)

Eu e Justin acabamos ficando tempo demais na cidade, só andando e vendo as lojas fechadas por conta do Natal. Era como se andássemos por uma cidade deserta tirando um ou dois carros que passaram na rua.

Quando voltamos para a casa da Mackenzie, descobrimos que Mackenzie e Josh tinham ido dar uma volta no terreno da casa, Ryan e Lucy estavam discutindo a questão de que dias que Ryan tem que ir visitá-la na Irlanda. Ian... Bom, estava passando Semana do Tubarão no Discovery Channel. Ele estava bem.

Assistimos Semana do Tubarão com Ian até Mackenzie e Josh aparecerem com os lábios vermelhos e saltados.

– Foi bom o sexo? – Justin perguntou num tom brincalhão.

Mackenzie ficou rosa, aquele rosa tipo My Little Pony.

– Justin! – Mackenzie repreendeu. – Não seja absurdo.

– Vai se foder, Justin. – Josh respondeu.

Como provavelmente deu para perceber, Josh tem muito mais intimidade com Justin do que Mackenzie tem com Justin.


31 de Dezembro – Véspera de Ano Novo

Estávamos reunidos na varanda que eu e Justin passamos a manhã há uns dias. Mackenzie e Josh deram um jeito de trazer a mesa para a varanda e estávamos observando a noite, comendo e esperando pela virada do ano.

Justin estava do meu lado, beijando meu ombro quando havia aquela pausa entre o momento em que o assunto termina e o momento que outro assunto começa. Eu estava congelando, podia sentir as pontas dos meus dedos e meu joelho perderem a sensibilidade, mas de algum jeito Justin me mantinha aquecida.

Apesar de estar feliz por estar com as seis melhores pessoas que eu já conheci, não conseguia parar de pensar que depois de amanhã vou estar no internato, longe da maioria deles, apenas lembrando desse momento e de como eu me sentia bem.

– Pensando em que? – Justin perguntou baixinho, apenas para eu ouvir.

– Na vida. – Falei e tomei um gole do vinho caro que resolvemos abrir.

– E o que me diz? – Justin perguntou enquanto beijava meu ombro.

Uma corrente elétrica passou por meu corpo, arrepiando até o último fio de cabelo da minha nuca.

– É um saco às vezes, mas vale a pena. – Falei.

Justin sorriu.

– Cinco minutos! – Lucy gritou e ela e Ryan começaram a fazer uns sons parecidos com uivos.

Cinco minutos da virada do ano.

Daqui a uns meses, não vou mais ter dezesseis anos. Vou ter dezessete. E Justin, mais para frente, terá dezenove. E no ano seguinte eu vou ter dezoito, planejando para qual faculdade eu vou me inscrever.

O tempo passa rápido demais às vezes e às vezes eu realmente quero que ele pare. Como agora. Congelar esse momento seria o adequado, para poder vivê-lo para sempre.

Não só por causa de Justin, mas por causa de todos.

– Ok, chega de pensar demais. – Justin falou e encheu meu copo com mais vinho. – Só se divirta, ok?

– Estou me divertindo. – Falei rindo.

E eu realmente estava. Mas estava me divertindo como a Charlotte mulher, que pensa no futuro. E não a Charlotte viva-rápido-e-morra-jovem.

Justin me beijou. Apenas encostou seus lábios nos meus, nada mais.

– Você está linda. – Falou.

– Obrigada. – Falei.

Levantamos das cadeiras e fomos até o parapeito da varanda. Justin ficou do meu lado, conversando com Ryan sobre a última virada do ano que passaram juntos na casa de alguém.

E então os fogos-de-artifício começaram a estourar e todo mundo calou a boca.

Não estávamos nos abraçando e desejando um monte de porcarias um para o outro, estávamos apenas assistindo a queima de fogos em silêncio, como se estivéssemos compartilhando um segredo.

Então eu percebi.

Eu não vivo em uma história triste. Eu estou aqui, nesse segundo, olhando as luzes do céu e tendo certeza absoluta que não estou sozinha para enfrentar o futuro. Aquelas pessoas ali estão do meu lado e não são alguns quilômetros que distância que vai nos separar para sempre.

Quando tudo acabou, Justin puxou minha cintura e me beijou. Correspondi ao beijo, dando passagem para a língua travessa de Justin. Nos beijamos durante um tempo, ignorando Ryan, Ian e Josh que insistiam em fazer piadinhas sobre a varanda não ser um quarto de motel.

Eu estava completamente fora de órbita com os lábios e língua de Justin brincando comigo.

Depois que nos separamos por falta de ar pela 500ª vez, Justin mordeu o lóbulo da minha orelha, fazendo um gemido mínimo e imperceptível ficar preso na minha garganta.

– Dizem que a primeira pessoa que você beija no ano novo é quem você vai beijar o ano inteiro. – Justin falou. Sorri.

– Eu não me importo. – Falei. – O garoto que eu beijei é bonitão.

Justin riu baixo.

– Acho que também dei sorte de beijar uma garota legal. – Justin falou.

Eu estava sorrindo igual uma retardada.

– A propósito... – Comecei. – Feliz ano novo.

– Feliz ano novo. – Justin respondeu e me deu um selinho. – Que esse ano seja um pouco menos insuportável naquele inferno que você chama de escola.

Ri.

– Que esse ano sua família seja um pouco menos complicada e que você possa passar mais tempo com a sua mãe. – Falei. Justin sorriu. Outro selinho.

– Seu aniversário é no mês que vem, hun? – Justin perguntou. Assenti. – Quem sabe eu não apareço em Kentucky para te levar pra jantar.

– Desistiu da faculdade já? – Brinquei. Justin riu.

– Você sabe, meu pai é praticamente o dono. Já estou formado, só estou comparecendo as aulas e fazendo os trabalhos por pura formalidade. – Justin brincou.

Ri. E então nos beijamos de novo. E quando precisamos parar para respirar, Justin deu um beijo no meu pescoço, chupando com gentileza para não marcar muito. Outro gemido parado na garganta.

– Dorme comigo hoje? – Justin perguntou.

Notas finais
Quase 2,000 palavras, QUASE.
Eu sei que pra vocês pode não estar aquelas coisas esse capítulo, mas eu gostei de escrever ele, sei lá. Acho que é por causa dos momentos Lovey-Dovey do Jus e da Char.
E SIM MOÇAS, PRÓXIMO CAPÍTULO TERÁ CONTEÚDO SEXUAL. PREPAREM SEUS CORAÇÕES. E terá também alguma coisa para complicar a vida dos dois além do fato de terem que ir embora.
E AS LINDAS QUE MANDARAM RECOMENDAÇÕES: SINTAM-SE TODAS MORDIDAS/BEIJADAS/ABRAÇADAS.
E obrigada pelos reviews do capítulo passado, suas perfeitas. Vocês são o ovo da minha marmita (não).
BEIJOS NA BUNDA DE TODAS VOCÊS :*
Mereço reviews? Eles me inspiram (: