Notas iniciais
Obrigada por todo o apoio que vocês deram pra mim no capítulo passado por causa da minha amiga ♥ Sério, obrigada, de coração.
Enjoy (:
Obs: Tentem prestar atenção só no que Justin está vestindo lá pro meio do capítulo. Acreditem em mim, vai ser meio difícil :9

As cinco principais pistas de que esse não ia ser o natal mais normal do mundo:

5- Nossa ceia se baseia em comida congelada do Wal-Mart. Sem julgamentos;
4- A nossa árvore de natal é um arbusto arrancado do jardim decorado com os brincos que Josh roubou da minha mala;
3- Esqueça o “compartilhar a Coca-Cola com a família”, aqui nós compartilhamos a vodca com os manos;
2- Ninguém comprou presente pra ninguém. A não ser a trouxa aqui que comprou presente pra todo mundo;
1- Eu e Justin continuamos sem nos falar. E eu preciso dar meu presente pra ele.

Ajeitei minha saia na frente do espelho, dando uma última conferida no que eu estava vestindo.

De que adianta estar aceitável por fora se por dentro eu estou uma bagunça?

É, não adianta de nada.

Sai do quarto, escutando as risadas altas no andar de baixo. Já eram sete horas da noite e não tínhamos começado a preparar as coisas. Com e exceção da árvore de natal de arbusto.

Tínhamos feito um trato para hoje: Ninguém fica bêbado. Vamos tentar nos manter sóbrios.

Desci as escadas, vendo Justin e Ryan jogarem um contra o outro em um jogo de dança no X-Box da Mackenzie enquanto Josh parecia estar dando cantadas monstras na Mackenzie, que só ria e corava.

Lucy apareceu do nada e me puxou pelo braço, me arrastando para cozinha. Ela tinha conseguido descongelar a comida e preparar uma salada sem atear fogo na casa. Que orgulho.

A ajudei a arrumar a mesa da ceia na sala de jantar e em menos de trinta minutos tudo já estava pronto.

Fomos para a sala e ficamos conversando como pessoas civilizadas que provavelmente não éramos.

E acreditem em mim quando digo que Justin Fletcher estava... Uau. Sei que sou suspeita para dizer o quanto Justin Fletcher estava gostoso, mas ele realmente estava.

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Justin, apesar de estar realmente envolvido na conversa, brincava com um acessório de pelinhos preso na calça dele. E às vezes sorria. E sorriu de volta pra mim quando viu meu sorriso sem-graça porque ele me viu olhando demais para ele.

Depois de algumas horas de conversa afiada – e vários copos de refrigerante – Lucy falou que estava na hora da comida. Sentamos em volta da mesa, Lucy esquentou o que faltava no micro-ondas e então começamos a comer.

A conversa rendeu bastante e, quando deu meia-noite, finalmente começamos a desejar feliz natal um para o outro.

– Feliz natal, sua louca. – Lucy falou e me puxou para um abraço aconchegante.

Ri da cara de ofendido que Ryan fez por Lucy ter me abraçado primeiro.

– Feliz natal, doidinha. – Falei.

Nos soltamos e Mackenzie agarrou meu pescoço.

– Feliz natal, Charlie! – Gritou na minha orelha.

Antigamente eu teria ficado brava por ela estar gritando e estar totalmente animadinha, mas agora eu só ri.

– Feliz natal, Kenzie. – Falei e me puni mentalmente por criar um apelido idiota pra Mackenzie.

Sou terrível com apelidos.

Mackenzie me soltou e Ryan passou os braços pela minha cintura, me levantando no ar.

– Feliz natal! – Gritou e me colocou no chão de novo.

Ian me deu um abraço e me girou no ar. Ri.

– Feliz natal, Charlotte. – Falou.

– Feliz natal, Ian. – Falei.

Ian me deu um beijo na bochecha e eu olhei de relance para Justin, que parecia interessado demais em conversar com a Mackenzie para prestar atenção em mim.

Estou sendo uma ciumenta idiota, sei disso.

Josh agarrou minha cabeça e começou a bagunçar meu cabelo.

– Feliz natal e que Jesus te ajude a ser menos besta. – Josh falou.

– Me larga, Josh! – Falei em um tom divertido. Josh me soltou. – Feliz natal e que Jesus te ajude com seu alcoolismo.

Josh riu.

Larguei todos na sala de jantar e subi para o quarto, pegando a pequena sacolinha dentro da minha mala. Desci correndo e encontrei todos eles indo para a sala de tv.

– Eu comprei coisas para vocês. – Falei.

Todos me olharam com cara de “Hãn?”. Sacudi a sacola e Lucy bufou, meio chateada.

– Achei que tínhamos dito sem presentes. – Lucy falou.

– Eu sei. – Falei. – Mas eu achei legal dar alguma para vocês. Não se preocupem, não foi caro.

Peguei o presente da Lucy – uma pulseira com o símbolo do infinito, já que ela gostava tanto da minha – e a entreguei. O mesmo com os brincos da Mackenzie, a carteira do Ryan, o licor de marca do Josh, a nova edição do God of War do Ian e a capinha de celular do Justin.

Todos pareciam realmente felizes de terem ganhado alguma coisa e eu, supreendentemente, não estava me sentindo mal por ter ganhado... Bom, nada.

Depois de me agradecerem e coisa e tal e depois de muitas conversas sobre os presentes, peguei meu copo de vinho e sai para a área da piscina para tomar um ar e tentar não pensar demais que toda essa felicidade vai acabar daqui alguns dias quando eu voltar para o internato.

Fiquei parada, de pé, olhando a piscina.

Ouvi alguém sair também, mas não me importei naquele momento.

Só comecei a importar quando Justin se materializou do meu lado.

– Obrigada pela capa do celular. – Justin falou.

Depois disso ficamos naquele silêncio que nenhum dos dois se atreve a quebrar. Aquele silêncio que antecede algum tipo de discussão que nenhum de nós dois quer ter.

– Olha, eu sei que está bravo comigo... – Comecei, me virando para Justin.

– Não, não. – Justin me cortou. – Só... Não fala nada, tá? Estou em um droga de batalha interna aqui, por favor não interrompa.

Prensei meus lábios juntos e olhei para a piscina, evitando olhar para Justin.

– Também comprei algo para você. – Justin falou. Olhei para ele pelo canto do olho. – Eu ia dar para Lucy ou para a Mackenzie, mas ia... Sei lá, o presente é tão você que parecia tão, não sei... Errado simplesmente dar para outra pessoa sem ser, bom, você.

Justin tinha atropelado as palavras ou era impressão minha?

– Hm. – Falei. – Obrigada.

Justin riu.

– Nem te dei ele ainda. – Falou. Ri.

– Ok, então... Se vai me dar, esse é o momento. – Falei.

Justin riu.

– Feche os olhos. – O encarei com um sobrancelha levantada. Justin riu. – Vai logo, não tenho a noite inteira.

Fechei os olhos e, depois de alguns segundos, senti algo gelado bater no meu pescoço.

– Pode abrir. – Justin falou.

Toquei o pingente do colar com a ponta dos dedos e o peguei, o puxando um pouco para olhá-lo. Justin, que estava atrás de mim, voltou para o meu lado.

Era tão lindo e tão perfeito e tão... Eu não sei, único.

Único. Essa é a palavra.

– É lindo. – Falei. – Mesmo estando de ponta-cabeça, é lindo.

Justin riu e coçou a nuca.

– Eu sei que é meio idiota porque é um floco de neve e tudo mais, mas... – Justin falou. – Sei como você é diferente de todas as outras garotas do mundo. E sei como o aqueles colares com pingente de coração são clichês e nada originais. E tenho certeza que você é original o suficiente para usar um floco de neve ao invés de um coração ou o símbolo do infinito. Eu te acho diferente, Charlotte. Igual ao floco de neve. Um diferente bom.

Senti meus olhos meio que molharem, mas segurei o choro.

– Obrigada. – Falei. – Eu... Se eu soubesse que ia me dar algo tão legal teria caprichado mais na capinha de celular.

Justin começou a rir.

– Fica tranquila, eu adorei o que você me deu. – Justin falou.

Toquei mais uma vez o colar, desviando meus olhos dos olhos castanhos claros e hipnotizantes de Justin.

– Você deve ter pago uma fortuna por isso. – Falei.

– Paguei o suficiente, esquece o preço. – Justin falou.

Pode soar extremamente brega, mas naquele momento um floco de neve valia mais que mil corações.

– Desculpa. – Falei.

Justin riu.

– Pelo que? – Perguntou.

– Por tudo. – Falei. – Eu sei que eu errei contando para o Ian e...

– Charlotte... – Justin falou e se aproximou de mim, segurando meu queixo. Senti o ar ser sugado dos meus pulmões. – Eu peço desculpa. Eu tenho sido um idiota com você e com o Jedi mirim, mas... Desculpa. Eu tenho sido um idiota com você e com o Ian, e eu sinto muito.

Não respondi porque eu estava incapacitada de respirar.

– Quer me dar alguma coisa que vai compensar a capa para celular? – Justin perguntou enquanto se aproximava mais de mim. Assenti. – Deixa eu te beijar. Te beijar de verdade, como nos beijávamos antigamente.

Selei nossos lábios e Justin rapidamente pediu passagem para a língua. Sua língua explorava toda minha boca vagorosamente e aquilo estava me matando por dentro. Entrelacei meus dedos nos cabelos de Justin enquanto ele me puxava para mais perto, como se estivesse tentando fundir nossos corpos.

O frio, o momento, as pessoas dentro da casa, o passado, o futuro. Nada disso importava agora. Era apenas eu e Justin, Justin e eu. E ninguém mais. E nada mais.

O puxei mais para perto – não que isso fosse possível – e Justin agarrou minhas pernas, me pegando no colo e me levando até a parede mais próxima, me prensando contra ela. Com uma mão ele apertava minha cintura, com a outra me encurralava, como se estivesse com medo de eu ir embora.

Nos separamos quando a falta de ar começou a prejudicar. Mas a “pausa” não demorou muito. Uma vez que pegamos mais ar, Justin nos grudou de novo, me deixando assumir o controle do beijo dessa vez.

Ficamos nos beijando até eu começar a tremer de frio e Justin parar nossa sessão de beijos por conta disso. Entramos na casa e, sem querer, eu cai para trás enquanto subia o primeiro degrau da escada, mas Justin me segurou.

Depois disso ele riu baixinho.

– O que foi? – Perguntei quase rindo também, apesar de não saber porque ele deu risada.

– Você não percebe que tudo o que você faz, por mais imbecil que seja, tem algum tipo de teor sexual, né? – Justin falou.

Senti minhas bochechas começarem a querer queimar.

– Do que está falando? – Falei enquanto voltava a subir as escadas.

– De você cair e esbarrar, bom, nele ali em baixo e nem se quer perceber o quanto o que fez foi sexy. – Justin falou.

É, minhas bochechas começaram a pegar fogo. Chegamos no segundo andar.

– Ah. – Falei sem graça. – Tá. Boa noite.

Me virei para Justin e colei nossos lábios, soltando-o poucos segundos depois.

– Boa noite. – Justin falou.

Apesar de o sol já estar saindo, “boa noite” pareceu o certo a se fazer.

Quando estava entrando no quarto, Justin me chamou.

– Ei Charlotte. – Justin falou e eu olhei para ele, que também estava entrando no quarto. – Eu ainda posso ter pesadelos.

Ri ao lembrar que foi exatamente isso o que ele me disse na Inglaterra, sobre ter pesadelos e correr para debaixo das minhas cobertas. Cá entre nós, foi totalmente cheio de primeiras, segundas, terceiras e quartas intenções.

– Vou ficar te esperando. – Respondi e entrei rapidamente no quarto, fechando a porta rapidamente.

Eu estava sorrindo como uma garotinha que acabara de ganhar a primeira Barbie, mas não é como se fosse algo ruim.

(...)

Quando acordei, todos já estavam lá em baixo pensando no almoço. Menos Justin, que ainda estava dormindo. Peguei um copo de suco e subi as escadas, entrando no quarto dos garotos.

Justin estava totalmente largado em uma cama improvisada no chão. Sentei do lado dele e comecei a assoprar o rosto dele e o observar dormindo.

A expressão relaxada de Justin me fazia sorrir. Mas tudo meio que me fazia sorrir hoje por causa do meu colar de floco de neve. Tudo parecia mais... Não sei, alegre quando eu sentia o peso do colar no meu pescoço.

Tomei um susto quando o celular de Justin vibrou. Percebi que ele já tinha colocado a capinha – do Batman – e sorri. Peguei o celular e vi o nome pular no visor.

Janelle.

Mordi meus lábios, me concentrando em não ler a mensagem. Justin já está suficientemente irritado comigo, não preciso dar mais motivos para ele querer que eu o deixe em paz.

Acabei decidindo por ler e depois falar para ele que eu cliquei acidentalmente no “abrir”.

De:Janelle
Mensagem: Não consegui falar com você ontem à noite. Onde está? Na casa do seu pai ou em algum outro lugar? Me liga bebê, estou preocupada. Comprei uma lingerie nova para usar com você... Feliz natal ♥

Meu sangue virou gelo nas veias.

E foi ai que Justin acordou.


Notas finais
VOA VOA BRABULETA (8)
Quem vai ser a gatíssima que vai mandar uma recomendação para mantermos a tradição de uma recomendação por capítulo? Ninguém? Ok.
E, por falar nisso, obrigada meninas. Por acompanharem a fic e tudo mais. Não tenho como falar/escrever o quanto cada review, cada MP, cara tudo que vocês me mandam meu coração acelera e eu fico feliz.
Acho que estou apaixonada por vocês todas. Como faz?
(Mas eu ainda amo minha marida ♥)
Mereço reviews? (:
Beijos e glitters pra vocês todas :*