She Will Be Loved 2
17 Failed Perfect Summer
Notas iniciais
Enjoy (:
O tempo passou meio devagar até o verão.
Mackenzie conseguiu uma carta de aceitação para New Bridge. Ian começou a namorar uma garota do Clube Dos Matletas da escola. Minhas notas decaíram porque eu dormia durante a aula já que tinha que ficar acordada até tarde para falar com o meu namorado por causa do fuso-horário.
Quando os avisos dos eventos pré-verão começaram a encher as paredes da escola – por exemplo o baile que eu não iria esse ano – e todas as meninas do internato ficarem animadinhas, eu soube que minha vida ia começar a melhorar.
Caribe, depois Irlanda.
Passei o zíper na minha última mala.
– Acho que peguei tudo. – Falei e me joguei no colchão da minha antiga cama. – Nem acredito que vamos para a Irlanda, finalmente. Parece que foi ontem que eu voltei do último verão.
– É. – Foi tudo o que Mackenzie respondeu.
Sentei na cama e olhei para minha colega de quarto.
– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei.
– Não. – Mackenzie falou e sorriu meio triste.
Ia perguntar o porquê de ela estar aparentemente triste com alguma coisa e exigir uma resposta mesmo que ela disse que nada tinha acontecido, mas Ian rompeu pela porta e atrapalhou meu interrogatório.
– Então, acho que é isso. – Ian falou e abraçou Mackenzie. – Bom verão e eu vou ficar esperando e-mails. Das duas.
– Se sua namorada não ter chilique porque estamos te mandando e-mails. – Mackenzie falou e Ian riu um pouco.
A namorada dele tem um pouco de ciúme meu e da Mackenzie por motivos desconhecidos por todos nós.
Ian e Mackenzie se soltaram e eu levantei da cama, abraçando Ian logo em seguida.
– Vou sentir sua falta. – Ian falou.
– Também vou sentir a sua, nerd. – Falei.
Ian riu um pouco e eu o acompanhei.
– Ok então. – Ian falou e nos soltamos. – Até mais, gatinhas.
Ian saiu do quarto tão de repente quanto entrou. Eu, de verdade, ia sentir falta dele. Quer dizer, ele foi uma das poucas pessoas que tentaram falar comigo quando eu não falava com ninguém.
– Até mais. – Eu e Mackenzie dissemos em uníssono um pouco tarde demais.
Mackenzie terminou de arrumar as coisas e fomos embora. Ela já tinha dado adeus para as outras pessoas da escola ontem à noite, numa festa que foi até hoje de manhã.
Josh nos levou até o aeroporto e ele e Mackenzie não falaram tanto quanto eu achei que falariam no caminho. Na verdade, o caminho para o aeroporto foi silencioso. Tinha algo errado.
Josh parou o carro no estacionamento e nos ajudou a levar as malas para dentro do aeroporto, que estava cheio de gente da nossa escola. Procurei por Justin com os olhos e não o achei. Depois de alguns minutos, senti alguém tapar meus olhos por trás.
Sorri porque eu já sabia quem era pelo perfume.
Sou estranha, eu sei.
Tirei as mãos de Justin do meu rosto e me virei para ele, o abraçando. Justin me abraçou de volta e selou nossos lábios rapidamente.
– Que nojo. – Josh falou. – Que coisa gosmenta. Chega desse nhé-nhé-nhé, pelo amor de Jesus.
Justin e eu sorrimos e nos soltamos, mas não completamente. Justin ficou com o braço enrolado a minha cintura. E pela primeira vez no dia eu vi Mackenzie sorrir de verdade, se é que me entende. Como se, pela primeira vez no dia, ela quisesse sorrir e não estivesse sendo forçada a isso.
– E ai? – Justin falou. – Já mandaram as coisas para a Irlanda?
– Já. – Respondi sorrindo.
– Mandei para a casa dos meus pais e eles vão mandar para Irlanda semana que vem. – Mackenzie falou, com o sorriso falso dela.
Mordi minhas bochechas por dentro porque estava começando a ficar preocupada com a Mackenzie.
Depois de alguns minutos de conversa, fomos para o balcão de passagens. Justin comprou a passagem dele para o Caribe e eu comprei a minha com o meu dinheiro depois de quase acertar meu namorado com um pote de vidro que estava na mesa da atendente.
Mackenzie e Josh compraram passagens para Califórnia.
Depois disso, foi a hora das despedidas.
Josh e Justin socaram o ombro um do outro e falaram coisas como “Pô, cara. Bom verão”, o que pareceu ser uma despedida de garotos.
Abracei Mackenzie.
– Nos vemos na Irlanda, então. – Falei e senti Mackenzie me apertar um pouco mais.
– É. Irlanda. Legal. – Falou meio desanimada.
Nos soltamos e eu encarei Mackenzie. É agora a hora de saber o que estava acontecendo.
– Para de mentir pra mim. – Falei. – O que foi?
– Eu... – Mackenzie começou e respirou fundo. – Charlotte, não quero ir para Irlanda.
– Como assim? – Perguntei, sentindo todo meu sangue abandonar meu rosto.
– A Irlanda, estudar com Lucy e você em um país diferente... Parece um sonho. Só que não é o que eu quero. – Mackenzie falou. – Quer dizer, eu gosto daqui. Se eu for para a Irlanda... Nunca mais vou ver meu namorado, ou meus pais. Entende?
– Você... Você não vai então? – Perguntei e mordi minhas bochechas por dentro.
– Não. – Mackenzie falou. – Me desculpe.
A abracei de novo, mais forte dessa vez.
– Eu te odeio por não estar indo, mas vou sentir sua falta, sua louca. – Falei.
Mackenzie riu.
– Também vou sentir sua falta, louquinha. – Mackenzie falou.
– Só para registrar... – Comecei. – Depois de tudo o que aconteceu no verão passado comigo... Você foi a melhor colega de quarto que poderiam ter escolhido para mim. Sério. Obrigada por aturar minhas bobagens.
Mackenzie começou a chorar e me apertou mais ainda.
– Aproveitei a Irlanda por mim. – Mackenzie falou. – E acho melhor me manda notícias porque eu sei onde você vai estudar, mocinha.
Ri um pouco e senti algumas lágrimas molharem meu rosto.
Eu e Mackenzie nos soltamos e eu abracei Josh.
– É melhor tomar conta dela se não eu volto aqui só para chutar seu traseiro. – Falei.
Josh riu.
– Não fique prenha. – Josh falou. – Por favor. Sou novo demais para ser tio.
Ri um pouco.
– Não é prenha, Josh. É grávida. Mulheres não ficam prenhas, ficam grávidas. – Falei.
– Que seja. – Josh falou.
Nos soltamos e fomos para portões de embarque diferentes. Eu e Justin caminhamos para o portão 3, com Cancún escrito em uma placa enorme.
– Animada? – Justin me perguntou.
– Não, imagina. – Falei ironicamente.
Passamos pela revista da bagagem de mão e meia hora depois embarcamos no avião com destino a Cancún.
(...)
Abri os olhos devagar, encontrando o rosto de Justin a poucos centímetros do meu. Ele estava de olhos fechados, mas estava acordado porque os dedos dele estavam acariciando minhas costas.
– Buenos dias. – Falei e Justin abriu um dos olhos e sorriu, antes de tampar os raios do sol com uma das mãos.
– Buenos dias. – Justin respondeu e eu sorri.
– Seu espanhol está quase bom agora. – Falei. – Como conseguiu se formar no ensino médio sem ter o básico do espanhol?
– Tenho minhas técnicas. – Justin falou.
Começamos a rir. Quando os risos cessaram, Justin alcançou o controle da janela do quarto e abaixou a veneziana para o sol parar de bater na cara dele.
Estávamos na suíte de lua-de-mel do resort mais caro da ilha caribenha mais cara de Cancún. Tivemos que mentir que estávamos em lua-de-mel para consegui-la e absolutamente todos os funcionários do hotel me chamava de Señora Fletcher.
Era estranho e legal ao mesmo tempo.
Estávamos hospedados há quase duas semanas e fizemos absolutamente todas as atividades que o resort oferecia. Não tínhamos mais atividades então passávamos a tarde inteira na praia ou na piscina e a noite íamos beber no bar da praia do hotel porque a idade legal para beber aqui é dezoito anos e Justin tem dezoito anos e ele podia pegar coisas para eu beber porque eu sou a “esposa” dele.
As leis do México são meio bobas.
Quando voltávamos para o quarto... Bom, já dá pra imaginar.
– Vou tomar banho. – Justin falou e me beijou antes de levantar e ir para o banheiro.
Me remexi na cama e peguei o laptop de Justin no criado-mudo, acessando minha conta de e-mail. Um e-mail novo de... Ryan?
Abri o e-mail. Ele estava destinado ao meu e-mail e ao de Justin.
De: ryan.barnes@xxxxx.com
Mensagem: Me liga. É urgente.
Peguei o telefone do quarto, pouco me importando que íamos ter que pagar uma conta absurda por causa dessa ligação. Disquei o número do celular de Ryan e depois de dois minutos e pouco esperando para a ligação ser encaminhada para a Europa, Ryan atendeu.
– Alô? – Ryan atendeu com voz de sono.
Fuso-horário.
– Ryan, desculpa ligar essa hora. – Falei. – É a Charlotte. Esqueci do fuso.
– Charlotte! – Ryan pareceu se animar. – Recebeu meu e-mail.
– Recebi, por isso te liguei. – Falei. – O que houve?
– Muitas coisas. – Ryan falou. – Primeiro, New Bridge.
– O que aconteceu? – Perguntei meio desesperada.
– Mackenzie veio aqui essa semana para nos ver e cancelar a matrícula no New Bridge. – Ryan explicou. – A matrícula dela já estava cancelada. E sua também.
– Como assim? – Perguntei.
– O diretor do internato cancelou a matrícula de vocês. – Ryan falou. – Lucy perguntou o porque para o diretor em pessoa e ele disse que vocês duas foram dadas como viciadas em substâncias tóxicas. E isso não segue os padrões da escola.
– Como assim viciada em substâncias tóxicas? – Perguntei meio com raiva.
– Alguém ligou na escola e disse isso para ele. Tipo uma denúncia anônima. – Ryan falou. – Mas essa não é a pior parte.
Deus.
– Minha mãe ouviu nossa conversa sobre isso e contou para Polly. – Ryan falou. – Polly acha que você é a culpada de Justin estar supostamente usando drogas. E ela está indo para Cancún com Phill.
Atualizada 16:54: Se o link da suíte não for, o endereço é esse: http://travel.spotcoolstuff.com/wp-content/uploads/2008/11/jadepan1full.jpg
Quem quiser ler minha nova fic: http://fanfiction.com.br/historia/278972/Love_Is_Pain/
É original, eu sei, e é bem diferete de SWBL, eu sei, mas quem quiser dar uma chance... (:
Notas finais
Desculpa a demora, mesmo. Tive um bloqueio criativo.
Mereço reviews? Eles me inspiram :3
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