Notas iniciais
Primeiro capítulo da segunda temporada, weeeeeee.
CAPÍTULO DEDICADO A HarunoBieber E A Jhenifer Batista POR TEREM DEIXADO RECOMENDAÇÕES PERFEITAS NA PRIMEIRA TEMPORADA (:

“Essas alegrias violentas, têm fins violentos.” – Romeu e Julieta.

Pulei uma poça de água gelada. Ian me seguiu.

Desde que todas as pessoas que eu tolerava nesse internato resolveram ir embora, andar pelo campus tem ficado cada vez mais insuportável para mim. Sinto falta de como era antes.

Mackenzie, minha colega de quarto que qualquer dia será levada pela nave-mãe, realmente tenta ser minha amiga quando não dedura minhas bebidas nada lícitas debaixo da minha cama para a inspetora do alojamento do terceiro ano, mas eu não quero ser amiga dela.

Eu não quero ser amiga de ninguém, para falar a verdade.

Mas especialmente não quero ser amiga da Mackenzie.

Ela tem o mesmo nome do condomínio onde as férias de verão mais desastrosas da minha vida aconteceram. Não quero lembrar e toda vez que falo com ela eu acabo me lembrando de um jeito ou de outro.

Ian é outro ser humano que agora eu tenho que aturar.

Desde que eu quase deixei David cego com a minha “gracinha violenta logo no primeiro dia de aula”, a diretora me encaminhou para um grupo de Terapia da Raiva, onde eu conheci Ian, um menino que eu nunca tinha visto na minha vida.

Depois da terceira reunião eu parei de ir, mas as únicas três primeiras reuniões que eu frequentei já fizeram Ian morrer de amores por mim. Parece que ele odeia David, o que já nos faz ter um pouco em comum.

Enfim, eu estou curtindo minha nova infelicidade total.

- Eu estava pensando, podemos ir para o meu quarto e jogar um pouco de videogame. – Ian falou enquanto arrumava os livros nos braços grandes.

Ian é estranho. Não digo de aparência em si, mas... Sei lá. Os braços dele são fortes demais para um garoto que passa todo o tempo depois da aula em frente a um computador.

- Não gosto de videogame. – Falei para fazer ele me deixar em paz.

- Do que você gosta? – Ian perguntou.

- De nada. – Falei.

Entrei no alojamento do terceiro ano e subi para o meu quarto, ignorando o garoto perto de mim.

Abri minha porta e lá estava Mackenzie com uma amiga dela.

Mackenzie, apesar de acreditar nessas coisas de extraterrestres e fazer o tipo “salvem as baleias”, tem vários convites para fazer parte do time de vôlei feminino da escola. E, por aqui, fazer parte do vôlei feminino é a mesma coisa que ser uma semi-deusa.

Lannah, a amiga da Mackenzie que comanda o time de vôlei desde que eu entrei aqui, olhou para mim com um pouco de desprezo.

- Oi Charlotte. – Mackenzie falou antes de apontar para Lannah. – Você conhece a Lannah.

Arqueei uma sobrancelha e joguei minhas coisas na minha cama.

- Nós vamos ir assistir às palestras da Semana da Universidade. – Mackenzie falou. – Quer ir?

- Não. – Respondi.

- Sabe que vale um terço da nota, não sabe? – Lannah falou para mim com cara de “duh”.

Respirei fundo e sai do quarto batendo a porta atrás de mim.

Semana da Universidade é uma semana inteira dedicada a nossa escolha para universidade, como se alguém se importasse. Representantes das melhores universidades do país vêm e apresentam sua universidade e colocam alguns estudantes dessas universidades para falar de sua maravilhosa experiência na universidade.

Em outras palavras, é um inferno.

Mas é obrigatória a presença de todos os alunos do quarto e terceiro ano.

Sai do alojamento e segui para o prédio do auditório. Milhares de folhetos sobre a Semana da Universidade e do baile de Halloween estavam espalhados pelo campus e aquilo estava me irritando.

Assim que cheguei, observei os alunos do quarto ano desesperados para falar com os representantes de Harvard que sempre ignoram todo mundo. Assinei a lista de presença e passei o olho rapidamente pelo local, pousando em um garoto da Universidade de Columbia.

E não era qualquer garoto.

Era Ryan.

E ele estava me encarando.

Senti meu ritmo cardíaco aumentar e sai dali, indo para perto do pessoal de Harvard, tentando me misturar com as milhares de pessoas tentando falar com os representantes dali.

Nunca mais falei com Lucy, porque ela está com raiva de mim por não ter falado com ela o verão inteiro.

Nunca mais falei com Sophie, porque ela decidiu voltar a fingir que eu não existo.

Nunca mais falei com Josh, porque ele não tem meu número de celular novo considerando que eu joguei meu antigo celular no lixo.

Anne... Eu nem tentei falar com ela.

E Ryan, por motivos óbvios, não estava na minha nova lista telefônica.

Depois de um tempo, decidi que já tinha me escondido por tempo suficiente e resolvi sair dali. Senti alguém pegar meu braço com um pouco de força e me arrastar para longe dali.

- Bom te ver também, Charlotte. – Ryan falou e paramos um pouco longe da turma.

- Ryan... – Comecei, mas minha voz morreu.

- Quer me dizer onde passou o verão? – Perguntou bravo. – Você simplesmente resolveu ir embora sem avisar para onde e não falar mais com ninguém. Ficou louca?!

- Desculpa, eu... – Comecei.

- Não tem essa de desculpa. – Ryan me cortou. – O que fez o verão inteiro? Tem noção de como nos deixou preocupados?

Ryan parecia meu pai quando soube que eu não estava mais na Inglaterra.

- Me desculpa. – Falei. – É que... Eu precisava ir embora, tá legal? Eu precisava de tempo pra pensar. Para pensar longe do Jus– Ele.

Ryan me olhou com um pouco de pena.

- Você está bem? – Ryan perguntou.

Eu sei que ele não estava se referindo a minha saúde, mas em como eu estava reagindo a tudo isso.

- Eu sobrevivo. – Falei.

Ryan me olhou durante alguns segundos antes de me abraçar. O abracei de volta.

- Sinto muito pelo que aconteceu. – Falou. – Queria que você não tivesse ido embora, podíamos bater no Justin e aproveitar a Inglaterra. Lucy ficou muito mal depois que você foi embora e parou de falar com ela.

- Você entende que eu precisava ir embora, não entende? – Perguntei. – Eu não liguei pra Lucy porque...

- Eu sei. – Falou. – Eu entendo.

Nos soltamos e o silêncio pairou.

- Então... – Ryan falou e colocou as mãos no bolso da calça, provavelmente para esquentá-las.

Como estávamos em Outubro, a temperatura de Kentucky caiu muito. Estava frio e parecia que a cada dia ficava mais frio ainda.

- Você tem tido notícias do... – Nem precisei terminar a pergunta.

- Ele está mais ou menos. – Ryan falou. – Depois que você foi embora, ele praticamente mudou para minha casa pelo resto do verão. Sem você lá, a “visita” que impedia as coisas de ficarem piores não existia mais. Agora ele está em Oxford, causando problemas.

Problemas?

- Que tipo de problemas? – Perguntei.

- Fornicar com moças que ele não devia estar fornicando, ser pego com substâncias que não podem entrar em Oxford, o de sempre. – Ryan falou.

- Pensei que a bebida era liberada com dezoito anos na Inglaterra e que as universidades estavam bem com isso. – Falei.

- Não estamos falando de bebidas, Charlotte. – Ryan falou e me olhou preocupado. – Não se preocupe, ele prometeu que ia parar.

Senti algo dentro de mim começou a se mexer e deixar minha boca com gosto de desespero.

- Eu... – Tentei falar alguma coisa.

A verdade é que não havia nada a ser dito. Justin e eu não temos nada, nunca tivemos, e eu o odeio agora.

Eu odeio.

Algumas pessoas da Universidade de Columbia acenaram para Ryan e começaram a chamá-lo para ir embora. Nossa pequena conversa durou mais do que eu consegui perceber.

- Vai fazer alguma coisa nesse Halloween? – Ryan perguntou rapidamente.

- Acho que não. Por quê? – Respondi.

Ryan não respondeu e saiu de perto de mim, indo em direção aos seus amigos universitários. Ele se virou para mim rapidamente.

- Eu venho te buscar. – Ryan falou.

O grupo saiu do auditório e eu fiquei sozinha.

No final eu sempre estou sozinha.

Notas finais
Eu sei, o Jus não apareceu nesse. MAAAAAAAAAAAAAAAS, ELE APARECE NO PRÓXIMO ENTÃO NÃO ABANDONEM A FIC E ME FAÇAM CHORAR PORQUE O JUSTIN NÃO APARECEU NESSE. ):
Entããããão, quer vai ser a linda que vai me mandar reviews? *-*
Beijos :*
P.S: Ainda não é tarde, peça seu trecho exclusivo com a frase "Eu Quero O Trecho Exclusivo" nos reviews. Quem já pediu e eu enviei, me digam se gostaram. E quem já pediu e eu não enviei, me avisa (pode me xingar, eu deixo).