Notas iniciais
A chegada de novos personagens na história! Felipe e Marcus tem uma noite intensa e recebem uma visita inesperada. Bran vai ao Universo Jovem Literário, um evento direcionado para leitores jovens interagirem entre si. Drama e Amor estarão presente neste capítulo. Incluindo uma pequena homenagem aos Jogos Vorazes.

Dei o sinal para o ônibus parar no próximo ponto, estava muito ansiosa para chegar logo na casa da Ray. Tinha que contar sobre os acontecimentos da última noite a ela. Nela eu tinha certeza que podia confiar, não que Tamy e Uni não sejam confiáveis, mas me abrir com a Ray era melhor, ela te compreende e sempre tem as palavras certas, do tipo de amiga psicóloga. Assim que o ônibus parou, eu dei um salto, me veio uma adrenalina, não queria perder tempo nenhum, queria chegar logo na casa de Ray. Então eu corri. Corri tão rápido que esbarrava em pessoas, porque não dava tempo de me esquivar, quando percebia já estava batendo na pessoa. Além dos cidadãos, tinha as calçadas perfeitas e maravilhosas do Rio como obstáculos. Tinha cada buraco, que mais pareciam crateras, que eu me senti em uma disputa de corrida com salto nas olímpiadas da lua. Em um desses saltos, aterrissei bem em cima de um saco de lixo. Enfim depois de tanto obstáculo, finalmente, cheguei na frente da casa da Ray. Não perdi tempo e desci o dedo na campainha. Ninguém respondeu. Com isto, comecei a bater com todas minhas forças na porta, escutei um grito vindo de dentro da casa pedindo para esperar, no entanto era uma voz que eu desconhecia. Será que errei de casa? Então uma menininha abriu a porta. Quem era aquela baixinha? Cadê a Ray? Até que ela é bonitinha, ou melhor, ela é bem bonita. Será que é uma visita da Ray? Começou me bater um desespero.Não posso ter errado a casa, não mesmo! É aqui sim! Vou perguntar.
— Bom Dia. Aqui não é a casa da Ray?
— Sim.
Ufa! É aqui. Então cadê ela? Meu Deus, que menina linda! Que voz! O que é isto? Por que meu coração está acelerando? Estou ficando ofegante. Como deve ser beijá-la? O que eu estou pensando!? É, bem, o que ela perguntou? Acho que foi quem eu era...
— É... Desculpa. Meu nome é Juuh, sou amiga da Ray, ela se encontra?
—Não. Ela foi comprar comida para o café da manhã. – Eu acho que continuou falando alguma coisa relacionada com Bran e se arrumar. Então Ray saiu de casa e deixou um anjo. Ela é muito linda, cabelo bem escuro, ondulado e chegava na altura da cintura. A pele branquinha e bem baixinha. Era tão delicada e fofa. Sua voz me encantava a cada palavra. Minha cara, sinto que está queimando, parece que meu coração vai saltar para fora. Está bem similar a ontem, só que bem mais intensificado! Será que agora estou tarada por mulheres? Como queria ter esta garota nos meus braços e beijá-la. Até o estalar dos dedos dela é encantador... Não acredito! Estava viajando! O que ela estava falando não sei, mas acho que ela reparou que não prestava atenção. O que eu falo! Errr...
— OI! SIM! – Nossa mandou muito bem Juuh! Nota dez! Obvio que ela me perguntou por que falei sim.
— Sim? O que sim? – Agora como eu saio desta! Eu não sei! O que eu falo?! Socorro! Não vou ficar calada de novo.
— É... não sei. – Claro que não sabe! Parece que as palavras não querem sair da minha boca! Vamos falar qualquer coisa, pior que está não dá para ficar! Vai gaguejando mesmo! — S-sabe... Ray não-os-se e-enco-ontra, né. – Sim! Consegui piorar! Pela cara que ela tá fazendo, percebeu o meu nervosismo, não sei esconder!
— Você quer entrar? Sentar e beber uma água para se acalmar, enquanto a Ray não vem. Aliás ela tá demorando muito, tô com muita fome. Só falta esquecer meu Danoninho.
— Não tem problema, volto mais tarde. Muito obrigado pelo convite. – Eu disse.
Que fofura! Está preocupada comigo. Já que a Ray não se encontra, também não tenho motivo para ficar. Que calor é este que estou sentindo. Não conseguiria de jeito nenhum ficar dentro da casa sozinha com ela. Realmente, preciso ir logo. Vou deixando a casa da Ray. Quando eu escuto ela gritar.
— Ei, espera! – Ela me pediu para esperar quando percebeu que eu estava me retirando. – Você tem certeza, parece desesperada. Se quiser, te passo o número do celular e você fala com ela.
Realmente, estava bastante ansiosa para falar com a Ray, mas tinha que ser feito cara a cara. E também já tinha o contato da Ray no meu celular. Tentei falar educadamente, pelo menos eu tentei.
— Não precisa! Eu tenho o número, mas certas coisas prefiro contar ao vivo, você deve saber como é. Mas agora tenho que ir embora.
Sendo assim, acelerei o passo e eu escuto bem lá fundo um grito dela.
— Te entendo. Eu aviso para Ray que você passou aqui.
Fico grata, pensei, mas não falei.
Quem era aquela garota? E por que ela mexeu tanto assim comigo? Por qual o motivo meu coração está disparado? O que está acontecendo comigo, nunca me senti tão atraída por uma pessoa neste nível. Ainda mais por uma mulher. Meio preconceituoso este meu pensamento, mas nunca me senti tão atraída por mulher. Bom, até ontem esta frase estaria certa. Mas no momento, tudo que eu queria era sair logo dali e tomar distância. Fui eu novamente praticar atletismo pela as ruas do rio. Depois da noite passada, tenho descoberto um novo lado meu. Situações em que nunca imaginei estar. Comecei a passar por elas. Só sei que faz tempo que não sinto prazer ao dormir com homens. A minha última noite dormindo com uma mulher foi bem mais prazerosa. Hoje quando vi aquela garota, me senti quente e meio boba na presença dela. Eu achei que não existia amor à primeira vista, hoje o destino me provou o contrário. O pior de tudo é que nem sei quem é ela, ou ao menos o seu nome.
No momento quero ir para casa, me acalmar e ver como lidarei com os fatos.

Marcus e Felipe dormiam igual bebês, com um sono pesado depois de uma noite intensa. O sono era muito agradável, no entanto foi interrompido quando o celular de Felipe começou a tocar. Ele resmungou e se negou a atender. Após o termino da primeira chamada já se iniciou outra, Uni ainda e recusava a se despertar do sono que estava tão bom. O celular voltou a tocar uma terceira vez, ele revirou os olhos e foi ver quem era a pessoa que insistia a ligar. Quando se levantou olhou para o lado, Marcus ainda dormia pesadamente nem se incomodou com os toques e ainda babava. Assim que Felipe pegou o celular nas mãos a chamada parou, mas em menos de 5 segundos ela retornou e ele viu quem te ligava, era Vittor. Uni respirou fundo e atendeu. Em seguida foi metralhado por perguntas.
— Alô? Felipe? Tá tudo bem? Porque demorou par atender? Esqueceu do nosso compromisso?
— Calma! São muitas perguntas para se responder logo que acorda. E que compromisso? Não marquei nada nã... – Felipe parou de falar, agora ele lembrou, ele não marcou exatamente só comentou sobre este tal de “compromisso”, mas parece que o Vittor levou a sério. – Pera! Se eu soubesse que depois de eu ter falado aquilo você viria aqui todo dia de manhã, não teria falado!
— Você disse, tá falado! Todo dia que eu precisasse relaxar e quando pudesse, você me atenderia na sua casa. Aqui estou.
— Não! Hoje não dá! E olha como fala de mim. Pareceu que estava falando com um prostituto. Mais respeito! Chega a ser nojento o seu jeito louco e excessivo por sexo. E, você só pode de manhã cedo?
— Desculpa. É que com você é tão bom. Perdoa meu jeito. Infelizmente, só tenho as manhãs. É a hora que minha mulher não está em casa, ela sai cedo para o trabalho. Como meu trabalho começa bom tempo depois do dela, deixo ela no emprego e fico livre até lá. Nossos horários de saída coincidem, então só de manhã e quando ela sai com as amigas sem minha parceria.
— Entendi, mas eu já tô me enjoando. Sua história me cansa, sua infidelidade não é legal colega. Você tem se assumir e parar de fazer isto com sua mulher, se é que você diz se importar. E como já havia dito, hoje não dá. Beijos, até a próxima.
— Não! Pera aí! Sei do meu erro! Vou ter coragem, mas preciso de um momento certo. Além disso, estes dias que estou passando com você estão sendo maravilhosos, e outra eu já estou na porta da sua casa.
— Como assim! Estes porteiros de hoje em dia, nem avisa mais quem tá subindo. No entanto não sou obrigado a abrir a porta, só você dar meia volta e descer. – Por um instante uma ideia surge na mente de Felipe, que se der certo vai resolver a vida dos três. – Pensando melhor eu deixo você entrar, já que está querendo tanto, vou perguntar logo, você topa threesome?
— MAS COMO ASSIM! EU DIVIDIR VOCÊ COM UMA OUTRA PESSOA!? NÃO ADIMITO VOCÊ COM OUTROS! – Vittor explode de ciúmes.
— VIADO NÃO GRITA COMIGO! OLHA QUEM FALA! – Felipe devolveu o grito e olhou para Marcus, ainda dormia. – Infiel com a mulher e querendo exclusividade. Você sempre soube que não é exclusivo. Se não topa, vai embora.
— Por favor! Deixe eu entrar. Eu topo qualquer coisa para estar com você.
Uni desliga o celular e sacode Marcus para acordar.
— Levante. Temos visita vamos recebê-lo.
Marcus sonolento responde.
— Deixa eu colocar uma roupa.
— Não precisa. Ele adora ver homens como vieram ao mundo.
Felipe vai para sala abrir a porta e Marcus vai se arrastando atrás dele. Ao abrir a porta Vittor tem a visão de Uni completamente nu e Marcus coçando o olho com bastante sono ainda. Vittor deu um sorriso, adorou do jeito que foi recebido.

Universo Jovem Literário(UJL), um evento afim de reunir jovens leitores para compartilhar seus gostos e ideias, se conhecer e se divertir. Entre suas atividades estão incluídas estantes de divulgação para escritores jovens amadores; encontros de fã de sagas e livros best-seller; bate-papo e palestra sobre o mercado, a leitura dos jovens, o impacto de leitura nos jovens, entre outros temas; estantes de editora, livrarias e sebos, com promessa de bons preços. O mais importante não poderia faltar, os marcadores de páginas exclusivos, um hábito entre jovens leitores é ter sua coleção de marcadores de páginas. O evento acontece em um grande salão de eventos no centro do Rio de Janeiro. Era a sua primeira edição, então todos que iam visitar o evento estavam extremamente ansiosos para saber como seria.
Lucas andava pelos corredores observando cada estante, estava impressionado com cada estante, queria parar para observar melhor, mas estava com presa, já que estava atrasado para as atividades do estante de Jogos Vorazes, a qual ele estava muito ansioso para participar. Poderia voltar no dia seguinte e andar com mais calma entre os estantes, ou depois das atividades naquele mesmo dia.
Com os passos acelerados ele finalmente chegou na ala dos estantes dedicados a várias sagas e livros, tinha Harry Potter, Jogos Vorazes, Divergente, A Seleção, Instrumentos Mortais, Os Legados dos Loriens, Crônicas do Gelo e Fogo, entre outras. Ele esbarra numa pessoa e a derruba no chão.
— Desculpa! – Ele se desculpa e rapidamente vai ajudar a menina que acabou de derrubar, ela segurava duas sacolas cheio de brindes e agora estava tudo espalhado no chão, bottons, camisas, marcadores de páginas, adesivos e pingentes. – Eu estava andando rápido e distraído. Desculpa.
— Sem problema eu também estava distraída.
Os dois cataram tudo, se levantaram do chão e a menina de pele morena e cabelos negros agradeceu.
— Não precisa agradecer era o mínimo que eu poderia fazer. – Lucas falou sem jeito.
— Muito obrigada mesmo assim. Deixa eu ir, estou com presa. Licença.
Lucas ficou observando a menina ir embora correndo, então ele balançou os ombros e seguiu em frente na procura do estante dos Jogos Vorazes. Então ele escuta um grito que lhe chamou a atenção.
— TRIBUTOS!!! ATENÇÃO!!! AS INCRIÇÕES PARA A COLHEITA VAI FECHAR DAQUI A 5 MINUTOS!
Ele olha para trás e vê uma menina com um megafone em cima de um banco de madeira. Observa ao redor dela e ver o símbolo do tordo enorme entre as palavras ‘Jogos’ e ‘Vorazes’ no portão de entrada que era um arco preto. Ao lado da jovem tinha duas esferas de vidro, uma do lado direito e outra do lado esquerdo. Atrás dela havia uma cortina vermelha. Ele riu de si mesmo por ser tão desatendo, já havia passado do estante, que por acaso era enorme e ele nem notou. Ele se aproximou e havia um grupo de pessoas em frente esperando para começar as atividades. Observando mais, ele notou que havia duas mesas com uma prancheta e caneta em cima de cada mesa, pequenas filas de duas a quatro pessoas atrás delas escrevendo o nome para pôr na colheita. Foi até lá, escreveu seu nome no papel em branco e uma pessoa o orientou até uma das esferas de vidros, assim, colocou seu nome lá dentro. E aguardou. Na espera do início da colheita ele escutou pessoas comentando sobre a saga e o último filme da série.
Logo em seguida, a mesma garota de antes sobe na mesma cadeira e com o mesmo megafone. Ela se posiciona, em seguida, anuncia as informações de como serão os jogos.
— Bem vindos ao 1º Jogos Vorazes do UJL! – Um grito eufórico é solto quando o público presente escutou a garota anunciar o início dos jogos. – Estão prontos para a colheita?! – Um grande e gordo “SIM!” é dito pelo os participantes. – Então vamos lá! Meu nome é Maria Fernanda, serei a mediadora dos jogos e, consequentemente, a apresentadora! Vamos dar início a temida e famosa Colheita. Porém acredito que nesta colheita somos todos carreiristas querendo participar, não estou certa? – Um pequeno riso ecoou entre os presentes. – Pois bem, como funcionará a Colheita? Temos aqui do meu lado duas esferas cheias de nomes, uma com nomes masculinos e a outra com nomes femininos. São 12 distritos participantes, sortearemos dois meninos e duas meninas para cada. – Ao falar que sorteará duas pessoas do mesmo sexo, começa um murmuro entre os presentes. – Vocês estranharam por serem duas pessoas do mesmo sexo por distrito, né? Somos tributos, gostamos de ação, sendo assim decidimos dar uma melhorada e por uma dinâmica na Colheita. – Maria se silencia e estala os dedos. A cortina se abre e em seu lugar surge uma visão de um pequeno circuito cheio de obstáculos. Um “WOW!” é solto pela as pessoas. – He HeHe! Gostaram né? Então os sorteados competiram entre si e o primeiro a completar o circuito responderá uma pergunta sobre a saga, se acertar ele estará dentro dos Jogos. Ou seja, os dois meninos se enfrentarão e o mesmo com as meninas. Restando um de cada sexo. Entenderam? Vamos começar! Vamos sortear o distrito que será montado. E lembre-se: “Que a sorte esteja sempre ao seu favor.”
A garota pega um saco de veludo, retira um papel e anuncia que o distrito sorteado é o D10, ou seja, a primeira colheita será referente ao D10. Lucas fica assistindo um por um ser anunciado, participar da competição e comemorar a entrada para os Jogos. Ansioso para chamar por seu nome e não chamam. Faltando apenas dois distritos o D1 e o D5, só tinha um papel dentro da esfera feminina. Todos concordaram que a última menina seria automaticamente selecionada e ela foi para o D5. O último distrito a ser montado foi o D1, só com homens. Embora houvesse poucos papeis dentro da esfera, sobrariam ainda umas quatro pessoas sem ser selecionadas. Lucas cruzava os dedos para não ser uma dessas pessoas, que não seriam selecionadas.
— Primeira disputa para uma vaga no D1. – Maria pega um nome. – Carlos e... – Agora retira outro papel. – Lucas.
— ISSO! YAY! – Lucas começa dar pulo comemorando e Maria dá um sorriso.
— Vem mocinho, ainda não está na hora de comemorar. Os candidatos se posicionem para dar início à partida.
Lucas sabia que não estava dentro ainda, mas se sentiu muito feliz em ser sorteado. Agora tudo dependia dele. Aguardou ansioso Maria dar o sinal de largada. Encarou Carlos e em seguida observou a pista tinha dois obstáculos para pular, uma pequena parede para escalar e por último teria que se arrastar por baixo de umas cordas trançadas. Seu olhar ficou fixo na pista e seu coração acelerava, gotas de suor começaram a escorrer pelo canto do rosto e manteve uma respiração pausada. Escutou a contagem regressiva e a adrenalina começou a aumentar. Chegou a hora.
— VAI! – Maria deu a largada.
Lucas disparou e logo no primeiro obstáculo tropeçou. O que fez com que Maria Fernanda soltasse uma risada escancarada. Quando se levantou, viu Carlos escalando a parede, já não dava mais como alcançar, porém, ele não desistiu,voltou a correr e saltar. Chegou no muro de escalada. Ao chegar no topo viu Carlos batendo na mão de Gisele, uma das organizadoras que ficava no final do percurso esperando um dos competidores bater em sua mão para concluir a prova. Maria olhou para Lucas e viu no olhar dele a decepção, se sentiu até um pouco mal por ter rido do seu tombo.
Ela pegou o envelope com a pergunta e abriu. Quando ela viu que a pergunta era fácil, trincou os dentes, mas teria que fazer ela. Ela tinha simpatizado com Lucas à primeira vista, queria que ele passasse não poderia fazer nada para ajudar ele. Respirou fundo e fez a pergunta. Lucas torcia com o erro de Carlos, este ainda pensando em silêncio. Maria apressou o Carlos para responder, ele fez sinal pedindo calma, então ela percebeu que tinha uma chance de ajudar Lucas, exigindo uma resposta do Carlos e tirando a concentração dele.
— Vamos! Precisamos da resposta, se você demorar não vai dar para fazer todas as atividades. Anda logo, responde. Se não responder vai perder a chance de resposta. Vamos!
Carlos pressionado solta resposta. Com um sorriso maléfico, Maria dá a notícia que ele errou com maior prazer e anuncia a vitória de Lucas, agora um tributo do D1, este começa a dar pulos e gritos comemorando. Ela com um sorriso e satisfeita com resultado pede para Lucas aguardar ao lado. Maria dá início a próxima disputa.
— Próxima disputa valendo a última vaga para o D1 e os Jogos, será entre... Daniel e... Bran! Venham para pista, competidores. Que a sorte esteja sempre ao seu favor.
Bran vence a disputa e quando ele dá sua resposta Maria exclama.
— WOW! Que voz! Bem potente! E comemore, você acertou está dentro dos Jogos e faz parte do D1. – Bran dá um soco no ar comemorando e se junta a Lucas.
Maria convida aqueles que não foram selecionados para assistir a próxima etapa, enquanto ela fazia isto, Gisele e outros membros da organização posicionavam os competidores. Atrás de onde foi instalado o pequeno circuito, havia vários cartazes e placas com citações famosas da saga e imagens dos filmes. Símbolos de tordos espelhados pelo estante. Havia uma área reservada vendendo livros da trilogia e, inclusive, fanfics. O próximo ambiente, era uma área circular, onde no meio tinha uma barraca preta bem grande, nela havia 4 entradas em cada uma havia um pequeno corredor, e em volta dela haviam 12 círculos, nos quais as duplas de cada distrito ficaria. O público que queria assistir a prova ficou em volta. Mais no final do estante havia um palco pequeno, Maria se posicionou nele segurando o megafone começou a falar.
— Uma das partes mais dramática e cheia de emoção é o início dos Jogos. Senhoras e Senhores bem-vindos a famosa Cornucópia! – Ela apontou para a grande barraca preta. – Só que não adianta fugir, todos terão que entrar nela e ir em sua direção. Então o conselho do Haymitch não adiantará de nada. Claro que não haverá matança, eu acho. Como funcionará esta etapa, dentro da Cornucópia tem apenas 16 cartões escondido. Mas não vai pensando que será fácil, já que lá dentro é bem escuro, e além disso há vários obstáculos para atrapalhar. Peço o silêncio de todos vocês para o início da prova que começará em 2 minutos. Então todos preparados? Que a sorte esteja sempre ao seu favor!
O estande todo em silêncio, Maria inicia o cronômetro. Bran sussurra para Lucas.
— Boa sorte.
— Obrigado, para você também. – Lucas responde no mesmo tom.
Um nervosismo e frio na barriga vai tomando conta do corpo de Lucas, quando ele escuta outro sussurro.
— Este silêncio só aumenta o nervosismo. Cruzes. – Bran comentou e Lucas concordou, todo aquele silêncio só aumentava a tensão. Os dois encaravam a Maria segurando o megafone na frente da boca e observando o cronômetro. – E todos ficam a olhando no aguardo de anunciar o começo, estes dois minutos parecem uma eternidade
— Acho que era isto que eles queriam, por nós tensos ao invés de dar um início logo.
— Realmente, é assim que eu fico quando os tributos aguardam a contagem para dar o início aos jogos.
— Verdade. Nunca pensei que chegaria neste nível de tensão.
— Nem eu... – Bran é interrompido com a contagem regressiva de Maria, então ele fala rápido. – Prepara já vai começar. Quero que o D1 ganhe!

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— Também! Não me decepcione.

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— Hahaha! Pode deixar, mas não fui eu que caí no primeiro obstáculo.

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— Ei! Foco nesta etapa! Deixa aquilo no passado.

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— Ok! Boa sorte!

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— Boa sorte!

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1

— QUE COMECE A PRIMEIRA EDIÇÃO DOS JOGOS VORAZES UJL!
Lucas disparou e deixou Bran para trás, e acabou sendo um dos primeiros a chegar a Cornucópia, que por sinal as suas entradas eram pequenas, cabia apenas uma pessoa no pequeno corredor de entrada. Ao entrar na barraca Lucas não enxergava nada de tão escuro, sentiu algo cobrindo seus pés, então ele agachou para sentir o que era. Ao pôr a mão percebeu que eram várias tiras de papel. Provavelmente teria pelo menos um cartão camuflado nesta papelada toda, logo ele suspeitou que os cartões teriam mais ou menos o tamanho daquelas tiras de papel, justamente para confundir os competidores. Começou a andar pela barraca com cautela, após andar um pouco ele trombou em alguma coisa e caiu. Passou a mão pelo objeto. Eram caixas de papelão. Ele vasculhou todas as três que ele conseguiu achar ao seu redor sentado e não achou nada. Percebeu que seria uma tarefa difícil, suspirou e quando foi se levantar uma pessoa tropeçou em seu corpo e caiu por cima dele. Caído esparramado no chão uma de suas mãos sentiu um papel mais durinho dos demais, foi então que ele agarrou e pôs no bolso, concluiu ser o cartão, preferiu guardar logo. A pessoa que caiu em cima dele começou a pedir mil desculpas, era uma menina e estava toda sem graça, mas ela não tinha culpa, o interior da barraca era muito escuro. Lucas queria agradecer por ela ter caído nele, já que isto levou ao encontro casual com o cartão, entretanto não podia falar, vai que aquele cartão estava com pessoa e ela estava procurando a saída, ou então se ela tentasse roubar o cartão dele. O silêncio sobre o assunto foi a melhor decisão. A menina partiu, Lucas se levantou e foi procurar a saída. Neste momento ele escuta pessoas gritando, pareciam pessoas reclamando de injustiça. Ele foi se aproximando das vozes, só que percebeu que vinha de várias direções, supôs vir de cada uma das saídas. Foi em direção as vozes mais próximas com cautela e analisar a situação.
Bran tentava entrar, mas alguém bloqueava a entrada e um tumulto se formou em volta das 4 entradas. Os tributos reclamavam, que isto era injustiça e não podia fazer. No entanto a staff aceitou aquilo como estratégia e não estava machucando ninguém, apesar das pessoas bloqueando darem empurrões de verdade. Quem bloqueava as entradas foram o D5, D2 e o D4. Eles deixaram seus companheiros entrar e procurar à vontade. Só que pessoas conseguiram antes de existir tal bloqueio, igual Lucas. Ele entendeu o que acontecia e preferiu esperar a confusão para sair, com certeza se pedisse licença para passar iam pegar seu cartão. Bran se reuniu com um grupo do lado de fora do corredor.
— Mas isto vale? A staff falou que se machucar um outro participante estamos desclassificados. – Carolina do D11 argumentou ao ouvir o plano.
— Não vai machucar ninguém é só um empurrão, eles mesmos falaram um empurrão não é nada. – Bran defendeu sua ideia.
— É verdade. Não podemos ficar de braços cruzados esperando eles catarem 6 cartões de boa. – Augusto do D12 apoiou a ideia de Bran.
— Então vocês topam? – Bran perguntou e todos que ficaram do lado de fora concordaram.
Maria Fernanda observava tudo aquilo com um sorriso no rosto, estava se divertindo muito. Gisele perguntou se não era melhor tirar o bloqueio antes que alguém se machucasse, Maria foi contra, não só ela como todo o restante da organização. Todos estavam ansiosos para saber como iria acabar a situação.
Os excluídos da Cornucópia se distanciaram da mesma. Bran então gritou.
— Estão todos prontos?!
— SIM! – todos responderam em alto e em um único som.
— NO 3! 1! 2! 3!!! – Quando Bran terminou a contagem o grupo todo saiu correndo em direção a uma das entradas aos berros. Acabaram destruindo o corredorzinho e passando por cima de um dos bloqueadores. Sendo assim a verdadeira disputa começou. Os 24 tributos dentro da Cornucópia.
Com o passar do tempo no escuro, as pupilas de Lucas relaxaram e ele já conseguiu enxergar um pouco melhor, mas nada demais ainda, entretanto o suficiente para ver que entrou tributo dentro da tenda, junto com as novas pessoas lá dentro sua chance de sair passou a existir. De fininho ele saiu da Cornucópia. Ao sair viu que havia três tributos em cima do pequeno palco segurando seus cartões. Além disso, tinha uma Gisele preocupada se alguém se machucou e uma Maria dando gargalhadas. Lucas deu um risinho vendo Maria rir daquele jeito descontrolado.
Ele subiu no palco e apresentou seu cartão. Assim que foi para seu lugar Maria foi até ele.
— E ai, foi difícil de achar? – Ela perguntou.
— Nem tanto, vamos dizer que ele que me encontrou, ou, melhor dizendo, foi um encontro casual.
— Hmmm, como assim? – A menina ficou curiosa em saber o que aconteceu.
— Sou um menino muito equilibrado, então... – Maria interrompeu ele.
— Pera aí! Não vai me dizer que você caiu lá dentro também! HAUAHAUHUAU – Ela começou a rir só de pensar que ele caiu lá dentro também. – Sério você tem uma atração pelo o chão não é possível.
— Digamos que é uma relação que mantemos de longa data, nutrimos um amor puro e verdadeiro. – Lucas disse sorrindo.
— Já entendi tudo. Quando caiu encontrou o cartão?
— Não.
— Como não? – Maria ficou surpresa com o ‘não’ de Lucas.
— Foi no meu segundo tombo que eu encontrei.
— Dois tombos! Ual! Incrível! Realmente este seu relacionamento com o chão tá forte.
— Né. – Os dois deram risinhos.
— Prazer, meu nome é Maria Fernanda, mas pode me chamar de MaFer.
Ela estendeu a mão para um aperto, o garoto ficou sem jeito, aperta a mão dela e fala.
— Prazer. Meu nome é Lucas e pode me chamar de Lucas. – Deu um sorriso e ela sorriu também.
— Vou voltar para meu posto e mais tarde nós conversamos. – Ela ajeitou o cabelo e foi para frente do pequeno palco. Lucas foi observando ela andar e suas bochechas coraram.
Foi passando o tempo de prova, as pessoas foram achando seus cartões. Lucas observou atento e nada de Bran sair da Cornucópia. Já tinha 10 tributos e restavam só mais 6 cartões. Então Bran sai dela com o cartão levantado e comemorando. Lucas comemora junto e abre um sorriso. Os dois do D1 passaram para a etapa final.
Finalmente com os 16 tributos em cima do palco MaFer dá os parabéns para todos que conseguiram chegar até ali. Agora ela dá início à explicação da próxima etapa.
— Como para sobreviver dentro dos Jogos tem que ser inteligente, ligeiro e o mais importante, a sorte. Então nada mais justo de representar esta parte dos Jogos com uma competição de pergunta e resposta no melhor estilo “Passa ou Repassa”. Gisele por favor. – Gisele vem com dois cartões semelhantes aos dos tributos. – Vejam, estes cartões possuem no centro um número ‘1’ preto e no outro um número ‘2’ preto. – Lucas olhou para seu cartão e notou que seu número era o ‘2’ azul, em seguida ele olha para o cartão de Bran e era um ‘1’ verde. – Então as duas pessoas que tiverem o número da mesma cor vêm aqui na frente, eu faço a pergunta, quem tiver o número ‘1’ tem direito de dar resposta, se não souber ele passa para o outro tributo e se o segundo não souber tem direito de repassar a pergunta, com isto se o número ‘1’ errar ou não souber a resposta, o número ‘2’ passa para próxima fase. Entendido? Que a sorte esteja sempre ao seu favor.
Gisele traz duas urnas, uma contendo as cores dos números e a outra as perguntas. MaFer sorteia a cor primeiro e depois que os tributos se apresentam, ela sorteia a pergunta, dando então início a disputa.
Bran acerta a pergunta sem nem perder tempo e na disputa de Lucas o seu adversário passa a perguntar para ele. Lucas em dúvida entre duas respostas, já sabe que seu adversário não faz ideia da resposta, então ele prefere não arriscar e repassa, concluindo na derrota de Felipe do D3.
8 tributos restaram na última etapa. Nos quais, Bran e Lucas do D1, Jorge do D2, Rafaela do D4, Helena do D7, Pedro e Carolina do D11 e o Augusto do D12. Agora para anunciar a última prova, MaFer pega seu megafone e começa a falar.
— Prontos para última prova? Será mais simples que a anterior. Gisele por favor. – Gisele entra no pequeno palco com uma mesa, em cima dela um botão vermelho ligado a uma sirene. – Dois de vocês vem para frente e eu novamente farei perguntas, que continuarão sendo sorteadas da urna. Quem souber a resposta bate no botão e a sirene dispara. Respondeu certo, prossegue na disputa. Errou, vai embora. Assim como nos Jogos, no final não tem como fugir, tem que encarar de frente. É tudo ou nada. Pá pum! Espero que tenha ficado claro. Pela última vez: Que a sorte esteja sempre ao se favor. – MaFer desta vez beija os três dedos levantados da mão esquerda e ergue ela o mais alto possível.
Primeira disputa foi Helena do D7 contra Bran do D1, após ser feita a pergunta a mão da Helena super ágil bate no botão e dispara a sirene. Ela acertar a pergunta e Bran é eliminado. Lucas ficou um pouco triste com a saída de Bran, só que preferiu focar na sua batalha, agora só restou ele na disputa defendendo o seu amado D1. Bran apoiou o colega e deu tapinhas nas costas. Era a vez de Lucas. Ele vai enfrentar Jorge do D2. MaFer olhou de Jorge a Lucas. Olhando para este ela sussurrou “Você consegue! ”. Lucas ficou um pouco envergonhado, mas com apoio de Maria ele se sentiu mais confiante na disputa. A garota fez a pergunta, por um pequeno momento os competidores pensaram. Lucas encarou Jorge, o segundo sentiu o olhar intimidador de Lucas e engoliu seco, hesitando em bater. Com uma determinação acima da média, Lucas apertou o botão com toda confiança, a confiança que faltou em Jorge de bater no botão após receber o olhar de Lucas.
Lucas acertou a pergunta. MaFer não conseguiu se segurar e soltou um gritinho de felicidade, comemorando o acerto junto com o garoto. Nas outras batalhas Augusto do D12 e a Carolina do D11 ganharam.
Agora era a hora do confronto de Lucas contra Helena. O menino foi querendo vingar a derrota de seu colega Bran. Não adiantou muito. Helena parecia que tinha um foguete na mão, assim que MaFer terminou de formular a pergunta, a sirene já tocava e Helena dava a resposta certa. Lucas tem um momento de choque e impotência. Ele não teve a chance de fazer nada, a garota do D7 era extremamente veloz. Ele então desceu do pequeno palco, deu uma olhada para trás e seu olhar se encontrou com da MaFer, pelo olhar ele expressou que pelo menos tentou e ele sentiu o olhar dela o confortando.
Lucas procurou por Bran no salão e os dois assistiram juntos os dois últimos conflitos, enquanto comentavam a participação dos Jogos.
— Eu gostei. Quase cheguei lá. – Lucas falou desapontado.
— Não tem como ganhar. Aquela Helena é muito ágil. O único jeito é se for uma pergunta que faça ela hesitar em bater e o oponente acionar a sirene neste meio tempo. – Bran comentou sobre a finalista.
— Estava tão feliz. Fui sorteado no meu distrito preferido. Ia ser perfeito se ganhasse.
— D1 não é meu favorito, mas ser seu parceiro de distrito foi bem bacana. Não acho que seria tão divertido se fosse outro parceiro. Falando sério, você transmitia uma seriedade para competição, que me senti nos jogos.
— Fico honrado com suas palavras Bran. Também achei você um cara legal. Foi uma brincadeira simples e divertida. Eu realmente entrei no clima. – Lucas dá um riso depois que falou.
— Sabe o que eu percebi também? Que rolou um clima entre você e a moderadora. – Bran brinca com Lucas, mas o menino ficou um pouco corado e meio sem graça depois do que ouviu.
— Que isso! Rolou nada não. Só nos entendemos bem, ela parece ser divertida e além de ser bem fofa. – Lucas respondeu um pouco envergonhado, acabou de conhecer Bran e já pareciam tão íntimos, no entanto por Lucas ser tímido não conseguiu se expressar direito, preferia cortar o assunto, mesmo sendo provável de um clima ter acontecido.
— Hmmm, sei não. Acho que só não quer admitir o clima. – Assim que o Bran terminou de falar, Lucas começou a rapidamente negar tudo.
— Eu hein! Claro que não. Se tivesse eu saberia. Pode ter certeza. Não rolou. – Lucas sem graça tentou disfarçar, embora queria estar acreditando que rolou um clima e perguntar ao Bran como ele suspeitou, se ele realmente acha que rolou um clima. No entanto Lucas achava a ideia um pouco bizarra, já que ele nem conhecia direito a MaFer, ela não estaria dando mole para ele, estaria? Confuso e envergonhado, o menino torcia para próxima disputa final começar logo e o assunto morrer.
— Sei. – Bran encarou Lucas com um olhar irônico. Maria anuncia a vitória do D12. Lucas suspirou, agora Bran ia prestar atenção na final e o assunto atual morreria. – E olha lá, vai ser a final entre D7 e D12. Vamos prestar atenção.
Augusto ganhou e a Carolina desceu do palco aos prantos, chorando e berrando, pessoas do Staff e Gisele foram dar assistência. Agora no pequeno palco Helena defendia o D7 e do outro lado Augusto defendia o D12, no meio deles estava MaFer e seu megafone.
— Chegamos ao fim. Este é a última batalha. Helena do D7 contra Augusto do D12! QUE A SORTE ESTEJA SEMPRE AO SEU FAVOR! – MaFer abaixa seu megafone, sorteia a última pergunta e sussurra – Huhuhu tô empolga!
A pergunta da vitória foi lançada, era tão simples que Helena hesitou por um momento para pensar, com sorte o Augusto bateu primeiro. O estande todo ficou surpreso e apreensivo. Agora todos aguardam a resposta de Augusto. O silêncio foi um pouco agoniante, acabou deixando o menino um pouco mais nervoso. Um instante depois ele deu a sua resposta. Helena deu um salto de alegria e começou a comemorar. Ao mesmo tempo MaFer deu uma crise de riso.
— UAHUAHUAHUAHUAHAUHUAHU! – MaFer tentou conter sua crise de riso, mas soltava uns risinhos, enquanto tentava falar. – Que...hihihuhu... QUE BURRO, AHUAHUA, o que eu... huhuhu... O que eu quero dizer é que... hihihi... Que errou bem feio! AHUAHUAHUAH – Maria riu mais um pouco e se conteve, a plateia ficou espantada com a crise de risos da garota e ficaram sem reação. Os dois competidores se sentiram um pouco constrangidos. No silêncio do estande confetes se estouraram. MaFer envergonhada anuncia a vitória de Helena, usando seu megafone. – Com a resposta errada de Augusto do D12, HELENA DO D7 É A VENCEDORA DO PRIMEIRO JOGOS VORAZES DO UJL! – MaFer tentou gritar com animação, para melhorar o clima, mas o máximo que conseguiu foram umas palmas tímidas. E ela deu um sorriso sem graça diante da situação. Gisele entregou os prêmios para Helena e assim termina as atividades do estante dos Jogos Vorazes.

Unilipe servia o café para Vittor e Marcus na mesa. Os dois últimos estavam suados e um pouco ofegantes. Uni sentou sua bunda nua na cadeira, para tomar café da manhã com seus coleguinhas e por seu plano em prática.
— Então o que vocês acharam? – Uni começou perguntando.
— Muito bom! – Marcus disse.
— Sensacional! Incrível como você sempre é. – Vittor disse, olhou para Marcus que afirmou com a cabeça. Felipe bufou e passou a mão pelo o cabelo.
— Tenho noção que eu seja mesmo maravilhoso, adoraria transar comigo mesmo, pena que não dá. Mas a pergunta eu me referi a vocês, o que o Vittor achou do Marcus e o Marcus do Vittor? Sei que não fui tão claro na primeira pergunta desculpa. Então? E, aí? – Uni olhava de Marcus a Vittor e de Vittor a Marcus. Ninguém falava nada. – Não é possível? Vocês acabaram de transar e não tem nada para falar. Na verdade tem, sobre mim.
Felipe um pouco nervoso diante da situação tomou um gole de café, e o silencioso parecia continuar. Ele notou, que após ter feito a pergunta os dois garotos ficaram envergonhados e tentando evitar se olhar.
— Já entendi! Vocês estão com vergonha! – Ele revirou os olhos. – Não é possível! Na hora da putaria ninguém tem vergonha!
— É que... Meio que não sei nada sobre ele, e o pouco que ouvi não foi agradável. – Marcus tentou argumentar. Felipe riu. Vittor estava constrangido e desviava o olhar para todo canto.
— Para conversar com ele... – Uni parou de falar e desistiu de entender. Julgou não valer seus esforços. Sendo assim prosseguiu com seu plano. – Já sei, vou introduzir vocês. Marcus este é o Vittor, o motivo pelo o qual promovi o threesome. Sabe por que? Você Marcus é a coragem que o Vittor precisa. – Os dois rapazes estavam confusos, onde o Felipe queria chegar com aquela conversa. – Vamos começar dizendo que o Vittor ainda está no armário, no entanto é casado com Valéria, uma bela jovem de 25 anos e pela sorte dele, tristeza dela, não conseguiu engravidar até hoje. – Vittor fixou o olhar em Uni e engoliu seco. Ele o retribuiu com olhar solidário. –Vamos ser realistas, se você não fosse infértil, ela já teria engravidado e a situação estaria pior. Aliás, ela pararia de tentar se você tivesse contado.
Vittor levantou da cadeira e falou nervoso.
— Você quer me ajudar ou me detonar na frente de um desconhecido? Me diz que ai já vou embora!
— Senta aí! Só disse a verdade. Sem filho tu já não tem coragem de se separar, imagine com um filho no meio da história. Deixa eu chegar logo onde eu quero, mas se você ficar se estressando, não vai dar. – Vittor sentou calado e Uni continuou. – Então Marcus, ele trai a mulher com outros homens, não tem coragem de se assumir, ninguém de sua família sabe dessa sua segunda vida. – Marcus olhou por um prévio momento para o Vittor, este olhava para baixo. Depois voltou a olhar Unilipe e ouvir o que ele tinha a dizer. – Eu conheci ele por um grupo de what’sapp, ele me contou algo previamente, marcamos um encontro e vi que ele era bem atraente. Me ofereci como conforto, mas não imaginei que viria todo santo dia, achei que seria algo de algumas vezes como o de sempre.De primeira só queria me aproveitar mesmo, porém com tempo entendi o lado dele. – Vittor ficou surpreso com as palavras de Uni, para ele o Uni não era apenas um cara e ser tratado como uma transa qualquer doeu um pouco. Mas quando ele conheceu o rapaz, sabia que era algo sem compromisso, por isto nem se chocou tanto. Uni continuava a contar a história de Vittor. – Vamos dizer que ele foi pressionado pela família, e ele não tem muita segurança em si, ficou com medo de desapontar a família ao dizer o que ele realmente é. Não é fácil se assumir, ainda mais quando se tem uma família que controla todos os seus passos. Vittor nunca conseguiu se expressar e fazer o que queria.
Os olhos de Vittor se encheram de lágrimas, mas nenhuma escorreu. Era tudo verdade. Ele era fraco, sabia disto e nunca viveu a vida do seu jeito. Mesmo sabendo que Felipe se aproximou dele apenas para se divertir, ele compartilhou seus gostos e angustias. Ele precisava compartilhar, não aguentaria mais suportar tudo sozinho. Se impressionou como Uni foi atento do jeito dele, nunca deu um conselho, nunca disse uma palavra de conforto, sempre escutava e dizia não se importar. Para Vittor não fazia diferença, só em ter um ouvido escutando as suas histórias, já era o suficiente. Naquele momento, Vittor preferiu ficar quieto e não interrompeu Felipe, este continuava a falar sem parar.
— Marcus é totalmente diferente, sempre teve coragem para se expressar e foi o primeiro aluno gay a se assumir no colégio dele aos 12 anos de idade. Mas Vittor, saiba que a família dele não o apoiou, o discriminaram, no entanto como eles agem com você agora?
— Me apoiam e me amam. Consegui mostrar que não tem diferença nenhuma quando se é gay, a não ser o interesse no mesmo sexo. Mas sofri uma onda de ódio por todos os lados. No entanto, na minha cabeça eu era bem resolvido e não me importava com os comentários. Queria ser eu mesmo, sem passar por cima de ninguém e confrontar ninguém. Mas entendo que nem todo mundo é assim. – Marcus compartilhou um pouco de sua vida.
Vittor deixou as lágrimas escorrerem.
— Como você consegue? Como conseguiu? – Vittor perguntou com a voz carregada de agonia e cansaço de toda a sua vida.
— Se tivesse uma formula, mas não tem. Precisa ser forte, quando você mesmo se reprime, você mesmo está se machucando. Enquanto você não deixar de preconceito, ninguém vai te respeitar. Quando você mostra insegurança, mas presas vem para cima de você. Saber que é gay é uma coisa totalmente diferente de você se aceitar, se sentir confiante e não se sentir diferente em relação aos outros. – Marcus respondeu. – Não sei se você me entendeu, mas a pessoa mais importante é você. Você tem que sentir incrível! Eu não entendo esta pressão de ter que se assumir, mas apenas viva do jeito que você se sentir feliz.
Um silêncio surgiu na mesa, mas Felipe quebra.
— Marcus é um caso a parte de pessoas oprimidas que não se importam com as opiniões alheias. No meu caso tive pais super carinhosos e me ajudaram a superar o preconceito de terceiros. Marcus enfrentou tudo sozinho. Foi durante a ligação que eu tive um pensamento, Marcus é o oposto de Vittor, logo tive a ideia de fazer vocês se conhecerem. Vai que a coragem de Marcus que tem de sobra não te ajude em algo. – Encarou os dois, ele tinha uma pequena dúvida se daria certo o eu plano de uni-los. Mas era necessário para Uni que desse certo, o que ele mais queria era se livrar de ambos. – Outro ponto importante, eu já me cansei de vocês. Um ponto comum dos dois é: são muito carentes. Não gosto disto. Então decide, que além de serem amigos, que tal se conhecerem melhor, e por ventura, se tornarem um par. Mas ai depende de vocês. Sério, acho que vai dar super certo. – Mesmo não achando, ele torcia para isto acontecer.
Vittor enxugou as lágrimas e olhou para Marcus. Os dois se olhavam olho no olho, trocaram um sorriso, Marcus olhou para Felipe e disse.
— Eu acredito que possa sair algo muito bom deste relacionamento, mesmo que não chegue a ser um casal. Eu topo.
Vittor sem graça falou.
— Eu topo em sair a sós com você.
Uni sorriu e bateu palmas.
— Maravilhoso! Eu sei que vai surgir uma coisa mais que amizade de vocês dois. Senti química entre vocês. E quero ir no casamento. – Todos riram e Uni prosseguiu. – Brincadeira, mas eu desejo que tudo fique bem com vocês. Os dois são ótimos meninos. – Felipe respira fundo, toma um gole de café e conclui. – Por momento tudo certo, então vamos comer?
Os três começaram a comer, faziam comentários sobre a vida, mas a conversa terminou com eles falando do vestido da Taylor Swift no Grammy e emendaram em outras cantoras. Vittor decidiu matar o emprego e convidou Marcus para um passeio, ele aceitou e partiram da casa do Uni. Ao deixarem a casa, Felipe analisou o apartamento, estava uma bagunça, louça, roupas e lençóis para lavar, no entanto Uni foi verificar o twitter.

Com as atividades encerradas, MaFer pediu para Lucas e Bran aguardarem ela terminar de ajeitar o estande para andarem pelo evento. Ao invés de só assistirem a garota trabalhar eles a ajudaram, o que fez agilizar o serviço e saírem bem mais cedo. Como já estava no fim do primeiro dia do evento, eles andaram rápido para conseguir ver tudo a tempo. MaFer se aproximava de Lucas e ele se distanciava, ficou meio envergonhado depois do que o Bran analisou. A garota desistiu de manter proximidade e deixou Bran no meio. Este era o único que entendia aquela situação toda e segurava o riso. Eles andavam em silêncio e Maria puxou um assunto, pra ver se conseguia provocar ciúmes em Lucas.
— Bran você é solteiro?
— Não. Tenho uma namorada. Completoamos 6 anos de namoro ontem.
— Que pena. – MaFer falou desapontada. Bran riu da MaFer, pois entendeu qual era seu plano.
— Que isso MaFer. Parece que ficou triste em saber que o Bran namorava. – MaFer revirou os olhos depois do comentário de Lucas, o menino seguiu parabenizando o amigo. — Parabéns! Que dure mais um bom tempo. – Lucas notou de que certa forma, isto não era um bom elogio, transmitia que teria um fim, então tentou se corrigir. – Não que eu esteja falando que vá acabar, pode ser eterno, mas eu não sei... Ah! Você me entendeu! Felicidades.
Bran e MaFer riram da cara de Lucas. Depois os dois começaram a fazer uma série de perguntas sobre o namoro e foram caminhando. Do nada Lucas para e fixa o olhar para dentro de um estande. Ele vê uma menina toda atrapalhada segurando uma prateleira prestes a cair. Estava cheia de livros e menina já estava sem força. Quando estava prestes a tudo desabar em cima dela, Lucas correu o máximo que pode para ajudar. Por sorte ele conseguiu e apenas a menina caiu no chão sem forças. Bran e MaFer correram logo atrás, Bran ajudou a sustentar a prateleira e MaFer ajudou a levantar a menina, que dizia estar bem. As duas começaram a retirar os livros da prateleira com cuidado e empilhando em uma mesa. Depois de ter retirado todos, Bran e Lucas colocaram o móvel no chão. Quando Lucas viu a mulher a reconheceu, era a mesma que ele esbarrou na chegada. Quando ele foi falar algo, a menina falou primeiro.
— Você de novo! Ahahaha! Só apareço na sua vida para te dar trabalho, desculpa. Muito obrigada! – Pelo visto ela o reconheceu. – Deixa eu me apresentar, me chamo Edyane, mas conhecida por Dy.
— Que isso, você não me deu trabalho na primeira vez. Ou melhor, nem na segunda, só fiz o que qualquer um faria. Hihihi. – Lucas falou meio bobo. – Eu me chamo Lucas, estes são MaFer e Bran. – Os dois acenaram um ‘oi’ com as mãos. – Salvamos sua pele.
— Verdade. Muito obrigado. Salvaram minha vida. Pela hora que você chegou e está saindo só agora, deve ter se divertido muito.
— Realmente, me diverti bastante. E pelo visto você trabalha neste estande no evento. Vendendo livros. – Lucas deu um sorriso.
— Olha que gênio! – Os dois riram. MaFer não curtiu muito o riso deles, parecia achar nada engraçado. Dy prosseguiu – É sempre bom ter um dinheiro extra. Aceitei a oferta. Eu gosto tanto de livros, que queria ter a chance de participar das atividades, mas estou no evento e não posso curtir.
— Verdade. Mas pelo menos está rodeada por eles. Deve aparecer gente pedindo opinião sobre qual comprar e você deve indicar seus favoritos e compartilhar suas ideias, né não?
— Sim. Alguns escutam o que eu tenho a dizer e outras simplesmente ignoram. Pode parecer divertido, mas tem seus perigos, como você pode ter percebido. –Novamente os dois riram. MaFer não achava graça. Bran se divertia em ver toda aquela cena.
— E por qual motivo você se enfiou embaixo de uma prateleira prestes a desabar? Parece que você foi encontrar o perigo. – MaFer se intrometeu na conversa, já que se sentiu excluída. Ficou um pouco de ciúmes de ver Lucas falando com uma outra garota e ria a cada frase, sendo que com ela simplesmente desviava os assuntos e saia de perto. – Não foi uma ideia muito boa.
— Verdade. Fui meio tonta em me jogar embaixo dela. Só que agi por impulso, quando vi ela caindo, corri para sustentar e sem saber como agiria em seguida. – Dy falou meio constrangida. – Sorte que o Lucas me notou.
— Que bom que ele te notou. Mas agora nós temos que sair, já está ficando tarde. Vamos! – Bran sabia que Maria se sentia incomodada com Dy e Lucas, então soltou um risinho.
— Pera MaFer. – Lucas segurou a mão da menina que já estava prestes a sair. – Você não ficou curiosa em qual livro ela indicaria?
— Por favor, é sério isto? – MaFer falou brava.
— É sério? – Dy ficou em dúvida e um pouco surpresa.
— Eu concordo com Lucas. Fiquei curioso, se eu fosse comprar um livro, qual você indicaria? – Bran falou mais para implicar com MaFer, mas em partes estava curioso para saber a indicação de Dy. Maria lançou um olhar furioso para Bran, que respondeu rindo.
— Bem... – Dy começou a falar sem jeito. – Uma série de livros que é famosa, mas pouco falada, que eu gosto muito é Os Legados de Lorien. Vocês conhecem?
— Sim! Do filme “Eu Sou o Número Quatro” né? Com a Dianna Agron de Glee. – Respondeu Bran.
— É! Eu adoro este filme, sabia que era de uma série de livros, mas nunca li. – Lucas comentou.
— Também já vi! – MaFer falou amargamente.
— Então, este filme é referente o primeiro livro da série. – Dy foi até uma das prateleiras, pegou o livro e mostrou. Começou a contar as histórias.
Uns minutos depois, a conversa foi se intensificando. MaFer começou a interagir mais com Dy, acabou que elas tinham gostos literários em comum e acabou sendo a que mais falou durante a conversa. No final do bate papo já tinham conversado sobre séries, filmes e acontecimentos de suas vidas, nem perceberam a hora passar. Só foram ver o horário quando um segurança falou que já iam fechar as saídas e entradas do local. Eles começaram a se despedir, mas queriam conversar mais. Trocaram os seus números de celular.
— Então é isto. Foi um prazer conhecer todos vocês. Quero mais! – falou Lucas.
— Vamos marcar um encontro. – Bran sugeriu.
— Mas em um lugar mais badalado. Quero sair para dançar bastante. – MaFer propôs um tipo de lugar e a Dy deu uma ideia.
— Lá na lapa tem vários tipos de boates e bares, podíamos marcar algo por lá.
— Para mim está beleza. – Lucas topou a ideia.
— Eu vejo com minha namorada se ela quiser ir, mas caso não queira, vou sozinho. – Bran também aceitou.
— Então nós acertamos tudo pelo what’sapp. Beijos para todos. – MaFer falou.
Eles se despedem, quando Bran dá um abraço em Lucas, sussurra no ouvido dele.
— Rolou um clima.
Lucas fica sem graça e afirma com a cabeça. Bran responde com um piscar de olho, dá tchau e vai embora andando, Dy pegou um taxi e fica apenas MaFer e Lucas. A menina dá um abraço nele e em seguida um beijo na bochecha. Ela começa a caminhar para ir embora e Lucas observa ela partindo, no meio do caminho ela se vira para o garoto, dá um sorriso meigo e acena um ‘tchauzinho’ coma mão. Lucas fica vermelho e sem reação.

Notas finais
Gostaram do capítulo? Foi introduzido MaFer, Lucas e Dy. Aguardem o desenvolver da histórias que muitas reviravoltas os aguardam. Comentem o que acharam do capítulo. Não deixem de conferir a página do Shayuuh no facebook. Até a próxima. https://www.facebook.com/shayuuh