Notas iniciais
Boa noite! (sim, a fic está sendo atualizada numa segunda feira) Ontem não consegui ter tempo de postar, então excepcionalmente o cap 35 não está sendo postado no domingo. Magui, muito obrigada pela sua opinião! ♥ Espero que goste do resultado final do capitulo. Feliz dia do escritor! ♥ beijos *-* Musica do capitulo: Do I Have To Cry For You - Nick Carter (cena que o Nick chora pela Isabella conversando com a Marina) Obrigada e até o próximo *-*

Vanessa – Burra?

Nick – É. Foi isso mesmo que você ouviu. Burra. Vadia. Ordinária.

Vanessa se levanta da cama e se senta.

Vanessa – Nickolas, você estava fingindo?

Nick – Que que cê achou? Que eu tava falando sério? Você achou mesmo que eu ia querer alguma coisa com você? O que te faz pensar que eu ia ter algum interesse sincero numa pessoa egoísta e interesseira? Eu te chamei aqui pro nosso acerto de contas. Mas qual é a surpresa, sua mentirosa? Você é especialista em safadeza. Tem pós graduação e doutorado em sem-vergonhice. Em pilantragem.

Vanessa – Do que você tá falando? O que eu te fiz?

Nick – Pára, pára de se fazer de sonsa. Pára, que esse número vindo de você me deixa com ainda mais raiva. Acabou a farsa, Vanessa. Eu já sei de tudo. De tudo.

Vanessa – De tudo o quê, Nickolas?

Nick – Você vai ter a cara de pau de fingir que não sabe do que eu tô falando? Vai ter coragem de negar que conhece o Maurício?

Vanessa – Maurício?

Nick – Isso mesmo. Maurício Viana. Não é esse o nome do seu cumplice?

Vanessa – O quê?

Nick – Ele apareceu. Foi na minha casa e fez a sua caveira.

Vanessa – Ele foi na sua casa?

Nick – Foi. Foi e me contou tudo. Tudo sobre a sua cilada contra mim e a Isabella com detalhes. Contou que você armou pra parecer que a Isabella estava me traindo. Você pagou pra ele estuprar minha namorada!

Vanessa – Desgraçado!

Nick – Assume. Já tá na cara que você tem dedo nessa história, mas ainda não é suficiente. Eu quero ouvir da sua boca. Assume. Assume que você pagou pra ele perseguir a Isabella. Assume que você atraiu a Isabella pra uma armadilha naquele maldito salão de festas!

Vanessa – Eu fiz. Fiz e não me arrependo, faria mais. Faria pior. Eu odeio essa garota. O Maurício foi um incompetente, podia ter feito o serviço completo e matado aquela vadia!

Nick dá um tapa na cara dela.

Vanessa – Ai!

Nick – Eu te odeio! Te odeio! (apertando Vanessa pelo braço) – Você acabou com a minha vida. Destruiu a Isabella, fez eu acusá-la injustamente. Você vai pagar, Vanessa. Você vai pagar.

Vanessa – Nickolas, me solta, você tá me machucando! (começa a chorar)

Nick – Eu quero machucar. Aliás eu quero te matar. E mesmo se eu te matasse infelizmente seria muito pouco. Pra você a dor seria de momento, não é? Pra Isabella não. Por sua culpa ela tá destruída na alma.

Vanessa – (olhando fundo nos olhos dele, em tom sério) — Bem feito.

Nick dá um tapa na cara de Vanessa.

Nick – Você não é humana. O que é que tem aí dentro de você? É gelo? É pedra?

Vanessa – É amor, Nickolas. Eu te amo. Tudo o que eu fiz foi por amor. (chorando, deitada na cama, com o rosto escondido)

Nick – Você é louca. É doente. Isso que você diz sentir por mim pode ser tudo, menos amor.

Vanessa continua chorando.

Nick – Chora, Vanessa. Pode chorar o quanto quiser. Eu não me importo. O que são as suas lágrimas de crocodilo perto de tudo o que a minha namorada chorou? Perto de tudo o que ela sofreu?

Vanessa – (seca as lágrimas) – E você? Por que não pára um pouco de ser hipócrita? Não venha agora querer bancar o santo, porque é tarde demais. Você já esqueceu o que aconteceu entre nós? Engraçado que na hora do bem bom você nem se lembrou da vagabunda. E pára de chamar a Isabella de “sua namorada”. Isso é ridículo. Você pensa o quê? Que ela vai te perdoar? Depois do que você fez ela não vai te perdoar nunca. Ela não deve querer ver a sua cara nem pintado de ouro.

Nick – Cala a boca.

Vanessa – (se ajoelha, se agarrando na cintura dele) — Vamos voltar, Nick. Esquece tudo o que aconteceu. Eu sei que por mais que você diga que ame aquela garota você sente a minha falta.

Nick – Nunca! (ele empurra Vanessa com força) – Eu te odeio. Você me dá nojo.

Vanessa – Nick...

Nick – Sai, Vanessa. Sai daqui. Sai!

Vanessa – Nickolas, por favor!

Nick – Sai!

Vanessa se levanta. Ela dá uma última olhada pra ele e sai.

Enquanto isso, numa rua, Isabella está correndo. Kevin está correndo atrás dela.

Kevin – (correndo) – Isabella, espera!

Isabella – (correndo, gritando e chorando) — Me deixa em paz!

Kevin – Bella, espera!

Isabella – Não!

Kevin alcança Isabella. Ele puxa o braço dela com força, fazendo o cabelo dela voar para a frente. Ela continua chorando de cabeça baixa.

Isabella – Kevin...

Kevin – Isabella, calma. Não chora.

Isabella – Me solta. Me solta, por favor.

Kevin – Calma. Tá bom, eu solto. (ele solta Isabella lentamente) – Tá solta. Confia em mim.

Isabella – Eu confio, Kevin. Eu só não quero mais ver o Nickolas, falar com ele. Não me obrigue, por favor.

Kevin – Não. É claro que não. Você sabe que eu nunca te obrigaria a nada. Fica tranquila. Eu sempre vou estar ao seu lado. Sempre.

Isabella e Kevin se abraçam.

Num parque, Brian está estacionando seu carro. Monique está com ele, olhando para as pessoas da janelinha do carro. Brian tira o cinto de segurança. Monique também tira o dela. Ele sai do carro, dá a volta para o lado de Monique e abre a portinha do carro para ela sair. Ela sai, com Brian segurando a mão dela.

Monique – Obrigada.

Brian – De nada.

Brian vai para a parte de trás do carro e abre o porta malas. Ele tira de dentro uma caixa e um pano comprido.

Monique – (sobre a caixa) — O que é isso?

Brian – (estende a caixa para Monique) – Segura pra mim?

Ela pega a caixa. Brian fecha o porta malas do carro. Ele vai com ela para um lado um pouco mais afastado do parque e estende o pano no chão. Monique coloca a caixa em cima do pano. Ele abre a caixa e dentro dela estão pão, leite achocolatado de caixinha, chocolate, bolo, etc. Monique sorri.

Brian – Como é lindo te ver sorrindo...

Monique – Brian, eu não sei nem o que dizer.

Brian – Só diz sim, Monique. Sim.

Ela coloca o cabelo pra trás. Brian pega um bombom e o abre.

Brian – Abre a boca.

Ela abre a boca e ele coloca o bombom na boca dela. Monique e Brian começam a observar as crianças brincando no parque.

Brian – Tá vendo isso?

Monique – O quê?

Brian – As crianças brincando, felizes... na idade delas elas não têm nenhuma preocupação.

Monique – É verdade. Elas parecem felizes.

Brian – É isso o que eu quero pra você. Que você se sinta feliz, que você seja feliz ao meu lado.

Monique – Eu sei, Brian.

Brian – Então por que não?

Monique – Eu gosto de você, Brian. Você é muito legal, muito mesmo. Mas eu só gosto como amigo.

Brian – Tá bom. Eu tô sendo um idiota mesmo, né?

Monique – Não, Brian, claro que não. Não fala assim.

Brian – Então me diz: me diz o que eu posso fazer pra você me aceitar.

Monique – Pára com isso, Brian. Desse jeito você só vai me fazer sentir culpada por não sentir do mesmo jeito.

Brian – Eu tô te pressionando, não é?

Monique não responde.

Brian – O seu silêncio já é a resposta. Desculpa. Eu sei que às vezes eu posso ser um chato e talvez até inconveniente. Mas que culpa eu tenho de gostar de você?

Monique – Não tem culpa, Brian. Não se manda no coração. Eu só quero um tempo. Só um tempo.

Brian – Eu vou esperar por você o tempo que for necessário.

Monique – Obrigada.

Brian – Mas... se eu te fizer uma pergunta você responde com toda a sinceridade do mundo?

Monique – Que pergunta?

Brian – Eu... eu posso ter uma esperança? Uma esperança nem que seja assim pequenininha do tamanho de um grão de arroz?

Monique – Brian... sem pressões, por favor. Tudo tem seu tempo.

Brian – Tá bom. Parei. Então... eu posso te dar um beijo?

Monique – Não, Brian. Melhor não.

Brian – Um selinho, pelo menos.

Monique – Tá bom. Só um selinho.

Brian dá um selinho na boca de Monique.

Brian – Te adoro muito. Muito.

Enquanto isso, na pracinha à duas quadras do Colonial Mônaco, Isabella e Kevin estão caminhando lentamente, enquanto ele a abraça de lado. Isabella vê um banco vazio.

Isabella – Kev, vamos sentar ali? Eu tô um pouco cansada.

Kevin – Claro.

Eles vão até o banco e se sentam.

Isabella – Desculpa.

Kevin – Pelo quê?

Isabella – Pela minha grosseria.

Kevin – Não. Eu é que tenho que te pedir desculpas por ter tocado numa ferida que ainda tá doendo.

Isabella balança o rosto rapidamente fazendo com que o seu cabelo vá para trás. Enquanto isso, Kevin não tira os olhos dela. Depois de alguns segundos...

Kevin – Bella?

Ela olha pra ele.

Kevin – Por que você não tenta conversar com o Nickolas?

Isabella – Por favor, Kevin. Eu não quero falar sobre isso.

Kevin – Mas, Bella... é só conversar. O que que custa? Você não precisa voltar com ele se não quiser. Ele não pode te obrigar a nada.

Isabella – Sabe o que custa, Kevin? Custa a minha dignidade. Você acha mesmo que eu posso ir lá e conversar com ele numa boa como se nada estivesse acontecido? Só eu sei o que eu sinto por mim mesma desde aquela noite. Eu posso estar aqui agora conversando com você normalmente, mas em casa quando eu estou sozinha eu choro. Choro escondida no meu quarto pra ninguém ver. E muito.

Kevin abraça Isabella de lado e dá um beijo na testa dela.

Kevin – Te adoro.

Isabella – Eu também. Você é o melhor amigo do mundo.

Kevin – Eu te entendo, Bella. Acredite, ninguém mais do que eu entende o que você tá sentindo. Eu daria qualquer coisa... qualquer coisa pra você nunca ter passado por isso. Até mesmo pra poder tirar aquele maníaco de cima de você.

Isabella – Mas naquela hora eu tava sozinha, Kevin. Não tinha ninguém pra me ajudar, pra me defender.

Kevin – Eu sei que o Nickolas errou muito com você. Sei que vacilou feio, que você não merecia nada daquilo. Mas, Isabella, eu conversei com ele e percebi que ele tá arrependido de verdade.

Isabella – E as coisas que ele fez? E a transa com a Vanessa enquanto eu tava lá, sozinha ardendo em febre? E as coisas que ele disse pra mim? Você acha que eu posso apagar tudo de uma hora pra outra, esquecer da noite pro dia?

Kevin – Você não acredita mais nele?

Isabella – Não.

Kevin – Eu acho que ele ainda gosta de você.

Isabella – (cai uma lágrima dos olhos dela) – Gosta nada. Gosta coisa nenhuma. Nunca gostou.

Kevin – Não chora, Bella.

Isabella – Você acha que alguém que gosta de alguém de verdade faz tudo o que ele fez?

Ele não responde.

Isabella – Não, né, Kevin? Pode falar que não. Não precisa ter medo de me magoar.

Kevin – É que eu sei que você ainda gosta dele.

Isabella – Gosto, Kevin. Gosto muito, apesar de ele não merecer. Aliás se tem alguém que realmente amou nessa história esse alguém fui eu. Só eu me doei, só eu lutei pra dar certo. Eu amei demais. E no fim eu amei por dois. Não foram só as palavras dele. O que mais matou foram as atitudes. O lance com a Vanessa, a agressão comigo. Ele levantou a mão pra mim. Isso eu nunca vou esquecer.

Kevin – Eu posso imaginar. Mas... você não acha que todos merecem uma segunda chance?

Isabella – Nem todos, Kevin. Aliás, por que você me trouxe aqui? Eu vejo que você só vê o lado dele, não o meu. E os meus sentimentos? O que eu sinto? Não importa? Não interessa?

Kevin – Importa, Bella. Claro que importa. Os seus sentimentos são o que mais importam nesse mundo. E olha, você pode dizer a ele uma unica vez que não quer mais. Se ele insistir eu te ajudo.

Isabella vira o rosto para o lado.

Kevin – Que foi?

Isabella – Agora não é sobre o Nickolas, aliás eu não quero mais falar naquele mentiroso. É que... tem algumas coisas que eu não entendo.

Kevin – O quê? Se eu puder te ajudar a entender...

Isabella – Você ainda tá brigado com a Dani?

Kevin – Tô. Tô sim.

Isabella – Por quê? O que aconteceu? Eu entendo que você não queira falar sobre isso, mas você sempre me ajuda. Eu quero te ajudar também. Fala a verdade pra mim. Essa briga de vocês tem alguma coisa a ver comigo?

Kevin – Não, Bella. Não tem nada a ver com você. Deixa eu te explicar: eu e a Danielly somos um casal. E como todo casal ás vezes a gente briga, se desentende, é normal. Mas depois tudo se resolve. Não se preocupe.

Isabella – Eu gosto de você, Kevin. Gosto de conversar com você, a gente se dá bem e ao contrário de uns e outros você me entende. Mas eu não quero de forma alguma atrapalhar sua relação com a Danielly.

Kevin – Você não tá atrapalhando nada, Bella. Não se preocupe.

Isabella – Tá bom. Vocês brigaram, é normal. Mas você ainda gosta dela, não gosta?

Kevin – É... eu acho que sim.

Isabella – Acha?

Kevin – Eu gosto.

Isabella – Você quer que eu fale com ela?

Kevin – Não. Melhor não.

Isabella – Por quê? Você não confia em mim? Deixa eu te ajudar, por favor...

Kevin – Não é isso, Bella. É claro que eu confio em você. É que você já tá cheia de problemas. Eu não quero que você se meta em mais um. Entende?

Isabella – Entendo.

Kevin abraça Isabella com força. Depois de alguns segundos abraçado a ela, Isabella se solta dele lentamente. Ela olha para o rosto dele, que ainda está machucado da briga com Nick.

Isabella – E o seu machucado? Ainda tá doendo?

Kevin – Um pouco. Mas foi pra te defender, então já valeu.

Enquanto isso, numa rua, Vanessa chega. Ela está aparentemente nervosa. Vanessa pega o seu celular e começa a discar um numero. O telefone começa a chamar do outro lado da linha. Depois de alguns segundos...

Vanessa – (pausa) – Guilherme? (pausa) – Oi, Guilherme? Você está ocupado? (pausa) – Eu tô mais ou menos. (pausa) – Você tá ocupado? Não é coisa para se falar por telefone. (pausa) – Tudo bem. Eu tô indo pra aí. Tchau.

Vanessa desliga. Um táxi chega e Vanessa dá um sinal. O taxi para na frente dela e Vanessa abre a portinha, entrando no carro.

Taxista – Pra onde senhora?

Vanessa – Pro inferno.

Na casa de Nick, na sala, Marina está passando aspirador de pó no chão, quando Nick chega, abrindo a porta com tudo. Marina leva um susto com o barulho e se vira em disparada.

Marina – Nick? (enquanto Nick vai em direção à escada e sobe os degraus) – O que aconteceu? Onde você estava?

Nick – (enquanto sobe as escadas) – Agora não, Marina. Agora não.

Nick sai.

...

No quarto de Nick, ele está sentado na cama com o rosto virado para a porta, segurando um porta retrato com uma foto de Isabella, quando Marina chega.

Marina – Nick...

Cai uma lágrima dos olhos dele.

Marina – Nick, olha pra mim.

Ele vira o rosto lentamente. Marina se depara com o rosto dele cheio de lágrimas.

Marina – (vai até ele) – Nick...

Ela o abraça, apoiando a cabeça dele na perna dela e fazendo carinho no cabelo dele, enquanto Nick chora copiosamente.

Marina – Chora, meu amor. Chora.

Nick – Eu sou um idiota, Marina. Sou um idiota. (chorando)

Marina – Não, Nick. Não é. Você só caiu numa armadilha. Só cometeu um erro e errar é humano.

Nick – Sou sim. Eu deixei minha namorada sozinha no momento em que ela mais precisava de mim.

Marina – Não chora, Nick. Não chora. A culpa não foi sua, para com isso.

Nick – Eu falei com a Vanessa. Fiz ela acreditar que queria voltar com ela e nisso ela me confessou tudo. Ela disse que pagou pro cara perseguir a Bella. Foi tudo coisa dela. A Isabella sempre foi a vítima e eu a acusei injustamente. (chorando)

Marina – Eu nem sei o que dizer, Nick.

Nick – Diz o óbvio. Diz que eu sou um desgraçado, que eu fui um imbecil, um cafajeste. Você sempre teve razão. Eu devia ter deixado a Isabella se explicar, mas não. Eu fui tirando conclusões precipitadas, conclusões erradas. Eu nunca vou me perdoar por isso, Marina. Nunca.

Marina – Não, Nickolas. Você não é nada disso. Tudo o que você fez foi feito por um impulso ruim. Na hora da raiva. Eu sei que em outras situações você não faria nada disso.

Nick – Mas não é isso o que ela deve estar pensando agora.

Marina – Fala com ela, Nickolas. Vai lá, pede perdão. Você errou sim, mas tem o direito de reparar seu erro.

Nick – O meu erro não pode ser reparado, Marina. Já era. (chorando)

Marina – Não, Nick. Você não pode se dar por vencido antes da hora. Ela pode estar muito magoada sim, mas te ama. É isso o que importa.

Nick – Pra quê? Pra ser desprezado por ela? Ela nunca vai perdoar o que eu fiz. Ela deve estar com ódio, com nojo de mim. E com toda a razão.

Marina dá um beijo no cabelo dele.

Nick – Me deixa, Marina. Me deixa sozinho. Me deixa chorar sozinho.

Marina – Nick...

Nick – Sai, Marina. Sai, por favor.

Marina se levanta, dando passos para trás, ao mesmo tempo em que olha para Nick. Ela vira o rosto e sai.

Na casa de Guilherme, na sala, ele e Vanessa estão conversando.

Vanessa – (joga uma jarra de vidro na parede) – Droga!

Guilherme – Calma, Vanessa. Você tá muito nervosa. O que aconteceu?

Vanessa – É ele, Guilherme. O inteligentissimo do Mauricio. O seu querido priminho acaba de arruinar meus planos.

Guilherme – Eita! O que ele fez?

Vanessa – Eu paguei ele pelo estupro da Isabella. Pois bem. Depois disso ele foi atrás do Nickolas. Foi atrás dele e contou todo o meu plano. Entregou minha cabeça, inocentou a vagabunda pra ele.

Guilherme – (começa a rir) — O quê?

Vanessa – Desgraçado. Desgraçado, traidor. Eu paguei, Guilherme. Paguei pra ele ficar de boca fechada, mas ele estragou tudo.

Guilherme – Quer dizer então que você provou do próprio veneno, Vanessinha? Caramba... o Maurício tá me saindo mais esperto do que você.

Vanessa – Cala a boca, Guilherme!

Guilherme – Calma, Vanessinha. Eu só tô tentando fazer você rir um pouco depois da derrota.

Vanessa – Cala a boca, Guilherme. Cala a boca, eu não estou pra brincadeira.

Guilherme – Calma, meu amor. Nem tudo está perdido. Daqui a pouco a sua rival está pegando a estrada rumo ao interior e você vai voltar a ter o Nickolas só pra você.

Vanessa – Tomara que o carro exploda com ela dentro.

Guilherme – Essa é a minha morena. Cruel, vingativa. Mas e quanto ao Maurício? O que você pretende fazer com o meu priminho inteligentíssimo? Porque se eu bem te conheço você não vai deixar essa sacanagem barato.

Vanessa – Não sei. Não sei ainda. Eu vou pensar em alguma coisa. Enquanto isso eu ganho tempo. Quando ele menos esperar eu pego ele de jeito. Mas eu já aviso. Ele vai pagar caro. Vai pagar muito caro.

Chega a noite. Na casa de Isabella, na sala de jantar, ela está sentada na mesa com Laura. Isabella está calada, ao mesmo tempo em que apenas mexe a colher na comida sem comer. Regina está de pé perto da mesa.

Laura – Isabella, passa o sal pra mim, por favor?

Isabella passa o sal para Laura calada.

Laura – O gato comeu sua língua, Bella?

Isabella não responde.

Laura – Fala alguma coisa, Bella. Você ainda não tocou na comida. Come só uma colherada. O que custa?

Isabella – Não tô com vontade.

Laura – Mas, Bella, você tem que comer. Eu sei que você está passando por um momento dificil. Mas você não pode parar a sua vida. Come, Isa. Só um pouquinho. Senão você vai ficar doente de novo. É isso o que você quer?

Isabella pega a colher lentamente, coloca um pouco da comida e come.

Laura – (sorri) – Isso. Tá gostoso?

A campainha toca.

Regina – Eu atendo.

Regina sai.

Laura – Sabe, Bella, eu tava pensando: vai chegar aqui em São Paulo uma exposição dos melhores desenhistas da história. E como você gosta muito de arte eu tô pensando em te levar. Pra ver se levanta um pouco o seu astral. O que acha?

Antes que Isabella responda...

Nickolas – Regina, me deixa entrar. Cadê a Isabella? Cadê ela?

Nick chega na sala de jantar e se depara com Isabella e Laura sentadas à mesa. Isabella olha para Nick com raiva.

Notas finais
É isso por hoje *-* Até o próximo ♥