Notas iniciais
Boa noite! Postando numa quarta feira o capitulo 38 já que não deu tempo de postar no domingo. Espero que gostem. beijinhos *-*

Isabella encerra a chamada.

Isabella – Pronto. (ela inclina o braço colocando o telefone em direção a Regina) – Pode pegar, Regina. Agora eu tenho certeza que aquele mentiroso nunca mais vai me incomodar.

Laura bate palmas para Isabella.

Laura – Isabella... o que você fez? Estou impressionada com a sua atitude. Gostei de ver.

Isabella – Eu não fiz nada, Laura. Só dei um fora num garoto mentiroso e cafajeste. Eu gosto da Marina, Laura. Sei que ela não tem nada a ver com isso, mas sei também que ela ligou por pedido dele. E eu não vou perdoá-lo, Laura. Não vou perdoá-lo nunca.

Laura – Isso mesmo, Bella. Ele não te merece.

Regina – Já eu penso de forma contrária a vocês. Tudo bem, Isabella, eu sei que ele errou com você, que foi um canalha e tudo mais e eu não tiro a sua razão de estar chateada. Mas você não acha que está pegando pesado demais? Ele pode ter errado, mas talvez esteja arrependido de verdade.

Isabella – Pesado? Eu? De jeito nenhum. Se tem alguém que realmente pegou pesado e vacilou nessa história esse alguém foi ele.

Regina – Mas...

Isabella – Você já esqueceu tudo o que ele fez comigo? Já esqueceu o tapa que ele me deu? E a transa com a sua filha? Regina, ele me humilhou. No momento que eu mais precisava dele ele me fez me sentir um lixo. Eu nunca vou perdoar o que ele fez, Regina. Nem que eu viva mil anos.

Laura – Regina, você está defendendo ele?

Regina – É claro que não.

Isabella – Não o defenda, Regina. Isso eu não vou suportar.

Regina – Eu não estou o defendendo, Isabella. Eu só acho que você podia tentar conversar com ele numa boa. As pessoas podem cometer erros, mas sempre merecem uma segunda chance.

Isabella – Ele não, Regina. Ele não merece. Não merece nada.

Regina – Tudo bem. Eu tô de fora nessa história. Não posso sentir a sua mágoa por você.

Laura – Mas e então, Isabella? Você pensou sobre a exposição que vai abrir aqui em São Paulo? Quer ir? Vai ser bom pra você sair um pouco.

Isabella – Não, Laura. Eu confesso que ainda não tinha pensado nisso.

Laura – Então começa a pensar agora. Eu tenho quatro entradas. Eu vou chamar o Brian. Por que você não chama o Kevin pra ir com você?

Isabella – O Kevin?

Laura – É. Algum problema?

Isabella – Não, é que... Laura, o que você está pretendendo?

Laura – Eu? Nada, Isabella. Eu só acho que o Kevin é uma boa companhia pra você.

Isabella – Eu não sei... não sei se é uma boa ideia chamar ele pra sair. Ele tem namorada, Laura. Sei lá, eu acho que pega mal.

Laura – Ai, Bella... você e essa sua mania de querer ser certinha o tempo todo. Não tem nada a ver, vocês vão sair como amigos, é uma saída normal. E eu vou estar com vocês. E o Brian também, se aceitar o convite. Não tem nada demais.

Isabella – Tá bom, Laura. Me dá um tempo pra pensar nessa idéia. Por favor.

Laura – Eu te dou todo o tempo do mundo.

Isabella – Agora me deixa ir. Deixa eu ir, porque eu estou com pressa. (ela pega a sua mochila e vai até Laura) – Tchau, Laura. (dá um beijo no rosto de Laura) – Tchau, Regina. (vai até Regina e dá um beijo no rosto dela também).

Regina e Laura – Tchau.

Isabella sai.

Na casa de Nick, no quarto dele, ele está chorando, deitado na cama, quando Marina chega. Ela está com uma bandeja na mão. Ele olha pra ela.

Nick – O que você quer?

Marina – Eu só vim deixar essa fatia de bolo de chocolate pra você.

Nick – Eu já disse que não quero.

Marina – Mesmo assim. Eu trouxe pra você.

Ele continua chorando calado.

Marina – Nickolas... espero que não se importe, mas eu vi que você estava mal e tomei a liberdade de ligar para a Isabella e tentar pedir pra ela vir falar com você.

Nick se levanta, ficando sentado.

Nick – O quê? E ela? Ela falou com você?

Marina – Não, Nick. Ao contrário. Ela foi super grossa comigo e mandou você ir com o seu arrependimento pro inferno. Depois desligou o telefone na minha cara.

Nick – Tá vendo? Ela me odeia, Marina. E o pior de tudo é que eu sei que a culpa desse ódio todo é minha. Só minha.

Marina – Não fala assim, Nick. Ela te ama.

Nick – Falo. Falo, porque é verdade.

Marina – Bom... eu vou deixar o bolo aqui. E vê se come. Nem que seja só uma colherada.

Marina se levanta e se afasta. Ela sai. Nick fica sentado olhando a bandeja com a fatia de bolo e a joga com tudo no chão a empurrando.

Na casa de Isabella, na sala de jantar...

Laura – (dá um suspiro) – Bom... agora chega.

Laura se levanta.

Regina – Laura?

Laura – Pode falar, Regina.

Regina – O que foi isso?

Laura – Isso o quê?

Regina – É impressão minha ou você está tentando empurrar o Kevin para a Isabella?

Laura – Regina... que ideia, é claro que não. Foi apenas uma sugestão. Eles são melhores amigos, estão sempre juntos, então eu não vejo problema nenhum se ela chamá-lo para ir à exposição com a gente.

Regina – Parece que ela não gostou muito da ideia.

Laura – É que...eu não sei, mas eu sinto que no fundo, bem no fundo apesar de ele estar com a Danielly é dela que ele gosta de verdade. É como se fosse uma intuição feminina, entende?

Regina – É isso o que me preocupa. Eu sei que você está com raiva do Nickolas, mas não é bom você ficar tentando empurrar o outro rapaz pra cima dela.

Laura – Eu não estou empurrando ninguém pra minha irmã, Regina.

Regina – Tem certeza?

Laura – Tenho. Certeza absoluta.

Regina – Eu só estou dizendo pra você tomar cuidado com as coisas que faz. E se a sua intuição estivesse certa? Se daqui a um tempo ele começasse a investir pra valer nela? Nesse momento tudo o que você faz para aproximar os dois seria pra ele uma sensação falsa de amor correspondido. E nós duas sabemos que ela gosta do Nickolas, apesar das burradas que ele fez. O Kevin é como um irmão mais velho. O irmão que ela não teve. Um conselho que eu te dou, Laura: Cuidado. Muito cuidado para não agir por impulso e acabar causando problemas para a sua irmã.

Laura – Eu não quero causar problemas à ela, Regina. Longe de mim fazer isso. Eu só quero que ela seja feliz. Que apesar de tudo o que aconteceu ela ainda possa olhar pra frente e sentir que a vida ainda vale a pena.

Regina – E você acha que o Kevin poderia devolver a felicidade para a Isabella?

Laura – Com certeza. Eu não sei bem o que a Isabella pensa sobre isso, mas eu acho que os dois formariam um belo casal.

Regina – É, mas... você não pode pensar só na felicidade da Isabella e esquecer os sentimentos dos outros. A minha intuição diz que você está vendo o Kevin como uma tábua de salvação para a Isabella, como se ele fosse uma e talvez a única possibilidade de ela ser feliz. Não é assim, Laura. Por mais que ele seja uma pessoa ótima, você tem que lembrar que ele tem namorada. Eu conheço a Danielly há muito tempo e sei que ela é completamente apaixonada por ele.

Laura – Eu sei.

Regina – É aquela velha história: não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.

Laura – Eu entendo. Eu não quero prejudicar ninguém, Regina. Eu só acho que quando se ama alguém, quando a gente gosta de alguém de verdade é preciso lutar para estar com essa pessoa.

Regina – Hum... mas de onde você está tirando essas ideias românticas, Laura?

Laura – Regina, pára com isso? Eu não tô tirando ideia romântica de lugar nenhum. E é melhor a gente parar essa conversa por aqui. É melhor parar, porque eu já vi que você vai começar a falar muita besteira.

Laura sai. No quarto de Laura, ela chega, se senta na cama e coloca o seu cabelo para trás. Laura vira o rosto para o criado mudo e lá está um porta retrato com uma foto de Brian. Laura deita o porta retrato de costas.

Enquanto isso, no escritório de Kevin, ele está sentado em sua cadeira, respondendo alguns e-mails, quando se lembra:

Kevin vai até Isabella num impulso e a abraça de surpresa a segurando no colo, ao mesmo tempo que a gira, rindo. (Cap. 33)

Outra recordação:

Isabella, Danielly e Kevin conversam sobre Nick – Cap. 05

Isabella – Kevin, Dani... (sobre Nick) — Ele é lindo. Loiro, de olhos azuis... Nossa, meu coração disparou quando eu olhei nos olhos dele. Eu nunca tinha sentido nada igual. E sabe o que é mais incrível, Kevin? Você adivinhou tudo direitinho da forma como ia acontecer. Exatamente na hora que eu estava voltando pra casa da lanchonete.

Kevin – Oh, que lindo. Então eu tenho premonições e nem sabia.

Isabella – Lindo? Lindo nada. Nós estávamos no maior love, tudo lindo, tudo perfeito, ele foi um fofo e tudo mais, mas a namorada dele ligou e estragou tudo. E eu não quero ser a outra né? Longe de mim estragar o relacionamento dos outros.

Kevin está distraído, enquanto a secretária está na frente dele. O nome dela é Carolina.

Carolina – Kevin... (ele continua distraído) – Kevin, você está me ouvindo?

Kevin – (voltando a si) – Ah... o que foi, Carolina?

Carolina – É um recado de uma cliente. Aquela que está na briga com o marido, que não quer dar pensão. Ela ligou e perguntou se você tem um horário disponível para recebê-la.

Kevin – Claro. Tenho sim. Eu vou ligar pra ela.

Carolina – Tá tudo bem?

Kevin – Tá. Desculpa. Eu tava distraído.

Carolina – E o que eu digo se a sua namorada ligar?

Kevin – Inventa alguma coisa. Qualquer coisa. Eu não quero falar com ela por enquanto.

Carolina – Tudo bem.

Na casa de Isabella, no quarto dela, Laura está deitada na cama, quando o seu celular toca. Ela desliza o celular o desbloqueando. É uma mensagem de Brian.

“Oi, Laura? Tudo bem? Você poderia me encontrar às 16:00 no restaurante Divina Estação? Estou feliz e quero dividir minha felicidade com você, que é minha amiga. Te adoro.”

Laura – Eu já sei o que você vai dizer. Vai falar sobre a sua tão amada Monique. E eu, Brian? E eu?

Na casa de Bob, no quarto de Luna, ela está sentada na cama de costas, chorando sem fazer barulho, quando alguém bate na porta.

Luna – Entra.

É AJ.

AJ – (na porta) – Luna... eu posso entrar, meu amor?

Ela não responde.

AJ – Tudo bem. Eu vou entrar, mesmo sem a sua resposta.

AJ entra no quarto. Ele vai até a cama dela e se senta.

AJ – Você não vai olhar pra mim?

Luna – Alexander, vai embora. Eu não quero falar com ninguém, eu quero ficar sozinha.

AJ – Por que você tá me tratando desse jeito? Eu fiz alguma coisa que você não gostou?

Luna – Não é nada, Alexander.

AJ – É sim. Eu te conheço, Luna. Eu sei que aconteceu alguma coisa e você não quer me contar. Me diz logo o que houve. Eu te amo, eu quero te ajudar, confia em mim.

Luna – Me deixa, AJ. Por favor, eu já disse que quero ficar sozinha.

AJ abraça Luna por trás. Neste momento, ela deixa cair uma lágrima do seu rosto e AJ dá um beijo no rosto dela na direção da lágrima. Ele se afasta, sentindo um gosto amargo em sua boca.

AJ – Você tá chorando, Luna?

Ela não responde.

AJ – Responde, Luna. Você sabe que eu te amo.

Luna olha pra ele.

Luna – Eu tô chorando sim. Mas o motivo do meu choro não importa. Não interessa.

AJ – Como não? Importa sim, Luna. E muito. Anda, fala logo. O que aconteceu? Você é minha namorada e eu tenho o direito de saber.

Luna – Não, Alexander. Melhor não. Deixa pra lá.

AJ – Por quê? Eu tô vendo que você não tá bem. Você não confia em mim?

Luna – Claro que eu confio, Alexander. Que pergunta.

AJ – Então...

Luna – Eu não quero falar sobre isso. Se você me ama tanto como diz, me respeita. Respeita o fato de que eu não quero falar.

AJ – Tudo bem. Eu respeito. Só não esquece que eu te amo. E quando você quiser falar eu vou estar aqui pra te ouvir.

Luna – Obrigada.

AJ – Eu te amo muito. Nunca se esqueça disso.

Luna e AJ se beijam.

No Colégio Cronograma, em uma sala de aula, Isabella está assistindo a uma aula de Geografia. A aula já está no final e a professora está entregando as avaliações para os alunos.

Professora – (andando pelas fileiras) — Fabiana... foi muito bem, tirou 9,5, continue assim (entrega a prova); Gustavo... você precisa melhorar essa letra, mas também foi bem... Nota 8. (entrega a prova) — Ingrid... você podia ter tentado responder essas duas questões. Tive que desconsiderá-las, então você ficou com 7. (entrega a prova) — Isabella... você sempre foi uma das alunas mais aplicadas da turma, mas infelizmente não foi muito bem na prova. Sua nota foi 5.5.

Aluno – (para Isabella) — 5,5? Xii, você não foi bem não.

Isabella – Tudo bem, professora. Eu vou me esforçar mais da próxima vez.

O sinal para a hora de ir embora toca.

Professora – É isso por hoje, pessoal. Vejo vocês na próxima aula. Até amanhã. (Isabella se levanta, se afastando da carteira e indo em direção à porta) – Você não, Isabella. (Isabella pára) — Eu quero conversar com você.

Os alunos saem da sala, enquanto Isabella volta para a sua carteira e abaixa a cabeça. A professora fecha a porta da sala e se senta em sua cadeira.

Professora – Venha, Isabella. Pode se aproximar.

Isabella vai até a professora e se senta na cadeira que está parada do outro lado da mesa.

Isabella – Pode dar sermão, professora. Eu sei que mereço.

Professora – Não. Eu não vou dar sermão, porque isso é papel da sua familia. Eu só quero saber o que está acontecendo. (ela mostra a prova para Isabella) – Eu não esperava essa nota, ainda mais de você, que sempre foi uma ótima aluna. O que aconteceu? Será que eu posso te ajudar?

Isabella – (começa a chorar) – Não, professora. Não pode. Ninguém pode. Esse é um problema só meu.

Professora – Não precisa chorar. Tudo bem, você não teve um desempenho satisfatório nessa avaliação, mas eu tenho certeza que na próxima você vai se sair melhor. Você é uma aluna esforçada, é isso o que importa.

Isabella – Não é pela prova que eu tô assim, é por outra coisa.

Professora – Que coisas? Pode falar. O papel de nós professores aqui não é apenas ensinar, mas ajudar os nossos alunos.

Isabella – Não. Eu tenho vergonha.

Professora – Tudo bem. Eu não estou aqui para te pressionar a contar coisas que não quiser. O que eu posso te dizer é que você precisa se recuperar logo independente do que aconteceu. Você está em ano de vestibular. Não pode deixar que os seus problemas pessoais atrapalhem o seu rendimento acadêmico.

...

Na rua, em frente ao colégio, Isabella está saindo, quando o cadarço do seu tênis desamarra. Isabella se agaixa para amarrar o calçado. Enquanto a moça está distraída, uma pessoa se aproxima dela por trás. A pessoa cutuca Isabella nas costas. Ela se vira surpresa.

Isabella – Você?

Enquanto isso, na casa de Isabella, no quarto de Vanessa, ela abre o seu cofre e tira de dentro um revólver. Vanessa fica olhando fixamente para a arma ao mesmo tempo que a acaricia.

Em frente ao Colégio Cronograma, Isabella está frente a frente com Mauricio.

Isabella – (com voz de choro) — O que tá fazendo aqui?

Mauricio – (segura Isabella pelo braço) — Isabella... quanto tempo... Lembra de mim? Ah, claro que se lembra. Como esquecer aquela noite inesquecivel no salão de festas?

Isabella – Me solta!

Mauricio – (agarra Isabella a segurando com força) — Eu quero você.

Isabella – Não! Socorro! Socorro!

Mauricio – (agarrando Isabella) – Gostosa. Eu tô morrendo de saudade de você. Sabia que depois daquela noite você não sai mais da minha cabeça?

Isabella – Cala a boca!

Mauricio – Quando é que a gente vai ter um repeteco daquela noite maravilhosa?

Isabella – Nunca! Me solta, socorro, alguém me ajuda!

Mauricio – Eu quero você. Quero mais. Quero bis.

Isabella – Me deixa em paz!

Mauricio – Você é minha. Minha Isabella. Só minha.

Mauricio agarra Isabella, lhe dando um beijo forçado, ao mesmo tempo em que ela tenta se soltar dele. Enquanto Mauricio beija Isabella contra a sua vontade, um carro aparece chegando perto de onde eles estão. É o carro de Nick. Ele vê que Isabella está lutando contra o beijo de um desconhecido e sai do carro as pressas. Ao chegar perto deles...

Nick – Solta ela!

Mauricio para de beijar Isabella com o susto, mas continua segurando a moça. Eles olham para Nick.