Shape Of My Heart
37 Capitulo 37
Notas iniciais
Na casa de Isabella, na sala, Laura está sentada no sofá, quando Isabella chega chorando.
Laura – Isabella! (Isabella sobe as escadas correndo) – Isabella, volta aqui!
Laura sai correndo também. No quarto de Isabella, ela chega e Laura chega ao mesmo tempo. Isabella se deita na cama chorando. Laura vai até ela.
Laura – (acariciando o cabelo de Isabella) – Calma, Isabella. Calma. Não chora.
Ela continua chorando sem dizer uma palavra.
Laura – Fala alguma coisa, Bella, qualquer coisa.
Isabella não responde.
Laura – Não consegue, não é? Tá bom. Eu sei que é difícil. Sei que você ainda gosta dele, sei que ainda o ama. Mas é melhor assim.
Isabella – Ele era tudo pra mim, Laura. Tudo. (chorando)
Laura – Eu sei, Bella. Eu sei, mas olha só: esquece. Foi bom que acabou enquanto ainda tava no começo. Depois ia ficar mais difícil. E olha, Bella: por mais que você o ame ele não te merece. Você é linda, tem uma vida inteira pela frente, uma vida inteira para amar, para se apaixonar.
Isabella – Foi difícil, Laura. Foi muito difícil.
Laura – Eu sei, meu amor. Eu imagino. Eu sei que a dor que você tá sentindo não vai passar da noite pro dia. Pode ser que demore muito, muito tempo. Mas um dia passa, Bella. Nenhum sofrimento é eterno.
Isabella – Será que um dia eu vou conseguir esquecer ele?
Laura – Vai, Bella. Vai sim. O mundo está cheio de meninos. Você ainda vai encontrar uma pessoa legal. Alguém que vai te amar, que vai cuidar de você e vai te respeitar. Agora dorme, Bella. Dorme, que já é tarde e amanhã é outro dia. Talvez essa noite você passe inteira chorando. Mas amanhã quando você acordar vai ser como se nunca tivesse acontecido nada disso.
Laura dá um beijo na testa de Isabella e dá passos para trás ao mesmo tempo em que olha pra ela. Ela sai.
Na sala, Laura está descendo as escadas. Regina está no térreo.
Regina – E aí? Como é que ela tá?
Laura – Tá mal. Tá triste. Mas amanhã eu tenho certeza que ela vai estar melhor.
Regina – Ela ainda gosta do Nick, não é?
Laura – Ai, Regina... pior é que gosta. Eu já estou vendo que o Nickolas vai ficar no pé dela. O meu medo é que ela acabe se rendendo, que ela volte com ele. E isso eu não quero. Essa relação já fez muito mal pra ela.
Regina – Não se preocupa, Laura. A Isabella é esperta. Ela sabe o que faz e é forte. Vai superar tudo o que aconteceu com ela.
Na casa de Danielly, na sala, Monique chega. Ela vai até o sofá e joga sua blusa. Monique sobe as escadas. Raquel chega.
Raquel – Monique?
Monique – Oi, Raquel.
Raquel – Você demorou.
Monique – Eu estava com o Brian. A Danielly está?
Raquel – Já dormiu.
Monique – Eu vou dormir também.
Monique vai em direção às escadas. Ela está subindo os degraus, quando de repente...
Raquel – Ah, Monique... (Monique se vira) – Eu posso te perguntar uma coisa?
Monique – Claro, Raquel. O que quiser.
Raquel – Eu não quero me meter na vida pessoal de vocês, mas... você sabe se a Danielly e o Kevin estão com algum problema no relacionamento?
Monique – Não sei. Não se preocupe, Raquel. A Danielly é que é muito ciumenta. Ela deveria mudar esse gênio dela. Isso só a prejudica. Agora vá dormir, Raquel. Já está tarde e o dia amanhã será cheio.
Raquel – Tchau, dona Monique.
Monique – Tchau.
Monique se vira. Ela sobe um degrau na escada, para e se vira para Raquel novamente.
Monique – Raquel, independente da Danielly e do Kevin terem brigado, isso não é problema nosso, ok?
Raquel – Tudo bem.
Na casa de Isabella, no quarto dela, ela está deitada na cama, abraçada a um bichinho de pelucia, quando uma lágrima cai dos olhos dela. Ela se lembra:
Nick se declara para Isabella – Cap. 06
Nick – Isabella, me escuta. Me ouve.
Isabella – O que você quer, Nicholas?
Nick – Você.
Isabella – Eu? Como assim, Nick? Você tem namorada.
Nick – Desculpa. A culpa foi minha. Eu devia ter te contado.
Isabella – Mas não contou. Pelo contrário, você me fez acreditar que gostasse de mim.
Nick – E eu gosto. Gosto muito. Isabella, talvez seja cedo demais pra dizer isso pra você, mas eu estou perdidamente apaixonado. Isabella, eu te amo.
Isabella – O que você disse?
Nick – O que você ouviu. Bella, é verdade sim que eu tenho namorada, mas eu estou disposto a terminar tudo com ela pra ficar com você. É sério.
Isabella – Nick, eu não sei o que dizer, eu...
Nick – Acredita em mim. Eu não fiz tudo aquilo pra brincar com os seus sentimentos. Desde a primeira vez que eu te vi, desde aquele momento, foi como se o tempo parasse. Eu gosto de você. De verdade. Diz pra mim. Diz que você também sente o mesmo. Por favor.
Isabella – Mentiroso. (chorando)
Outra recordação:
Isabella e Nick conversam sobre Vanessa – Cap. 09
Na casa de Nick, no quarto dele, ele continua beijando Isabella. Ela se solta dele.
Nick – Que foi, meu amor?
Isabella – (dá um suspiro) – Ai... é tanta coisa... A casa nova, que na verdade não é tão nova assim, a cidade, o país, as pessoas... Eu tenho medo de não me adaptar a tudo isso.
Nick – Você tá preocupada com a Vanessa, não é?
Isabella – É... O fato de ela ficar na minha casa facilita muito as coisas pra ela. Eu tenho medo que ela faça algo contra mim, contra você. Eu não suportaria isso.
Nick – (levanta o queixo dela, fazendo – a olhar pra ele) – Olha pra mim. Coloca uma coisa na sua cabecinha: eu não vou deixar nada nem ninguém ficar entre nós. Nada nem ninguém.
Isabella – Jura?
Nick – Juro. Juro por amor, juro porque eu te amo. Confia em mim.
Isabella – É que é tudo tão lindo, Nick... Eu tenho medo... muito medo de acordar desse sonho.
Nick – Se depender de mim você nunca vai acordar desse sonho.
Isabella – Te amo.
Nick – Eu também.
Isabella e Nick se beijam.
Ela continua chorando, quando vira o seu rosto o escondendo no travesseiro.
Vanessa conta para Isabella que Nick transou com ela – Cap. 27
Vanessa – (para Isabella) — Bebado? Ele tava ótimo, Isabella. Tava lúcido, em perfeito estado mental. Não foi preciso embebedá-lo como você tá pensando não. Foi só fazer assim pra ele que ele veio dócil que nem um cachorrinho. Mordeu a isca na mesma hora.
Isabella – Não é verdade. Você tá inventando tudo isso.
Regina – Calma, Isabella.
Vanessa – Ai, Belinha... se você soubesse a pegada que ele tem... é um completo selvagem na cama. Bom de cama, bom de sexo... Olha... isso que é homem. É uma pena que você não experimentou.
Outra recordação:
Briga de Nick e Kevin no Colonial Mônaco – Cap. 31
Kevin – (abraçando Isabella de lado, que está com eles) — Você é um desgraçado, um imbecil. Eu fico com ódio... sinto raiva quando eu penso que de certa maneira eu empurrei essa menina nos seus braços. (cai uma lágrima dos olhos de Nick) — Ela te ama, Nickolas. Te ama demais. E no momento que ela mais precisou de você, do seu carinho, da sua proteção você virou as costas pra ela. Quer saber? A verdade vai aparecer e quando aparecer eu espero do fundo do meu coração que ela não te perdoe, porque você não merece. Você não merece alguém como ela, não merece que ela derrame uma lágrima por você.
Nick – Você é burro, Kevin. Conta aí, qual foi a conversa pra boi dormir que essa garota te contou? Você pensa o quê, que essa garota gosta de você? No mínimo ela deve estar te usando, assim como fez comigo. E você idiota acredita em tudo o que ela diz.
Isabella se levanta da cama, ficando sentada. Ela olha para o lado e pega um porta retrato com uma foto dela abraçada com Kevin. Ela fica observando a foto por alguns segundos e se lembra:
Kevin tenta convencer Isabella a conversar com Nickolas – Cap. 35
Na pracinha a duas quadras do Mônaco, Isabella e Kevin estão sentados num banco, quando Isabella balança o rosto rapidamente fazendo com que o seu cabelo vá para trás. Enquanto isso, Kevin não tira os olhos dela. Depois de alguns segundos...
Kevin – Bella?
Ela olha pra ele.
Kevin – Por que você não tenta conversar com o Nickolas?
Isabella – Por favor, Kevin. Eu não quero falar sobre isso.
Kevin – Mas, Bella... é só conversar. O que que custa? Você não precisa voltar com ele se não quiser. Ele não pode te obrigar a nada.
Isabella – Sabe o que custa, Kevin? Custa a minha dignidade. Você acha mesmo que eu posso ir lá e conversar com ele numa boa como se nada estivesse acontecido? Só eu sei o que eu sinto por mim mesma desde aquela noite. Eu posso estar aqui agora conversando com você normalmente, mas em casa quando eu estou sozinha eu choro. Choro escondida no meu quarto pra ninguém ver. E muito.
Kevin abraça Isabella de lado e dá um beijo na testa dela.
Kevin – Te adoro.
Isabella – Eu também. Você é o melhor amigo do mundo.
Kevin – Eu te entendo, Bella. Acredite, ninguém mais do que eu entende o que você tá sentindo. Eu daria qualquer coisa... qualquer coisa pra você nunca ter passado por isso. Até mesmo pra poder tirar aquele maníaco de cima de você.
Isabella seca o rosto e pega o seu celular. Ela começa a discar um numero. Depois de alguns segundos, começa a ouvir a chamada do outro lado da linha. Alguns segundos depois...
Kevin – Bella?
Isabella – Oi, Kevin. Tudo bem?
Kevin – Tudo. Engraçado... eu tinha acabado de pensar em ligar pra você e você ligou.
Isabella dá um sorriso.
Kevin – Você está bem?
Isabella – Na verdade não muito. Eu tava precisando conversar com alguém e pensei em você, já que como você mesmo disse ninguém entende mais o que eu tô sentindo do que você.
Kevin – Eu só disse a verdade.
Isabella – Você é um bom amigo, Kevin.
Kevin – Você também. (cai uma lágrima dos olhos de Isabella) – Eu gosto muito de você.
Isabella não responde.
Kevin – Não vai dizer nada?
Isabella – (demora um pouco pra responder) – Eu também gosto muito de você. (com a voz embargada)
Kevin – Sua voz está estranha... o que aconteceu? Você está bem?
Isabella – (passa o pulso no rosto) — Não foi nada, Kevin. Deixa pra lá. É melhor eu desligar.
Kevin – Não... nada disso. Se você desligar eu ligo de novo.
Isabella – Tá bom. Já que você insiste... Não foi nada, é que... o mentiroso do Nickolas veio me procurar.
Kevin – Não fala assim, Bella. Ele só tá querendo se acertar com você.
Isabella – Não defende ele, Kevin.
Kevin – Tá bom. Então é por isso que você tá assim?
Isabella – É. É por isso.
Kevin – Relaxa. Você é forte. Vai conseguir superar tudo isso.
Isabella – Obrigada. Você tá sempre querendo me botar pra cima. Mas eu não sei.
Kevin – Tá bom. Eu dou um jeito de fazer você melhorar amanhã.
Isabella – E por falar em amanhã... eu te acordei?
Kevin – Não. Na verdade eu não tô com sono.
Isabella – E você e a Dani?
Kevin – Na mesma.
Isabella – E não tem nada que eu possa fazer para ajudar?
Kevin – Não, Bella. Esse é um problema só meu e dela. É melhor você não se meter.
No dia seguinte, na casa de Nick, na sala de jantar, Angel está sentada na mesa.
Angel – Tia Marina, corta um pedaço desse bolo de chocolate pra mim, por favor?
Marina – Claro.
Angel – Um pedaço com bastante cobertura.
Marina – (dá risada) – Tá bom, meu amor.
Marina corta o pedaço do bolo de chocolate para Angel. Angel espeta um pouco do bolo no garfo e come. Marina fica a observando e dá um sorriso.
Angel – E o Nick, tia Marina?
Marina – Não sei, Angel.
Angel – Ele não vai descer pra tomar café? Eu tô com saudade dele.
Marina – Eu acho que hoje ele vai preferir ficar sozinho, Angélica.
Angel – Sozinho? Por quê? Ele tá triste?
Marina – Tá, Angel. Tá triste.
Angel – Por quê? Ele tá dodói?
Marina – É, Angel. Mas a dor que ele sente não é por fora. É por dentro.
Angel – Ele ainda tá brigado com a Bella?
Marina – Angélica... isso não é assunto seu.
Angel – Mas eu quero ajudar ele, tia Mari.
Marina – Eu sei, meu amor. Mas você ainda é criança. Não deve se meter nos problemas dos mais velhos.
Angel – Chama ele aqui, tia Mari. Eu gosto de tomar meu café da manhã com ele. Não gosto de vê-lo triste.
Marina – (dá um suspiro) – Tá bom. Mas eu não garanto que ele queira descer.
Marina sai.
No quarto de Nick, no quarto dele, ele está deitado na cama chorando sem fazer barulho, enquanto abraça um porta retrato com uma foto de Isabella, quando Marina chega.
Marina – Com licença, Nick.
Ele não responde.
Marina – (chega perto da cama dele) – Nick... (ela vê uma lágrima descendo pelo olho direito dele) – Nick, você não vai descer?
Nick – Não quero, Marina. Me deixa em paz.
Marina – Nick... desce. A Angel está lá embaixo. Ela está te chamando, quer que você tome o café com ela. O que que custa, meu amor?
Nick não responde e só chora.
Marina – Nick... eu sei que você está arrasado, mas assim não dá pra ficar. Você tem que se levantar dessa cama, tem que reagir. Desde que recebeu a visita daquele homem você não é o mesmo. Pensa na Isabella: você acha que se ela estivesse aqui ia gostar de te ver nesse estado?
Nick – Eu acho que neste momento ela quer que eu morra. (chorando)
Marina – Não, Nick. Não fala assim. Ela te ama muito.
Nick – Aliás eu acho que seria melhor pra todo mundo se eu morresse de uma vez. (chorando)
Marina – Nickolas, pára. Pára de falar essas coisas. Imagine se a Angel, que só tem oito anos escuta você falando uma coisa dessas?
Nick – Por quê? Marina, eu sou um inutil. Eu só faço besteira, só faço coisa errada. É por isso que a Isabella não quer mais saber de mim. Porque eu sou um crápula, um imbecil. Não prestei pra fazer a Isabella feliz, não prestei pra ficar do lado dela quando ela mais precisou de mim, não prestei pra ouvi-la, só prestei pra humilhá-la, pra fazê-la chorar. Eu mereço ser tratado desse jeito.
Marina – Tá bom, Nick. Você errou sim, fez coisas terríveis. Mas todo mundo erra. Ninguém é perfeito, você também não é. Olha... por que você não se arruma? Você é bonito, as meninas sempre ficaram atrás de você. Se a Isabella não te quer mais, outras vão querer. O que você não pode é se deixar vencer pela dor, pelo sentimento de culpa. Tem que se levantar.
Nick – (chora ainda mais) – Eu não quero me levantar, Marina. Eu só quero ficar sozinho, curtindo a minha solidão. Eu não quero saber de outra garota, Marina. Eu só quero a Isabella. Só ela.
Marina – Então vai atrás dela, Nick. Pede desculpas pra ela. Ela te ama.
Nick – Pra quê? Pra levar mais um fora? Ela não quer me ver e a Laura nunca vai me deixar chegar perto dela.
Marina – Talvez se você falasse com a Laura com jeito...
Nick – Que jeito, Marina? Que jeito? Acabou tudo, não tem mais volta. O que eu fiz com ela não tem perdão. Eu me odeio. A culpa não foi totalmente da Vanessa. Se for ver foi mais minha do que dela. Fui eu que estraguei tudo com os meus caprichos, com a minha violência.
Marina – Tá bom, Nick. Mas desce. Vai lá, come alguma coisa, nem que seja só tomar um suco.
Nick – Não, Marina. Eu já disse que eu não quero descer.
Marina – Nick...
Nick – Sai do meu quarto, Marina. Sai, eu não quero te expulsar do meu quarto com as minhas próprias mãos.
Marina se afasta de Nick e sai do quarto.
Na casa de Isabella, no quarto dela, ela está penteando o cabelo. Depois de alguns segundos, ela solta a escova e passa lápis delineador preto nos olhos, completando o make com um batom vermelho bem escuro. Ela espalha o batom nos lábios, se observando no espelho.
Isabella – Assim está ótimo.
...
Na sala, Isabella está descendo as escadas. Ela vai para a sala de jantar. Laura já está sentada à mesa. Regina está de pé ao lado da mesa.
Isabella – Bom dia, Laura. Bom dia, Regina.
Laura – (mexendo uma colher no copo de suco) – Bom dia. (ela olha para Isabella) – Nossa. Você tá linda, Isabella.
Isabella – Obrigada.
Laura – Tá linda, mas... você não acha que essa maquiagem está muito forte só pra ir à escola?
Isabella – Pode ser, mas ás vezes a maquiagem é um bom elemento para esconder as lágrimas da alma.
Laura – A — Ah...
Regina – Bom dia, Isabella.
Isabella vê que há uma torta de maçã na mesa.
Isabella – Regina, você fez aquela torta de maçã que eu adoro?
Regina – Fiz. Para adoçar sua vida um pouquinho.
Isabella – Vocês já adoçam a minha vida. Obrigada, Regina.
Regina – De nada.
Isabella corta um pedaço da torta.
Na casa de Nick, na sala, Marina está descendo as escadas.
Marina – Eu vou ter que fazer alguma coisa.
Na casa de Isabella, na sala de jantar, Isabella está comendo a torta de maçã.
Regina – E você, Isabella? Você melhorou?
Isabella – Sim, acho que estou melhor.
Regina – Que bom. Mas e quanto ao Nicko...
Isabella — (fala ao mesmo tempo) — ...Regina, me faz um favor: não fala mais esse nome nessa casa. E muito menos na minha presença. Só de ouvir me dá nojo.
Regina – (sem graça) – Desculpa.
O telefone toca.
Regina – Eu atendo. (ela pega o telefone) – Alô? (pausa) — Oi, Marina. (Isabella vira os olhos com ar de deboche) – A Isabella? Está sim. Eu vou passar pra ela. (pausa) – De nada. (ela tira o telefone da orelha) – Ai, Bella... desculpa, mas... é a Marina.
Laura – Por falar no diabo...
Isabella – Me passa o telefone, Regina.
Laura – Mas, Isabe...
Isabella – Passa, Regina.
Laura – Isabella, você vai ter coragem de dar corda pra esse cara depois de tudo o que ele te fez?
Isabella – Fica tranquila, Laura. Eu sei o que estou fazendo. Me passa o telefone.
Regina – Tudo bem.
Regina dá o telefone na mão de Isabella.
Isabella – Obrigada. (ela coloca o telefone na orelha) – Oi, Marina. Aqui é a Isabella. Eu não sou idiota. Sei que o Nickolas mandou você me incomodar por ele, já que ele sabe que eu não quero falar com ele. Então eu já vou logo pôr um fim nessa conversa. Pode avisar pra ele que eu mandei você dizer pra ele me esquecer. Diz que eu não quero mais saber dele e nem das mentiras dele. E que eu estou mandando ele ir junto com o arrependimento falso dele pro inferno.
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