Shadow

1 Prólogo


Notas iniciais
YO!! Bem, essa é minha primeira fic! Espero que vocês gostem, podem conter alguns erros, sou meio topera quanto a isso, mas foi feio com carinho ^^

O céu estava como sempre azul, não havia uma única nuvem naquele infinito – e quando digo infinito, não estou exagerando. Não havia terra, todo o local era formado pelo céu e um mar gigantes completamente passivos, não havia uma única onda, e o fundo não era visível, pois a água refletia o céu. Aquele local se resumia a uma imensidão azul.

Não havia nada, exceto Loyd que caminhava como de costume por cima da água, calma e vagarosamente, sem pressa, sem stress, um passo curto e lento de cada vez, esperando o normalmente inevitável.

Uma coisa que havia além do céu e mar era o vento gélido e constante, que era impetuoso e tortuoso, não seguindo uma corrente, hora ele vinha da direita, outrora da esquerda, na frente, atrás, de baixo ou cima, mas estava sempre soprando. Sua força não era capaz de jogar Loyd longe, mas dificultava um pouco sua travessia.

Seus cabelos loiros eram levados de lá para cá, os deixando bagunçados. Loyd então parou e olhou seu reflexo no mar de água, agachou-se para ver melhor e então começou a arrumar seus cabelos. Sua pele branca estava pálida, coisa que normalmente acontecia quando estava lá, e seus olhos azuis brilhantes pareciam aflitos.

Após arrumar-se Loyd continuou a observar seu próprio reflexo, como se esperasse alguma coisa. Após minutos rápidos, ele se ergueu novamente, recebendo uma rajada de ar forte vindo do chão, sinal que estava para começar.

O chão antes liso começou a ficar tortuoso, e ondas se formaram em volta do jovem, que de repente afundou no mar azul, vendo novamente a verdadeira face do mesmo, um local escuro, com o mínimo de luz que era necessária para enxergar. O fundo era repleto por uma gosma, semelhante a petróleo ou tinta nanquim dissolvida, que rapidamente tomou a forma de mãos, e então começaram a arrastá-lo mais e mais para o fundo.

Mesmo sabendo que era inútil Loyd tentava desesperadamente se soltar, mas não adiantava. Quando finalmente chegou ao fundo, assim que tocou seus pés na areia, se viu no mar aberto, mas escuro, completamente escuro, como uma fossa abissal, não podia ver absolutamente nada além do único circulo de luz que o rodeava.

Loyd começou a pensa em como tudo que estava acontecendo era um porre e que ele estava mais do que farto daquilo, apesar de saber que mesmo que estivesse irado ou em prantos não pararia de acontecer.

Logo ele sentiu algo tocar-lhe a mão direta, mas seu corpo estava imobilizado, não conseguia parar de olhar para a imensidão a sua frente. Novamente ele sentiu algo tocá-lo, dessa vez no pescoço, e então algo, como um braço rodeou-o, dando a volta e se apoiando em seu ombro.

Seu corpo estava finalmente livre. Ele então continuou a olhar para frente, mesmo sabendo o que era ele tinha medo de que pudesse ser diferente do costume, mas recolhendo toda a coragem olhou sem virar a cabeça – usando sua visão periférica – para o que estava ao seu lado. A visão era diferente da normal, o que quer que fosse era um vulto negro sem face, a única coisa que possuía era um sorriso vermelho, sim vermelho, cheio de dentes afiados, e aquela cor escarlate era sangue.

O ser então sorriu e disse:

-Olá...

Loyd piscou, e se viu novamente na mesma posição, olhando para o nada, como se não tivesse se movido. Fora uma ilusão? Sua imaginação o fizera voar nas possibilidades que sua mente travessa criava? Quem sabe? Quem saberá? Agora morrendo de medo o jovem olhou de vez para o lado, de maneira brusca e assustada, vendo em vez da sombra o habitual, seu melhor amigo.

De repente o som de um relógio que imitava o Big Ben ecoou pelo quarto escuro, anunciando a chegada da maldita uma da manhã. Loyd se levantou e esfregou os olhos, enxergando feliz seu quarto escuro, cuja única luz era do aquário preso a parede.

-Que porre – Grunhiu irritado – Esse sonho ta me deixando mais que puto.

-Que boca suja – Disse uma voz risonha – Se seu pai ouvir você falando assim...

-Eu sei, eu sei, mas de vez em quando não mata, e eu to mesmo irritado, levantar todo dia uma hora da manhã após um pesadelo desses durante três anos inteiros é de pirar qualquer um.

-Certo – Disse a voz se tornando mais serena – Melhor voltar a dormir, amanhã tem aula.

-Ok – Concordou se deitando.

-Boa noite Loyd...

-Boa noite Benn.

Loyd adormeceu sem se importar com absolutamente mais nada, apenas dormiu tranquilamente, enquanto seu melhor amigo Ben, dormia também, ao seu lado, virado para o lado contrário. Os dois eram incrivelmente iguais, a única diferença eram seus olhos vermelhos.

_Eu acho um porre ter esses sonhos todas as noites, mas não é ruim ter um demônio como... Melhor amigo.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^