Shadow

2 Assassinato


Notas iniciais
Yo!! Ta aí mais um capítulo de Shadow!! Espero que gostem.

O som estridente e desagradável do despertador ecoa novamente pelo quarto, desta vez avisando a chegada das seis horas da manhã. Benn, que dormia junto a seu melhor amigo, logo se levantou cheio de energia, chutando o companheiro para fora da cama – literalmente – no intuito de acordá-lo, mas o mesmo apenas gemeu um pouco e voltou a dormir no chão mesmo.

–Acorda cara! Tem aula!

–Porre...

–Tem educação física.

–Porre.

–Tem professora gata de biologia.

–PORRE!

–Larga de ser bicha mano.

–Não to afim de aula, nem educação física, nem relacionamentos, além disso, já levei um fora.

–Levou um chute e ficou todo deprimido é? Em pensar que é o garoto mais popular da escola.

–Isso também é um porre.

–Melhor levantar antes que...

De repente um homem adulto invade o quarto com uma panela e colher em mãos, ligando as luzes e fazendo o maior estardalhaço para acordar seu único filho. Seu nome era Deniel Armstrong, um homem alto, de pele branca clara sem uma única mancha, cabelos loiros lisos e olhos azuis safira. Um galã de novela que fazia a mulherada pirar, mas solteiro por fidelidade a sua falecida esposa – uma mulher ciumenta que dói.

–ACORDA FILHO! – Gritou batendo na panela – Hora da escola!

–Já acordei! – Gritou irritado se levantando – Dava pra não fazer tanto barulho há essa hora?!

–NÃO! – Gritou de volta dando risada.

–Que porre... – Disse baixinho para não ser ouvido, mas logo sendo acertado por uma colher que passava voando por ali – AI! Qual o problema?!

–Olha a boca!

–Se isso fosse possível!

Minutos depois Loyd estava vestindo seu uniforme escolar que se resumia a: camisa social verde-oliva, um blazer vinho com o brasão da escola, calça social preta e tênis pretos, além da gravata preta para terminar o visual. Ele então desceu para o segundo andar, tomou seu café junto ao barulhento de seu pai, e saiu para a escola, com seu melhor amigo o acompanhando.

Benn era o melhor amigo de Loyd, faziam tudo juntos – tudo mesmo! – e não guardavam segredo algum um do outro. O jovem loiro nem mesmo lembrava-se de como o conheceu, já que eram amigos desde que se conhecia por gente.

Benn era um demônio de face idêntica a de Loyd. Ele vestia uma camisa roxa bem escura com manga longa, mas toda rasgada e emendada, calças pretas também rasgadas, botas brancas de cano curto gastas, luvas meio dedo com as extremidades rasgadas e um chapéu gangster – o único inteiro – roxo mais claro, mas ainda assim escuro.

–Então, vai continuar dando encima da bióloga?

–Eu não dei encima dela, só a chamei pra almoçar... – Respondeu desanimadamente.

–Sei... E o sonho? Foi igual? – Perguntou flutuando de cabeça para baixo.

–Não, quando olhei para o lado havia uma sombra e ela me disse olá...

–Sério? E então?

–Eu voltei a olhar para o escuro e quando me virei era você.

–Suspeito.

–Com certeza, você não sabe mesmo que significa?

–Como eu já disse minha pessoa não se lembra de nada de antes de conhecer sua pessoa – Respondeu flutuando em volta do amigo.

Eles pretendiam continuar o caminho para a escola, quando foram parados por uma senhora que parecia estar perdida. Ela tinha a típica aparência de uma idosa, mas seu rosto por algum motivo estava coberto por um lenço, e o cabelo grisalho escondia seus olhos.

–Podem me ajudar? Eu gostaria de saber pra que lado fica a rua Vincent Brown.

–É a minha – Exclamou Loyd – Fica na primeira rua a direta virando o parque estadual.

A senhora agradeceu e depois foi embora, deixando Loyd feliz por ter ajudado, e Benn descontente com a situação, aparentemente não gostara nada da velhinha.

–Algum problema?

–Sim, aquela velha é suspeita.

–Você é muito desconfiado, é apenas uma idosa, o que poderia fazer?

–Qualquer um pode carregar um revólver, pense nisso.

Os dois continuaram caminhando vagarosamente, até que alguns metros a frente um homem de preto, cujo rosto Loyd não conseguiu ver, sussurrou em seu ouvido “O Abismo se aproxima, não ouça o vento”

Estranhando Loyd virou-se para se deparar com o vazio, onde o tal homem devia estar. Ele continuou o caminho, Benn havia ouvido também, mas não vira homem algum, o que realmente era estranho. Mais alguns metros foram percorridos, até chegarem a uma rua pacata, não havia quase ninguém, mas uma das poucas pessoas era a mesma senhora de antes.

–Mas o que aquela velha faz aqui ainda? Ela não tinha ido? Como chegou antes da gente?!

–Eu não sei, vou perguntar... – Disse indo.

Mas antes que Loyd pudesse chegar até a idosa o som de um disparo ecoou por todo o local, seguido do barulho de um corpo caindo: a senhora levara um tiro certeiro na cabeça, e morrera na hora. Aquele acontecimento acarretou pânico nas pessoas que desesperadas procuraram entrar em lugares fechados para se proteger do que pensaram ser um tiroteio. Enquanto isso o assassino aproveitou para fugir por um beco, e este era o estranho da frase, que desaparecera novamente sem deixar rastros.

–Mas o que... – Disse examinando o local – Como ele...?

–Loyd... Acho melhor irmos.

–Por quê?

–Por que você vai se atrasar pra escola!

Loyd mesmo contrariado correu para longe do corpo e do beco, vendo com o canto do olho o mesmo homem observando-o correr, e ele era uma sombra.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Comentem aí, gosto da opinião dos leitores. E foi mal qualquer erro... Vou fazer o possível para melhorar.