Notas iniciais
Então suas lindas Cap novo!! Então, estamos chegando a reta final dessa temporada de sexy Fire, mas antes que vocês me matem, não vamos demorar de uma temporada para outra. É só mais uma questão de organização e suspense ;). Uma leitora me pediu que eu fizesse uma maratona de capítulos, e eu adoraria fazer, de verdade, mas infelizmente não tenho tempo. O trabalho e os afazeres domésticos demandam meu tempo quase por completo, por isso eu acabo atrasando nas postagens, não é que eu não qeuira escrever, é que o tempo que eu tenho para isso é curto e eu gosto de fazer o melhor para vocês. Então sejam compreenssivas comigo viu? E além disso, eu tenho novidades, Sexy Fire vai virar livro!!! Ehhhhhh, palmas para nós!! Em breve estarei dando mais detalhes. Agora chega de conversa fiada e boa leitura. Bjinhos.

POV’S Klaus

Sentei na cadeira do bar e peguei o drinque, dando um longo gole. Andrew estava sentando ao meu lado e bebia tranquilamente também. Ele me ligou a dois dias e me convidou para tomarmos um drinque. No começo eu pensei em recusar, não estava acostumada a pessoas querendo se aproximar de mim e fazer amizade. Mas Caroline ficou me enchendo dizendo que eu estava sendo paranóico, mais ou menos dez mil vezes em um dia, eu acabei aceitando e cá estávamos nós.

Andrew era um homem amistoso e carismático, do tipo que é fácil de conviver, e fácil de gostar. Eu tinha pouquíssimos amigos verdadeiros. Eram raras as pessoas em quem eu confiava o suficiente para permitir que fizessem parte da minha vida.

― E então, você já conseguiu pintar alguma coisa?

Perguntou-me ele, e eu sorri ao lembrar do quadro de Caroline que agora estava pendurado no meu quarto bem de frente para minha cama. Ver seu lindo rosto todos os dias ao acordar era quase perfeito, só não é melhor do que tê-la de fato ao meu lado todas as manhas.

― Sim, pintei um quadro, da Caroline a propósito, e obrigado pelas tintas.

Ele fez um sinal negativo com a cabeça.

― Não agradeça a mim, a Caroline fez todo o trabalho, eu só ajudei com algumas dicas. ― ele fez uma pausa e olhou para mim ― E quando eu poderei ver esse quadro?

Olhei para as minhas mãos e dei um sorriso sem graça.

― Bom... o retrato é um pouco... íntimo.

― Ah... Tudo bem. Eu entendo. Quando eu ainda era mais novo que você eu também tinha uma musa inspiradora.

― Então você sabe como é.

― Sim, sim. Metade dos quadros que eu pintava dela não podia ser vista por ninguém além de nós.

Falou ele falando mais próximo de mim, de forma cúmplice e eu tive que rir com suas palavras.

― E você, já conseguiu pintar alguma coisa?

― Eu estou bem mais enferrujado do que eu imaginava. Mas acho que qualquer hora dessas eu consigo.

― Talvez você deva pedir uma força a sua musa inspiradora não é?

Falei batendo meu copo no dele, mas seu sorriso diminui e ficou meio triste.

― Eu a perdi a muitos anos, foi por isso que eu parei de pintar.

Contou-me ele e olhou para frente terminando a bebida num gole. Eu me senti tão mal por vê-lo assim, e eu não sabia nem o que poderia dizer.

― Desculpe, eu não sabia. Sua esposa faleceu?

― Ela não era minha esposa. Mas eu a amava demais, eu a perdi, e perdi muitas coisas junto.

Dessa vez ele me olhou nós olhos e eu vi tanta tristeza e dor que não consegui dizer uma única palavra.

― Quando eu me mudei para cá, depois de alguns anos conheci minha esposa. E não me entenda mal, ela me trouxe mais felicidade do que eu julgava merecer, mas meu coração não estava completo para eu poder dar ela.

― Ela devia ser bem especial...

Comentei e percebi no mesmo segundo a estupidez desse comentário. Com certeza animar as pessoas não era o ponto forte da minha personalidade.

― Sim ela era, e me deu o melhor presente que eu poderia ter ganho na vida. ― ele continuava a falar, e agora seu tom ganhou uma certa urgência, como se precisasse me explicar alguma coisa. ― Eu os amava, e eu queria mais que tudo no mundo que eles estivessem ao meu lado, mas eu não podia... Eu não...

Ele se perdeu nas palavras como se não soubesse como continuar. Ele me olhou tão estranho, como se me pedisse desculpas por algo. Coloquei o copo na mesa e segurei seus ombros.

― Tudo bem, não precisa ficar assim, se ela te amava também, tenho certeza de que entendeu o que você fez.

Ele olhou para minha mão em seu ombro depois para mim, com os olhos cheios de lágrimas. Depois colocou a mão sobre a minha. Eu não me retraí a seu toque, pelo contrário, senti conforto e algo indefinível, que não conseguia explicar.

― Tudo que eu mais quero na vida é que um dia, eu possa merecer o perdão deles.

Falou ele, me olhando de novo daquele jeito estranho, cheio de arrependimento. Então ele sacudiu a cabeça e olhou para frente enxugando os olhos. Depois forçou um sorriso para mim.

― Sabe, eu vi o jeito que você olha para a Caroline.

A mudança abrupta de assunto me fez relaxar um pouco na cadeira, todos aqueles sentimentos confusos dele me fizeram sentir tão estranho.

― Você a ama.

Isso não ficou uma pergunta, mas mesmo que fosse, eu jamais negaria. Era quase impossível, em si tratando de Caroline, eu conseguir fingir que não estava completamente enfeitiçado por ela.

― Sabe, o meu pai me dava muitos conselhos, alguns eram horríveis. Mas alguns realmente valiam a pena guardar. Um deles foi: “Filho, quando você encontrar uma mulher que seja boa demais para você, case com ela.”

― Bom, meu pai nunca me disse nada que valesse a pena memorizar.

Isso pareceu despertar de novo aquela dor em seus olhos pois ele, fechou os olhos por alguns segundos. Depois os reabriu, e voltou a me olhar.

― Bom, então guarde esse conselho. Se você a ama de verdade, e eu sei que ama. Não a deixe ir. Faça dela sua esposa, e lhe dê o mundo. Pois ela com certeza vai mudar o seu.

A suas palavras foram direto num ponto que eu evitava tocar ultimamente. Eu queria me casar com ela, o mais rápido possível. Mas tinha medo de assustá-la. Ainda mais depois de tudo que aconteceu entre nós, de tudo que ela descobriu sobre mim. Eu temia que toda a escuridão e bagagem que existia na minha vida a empurrassem para longe. Mas até quando seria cedo demais? Será que minhas dúvidas eram as mesmas dela? Ou será que ela queria isso tanto quanto eu?

― Eu não sei Andrew... Não sei se ela está pronta.

― Porque não?

― É complicado... minha vida, nosso relacionamento, são tantas coisas que podem fazê-la não querer isso...

― Ela já disse que não quer se casar?

― Não, é claro que não.

― Então... Como você vai saber se não perguntar?

Ditas assim suas palavras pareciam tão óbvias que parecia idiotice que eu mesmo não tivesse me dado conta antes. Um sorriso se espalhou pelo meu rosto e eu toquei o ombro de Andrew.

― Obrigado pelo melhor conselho que eu já recebi na vida!

Eu me levantei da cadeira e ele se levantou também sorrindo junto comigo.

― Por nada...

Saí apressado, mas me virei rapidamente ao ouvir a palavra “filho”, sussurrada num tom muito baixo. Andrew acenou quando eu me virei e eu dei de ombros. Tinha tantas pessoas naquele lugar e com certeza alguém devia estar chamando seu filho. Quase podia ouvir Caroline me chamando de paranóico.

Entrei em quatro joalherias antes de finalmente encontrar o que eu estava procurando. Não podia ser simplesmente um anel, tinha que ser algo bonito e eterno, como meus sentimentos por ela. Quando eu finalmente encontrei o anel, sai da loja com o ele dentro do bolso do paletó. Eu sentia cada grama dele no bolso, não pelo seu peso de fato, mas pela enormidade do que aquele anel poderia significar.

Entrei no carro e o motorista deu a partida quando senti meu celular vibrar no bolso. Serrei os dentes de irritação quando vi o número da minha mais nova secretária. Eu estava tentando arduamente mantê-la por mais que uma semana mais se eu ouvisse mais uma única vez “pode me chamar de Abby Senhor Mikaelson”, eu com certeza explodiria.

― Abigail. ― Atendi enfatizando seu nome para ver se ela se tocava.

― Sr. Mikaelson, eu liguei para confirmar o evento da instituição House and Love.

― Quando vai ser?

― No sábado.

Serrei as mãos junto ao corpo. Mas na verdade o que eu queria era estrangular essa garota. Já era o fim da tarde de quinta feira e só agora ela me confirmava isso?

― Você já enviou a confirmação a nossos colaboradores? Confirmou os detalhes sobre a organização e o Buffet?

O silencio do outro lado da linha não foi nada reconfortante.

― Não... Pensei que eles cuidassem disso.

Respirei fundo tentando encontrar em mim mesmo qualquer gota de paciência que tivesse sobrado.

― Eles? O grupo Mikaelson é responsável pela instituição Abigail, nós é que temos de cuidar disso, essas confirmações eram para estar prontas desde segunda feira.

― Tudo bem, vou cuidar de tudo. ― Ela falou e deu uma risadinha estridente ― E eu já disse que o Senhor podia me chamar de Abby.

Desliguei o telefone antes que eu começasse a berrar com ela. Desde que essa garota veio trabalhar comigo, já estava quase me enlouquecendo. Ela era inapta a fazer qualquer coisa que já não estivesse estampado na cara dela, vivia ouvindo músicas ridículas e usava o perfume mais forte e nauseante que eu já tinha sentido na vida. E o pior eram as risadinhas insuportáveis que ela dava enquanto mordia a boca, numa tentativa falha de ser sexy, ficava parecendo um animal faminto saboreando um pedaço de carne. Porque era tão difícil me arranjar alguém semi-competente?

Peguei o celular e liguei para Danna, ela tinha que resolver isso para mim o mais rápido possível. Ela atendeu no terceiro toque e eu mal ouvi sua saudação quando comecei a falar.

― Se a Abigail aparecer no meu escritório amanhã de novo vocês duas estão na rua, e me arranje alguém decente para trabalhar. Sua incapacidade de fazer isso já está me dando nos nervos.

Resmunguei para ela e bati o telefone. Eu me encontrava numa situação no mínimo desastrosa. Desde que Caroline tinha ido trabalhar em outro lugar eu não conseguia arranjar uma secretária que fizesse seu trabalho com metade da competência dela. E agora mais que nunca eu desejava tê-la de novo comigo. Ela era competente e esforçada, e eu não precisava gritar para ela sair das redes sociais. Mas acontece que ela estava resistente sobre isso e não ia querer voltar por enquanto. Eu não queria brigar com ela sobre isso, mas eu precisava mostrar a ela que era o mais sensato a fazer. Era uma questão estritamente profissional e não tinha nada a ver com o fato de podermos fazer várias coisas na minha sala que incluíam testar a resistência da minha mesa com roupas espalhadas por todo canto.

Pensar nisso já começou a me deixar excitado, acho que eu nunca entenderia a atração bruta e visceral que eu sentia por ela, era quase impossível parar e bastava que estivéssemos no mesmo lugar, era só seu cheiro invadir meus sentidos que eu não conseguia pensar em mais nada além de tê-la por inteiro.

Encerrei o expediente no escritório e fui para casa. Tomei um banho, peguei uma taça de vinho e voltei para o quarto. Sentei numa poltrona e apreciei seu rosto me olhando com aquela expressão de prazer intenso no rosto. Queria que ela estivesse ali.

Peguei o celular e liguei para ela. Chamou algumas vezes antes que ela finalmente atendesse.

― Alô?

― Oi.

Respondi simplesmente e ouvi um barulho de água ao fundo.

― Oi, como você está?

― Péssimo, já que eu passei o dia todo sem ver você.

― Owm... Também estou com saudade.

― O que você está fazendo?

Perguntei a ela me recostando na cadeira.

― Tomando um delicioso banho de banheira. E você?

― Nada demais, apenas apreciando seu rosto. A água está quentinha?

Ela deu uma risada divertida que pareceu ecoar por cada fibra do meu corpo.

― Bem quentinha...

― Você pode fazer uma coisa por mim?

― Claro, o que você quer?

― Quero que você deslize a mão por sua barriga em direção aos seios e os acaricie bem devagar, como eu faria, depois me diga como eles estão.

Falei tudo isso num só fôlego, sentindo uma excitação diferente no que estávamos fazendo. Mas nem um pouco menos intensa, pois só de imaginá-la pelada numa banheira se tocando porque eu pedi fazia meu pau ficar duro e pronto num segundo.

Ela deu um suspiro pesado do outro lado da linha, e eu quase podia ver a hesitação em seu rosto.

― Caroline? Você já Fez?

― Não...

― Então faça.

Ouvi o barulho da água e depois de alguns segundos um outro suspiro se fez ouvir, mas dessa vez bem mais erótico.

― E então? Como eles estão?

― Normais eu acho.

― Vamos lá Caroline, você sabe do que eu estou falando.

― Klaus, eu...

― Feche os olhos, agora seguro o bico com a ponta dos dedos e puxe um pouco.

― Sim...

Ela gemeu essa palavra e eu involuntariamente guiei minha mão até meu pau, fechando os olhos também.

― Está sentindo? Como eu puxaria eles, depois morderia e lamberia inteiros, até deixar você toda molhada para mim...

Murmurei as palavras e ela gemeu de novo, um som mais profundo, me deixando tão cheio de tesão que quase gemi junto. Desabotoei a calça e deixei meu pau livre fechando minha mão em volta dele.

― Eu estou tão duro que chegar a doer sabe?

― Klaus...

Ela gemeu meu nome e eu friccionei minha mão de cima para baixo, imaginando seu toque em mim, suas mãos, sua boca...

― Desça a mão pela barriga agora, bem devagar, até chegar no meio das pernas...

Ela ficou calada por um tempo até que pude ouvir outro gemido.

― Minha nossa...

― Acariciei bem devagar Caroline, como eu faria se estivesse aí, como eu faria com minha língua até você gozar...

Ela gemeu de novo, e suspirou, comecei a friccionar meu pau mais rápido. Ouvir seus gemidos assim era tão erótico que cada grama do meu corpo vibrava de vontade de gozar loucamente com ela.

― Agora enfiei um dedo, e acaricie o clitóris com outro...

― Meu Deus! Klaus... Isso é tão bom...

Um gemido escapou por minha garganta, eu podia ouvir o barulho dos seus quadris balançando na água.

― Agora enfie outro, e estoque bem fundo e rápido, como eu faria...

Murmurei para ela e vários gemidinhos deliciosos escaparam por seus lábios, minhas mãos trabalhavam bem mais rápido em meu pau agora, meu toque era muito mais bruto e bem menos sensual que o dela, mas só de ouvir sua voz gemendo desse jeito eu conseguiria gozar sem nem mesmo encostar em meu pau.

― Você é uma delicia sabia? Eu adoraria estar fodendo com você agora, metendo bem fundo, até você gritar meu nome...

Falei para ela em meio a um gemido, ela falou meu nome várias vezes e gozou com um gemido profundo. Sua respiração se acelerou e apertei minha mão em volta do meu pau gozando também, deixando escapar sons graves e ininteligíveis.

Depois que sua respiração se acalmou ela riu um pouco.

― Nossa... isso foi incrível.

― Com certeza, só não foi melhor que estar aí com você.

Falei me levantando da cadeira e indo para o banheiro me limpar.

― Você já fez sexo por telefone antes?

Perguntou-me ela com uma curiosidade real na voz, mas mesmo assim isso me incomodou.

― Você não deveria me fazer esse tipo de pergunta.

― Porque não? Eu quero saber.

― Não, não quer. E além disso o que fizemos ou não antes um do outro não faz diferença, já acabou.

― Tem razão, só estou sendo boba.

― Para sua sorte você é a boba mais linda que existe.

― Bom, eu com certeza vou dormir bem melhor agora.

― Eu também. A propósito, você tem um belo vestido de festa?

― Tenho, porquê?

― Porque temos um evento para ir no sábado, eu quero que você esteja ainda mais linda. Para todo mundo ver o cretino sortudo que eu sou.

― Com certeza você é um cretino muito sortudo, agora é melhor eu terminar o banho antes que minhas mãos enruguem ainda mais.

― Tudo bem, boa noite Caroline.

― Boa noite Klaus. Eu amo você.

Ela me disse e por mais que eu já tivesse ouvido isso dela, ainda me surpreendia a força com que suas palavras me atingiam, era encantador e assustador na mesma medida.

― Eu também amo você.

Respondi mas não sei bem se ela ouviu. Meus olhos recaíram na caixa de veludo negro que estava na cabeceira da cama. Um objeto simples mas que mudaria minha vida, de uma forma que eu mal podia esperar.

POV’S Elena

― Eu não posso deixar o Jeremy fazer isso.

Estava sentada no sofá, e tudo que eu conseguia pensar era no quanto eu estava preocupada com meu irmão e o quanto eu gostaria de ajudar. Mas a verdade é que desde que nossos pais morreram, nós nos afastamos muito. E quando ele me disse que queria desistir da faculdade eu senti cada centímetro de distancia que havia crescido entre nós.

Damon me entregou uma xícara de chá e se sentou ao meu lado com seu copo de uísque.

― Seu irmão é maior de idade Elena, você não pode impedi-lo de fazer coisa alguma.

Ele pós a mão em meus joelhos e começou a fazer pequenos círculos de forma reconfortante. Mas eu não sei se conseguiria relaxar.

― Mas ele vai se arrepender disso, e talvez quando ele se der conta vai ser tarde demais.

― Ou talvez ele não se arrependa.

― É claro que vai Damon, era o sonho dele, desde que eu me lembro ele e a mamãe planejavam e sonhavam com esse dia, e agora ele simplesmente desistiu?

Damon ficou me encarando por alguns segundos e depois tocou meu queixo.

― Assim como você desistiu?

― Foi diferente.

― Diferente por quê? Você não se arrependeu?

― Claro que me arrependi Damon, e é por isso que eu não posso deixar ele fazer o mesmo!

Falei com exasperação, e olhei para frente, mas ele me puxou para perto e me abraçou. Eu queria continuar brava, mas seus braços eram tão reconfortantes. Por mais confusa que fosse nossa relação as vezes, Damon era meu porto seguro, o cara que me faria rir depois de um péssimo dia de trabalho, ou que me levaria para jantar no restaurante mais estranho do mundo só pelo prazer da descoberta.

Ele me arrancava da minha zona de conforto e parecia me sacudir “Ei, vamos lá, vamos nos divertir”. Eu amava isso nele, mas também amava o jeito que ele me abraçava. O jeito que ele me dizia as palavras mais bobas do mundo, e eu me sentia forte e amada.

― Eu não quero que um dia ele olhe para trás e descubra que é tarde demais Damon, ele já perdeu muita coisa na vida.

― Mas não é tarde demais, nem para você, nem para ele.

― Como assim?

― Você ainda pode mostrar a ele que seus sonhos não acabam tão rápido assim Elena, volte para a faculdade, siga seu coração. Talvez essa seja a melhor forma de ajudá-lo.

Levantei a cabeça e olhei seus lindos olhos azuis. Ele não parecia perturbado por me dizer aquelas palavras, pelo contrário, no fundo ele sabia que era tudo que eu precisava ouvir.

― Você acha que eu ainda posso fazer isso?

― Eu não acho, eu tenho certeza.

Me inclinei sobre ele e beijei seus lábios bem devagar, saboreando seu toque, ele não me apressou ou tentou ir mais rápido. Apenas segurou meu rosto e apreciou o momento junto comigo. Me afastei depois de algum tempo.

― Talvez não seja tarde demais mesmo, não para mim, e muito menos para você.

Ele ficou parado me olhando nos olhos e eu percebi naquele instante que aquilo nunca tinha lhe ocorrido.

― Elena, eu...

― Não me venha com essa de “Elena”, quer dizer que é uma idéia melhor quando é comigo do que com você não é?

― Com certeza.

Respondeu ele com bom humor e me puxou para outro beijo, mas eu já conhecia suas artimanhas para fugir do assunto, então empurrei seu peito com as mãos e ele não resistiu.

― Estou falando sério, sua faculdade está trancada e paga, o que mais te impediria de continuar estudando?

― Eu trabalho Elena.

― Eu também.

― Eu nem lembro mais como é ficar numa sala de aula.

― Eu menos ainda.

― Tudo bem, estou ficando sem argumentos aqui...

Ele balançou a cabeça e me puxou pela cintura me posicionando em seu colo.

― Quer saber? Talvez seja uma boa idéia, você e eu na faculdade, junto com todas aquelas garotas de fraternidade...

Ele ergueu sugestivamente a sobrancelha e eu bati em seu braço rindo.

― Eu posso fazer isso Damon, se você fizer também.

Falei tocando seu rosto, ele pós a mão por cima da minha.

― Essa frase soou tão sexy... E séria mesmo uma boa idéia, voltarmos a estudar... ― Ele olhou para o lado e pareceu pensar bastante antes de voltar a falar ― E talvez nós dois pudéssemos arrumar um apartamento perto do campus, iríamos economizar bastante com gasolina, e não precisa se preocupar, eu sempre abaixo a tampa do vaso e não deixo toalha molhada na cama.

Ele deu uma risada nervosa, e demorou bastante a me olhar nos olhos. Eu desejava passar cada vez mais tempo com ele, mas ouvir essas palavras assim, me fizeram pensar num mundo de coisas que nos aguardavam, coisas que eu nem sabia que desejava, mas de repente me pareceram muito atraentes.

― Você está me chamando para morar com você?

Perguntei de forma tímida e ele finalmente me olhou nos olhos de novo, depois respirou profundamente.

― Você não precisa pensar sobre isso agora está bem? Ainda vamos ver a papelada da faculdade e tudo, temos tempo para resolver qualquer coisa.

― Damon eu... Eu não posso abandonar a Caroline, e o Jeremy, principalmente agora.

― Eu entendo, de verdade. Mas seu irmão está se descobrindo Elena, vivendo a vida dele, duvido que iria querer ficar morando com você. E quanto a Caroline, o Klaus pode ser egocêntrico e babaca, mas ele esta apaixonado por ela, e tenho certeza que não vai demorar muito até ele querer que ela vire a senhora Mikaelson.

― Nós nunca falamos sobre isso.

― Eu já disse que está tudo bem, nós temos tempo.

Ele acariciava meus braços devagar, tentando (e conseguindo) acalmar minha ansiedade e minhas dúvidas. Como alguém que eu conhecia a tão pouco tempo podia ser tão certo para mim? E fazer sempre tudo que eu precisava dele?

― Eu já mencionei que você é o cara errado mais incrível que eu conheci?

Ele franziu a testa e ergueu uma sobrancelha.

― Isso foi um elogio?

― Claro que foi.

E com isso ele deu uma risada malvada e antes que eu me desse conta, eu já estava deitada no sofá com todo o peso dele contra meu corpo.

Eu dei um gritinho de susto, e ele começou a me beijar antes que eu pudesse falar qualquer coisa.

No começo o beijo era lento e romântico, apenas provocando um ao outro com os lábios, mas o desejo ia crescendo a cada toque, e eu me vi desejando suas mãos por todo meu corpo. Ele pareceu sentir o mesmo, pois colocou a mãos entre nós me tocando por entres as pernas por cima do tecido do short, eu gemi e ele me beijou com muito mais intensidade. Corria meus dedos por seus braços e debaixo da camisa, sentindo um calor quase febril tomar conta do meu corpo.

Quando ele abriu o botão do meu short eu finalmente despertei um pouco e separei nossas bocas.

― Damon, estamos no meio da sala de estar!

― Qual é o problema?

― Qualquer pessoa poderia nos ver aqui!

― Caroline está no quarto e o Jeremy saiu com o Kol, acho que nossas chances de não ser pegos são muito boas.

Ele baixou a cabeça e começou a beijar meu pescoço, mas eu tinha que aproveitar os últimos minutos de sanidade que ainda me restavam.

― Damon!

Reclamei e ele deu um gemido de protesto, se levantou me levanto junto e me pegando no colo. Abracei seu pescoço enquanto ele praticamente corria em direção ao quarto.

― Eu amo você, meu cara errado.

Murmurei em seu ouvido e ele beijou meu pescoço, depois sussurrou de volta.

― E eu amo você, minha garota perfeita.

Notas finais
E então, o que acharam? Bjinhos.