Notas iniciais
Hey people, cap novo, menos tenso que os outros e tals.... Boa leitura e Bjinhos.

Minha testa estava encostada a dela e eu sentia sua respiração acariciar minha pele fria. Eu estava gelado por dentro e por fora. Eu não os queria perto dela, mas estávamos aqui e tudo de ruim que existia em minha vida parecia querer atingi-la também. Mas eu não podia deixar isso acontecer, ela era meu ponto forte, meu porto seguro e eu não permitiria que a s sombras da minha vida a agarrassem também.

Afastei-me um pouco para olhar seu rosto.

― Espere um pouco aqui, eu vou buscar sua bolsa.

― Klaus...

― Só vai levar um segundo, e logo vamos para casa está bem?

― Está bem.

Ela respondeu e eu fui para casa. Eu podia ver em seus olhos o quanto tudo aquilo a estavam perturbando, e eu podia entender. Violência e dor não eram coisas com as quais ela estivesse acostumada a lidar, e eu não ia deixar que tudo que me atormentava, fizesse o mesmo com ela, minha dor não podia e não seria a dela. Eu deveria estar fazendo-a feliz e sorrir, mas ultimamente parece que tudo estava se voltando contra mim e nos arrastando para isso.

Entrei na sala e peguei sua bolsa, quando me virei para sair Rebekah estava parada junto à escada.

― Como está a Caroline?

― Bem, ela só ficou um pouco tonta.

Ela assentiu depois olhou lá para cima e de volta para mim.

― Eles estão brigando... De novo. Assim que vocês saíram, a mamãe disse a ele que é o jeito que ele trata você que o afastou tanto de nós.

Os olhos de Rebekah lacrimejaram e eu me aproximei tocando seu braço.

― Eu não queria isso Bekah, nem queria estar aqui na verdade.

― Mas é isso não é? É por causa do papai que você não quer saber da gente?

― Bekah, eu não...

― Eu entendo Nick, e sinto muito, eu nunca entendi por que ele te tratava assim, mas não é nossa culpa e nós... Sentimos sua falta.

― Eu também sinto Rebekah, mas eu... Simplesmente não consigo estar aqui.

Ela olhou em volta e eu sentia que ela não esperava outra resposta minha, uma lágrima escorreu por seu rosto.

― Eu lembro quando você ainda era... um irmão para nós. Quando eu e o Kol ainda éramos pequenos e tínhamos medo dos trovões. Você vinha para o nosso quarto ficava debaixo do lençol conosco e nos contava histórias malucas até passar... Nós sentíamos seguros ali com você.

Desviei meus olhos dos dela, sentindo um aperto no peito.

― Até que um dia você não veio mais.

Suas palavras me atingiram com força, com o peso da saudade e tristeza que eu podia sentir. Eu me lembrava daquele dia. Eu tinha trazido o boletim da escola e minhas notas de matemática estavam ruins, Mikael como sempre não foi nada compreensivo, nem piedoso. Quando a chuva começou a cair naquele dia eu estava no quarto sentido minhas costas arderem tanto que pareciam estar pegar fogo. Ao som do primeiro trovão eu pude ouvir os gêmeos no quarto, eu queria muito ir até eles como eu sempre fazia. Mas hoje não. Eles saberiam que havia algo errado, eu não conseguiria esconder e eles não podiam descobrir. Então tranquei a porta e tentei fingir que não ouvia suas vozes assustadas me chamando.

― E depois disso você estava lá, mas sempre parecia não estar.

A voz de Kol fez com que nos virássemos, sua expressão estava anormalmente séria e ele parou ao lado de Rebekah passando os braços em seus ombros.

― Eu sei que deve ser uma droga para você mas... Também é uma droga para a gente.

Concluiu ele e eu respirei fundo.

― Eu queria que as coisas pudessem ter sido diferentes, mas não há nada que eu possa fazer para mudar o passado.

― Não queremos que mude o passado Nik, o que importa é o que faremos daqui para frente.

Olhei para meus irmãos, ali parados me olhando com nostalgia e saudade e me dei conta de que não foi só a minha vida que Mikael destruiu com sua crueldade, mas sim a de todos.

― Eu preciso ir... Caroline está me esperando no carro.

― Tudo bem... Só não suma está bem?

― Ok.

Respondi a eles e já ia me virar para sair quando ouvi a voz de Kol.

― E sobre a Caroline, parece que você finalmente achou uma namorada que vai te fazer ficar menos idiota, não mais.

Virei-me para eles e sorri.

― Também acho.

Depois fui para o carro onde Caroline já estava sentada me esperando. Entrei e dei partida, ela pós a mão em meu braço, e me olhava de lado, várias emoções passavam por seu rosto, determinação, medo, dor...

― Não fique assim Caroline, eu estou bem, nós vamos ficar bem.

― Eu sei Klaus, eu só não consigo imaginar como alguém é capaz de fazer isso com seu próprio filho.

― Você não precisa imaginar, Mikael é problema meu não seu. Eu posso lidar com ele.

Ela tirou a mão do meu braço e se virou no banco com os braços cruzados.

― Olha só, enfia uma coisa de uma vez por todas nessa sua cabeça dura, nós estamos juntos nessa e não tem essa coisa de problema seu, é um problema nosso e vamos enfrentar juntos ouviu bem?

Ela estava com uma sobrancelha erguida e com uma expressão determinada e quase feroz.

― Caroline...

― Não me venha com essa de “Caroline”, não estamos negociando isso, ou nós estamos juntos ou não estamos.

― Calma, eu só não quero trazer meus problemas para sua vida. Você não precisa ter que se preocupar com isso, eu posso cuidar disso.

― Se você acha que cuidar disso é deixar seu pai fazer o que bem entender, você está cuidando muito mal disso.

― E o que exatamente você acha que eu devo fazer? Bater nele de volta? Ou chamar a polícia e dizer que meu pai está tentando me bater? Eu tenho 28 anos, não cinco.

― Eu sei que você não vai fazer isso, mas devia pelo menos evitar de se encontrar com ele ou sei lá. Manter ele longe para que não possa te machucar.

― E o que você acha que eu estava tentando fazer quando disse para não irmos jantar com eles?

Ela pareceu se dar conta do que tinha dito e se virou para olhar pela janela sem responder, e eu me senti imediatamente culpado por estar jogando isso em cima dela desse jeito.

― Olha, eu sei que não foi culpa sua e eu realmente não quero brigar com você, já passou, ele não vai se intrometer entre nós, eu prometo.

― Eu sinto muito, eu convenci você a ir e...

― Não se desculpe, não foi sua culpa.

Segurei sua mão e a apertei com força tentando transmitir o quanto eu queria estar com ela e tudo mais que eu sentia e nem mesmo conseguia explicar.

― Onde estamos indo?

Ela me perguntou depois de um tempo.

― Para minha casa.

― Porque para sua casa?

― Porque, depois da noite de hoje tudo que eu mais quero é me perder em você a noite inteira, e com certeza não vou conseguir ser discreto, e isso provavelmente chocaria o irmão da sua amiga.

Ela me olhava com diversão que aos poucos foi sendo substituída por desejo, ela correu os olhos por meu corpo e eu reagi instantaneamente com o fogo que vi em seus olhos.

― Podemos ir um pouco mais rápido?

― Não, não quero que bater o carro num poste me impeça de estar dentro de você o mais rápido possível.

Minha resposta pareceu deixá-la ainda mais impaciente. Mas felizmente não demorou muito para chegarmos a meu apartamento e subimos o elevador apenas nos olhando sem sequer chegar perto um do outro, pois sabíamos que assim que nossos corpos se tocassem, nada conseguiria fazer eu me afastar. Abri a porta e deixei que ela entrasse primeiro, e no segundo que eu fechei a porta atrás de mim ela se jogou em meus braços e me beijou de forma apaixonada e faminta. Eu a segurei pela cintura e enfiei as mãos em seus cabelos levantando um pouco seu rosto para que eu pudesse sentir cada centímetro da sua boca.

Ergui-a no colo e carreguei para meu quarto, ela enlaçou as pernas em minha cintura e o contanto da sua pele contra meu pau por sobre o jeans quase me enlouqueceu. Quanto cheguei ao quarto a coloquei no chão e puxei o vestido por sua cabeça. Ela ficou só com uma minúscula calcinha de renda branca na minha frente, me livrei do casaco e da camisa e puxei-a de novo para meus braços, voltando a beijá-la, ela entrelaçou a língua na minha e começou a me provocar lentamente, mordi seu lábio inferior e a atirei na cama.

Tirei os sapatos e a calça, enquanto ela descia a calcinha pelas pernas, a necessidade de tocá-la foi tão forte que eu mal conseguia respirar. Ela se deitou de costas e eu subi na cama. Comecei a espalhar beijos por usas costas, enquanto minhas mãos corriam por suas pernas.

― Você é linda.

Eu murmurei contra sua pele e mordi seu ombro, ela gemeu e se ergueu ficando de quatro na minha frente. Eu precisei morder o lábio com muita força para não me enfiar nela imediatamente e gozar naquele segundo. Respirei fundo várias vezes, enquanto tocava sua bunda com as mãos, bem devagar, de forma quase reverente. Depois me posicionei entre suas pernas, já sentindo sua umidade deliciosa, deslizei um pouco em sua abertura tentando prolongar aquilo, até que enfim deslizei para dentro dela, ela gemeu e se empurrou contra mim me fazendo chegar mais fundo, eu segurei seus quadris tentando recobrar um pouco de controle, pois eu sabia que ali dentro dela, com sua carne maravilhosamente quente e molhada me apertando eu o perderia bem rápido.

Sai de dentro dela bem devagar e entrei de novo, mas ela era bem apertada, afastei um pouco mais suas pernas e levei a mão para frente procurando o seu clitóris, assim que e o toquei vi sua pele se arrepiar e seus músculos relaxarem me permitindo chegar o mais fundo que seu corpo permitia, ela gemeu de novo e começou a se mexer de encontro a mim. Enrosquei minha mão livre em seu cabelo puxando seu rosto para cima, ele se contraiu inteira por dentro e gemeu meu nome.

― Mais forte...

Eu não sabia se ela estava se referindo a meus dedos em seus clitóris, minhas mãos em seu cabelo, ou em meu pau dentro dela, então fiz tudo ao mesmo tempo, comecei a dar estocadas rápidas e fortes puxando seu cabelo com mais força e massageei seu clitóris bem mais rápido. Ela começou a se contrair e a gemer meu nome, senti um calor descer por minhas costas, vê-la tão entregue e tão exposta era um deleite para mim.

Senti-a ficar extremamente apertada e se empurrar com força contra mim, ela começou a gozar intensamente e gritar meu nome, então eu aumentei o ritmo dentre dela e me inclinei para frente mordendo seu ombro enquanto gozava com tanta força que senti meu corpo interior estremecer violentamente enquanto as ondas de êxtase dominavam cada célula do meu quarto.

Deitei a seu lado e a puxei para meus braços, ela respirava rapidamente e seu coração estava acelerado no peito.

― Isso foi incrível.

Ela murmurou para mim e beijou meu peito.

― Incrível nem começa a descrever.

Eu respondi fazendo-a sorrir enquanto acariciava suas costas nuas lentamente. Estar com ela fazia meu mundo se encaixar, tudo parecia ficar pacifico e certo. Agora que eu finalmente me permitia sentir e aproveitar cada segundo, sabia que estava irremediavelmente apaixonado por ela.

Ela se mexeu em meus braços e levantou.

― Onde você pensa que está indo?

― Tomar banho, e você deveria fazer o mesmo.

Depois foi para o banheiro e em pouco tempo ouvi a água do chuveiro começar a cair. Olhei em volta, para meu quarto. Eu ficava bem pouco tempo em casa, e quando o fazia me sentia tão sozinho e vazio que era quase sufocante. Mas a simples presença de Caroline ali vazia tudo ficar diferente, as mesmas paredes que antes eram sem vida e vazias se tornavam acolhedoras e belas. Parecia que eu só me sentia em casa quando ela estava por perto e eu queria cada vez mais que ela sempre estivesse aqui, poder dormir e acordar ao seu lado, tomar café juntos e até brigar pelo banheiro. Eu a queria aqui, mas depois de tudo que estava acontecendo, de tudo que ela soube sobre mim, eu tinha medo de assustá-la se desse um passo grande demais, eu a queria na minha vida permanentemente, mas só poderia lhe dizer isso quando ela estivesse pronta para dizer sim.

A água parou de cair no chuveiro e eu me levantei, encontrei-a secando o corpo com a toalha. Puxei de sua mão e comecei a fazer eu mesmo, enxugando seus braços e barriga, vendo arrepios se formarem em sua pele onde meus dedos tocavam, olhei para seus olhos e ela me olhou de volta.

― Como você está?

Sua pergunta soava preocupada e baixa, como se ela talvez não quisesse que eu ouvisse. Toquei seu rosto e os olhos dela passaram a olhar um ponto atrás de mim, olhei para trás e vi o espelho em cima do balcão, exibindo minhas costas nuas. Ela abriu a boca para falar mais alguma coisa, mas eu a virei e sentei-a no balcão, deixando-a de costas para o espelho.

― Eu estou aqui com você, isso quer dizer que estou ótimo.

― Mas suas costas ainda...

― Não. Eu não quero falar sobre isso, nem sobre nada que não seja eu e você.

Afastei suas pernas e me posicionei entre elas beijando o canto de sua boca depois descendo pelo pescoço, ela suspirou e colocou suas mãos em meus cabelos. Mordisquei seus mamilos que já estavam intumescidos fazendo-a gemer e puxar um pouco meu cabelo, depois fui descendo por sua barriga, até me ajoelhar em sua frente. Mordi e beijei a parte interna de suas coxas, ela abriu mais as pernas me dando acesso total a seu corpo, e eu não demorei muito mais, passando a língua bem lentamente em seu clitóris, ela soltou o ar com força e gemeu meu nome.

Estar ali, ajoelhado em sua frente, sentindo seu gosto de mulher na minha boca e vê-la falar meu nome como uma súplica deliciosa, fazia meu corpo inteiro se incendiar e meu coração se apertar no peito e se encher de um sentimento que eu acreditava ser incapaz de sentir. Eu queria dar tudo a ela, prazer, alegria, paz... Tudo que ela me pedisse eu daria, tudo que eu podia sentir, eu daria a ela. Aprofundei minha língua em sua carne ela começou a se movimentar de encontro a mim, discretamente no começo, mas a medida que minha língua a explorava mais e mais, ela ficava mais impaciente e o desejo brilhava em seus olhos.

Continuei provocando-a por mais tempo até que ela pressionou meu rosto com força e senti contrações em seu ventre enquanto ela gozava com força. Afastei meu rosto dela e me levantei abraçando-a ternamente. Ela beijou meu pescoço e passou os braços por meus ombros, eu a ergui da bancada e trouxe de volta para cama.

Acariciei seus cabelos, ela estava com os olhos fechados e se apertou contra mim, meu pau pulsava entre nós e isso fez ela dar uma risadinha, depois subiu em meu colo e apoiou as mãos em meu peito. Sentir seu calor tão próximo a mim fazia com que eu perdesse completamente a capacidade de raciocinar. Ela colocou a mão entre nós e me posicionou entre suas pernas, depois desceu de uma vez fazendo-me entrar profundamente nela, ela gemeu num misto de prazer e um pouco de dor, segurei seus quadris e tentei sair um pouco dela, mas ela se inclinou para frente e mordeu meu lábio.

― Vá com calma amor, não quero machucar você.

― Eu não quero ir com calma, quero te sentir o mais fundo possível.

E com isso começou a impulsionar os quadris contra mim, num ritmo frenético e faminto, eu me perdi totalmente e segurando sua cintura com mais força do que deveria, dei estocadas violentas e profundas, ela gemia e mordia o lábio, totalmente entregue ao momento.

Ela estremeceu violentamente e gozou, sua expressão de prazer e a contração deliciosa em seu ventre foram o suficiente para fazer com que eu também me perdesse e gozasse também.

Ela desabou em meu peito, e eu abracei, e por algum tempo ficamos só ali parados, até que finalmente levantamos e fomos para o banheiro. E depois de alguns beijos roubados, passadas de mão e muitas risadas, voltamos para a cama de banho tomada e pronta para dormir. Puxei as cobertas sobre nós, e me lembrei de outra coisa que estava na minha cabeça a alguns dias.

― Marcel me ligou.

Falei e ela ergueu o rosto para mim.

― E aí? Vocês conversaram?

― Eu não falei com ele, só deixou um recado, dizendo que queria conversar comigo.

― E?

― E nada. Só isso.

― Como assim só isso? Você não vai falar com ele?

Pensei um pouco sobre isso antes de responder. Eu queria falar com ele, queria saber o que houve, mas também tinha medo de ouvir, tinha medo de saber que todos esses anos, tudo que eu dediquei a ele não significaram nada.

― Eu não sei...

― Klaus eu sei que você está magoado com ele, mas dá uma chance, pelo menos ouça o que ele tem a dizer.

― E se o que ele tiver a dizer só piorar as coisas?

― Você nunca vai saber se não der uma chance.

― Acho que você tem razão...

Murmurei e ela deu um sorriso presunçoso.

― Você acha?

― Você tem razão.

Respondi enquanto ela gargalhava, e eu rolei por cima dela dando um beijo em seu rosto.

― Onde foi que você aprendeu a ter essa presunção toda?

― Com meu ex-chefe.

Ele deu uma piscadinha para mim, eu ri e deitei de novo. Ela me abraçou e aos poucos senti sua respiração ficar mais regular e calma, ela já tinha pegado no sono.

Enquanto o sono já estava quase me vencendo também, me lembrei da noite em que nos conhecemos, e do momento em que nós estávamos naquele carro, eu olhei seu rosto enquanto eu estava dentro dela, sua expressão tão satisfeita, entregue e vulnerável ao mesmo tempo, me marcaram de uma forma única. Beijei sua testa e apertei mais forte em meus braços, de onde eu nunca a deixaria sair.

Notas finais
E aí, o que acharam?? Comentem. Bjos. =D