Notas iniciais
Hey suas lindas, cap novo. Boa leitura. Bjinhos.:)

Klaus não apareceu no escritório na sexta. E minha cabeça ficava dando voltas e voltas sobre o que ele poderia estar fazendo. Então aproveitei o tempo livre para me mimar um pouco. Fiz massagem, as unhas dos pés e das mãos e cachos nos cabelos.

Minha relação com ele tinha afundado antes mesmo de conversar, então o mais saudável a fazer era esquecer e seguir em frente. Não ia ser fácil, mas eu tinha que tentar.

Optei por colocar um vestido preto, que era fechado em cima, mas mostrava bastante das minhas pernas, coloquei brincos de argola, e caprichei na maquiagem. Elena chegou à porta do quarto já pronta, vestia uma saia jeans e uma camiseta amarela.

― Pronta para arrasar? Dei de ombros. ― Vamos nessa.

Chamamos um táxi, e fomos para a boate. Encontramos Bonnie na porta que acenou para nós.

― Hey Bonnie essa é minha amiga Elena, Elena Bonnie.

Elas se cumprimentaram com beijinhos e um segurança deixou a gente entrar. O lugar estava lotado. A música alta e o mix de luzes davam a impressão que estávamos numa realidade paralela.

― Vamos arranjar uma mesa.

Bonnie gritou para nós, já que era o único jeito de se fazer ouvir e a seguimos para uma mesa perto do bar. Enquanto esperávamos a bebida eu olhei em volta, Max disse que nos encontraria aqui e queria ver se ele já tinha chegado.

― Olha só aquele cara perto do bar, se ele fosse um chessburguer eu o devoraria inteirinho.

Bonnie olhava para o cara como se ele realmente sua próxima refeição e nós três caímos na gargalhada.

― Que foi? ― Ela disse para nós ― A noite das garotas serve para beber dançar e dar uns amasso. Vocês não têm namorado não né?

Eu e Elena nos entreolhamos e sorrimos sem graça.

― Não temos, mas é meio complicado...

Deixei a frase no ar e olhei para os lados.

― Vocês são lésbicas?

― Não! É só que... Eu acabei de terminar um não-namoro com um babaca e a Elena tem um encontro amanhã.

― Não é bem um encontro Care, é só um jantar.

Bonnie sorriu para nós, e balançou a cabeça.

― Se um de vocês acabarem pelado antes do final da noite, com certeza é um encontro.

Nós três rimos e eu me senti leve com a facilidade com que conversávamos. As bebidas chegaram e nós três brindamos e viramos as bebidas quase de uma vez. Senti a bebida aquecer minha garganta e sorri para as meninas. Naqueles preciosos segundos de despreocupação, eu era só uma garota saindo para beber e se divertir com as amigas. As pessoas a nossa volta dançavam e bebiam, seus corpos suados acompanhavam o ritmo da música. Observei todos a minha volta e puxei as meninas para a pista de dança. Fomos para o meio e nos jogamos na dança e no ritmo.

Eu nunca fiz muito o estilo boates. Não era bem que eu não gostasse, mas na época eu era praticamente a sombra do Tyler, só ia onde ele fosse. E como namorada do filho do prefeito eu tinha que ser discreta, ou melhor, não tinha. Mas queria provar a família dele que eu era boa o bastante, mas no final das contas ele me chutou e eu perdi todo aquele tempo querendo ser alguém que não era.

As meninas dançavam perto de mim, e eu me soltei como nunca tinha feito antes. Aquele fazia eu me sentir sexy e segura, e naquele momento era o que eu mais precisava.

― Vou pegar alguma coisa para bebermos!

Falei para as meninas e fui para o bar. Cheguei ao balcão e fiz sinal para o garçom, ele veio me atender meio desconfiado. Parecia jovem, magro com a camiseta e jeans bem folgados. Parecia o tipo de gente que tinha que trabalhar para pagar a faculdade.

― Três cuba-libres com bastante gelo.

Ele fez sinal de positivo com o polegar e saiu.

― As bebidas são por minha conta.

Congelei ao ouvir aquela voz. Virei-me lentamente para ele. Klaus estava sorrindo para mim, como se fosse à coisa mais normal do mundo ele estar ali, ou como se fossemos velhos amigos.

― O que você está fazendo aqui?

Minha voz saiu irritada, e subiu alguns oitavos fazendo algumas pessoas virarem as cabeças para nós.

― Eu acho que não fui claro o suficiente quando disse que precisava falar com você...

― E eu fui bastante clara quando disse que não tinha nada para conversar com você. E como afinal de contas você sabia onde eu estava?

Ele ergueu a mão como se fosse tocar meu rosto, mas eu me afastei, sua mão caiu e ele suspirou desanimado.

― Eu sempre posso te achar Caroline.

Meu coração falhou uma batida, e por mais que eu o odiasse pelo que ele fez comigo, eu ainda me sentia atraída. Ele olhou de cima abaixo e depois fixou os olhos na minha boca.

― Você é tão linda...

Eu queria me inclinar para ele e deixar ele me beijar. Passar as mãos por seus cabelos, sentir o gosto dos seus lábios. Eu sentia como se precisasse dele, mesmo sabendo que seria uma droga para mim, mas eu tinha eu ter apenas mais uma vez...

― Caroline?

A voz de Max me arrancou desses devaneios e eu me afastei dele olhando para Max.

― Tudo bem?

― Max olhava de mim para Klaus, que tinha assumido uma expressão fria quando o viu.

― Tudo, só estava esperando as bebidas.

O garçom colocou as cubas no balcão eu as peguei e voltei para a mesa sem olhar de novo para Klaus. Max foi comigo para mesa, e o queixo de Bonnie quase caiu quando o viu. Ele voltou para o bar para buscar alguma coisa e ela se inclinou para mim.

― Você está saindo com ele? Porque não contou?

― Não estamos saindo, ele é só um amigo.

― Bom, se você não quiser, eu quero...

Max voltou à mesa nessa hora e eu mal pude responder. Ficamos conversando e bebendo na mesa por algum tempo. Max era divertido e carismático, em dois segundos as meninas já estavam comendo nas mãos dele. Eu sentia vontade de me virar e ver se Klaus ainda estava lá, mas estava resistindo bravamente. Max pegou minha mão e me levantou da cadeira.

― Vamos dançar!

Eu o acompanhei e nos começamos a dançar, ele era surpreendentemente bom dançarino para alguém da altura dele. Alguns minutos depois a música terminou e passou para uma lenta. Ele colocou as mãos na minha cintura, e me puxou para mais perto. Eu passei as mãos por seus ombros, e apoiei a cabeça em seu ombro.

― Estava rolando uma tensão entre você e o Klaus...

As palavras dele me pegaram desprevenidas e eu senti meus ombros endurecerem.

―Eu não quero falar sobre ele.

― Ok, então, mas eu quero que você saiba que você é uma garota incrível, merece muito mais do que ele.

Apertei o rosto contra sua camisa. Eu já sabia disso, mas mesmo assim, ouvir isso de alguém era bem doloroso. Ela levantou o meu rosto com os dedos e me fez olhar para ele.

― A ênfase estava no quanto você é incrível.

Dei um pequeno sorriso, e ele me correspondeu, passou o polegar em meus lábios.

― Talvez você só precise dar uma chance.

Eu ia responder, mas ele apertou seus lábios contra os meus depois começou a me beijar devagar, de forma quase casta. Eu fiquei parada ali, sem fazer nada, seus lábios eram macios e quentes, e a sensação era boa, mas tudo que eu conseguia pensar era que eu queria outros lábios, outro beijo...

Num segundo Max foi arrancado de perto de mim, e antes que qualquer um de nós pudesse fazer algo, Klaus socou Max no queixo tão forte que o atirou no chão. Max levou a mão ao queixo e pude ver sangue saindo da boca, Klaus já estava partindo para cima dele de novo, com uma raiva quase cega, como um touro diante de uma capa vermelha. Enfiei-me no meio deles e ele recuou. As pessoas a nossa volta abriram um círculo para se afastar da briga, pude ver Elena e Bonnie olhando para nos.

― Que merda você está fazendo?

Max se levantou do chão e tentou passar por mim, mas eu o puxei para trás ficando no caminho de um para outro. Klaus nem me olhava, encarava Max com raiva, seu rosto estava vermelho e ele respirava pesadamente

. ― Se você tocar nela de novo eu...

― Você o quê? Ela não é não pertence a você, você é quem não devia estar aqui!

Max berrou de volta para ele, que cerrou os dentes depois olhou em volta, como se só agora se desse conta de onde estávamos. E por fim me olhou.

― Vamos sair daqui, agora.

Ele veio até mim e tentou pegar meu braço, mas eu me desvencilhei e o empurrei.

― Eu não vou para lugar nenhum com você, eu já disse que não temos nada para conversar, então fica longe de mim e me deixa em paz.

― É isso mesmo que você quer? É ele que você quer?

Não. Eu sabia que não queria, mas não tinha nada que eu pudesse fazer, e por mais que eu estivesse apaixonada por ele, eu tinha que me colocar em primeiro lugar, e não deixar ele me ferir.

― Ele pode ser meu Klaus, essa é a diferença. Desejo, paixão, tesão... Tudo isso não vai valer nada se no final das contas eu estiver sozinha.

Essas palavras saíram quase num sussurro, mas eu sabia que ele tinha ouvido, porque fechou os olhos e respirou fundo várias vezes.

― Será que você não pode só... Me ouvir, me deixar explicar tudo que houve?

Senti uma lágrima quente escorrer por meu rosto, e a mão de Max envolveu minha cintura como se quisesse me impedir de ir com ele.

― Eu até poderia, mas sabe o que ia acontecer no final? Você ia me dizer mais mentiras, eu iria acreditar, e no final eu iria acabar odiando você e me odiando, então é melhor acabar tudo por aqui.

― Você não entende Caroline... Eu não posso deixar tudo acabar, não posso aceitar te perder. Todos a nossa volta estavam mudos, até a música tinha baixado, todos querendo ver o que ia acontecer.

― Você vai ter que aceitar, porque eu não posso e não quero fazer isso. ― Caroline, por favor...

― Não! Eu não vou fazer isso comigo e nem com ela, que no fim das contas não tem culpa do que você fez. Me deixa em paz e arruma uma droga de secretária para fazer seus malditos cafés porque eu me demito!

E com isso sai de lá quase correndo. O ar da noite bateu em meu rosto e eu respirei profundamente.

― Care... Elena me abraçou, e eu fiz força para não sucumbir as lágrimas.

― Eu levo vocês para casa.

Max se ofereceu e eu não hesitei. Aquele lugar que parecia tão divertido no começo, agora parecia sombrio e hostil. Bonnie chegou perto de mim e tocou meu ombro.

― Sinto muito que a noite tenha acabado assim Bonnie.

― Sem problemas. Da próxima vamos a uma danceteria dos anos oitenta que inaugurou aqui perto.

Ela deu uma piscadinha para mim e foi para o estacionamento. Mesmo vendo todo o barraco que rolou ela não tocou no assunto, aquilo me fez gostar ainda mais dela. Fui para casa no piloto automático. Max entrou com a gente, e Elena foi para o quarto, sentei no sofá e olhei para ele. O lado do seu rosto estava roxo e eu me senti muito mal.

― Sinto muito por isso Max.

― A culpa não foi sua.

Ele pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos. Senti meu corpo endurecer, e fiquei tensa, ele sentiu isso porque deu um pequeno sorriso cansado e soltou minha mão.

― Max eu... Gosto de você, mais eu...

― Mas você é apaixonada por ele.

Ele completou minha frase e eu apenas olhei para ele. Sem admitir, mas também sem negar.

― Isso é uma droga, e como eu já disse você merece mais do que ele... E sei que você precisa de tempo.

Eu me inclinei para ele e apoiei a cabeça no meu ombro.

― Você é um amigo incrível sabia?

― Sabia.

Ele passou a mão em meus ombros e suspirou.

― Eu gosto de você Caroline e por mais que eu queira ficar com você e fazer você esquecê-lo, eu não posso dar meu coração a alguém que não pode me dar isso em troca.

Ergui a cabeça e toquei seu rosto.

― Eu nunca te pediria isso, Max.

Ele bateu no meu nariz e se levantou.

― Melhor eu ir. Só amigos então?

Concordei com a cabeça e o levei até a porta.

― Amigos seria ótimo e... Acho que você vai ter que me arrumar aquele emprego afinal, já que eu acabei de me demitir...

Ele saiu e parou em frente a porta.

― O emprego é seu... Mas pensei que você não quisesse dar o braço a torcer...

Olhei para os lados e cruzei os braços na frente do corpo.

― Eu não ia conseguir trabalhar com ele, passar tanto tempo ao lado dele se... Magoar-me ainda mais.

― Acho que é o melhor a fazer então. Boa noite Caroline.

― Boa noite.

Ele beijou minha testa e saiu, eu bati a porta e me recostei nela, fechando meus olhos. Eu tinha que reassumir o controle da minha vida, e apagar Klaus Mikaelson da minha cabeça.

Notas finais
E então? Merecemos recomendações? =D