Sexy Fire - Klaroline
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Assim que sai da sala de Klaus fui direto ao banheiro me recompor. Olhei-me no espelho e passei as mãos pelos cabelos tentando por algum tipo de ordem nos fios rebeldes. Eu realmente parecia que acabei de transar em cima da mesa. Suspirei e desisti de arruma-los. Peguei um elástico da bolsa e os prendi, depois retoquei o batom e estiquei as roupas.
Quando terminei de me arrumar caminhei de volta para minha mesa. Bom, não era realmente minha mesa já que eu mal passaria dois dias aqui, mas eu era a assistente dele, então...
Peguei a agenda da minha bolsa repassando o que ele teria que fazer hoje.
Olhei para sua porta fechada e senti uma contração no peito. Ele parecia tão vulnerável e triste com o que houve. E sei o porquê, quando você se dedica tanto assim a uma pessoa deve ser um golpe muito duro.
Mas o rosto de Marcel não saia da minha cabeça. Não parecia alguém que fez algo errado, ou alguém mentindo, ou mesmo alguém que não se importava. Ele parecia estar sofrendo tanto quanto Klaus. Parecia que estava doendo nele ter traído Klaus daquele jeito. Mas se eu o conhecia bem, não ia ser nada fácil convencê-lo a sequer ouvir Marcel.
Klaus passou o resto da manhã inteira dentro do escritório. Ele não atendia telefone para ninguém, nem sequer pediu um café, o que me deixou muito preocupada.
Ouvi alguém chegando e levantei os olhos, só para me deparar com Marcel. Ele carregava uma caixa com suas coisas e uma pasta pendurada de lado no ombro.
― Hey, Hum... O Klaus está aí?
E lá estava de novo. Aquele jeito arrependido, os ombros meio curvados e a expressão carregada e contraída. Mesmo sem conhecê-lo, eu podia apostar que Marcel não era um tipo de pessoa que iria trair seu mentor por dinheiro. Mas eu não podia simplesmente me deixar levar por isso, tinha que ser profissional além do mais Klaus me enforcaria se eu o deixasse entrar.
― Está Marcel. Mas não quer falar com ninguém, especialmente com você.
― Entendo. Mas você poderia... Dizer a ele que eu estive aqui e que...
Ele olhou para os lados como se estivesse procurando o que dizer. Finalmente olhou para mim, e eu quase me arrependi do que disse, pelo modo que ele pareceu magoado.
― Diga a ele que eu sinto muito.
E se virou para sair, me levantei da cadeira e fui até ele.
― Marcel!
Ele se virou e eu quase pude ver esperança em seus olhos.
― Eu não posso deixar você entra, mas... Acho que você devia dar mais um tempo e deixar a raiva passar. Da para ver que ele te ama, e só precisa de... Tempo.
― Porque você está fazendo isso? Dizendo-me essas coisas?
Hesitei por uma fração de segundo depois o encarei, buscando no fundo dos seus olhos uma confirmação para o que eu pensava sobre ele.
― Porque por mais maluco que pareça, eu não acho que você seria capaz de fazer o que fez com ele só por dinheiro.
― Parece que você é a única que pensa isso.
― No fundo ele também deve pensar, mas está com raiva, e vai precisar de mais do que meia dúzia de palavras para conseguir perdoar você.
Ele acenou para mim depois olhou para a porta fechada dele.
― Obrigada.
― Pelo quê?
― Por acreditar em mim.
Depois disso ele saiu da sala me deixando ainda por alguns minutos pensando no que poderia ter motivado ele a fazer o que fez.
Klaus abriu a porta tão repentinamente que elevei um enorme susto, e levei a mão no coração.
― O que você está fazendo parada no meio do corredor?
― Eu só estava...
― Não importa. Prepare as malas.
― Pensei que só iriamos para Nova Iorque Amanhã.
― Não vamos para Nova Iorque.
Dito isso ele simplesmente acenou para que eu o acompanhasse.
Chegamos ao hotel minutos depois.
Precisei de menos de dez minutos para preparar a mala, uma vez que não tive tempo de sequer desfazê-las direito.
Quando cheguei ao saguão ele já tinha feito o Check Out, e me esperava encostado em um carro preto. Eu não entendia muito de carros, mas aquele era incrível, preto e esguio, com o teto conversível. Quase suspirei quando ele pegou minha mala e colocou no porta malas. Depois veio até o lado do carona e abriu a porta para mim. Exatamente como tinha feito na noite em que nos conhecemos. Eu quase tinha me esquecido do quanto ele conseguia ser cavaleiro quando queria.
Ele sentou no banco do motorista e deu partida.
― Porque vamos para o aeroporto nesse carro?
― E quem disse que vamos para o aeroporto?
Olhei para ele interrogativamente esperando que ele concluísse o que tinha dito, mas ele simplesmente continuou a dirigir.
― E para onde estamos indo?
Ele deu um sorrisinho de lado.
― Para o norte.
Bufei e cruzei os braços na frente do peito.
― Ah, vamos lá Caroline, relaxe um pouco.
Recostei-me no assento e comecei a apreciar a paisagem.
Com o passar do tempo, a paisagem urbana ia rareando, as casas e prédio iam ficando para trás, dando lugar a paisagens mais verdes, e eu podia jurar que um leve cheiro de maresia tomava conta do carro.
Comecei a prestar ainda mais atenção à paisagem, até que o cheiro de mar era inconfundível. Abri um sorriso enorme e me virei para ele.
― Estamos indo para praia?
― Acho que nós dois merecemos um descanso...
― Mas eu nem trouxe biquíni!
Virei-me de novo para a janela tentando visualizar o mar, sentindo uma ansiedade me envolver. Eu sempre adorei o mar, Mas morava muito longe do litoral para conseguir visitar mais que três vezes durante minha vida inteira.
― Você pode sempre nadar pelada se quiser, não vou me importar nem um pouco.
Dei um soco de brincadeira em seu braço.
― Aposto que todos os banhistas vão adorar!
Seu sorriso sumiu, e ele franziu a testa.
― Você nadaria pelada na frente de todo mundo?
― Nunca fiz isso, mais sempre estou aberta a novas experiências...
Suspendi a sobrancelha sugestivamente para ele, que riu e deu de ombros.
― Então é muito bom que minha casa tenha acesso restrito, até mesmo para praia. Aposto que podemos viver novas experiência muito melhores juntos...
― Você tem uma casa na praia em Massachusetts?
― E por que não em Massachusetts?
― Se eu fosse comprar uma casa na praia, seria no Havaí.
― Eu gosto daqui. E além do mais foi um dos poucos lugares que tinha disponibilidade de privatizar a área da praia em frente à casa.
― E porque você queria privatizar a praia?
― Porque eu não gosto que ninguém bisbilhotando minha vida.
Parecia um motivo razoável eu acho. Afinal de contas um homem na posição dele devia ter milhares de pessoas por perto para saber o babado da vez.
Continuamos a viagem num silencio confortável. Eu gosto disso entre nós, mesmo estando em silencio, ou às vezes por que estávamos em silencio, ficávamos bem assim, sem ser preciso conversar bobagens, ou ficar aquele clima chato e pesado que surgia as vezes, que praticamente nos obrigava a conversar.
A viagem passou relativamente rápido, e logo estacionamos em uma imensa casa de praia. Saltei do carro no segundo que estacionou e fui em direção a casa.
Ela era toda rodeada por uma varanda, tinha cadeiras e espreguiçadeiras em quase todo parte. Era pintados em tons claros e vividos. Klaus se aproximou de mim com as nossas malas na mão.
― Gostou?
― Já sei o que quero de presente de natal...
Pisquei para ele e entramos. A decoração era quase tão bonita quanto o exterior. As paredes externas eram quase completamente de vidro. Mas a casa era distante o suficiente dos hotéis e pousadas para garantir que privacidade não fosse um problema.
Ele deixou as malas no chão e fomos fazer um tour. Tinha cinco quartos, todos com banheiros e com decorações diferentes, mas todas muito bonitas. Mas o que me fez parar com a boca aberta foi a área dos fundos. Ou deveria chamar de paraíso masculino.
Tinha uma piscina enorme, uma quadra poliesportiva, mesas de bilhar e ping pong, além de um enorme ofuró que ficava em numa área coberta com muitas cadeiras. Enormes refrigeradores e acredite se quiser um barril de cerveja.
Virei-me para ele ainda sem saber o que fazer. Parecia tão surreal que um executivo tão formal e absurdamente sério às vezes pudesse ter uma casa que parecia um sonho de qualquer estudante de faculdade.
― Tem certeza que essa casa é sua?
Ele jogou a cabeça para traz e gargalhou.
― Absoluta. Eu comprei a casa no segundo ano da faculdade, e fui melhorando com o tempo.
― Você jogava cerveja-pong com seus amigos? Sério?
Ele se sentou na varanda olhando para o espaço como se estivesse relembrando os velhos tempos.
― Eu era um jovem como qualquer outro Caroline. Quando saí da casa dos meus pais, só queria me divertir, fiz muitas loucuras e me diverti muito. E isso inclui cerveja pong, estrepe pong, sexy pong e...
― Ai meu Deus! Eu não quero ouvir isso!
Ele bateu o ombro no meu, e eu sorri.
― Eu era livre Caroline, e vive assim.
― A maior Loucura que fiz durante o Colégio foi fumar um baseado, e fiquei mal para caramba depois, vomitei por quase um dia inteiro. Depois disso resolvi que não queria mais ser rebelde.
― As maiores loucuras que eu já fiz não podem ser ditas a luz do dia e mais importante, enquanto estou sóbrio.
― Você se embebeda com frequência?
― Já faz um ano desde que eu bebi tanto assim.
― E porque você encheu a cara assim?
Ele pareceu hesitar com a minha pergunta e olhou para os lados.
― Um dia eu te conto essa história.
Depois se levantou e me puxou junto.
― Vamos comer alguma coisa.
Eu me perguntei o que exatamente ele estava querendo dizer com isso já que acabamos de chegar. Mas a geladeira e os armários estavam abastecidos.
― Como tem tanta comida aqui se não tem ninguém?
― Meus funcionários cuidam da casa e sempre deixam pronta para o caso de eu aparecer.
Ele abriu a geladeira e tirou alguns ingredientes de lá, me sentei na bancada e o observei.
― Que tal um delicioso e muito raro sanduiche de peru com maionese?
Peguei as coisas da bancada e comecei a montar os sanduiches enquanto ele enchia dois copos enormes com suco de laranja.
― A melhor comida que já comi em toda minha vida!
Falei ironicamente para ele, mas já começando a devorar meu sanduíche, eu estava faminta e aquilo parecia realmente a melhor comida da minha vida.
O resto do dia passou preguiçosamente. Eu e ele ficamos jogados na sala. Eu tentei convencê-lo a dar um mergulho, mas ele disse que a água estava fria demais nessa época do ano. Então ele começou a me contar como eram as festas da faculdade e eu ia relaxando cada vez mais, ao som da sua voz com aquele sotaque lindo ia fazendo minhas pálpebras ficarem cada vez mais pesadas.
Quando me dei conta eu estava sendo carregada para o quarto, ele me colocou na cama me deu um beijinho e se levantou.
― Para onde você vai?
Deu um bocejo quando terminei de perguntar.
― Descanse um pouco, vou preparar o jantar.
Cai no sono depois disso.
Acordei algum tempo depois me sentindo descansada e leve. Já tinha escurecido lá fora e um delicioso cheiro preenchia a casa. Espreguicei-me e depois fui para o chuveiro. Tomei uma ducha rápida e coloquei um vestido leve.
Passei um pouco de maquiagem e fui procura-lo.
Ela não estava na cozinha, nem na sala. Fui para a área dos fundos, e parei na porta para absorver a imagem.
A mesa estava posta com dois pratos, e uma garrafa de vinho no meio.
Ele me estendeu uma taça. Estava com uma bermuda cáqui e camisa branca leve. Parecia muito relaxado e feliz, como eu nunca tinha visto antes.
― Me acompanha sweetheart?
Senti um arrepio na pele quando ele disse isso. A forma quando sua língua pronunciou aquilo quase como uma carícia.
― Quem é você e o que fez com o Klaus que eu conheço?
Ele sorri e puxou a cadeira para que eu sentasse.
― O Klaus que você conhece ficou no escritório, mas não se preocupe, ele vai estar lá quando você voltar.
― Cheguei a mencionar que eu quero morar aqui?
Ele riu ergueu a taça e acenando toquei minha taça na dele.
― A uma noite perfeita.
― A uma noite perfeita.
Concordei com ele, e jantamos apreciando pela primeira vez a simples companhia. Mal parecíamos nós mesmos, conversávamos e sorriamos um para outro com tanta frequência que meu coração se encheu de ternura. Com o tempo me peguei observando como seus olhos pareciam muito mais verdes, e quando ele sorria eles se iluminavam. Notei que uma pequena covinha aparecia em seu rosto também, e me fazia sorrir involuntariamente quando a via.
Quando terminamos o jantar tiramos a mesa juntos, e começamos a lavar os pratos. Eu lavava e ele secava, aquela situação era tão intima que ficamos em silencio perdidos em nossos próprios pensamentos. Quando terminamos, ele me puxou para fora e sentamos na praia e ficamos observando as ondas quebrando na praia.
― Esse costumava ser meu lugar favorito.
Virei-me para ele, mas seu rosto estava quase totalmente encoberto pela escuridão.
― Não é mais?
Ele balançou negativamente a cabeça.
― Eu sempre vinha aqui com Marcel. Ele adorava.
Entendi na hora porque ele veio aqui, na hora em que se sentiu traído e sozinho ele optou por estar em um lugar conhecido e com boas lembranças.
― Converse com ele.
Eu falei tão baixo que pensei que ele talvez nem tivesse ouvido.
― Estou feliz por você estar aqui.
Ele sussurrou para mim e pegou minha mão, eu entrelacei meus dedos nos dele e apoiei a cabeça em seu ombro.
― Eu estou feliz por estar aqui.
Ele me puxou para seu colo e me sentei confortavelmente de frente para ele. Abracei seus ombros e beijei seu pescoço.
Ele beijou meu ombro e pescoço, devagar e carinhosamente.
― Sua pele tem um cheiro delicioso...
Ele murmurou em meu ouvido e continuou me beijando. Devagar e sem pressa, puxei sua camisa pela cabeça e comecei a acariciar seu peito, lentamente, era quase como se quisesse gravar seus traços e cada músculo em minhas mãos. Seus lábios procuraram os meus e eu o beijei de volta. Seu beijo era lento e provocante, tocando a minha língua de forma tão leve que eu quase não a sentia.
Ficamos assim por longos minutos, só nos acariciando e nos sentindo, tentando prolongar aquele momento juntos.
Ele desceu sua mão por minha cintura e me puxou com força contra ele. Pude sentir sua ereção me pressionando contra a calça e soltei um gemido involuntário. Ele desceu as mãos por minha cocha e pressionou subindo lentamente até encontrar a carne quente e molhada no meio das minhas pernas. Depois parou e respirou fundo.
― Você está sem calcinha?
Dei um sorriso contra sua boca.
― Só para o caso de você resolver me dar alguma sobremesa diferente...
Ele pressionou o dedo contra meu clitóris e eu gemi de novo.
― Caroline, Caroline... O que eu faço com você?
Falou ele e continuou me beijando, enquanto me provocava com dedos habilidosos.
Levei a mão a seu Jens e desabotoei deixando seu membro livre. Depois parei e olhei em volta.
― E se alguém nos vir?
― Já mencionei que o acesso à praia é privado?
Eu me inclinei para frente e sente ele deslizando para dentro de mim. Tentei descer mais rápido mais ele segurou minhas pernas.
― Devagar, amor. Não temos pressa, só quero sentir você...
Quando finalmente senti que ele me preenchia, meu corpo parecia estar prestes a explodir. Mas ele não estava brincando, me segurou pela cintura e guiou meus movimentos para baixo e para cima bem devagar.
Seus olhos não deixavam os meus nem por um segundo. Eu senti uma conexão tão forte entre-nos que fez meu coração acelerar, espalmei as mãos em seu peito sentido seu coração bater contra minha palma, sua respiração ofegante passar por seus lábios. Seus olhos estavam claros e entregues, quase como se estar aqui, estar totalmente dentro de mim o completasse. Gemi e me empurrei contra ele, sentido o orgasmo violento dominando meu corpo e me fazendo vibrar inteira.
Ele gemeu contra minha boca entrou em mim o mais fundo possível murmurando meu nome enquanto se derramava em mim.
Depois nos abraçamos e ficamos sentando por um tempo. Até que ele se levantou, me pegou no colo, e me levou para o chuveiro.
Ele ensaboou meu corpo, lentamente. Mas tudo que eu sentia em seu toque não era aquele desejo selvagem que nos consumia às vezes. Era pura e simplesmente carinho.
Depois de me secar e me vestir com uma de suas camisas ele me levou para a cama, me abraçou e depois puxou a coberta por cima de nós.
― Boa noite, Caroline.
Ele murmurou em meu pescoço e aos poucos pude ver sua respiração se acalmando.
E naquele preciso segundo eu tive certeza absoluta que eu estava perdidamente apaixonada por ele.
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