Sexy Fire - Klaroline
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Capítulo 11
Quando acordei pela manhã Klaus não estava mais na cama. Fiquei alguns minutos deitada pensando em tudo que tinha acontecido no dia anterior e no impacto que isso poderia causar na minha vida. Eu finalmente tinha entendido que meus sentimentos por ele não eram só atração física. Mas ele era meu chefe, e isso tinha tudo para dar errado. Mas em momentos como ontem eu percebia que podíamos dar um jeito e dividir as coisas, já que ele só era um grande certinho comigo no escritório.
Chutei as cobertas e fui para o chuveiro, tomei uma ducha quente e relaxante depois pus um vestido e desci. Ele não estava à vista então decidi preparar um café. Poderíamos tomar café juntos quando ele chegasse, ou eu podia atirar na cabeça dele, dependendo do seu humor.
Sorri de orelha a orelha. Como eu podia me sentir tão boba e feliz ao pensar naquele ogro?
Virei-me com o suco e as torradas para colocar a mesa quando o vi. Ele estava encostado no batente da porta com os braços cruzados. Vestia uma calça cinza folgada e tênis de corrida. Seu peito nu estava coberto com uma camada de suor e os cabelos estavam húmidos e caiam para frente.
― Bom dia.
Murmurei me sentindo sem graça de repente. Não sabia ao certo como ele se sentia ao meu respeito e não queria me expor demais.
― Bom dia.
Ele respondeu e me puxou para um abraço de urso.
― Hey! Você está todo suado!
Ele riu e me beijo. Seus lábios estavam macios e levemente salgados, passei a mão por seus cabelos, ele se afastou um pouco para me olhar.
― Fui dar uma corrida, eu não ia consegui dormir mesmo com toda aquela roncaria...
― Você é uma idiota!
Afastei-me dele sorrindo e dei uma boa olhada em seu peito. Meus olhos pararam na comprida tatuagem do braço esquerdo.
― Você nunca chegou a me dizer o que ela significava.
― Disse sim, ela significa liberdade.
― Liberdade de quê?
Ele desviou os olhos dos meus e olhou para mesa.
―Vou tomar banho e já volto, estou faminto!
Depois se virou e foi para o quarto. Sentei-me a mesa e peguei uma xícara de café. Ele podia ser tão enigmático às vezes, me fazia pensar que ele ficou assim porque tinha seus próprios demônios, dos quais não podia lutar nem fugir.
Ele demorou vários minutos no quarto e quando finalmente saiu de lá, vestia uma calça social preta e camisa de manga comprida. Ergui uma sobrancelha surpresa.
― Já vamos voltar?
― Assim que terminarmos o café.
Ele se sentou na minha frente e pegou algumas torradas e um pouco de suco. Pensei em pressioná-lo um pouco mais a respeito de sua vida, coisas que ele nunca tinha falado, mas que faziam dele o que ele. Mas tinha medo de que se fizesse isso, ele se fechasse ainda mais para mim e eu perdesse o pouco que já consegui até agora.
― Não podemos ficar mais um pouco?
Optei por um assunto neutro e seguro. Dando um sorrisinho esperançoso, ele ergueu os olhos e sorriu de lado.
― Adoraria. Mas tenho muita coisa para fazer em Nova York.
Fiz um biquinho, mas não insisti. Assim que terminei o café fui para o quarto me trocar e arrumar as malas.
Assim que terminei ele pós nossas malas no carro e fomos embora. Mesmo tendo passamos só uma noite aqui, eu com certeza ia sentir falta daqui, da casa e do Klaus que tinha estado aqui, porque eu sentia que estava perdendo em cada segundo que nos afastávamos.
***
Quando chegamos à Nova York o Homem de gelo já tinha voltado. Ele não trocou mais que meia dúzia de palavras comigo e assim que chegamos em frente à Originals, ele me disse para tirar o resto do dia de folga para descansar. Fiz que sim com a cabeça e ele saiu do carro. Imediatamente me senti muito sozinha sem ele.
POV’S Damon
Tudo bem. Eu tenho que admitir para mim mesmo. Faltava só uma gota para eu me considerar oficialmente obcecada por ela. Desde que ela se mudaram para o oitavo andar, eu não conseguia pensar em nada além do seu pequeno sorriso, que me fazia querer sorrir junto, e seus lindos olhos castanho, que eram tão sinceros e profundos que as vezes parecia que ela via além de mim.
E aqui estava eu pateticamente parado no corredor, porque sabia que ela saia todas as manhãs para comprar dois bolinhos na loja de Cupcakes do fim da rua, e voltava sempre no mesmo horário.
Já tinha bastante tempo desde que chamei uma garota para sair, e dizer que eu estava enferrujado era o mínimo. E principalmente Elena. Eu não podia arriscar assustá-la, e nem podia a deixar pensar que eu era algum perseguidor.
Ouvi a porta do elevadorabeir, aprumei os ombros e tentei parecer casual ao caminhar em sua direção.
Ela sorriu ao me ver, e eu sorri de volta.
― Oi sindico!
― Oi, Elena.
Ela acenou para mim e foi em direção a seu apartamento. Vamos lá, fale alguma coisa!
― Elena você não gostaria de...
Ele se virou e ficou na expectativa que eu continuasse.
― Eu e meu irmão vamos a um restaurante de comida mexicana que inaugurou aqui perto, você não gostaria de vir conosco?
Ela franziu a sobrancelha e me encarou por um tempo como se estivesse pensando no que eu falei. Grande ideia idiota, agora ela vai pensar que você está convidando ela para o ménage a trois...
― Eu acho que seria ótimo. A Caroline vai chegar hoje de viagem, ela pode vir com a gente?
Os alarmes soaram imediatamente em minha cabeça, mas eu só pigarreei e dei de ombros.
― Claro. Vai ser ótimo. Pego vocês as sete?
― Perfeito.
Ela deu seu pequeno sorriso que eu já adorava e me deu um tchauzinho.
Subi para meu apartamento e peguei o telefone. Agora eu só precisava convencer o Stefan.
Quando ele finalmente me atendeu já estava quase desistindo, e sua voz estava rouca de sono.
― Damon? Aconteceu alguma coisa?
― Calmo aí Stefan, alguém precisa morrer para eu ligar para meu irmão?
Ele deu um bocejo do outro lado.
― Seja rápido. Acabei de dar um plantão de quase 48 horas, e estou com muito sono.
Stefan era médico pediatra. Coisa que ele queria fazer desde que tinha cinco anos de idade. Ele trabalhava em um hospital no centro e ainda atendia em algumas comunidades carentes de graça. Ele sempre me dizia que se você quer fazer alguma diferença no mundo, é preciso ajudar as pessoas primeiro, e levava isso muito a sério.
Aos 25 anos Stefan era um dos melhores pediatras da cidade. E eu, três anos mais velho, era sindico de um prédio. Eu me orgulhava dele, e queria que ele tivesse tudo que quisesse na vida, mas não podia deixar de pensar o quanto ele era o filho perfeito, o médico perfeito, e o futuro marido perfeito. Enquanto eu era um fracasso ambulante que nem conseguiu terminar a faculdade. Balancei a cabeça espantando esses pensamentos negativos.
― Que tal um jantar hoje à noite com seu irmão mais velho?
― Ótimo. Te vejo mais tarde...
― Espera Stefan. Tem... Mais uma coisa.
― Eu cheguei a mencionar que estou exausto?
― Têm duas garotas que vão jantar com a gente e uma delas é meio que... Especial para mim.
Ouvi um farfalhar de lençóis do outro lado da linha e sua voz soou uma pouco mais desperta.
― E você está levando a outra para eu conhecer?
― Não!
Respondi rápido demais, ele fez silencio do outro lado da linha. Eu não tinha planejado colocar a Caroline no meio. E isso com certeza iria me trazer um problema dos grandes.
― Ela só vai com a Elena e... Olha Stefan, você não pode ficar com ela. De jeito nenhum. Ela meio que tem um... Lance com alguém... E está fora dos limites.
― Ótimo. Até mais tarde então.
Ele resmungou mais alguma coisa e depois desligou.
***
Peguei as meninas em casa as sete em ponto. Elena estava incrível com um vestido azul que ia até os joelhos e o cabelo preso em um rabo de cavalo. Caroline também estava linda com uma camiseta preta e calça jeans. Eu com certeza podia entender o que o Klaus viu nela, e apesar de não concordar nada com isso, eu o conhecia o suficiente para saber que ele ia surtar quando soubesse desse “encontro duplo”.
Stefan nos encontrou no restaurante. Ele nos cumprimentou como o cavalheiro que nosso pai o ensinou a ser e eu revirei os olhos me sentando.
A conversa fluía de forma animada entre nos quatro, e meus olhos invariavelmente se voltavam para Elena. Ela tinha aquele jeito meigo que nos fazia sentir a vontade e querer fazer com que ela sorrisse várias vezes, só para ver uma linda covinha que aparecia em seu rosto quando ela o fazia.
A noite passou muito mais rápido do que eu gostaria e nós fomos esticar a noite em um pequeno bar. Caroline e Stefan foram diretos para as mesas de bilhar e Elena se sentou a meu lado.
― Então Elena Gilbert. Como você se tornou uma analista de sistema?
― Eu não sei bem. Eu queria fazer medicina, e estava decidida a isso. Mas quando meus pais morreram eu desisti. Aquilo me fazia pensar demais neles, e... Era muito doloroso.
Seus olhos ficaram meio tristes quando ela disso isso. Mas depois ela sacudiu os ombros e sorriu de novo.
― E você, como você acabou sendo sindico de um prédio?
Dei um sorriso irônico que era quase minha marca registrada.
― Ninguém te contou? O plano dentário é incrível!
Ela deu uma gargalhada e pós à mão em meu braço. Senti um calor gostoso por dentro. E eu me senti bem. Totalmente tranquilo e seguro. Como se tudo que tivesse acontecido tivesse me levado a ela. Coloquei minha mão sobre a sua e apertei seus dedos.
― Se você jantar comigo no sábado. Só eu e você. Minha casa. Eu te conto essa história, sem ocultar os detalhes sórdidos, prometo.
― Fechado.
Ficamos nos olhando por alguns segundos. Depois olhei para sua boca e meu sorriso foi diminuindo. Inclinei-me em sua direção e... Meu celular tocou.
Ela limpou a garganta e se virou para o balcão. Tirei o celular do bolso e quase coloquei de volta quando vi o nome no visor. Era Klaus.
Levantei da cadeira e me afastei de Elena.
― Alô?
― Onde você está?
Sua voz estava baixa e contida. E isso era um péssimo sinal.
― Estamos num bar e...
― Onde Caroline está?
E lá se foi minha noite.
― Está aqui e estamos nos divertindo, quer dar um tempo, por favor?
― Traga ela para casa imediatamente.
― Klaus nós estamos...
Ouvi ele dar um soco na mesa e quase rosnar ao telefone.
― Você arrumou um encontro dela com o Stefan, e agora está me dizendo para fingir que minha garota não está com outra cara?
Aquilo sempre acontecia. Desde que eu comecei a trabalhar para ele. Ele me gritava ordens e eu tinha que abaixar a cabeça e fazer o que ele mandava. Trinquei os dentes.
― Não seja hipócrita Klaus. Você sabe melhor que ninguém que ela não é sua garota. É sua secretária.
― Eu espero realmente que você estava tentando brincar comigo. E espero para o seu próprio bem que você a deixe em casa em vinte minutos.
Meu sangue ferveu. Mas eu sabia que não podia fazer nada. Eu trabalhava para ele, e depois de tudo... Eu tinha que fazer meu trabalho, sem reclamar ou questionar.
― Quanto tempo isso ainda vai durar? Quanto tempo vai levar para pagar minha divida?
Minha voz estava cansada e olhei para Elena sentada no balcão. Ela me chamou e sorriu. Parecia tão pura e doce. Não merecia um homem fraco e marionete como eu.
― Muito mais do que você pensa Damon. Traga Caroline para casa. Agora.
E desligou o telefone. Meu lado rebelde queria que eu o ignorasse e aproveitasse a noite. Mas meu lado racional dizia que isso só traria problemas para mim e para o Stefan.
Caminhei para o balcão e chamei Stefan e Caroline.
― É melhor irmos. Minha cabeça está doendo muito e preciso acordar cedo amanhã.
Todos me olharam meio confusos, mas não questionaram.
Voltamos para o prédio e Stefan se despediu de nós na portaria e subimos em silêncio. Acompanhei as garotas até a porta quando chegamos, Caroline entrou quase imediatamente me dizendo um tchau por cima do ombro.
Elena ficou de frente para mim.
― Então... Eu me diverti muito.
― Eu também.
Mas até eu podia ouvir a incerteza na minha voz.
― Nosso jantar está de pé no sábado?
E aí estava minha chance. De simplesmente dizer que tinha mudado de ideia e deixar ela livre. Ela não merecia alguém como eu. Merecia um cara legal e bem sucedido que pudesse levar ela para jantar sem ninguém para dizer a hora de voltar. Ou alguém que mande na sua vida, mas do que eu mesmo.
Mas ela ainda me olhava sorrindo e eu não pude resistir.
― Está de pé sim.
Ela me abraçou apertado depois se inclinou para mim e me deu um beijo de leve. Roçando tão devagar em minha boca que mal pude sentir seu toque.
― Ótimo. Até lá então.
E entrou em casa. Eu levei os dedos aos lábios e toquei no lugar que ela tinha beijado. Fiquei vários minutos parado no mesmo lugar, me lembrando da sensação de seus braços e me sentido um homem completo, mesmo que no fundo já não fosse assim
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