Sexual Slave
17 Basketball
Notas iniciais
Rachel tinha andado a pensar, será que o que tinha feito era o cúmulo da estupidez? Porque se não tinha sido a pior asneira que tinha feito era certamente uma das piores, no que é que ela tinha andado a pensar! Mudar-se para casa de Violet! Que loucura, o que é que iria acontecer quando os pais dela voltassem!? Oh, estavam a espera que eu estivesse a falar do facto de ela ter saído de casa do Michael? Ah, não, ela estava a lidar perfeitamente bem com isso. Só sentia falta das consolas, e da sala de música/biblioteca, a falta de Michael era o menos.
Tinha acordado à menos de 5 minutos, tinha vestido uns jeans pretos e uma t-shirt do Arsenal, com o seu predileto casaco por cima, com as típicas mangas compridas de mais arregaçadas, e as suas sapatilhas.
Saiu de casa sem esperar por Violet, que iria certamente acordar brevemente, com um pão com queijo na boca, dirigindo-se à escola.
Ela andou alguns metros até se aperceber que não fazia a mínima ideia de qual é que era o caminho para a escola, e teve que perguntar timidamente a um rapaz que reconhecia como sendo da escola dela.
— Então? Não sabes o caminho?
— N-não... — Bolas, ela devia ter esperado.
— Bem... Vá, anda, já sabes que também vou para lá de qualquer das maneiras, mas tenta não me chatear muito.
Yup, esperar. Esperar, rapariga! Custava muito?!
O rapaz era mais alto que ela, provavelmente andava no 9º ano, quem sabe. Tinha cabelo ruivo médio e olhos castanhos escuros, com algumas sardas por baixo destes, e espalhadas um pouco por toda a cara. Ela lembrava-se dele como um jogador da equipa de basket da escola, ou alguma coisa assim.
— Então, posso saber como é que magicamente te esqueceste do caminho para a tua própria escola?
— E-eu não me esqueci! Só que nunca vim por aqui...
— Então porque é que vieste por aqui se não sabes o caminho? — Riu-se ele.
— Não é da tua conta. — Respondeu.
— Então suponho que também não é da minha conta levar-te à escola não é? Também não és minha irmã ou qualquer coisa assim.
— B-bem...
— Vá, é melhor falares, não vais ficar calada o tempo todo, ainda demora a chegar.
— Eu estou a ficar em casa de uma amiga. — Resumiu ela.
— Ah, a Rose... — Disse notoriamente zangado
— Quem?
— N-não é a Rose?
— Mas quem é que é essa?
Ele passou a mão pelo cabelo como quem disse-se 'não devia ter dito isto' e suspirou.
— Não é da tua conta.
— Hey..! Eu respondi-te, não é justo!
— E eu estou-te a levar à escola, não reclames.
— Hm... — assentiu ela, ainda pensando que era injusto.
A conversa parou durante alguns minutos, e o rapaz foi olhando para o relógio de pulso, suspirando cada vez que o fazia, estado claramente aborrecido.
— E então, o que é que gostas de fazer, sei lá. — Perguntou ele.
— O-o que é que eu gosto? Porquê a pergunta?
— Já te disse, vai demorar a chegar. Não é como se eu estivesse interessado, ou assim.
— Sei lá, tocar piano, basket, desenhar... mil tretas.
— Basket? — E os seus olhos brilharam.
— Sim, não jogo, mas gosto de ver.
— Equipa? A minha são os..
— Chicago Bulls — Disseram os dois ao mesmo tempo.
— Pensava que ias dizer Lakers. — Riu-se ele. — Mas também para alguém que anda com um t-shirt do Arsenal, não é estranho de todo.
— Hey! O Arsenal é uma boa equipa, cala-te!
— Eu sei. — Sorriu ele. — Ganharam 13 vezes o título da Premiere League
— E 10 vezes a FA cup! — Completou ela.
— Vês futebol?
— Meh, nem por isso, mas mantenho-me atualizada.
— Fazes bem, não há quem aguente ver uns quantos homens a correr atrás de uma bola.
— Ah sim, e o basket é muuuuito diferente. — Riu-se ela
— E é! Ao menos o basket tem uma estratégia decente! Rápido, preferias jogar a 3 ou a 1.*
— Posições? Escolho o 4, devio ser melhor na ajuda debaixo do cesto.
— Boa escolha, eu costumo jogar melhor ao ataque, portanto costumo ser 1.
— Jogas na equipa da escola não é?
— Sou o capitão! — Disse pomposo. — Para o próximo fim de semana vamos jogar contra os da Bellahouston Academy.
— A equipa da escola é boa?
— Não sei, porque é que não vais ver um treino?
— Posso!? — Disse contente
— Claro. — Sorriu-lhe ele. — Às 16h40 no pavilhão. É demasiado tarde?
— Não, eu vou lá ter. Se calhar até aprendo alguma coisa.
— Quem sabe, talvez uma baixinha como tu até consiga jogar. — Riu-se novamente. — Thane McMendall, 9º ano. Prazer em conhecer-te
— Rachel, 8ºano. O prazer é todo teu. — Sorriu.
— Bem, estamos quase a chegar, vejo-te às 16h40.
— Yup, não me esqueço.
Rachel ficou alguns minutos à espera de Violet, que reclamou com ela por não a ter sequer acordado, mas ela já estava à espera disso. Falaram um pouco e entrou na sala de aula ao toque. Nenhum sinal de Michael.
*
Pavilhão da escola, 16h46
Rachel deu uma corrida até ao pavilhão, tão rápido quanto as suas pernas permitiam, e chegou ao mesmo tempo que uns quantos jogadores. Eram todos mais velhos e mais altos, isso incomodava-a um bocado.
— Hey, sai do caminho. — Disse um
— D-desculpa.
— O que é que andas aqui a fazer? O jardim infantil é do outro lado da rua. — Riu-se outro.
— Hey hey HEY! Parou tudo, ela está comigo.
Thane passou-lhe uma mão pelo ombro, puxando-a para si, e fez questão de repreender os jogadores.
— Eles não são maus. — Desculpou-se ele. — Mas não estão habituados a jogar com público. Especialmente raparigas.
— Eh...
— Não tenhas medo destes cabeças de vento! — Sorriu-lhe gentilmente. — Se eles te disserem alguma coisa ou fizerem alguma coisa diz-me.
Ele piscou-lhe o olho e deixou-a nas bancadas. A equipa não parecia má à primeira vista, eram altos e fortes, parecia que corriam minimamente rápido, e manejavam a bola bem com as duas mãos. A não ser Thomas, (ela aprendeu o seu nome porque Thane gritava com ele muitas vezes) um rapaz mais baixo que os outros, ligeiramente, que era desastrado como sei lá o quê. Não sabia a sua posição, não sabia quem ou como defender, não sabia passar a bola propriamente... a única coisa que ele fazia bem eram cestos, ironicamente.
— THOMAS MEXE O RABO PARA A TUA POSIÇÃO!
— O-onde?
— AO LADO DO JEFRESSON, TU JOGAS A 3!
— A-ah, sim! — E o rapaz lá corria para o lugar.
— NÃO NÃO NÃO! TU DEFENDES O RIVER, NÃO É O RAY!
— Desculpe capitão!
Voltavam a discutir de 5 em 5 minutos, normalmente por causa da sua falta de noção de espaço ou da rapidez. Ele fazia tantos abdominais e suicídios** como castigo que Rachel estava a ficar tonta.
Fizeram um exercício de 5 contra 5, Thane ficava com outros 4 rapazes não tão habilidosos como os outros numa equipa, e Thomas ficou numa equipa com os melhores.
Thane começava o jogo, a disputar a bola com Thomas, ganhando-a e passando-a ao 3 da sua equipa. Corria pelo meio, tentando desmarcar-se do jogador mais alto da equipa toda, ganhava a bola, e das duas uma: ou lançava e era cesto, ou passava ocasionalmente a um colega, normalmente o 5, que acertava no cesto 8 em 10 vezes. Na outra equipa, quem se esforçava mais era Thomas, mas ainda conseguiu dar resultados favoráveis à sua equipa, ficando no fim 86-88, uma vitória para a equipa de Thane.
— Bom trabalho rapazes! — Disse Thane no fim. — Vamos dar o grito e podemos ir embora.
Os rapazes juntaram-se todos num círculo.
— EBL, LINDBURN!
EBL significava 'Equipa de Basketball de Lidnburn', tendo em conta que a escola deles era nem mais nem menos do que a Lindburn Academy.
Os jogadores, suados e cansados, saíram com os sacos ás costas. Rachel agarrou a sua mochila e começou também a dirigir-se para a saída.
— Hey!
— Sim?
Thane deteve-a, a menos de 2 metros da porta.
— Então, como é que foi o treino?
— Foi bom, boas capacidades, rapidez aceitável, recomendava que treinassem mais os dribles com a mão esquerda e que ensinasses a esse Thomas as posições básicas.
— Sim. Boa observação. — Admitiu ele. — O Thomas... eu não tenho tempo para o ensinar, mas posso pedir a um jogador, nunca pensei nisso. Quer dizer, é natural saber as posições, pelo amor de deus!
— Sim, mas se queres mesmo que ele tenha um bom aproveitamento devias mesmo. Oh- desculpa! Não sei porque é que estou a criticar... nunca joguei.
Thane tirou a expressão séria que tinha no rosto, e sorriu pela primeira vez em 2 horas de treino.
— Eu é que pedi a opinião, não tens que te desculpar. E quanto a isso, se quiseres aprender um dia, já sabes.
— O quê, a sério?! N-não, não posso aceitar, não te quero dar trabalho.
— Trabalho? Não deves ter percebido, mas eu amo basketball. Pareces uma miúda porreira, um dia podemos marcar.
— Ok! Se não te importares mesmo.
Trocaram números de telemóvel e voltaram juntos até casa de Violet, onde se separaram.
— Eu não acredito nisto! — Gritou Violet. — Onde é que tu estiveste?
— Eu estive a ver o treino da equipa, calma, ainda não matei ninguém!
— O treino da equipa? — Disse desconfiada. — Quem é que te convidou?
— O Thane.
Violet engasgou-se e olhou para ela como se fosse algum tipo de alien ou alguma coisa assim.
— O Thane..?
— Sim.
— Tu conheces o Thane?
— Conheci-o hoje, ele disse que me levava à escola como não sabia o caminho.
— O Thane acabou de acabar com a namorada, e já está a convidar uma rapariga — MAIS NOVA QUE ELE!!! — para ver um treino da sua 'sagrada' equipa. Ele enlouqueceu de vez.
— Ele parece um tipo simpático, mas não quero nada com ele. E poderá o nome dessa 'namorada' ser Rose?
— Como é que sabias?
— Sexto sentido.... — Disse ela. — Eu sabia.
Notas finais
** Sim, suicídios são um exercício, procurem no google.
Não me venham com coisas sobre o Thane :P eu gosto deste personagem!
Comente, partilhe, bla bla bla vocês já sabem XD
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