Sexual Slave

18 Os idiotas e as ilusões


Notas iniciais
enjoy º3º é o último capítulo :(

Thane corria de um lado para o outro, já faziam quase 2 horas que o treino tinha começado, portanto deveria acabar entretanto. Estavam a fazer lances livres para aliviar o clima de competição, e tenho que dizer que Thomas adorava esta parte do treino, quer dizer... era tão fácil!

— OK rapazes, damos o grito e vamos embora.

— Mas ainda faltam 7 minutos capitão!

— Ninguém quer saber de 7 minutos River! — Estatou ele. — Saímos agora porque eu digo que sim.

Deram rapidamente o grito, e Thane pegou nas suas coisas e dirigiu-se à saída, a olhar para o relógio. Tinha que estudar para um teste de francês que iria ter em 2 dias, e ele não se dava assim tão bem com a língua estrangeira.

Apressou o passo com o volume da música a sair dos seus phones no máximo, quase a correr, os calções com o símbolo do colégio estavam praticamente colados às suas pernas, por causa da velocidade e o cabelo ruivo estava completamente despenteado. Estava a virar na última rua antes de chegar a casa...

— Boa..! Estou quase...

— Hey Thane!

Thane olhou para trás, com a desconcentração momentânea conseguiu tropeçar nos próprios pés e cair em cheio com a cara no chão. (Pimbas, mesmo no focinho!)

— Thane!

Rose ajoelhou-se a seu lado, com uma expressão muito preocupada. Ela era de facto bonita, estava nos seus 14 anos, cabelo loiro curto e ninguém podia dizer que ela não tinha o corpo definido.

— Thane... Thane...! Estás bem? Oh meu deus, desculpa... eu... estás bem?

— Sim sim, estou bem.

— Ainda bem! — Suspirou aliviada. — Thane, tenho que--

— Thane, estás bem!?

Rachel tinha-o visto tropeçar, como ela a tinha ultrapassado no caminha da vinda para a escola, mas não o queria incomodar ou atrasar portanto não lhe tinha dito nada. Ela própria vinha quase a tropeçar com a velocidade com que chegou ao pé dele.

— Sim! Eu estou b-- Au!

Ele não se conseguia pôr em pé sem esforçar o pé direito, que porcaria! E aquelas duas à volta dele não estavam a ajudar muito, quer dizer, pelo menos uma loira oxigenada não estava.

— Thane, eu preciso mesmo de falar contigo..

— Não temos nada a falar, além disso tenho que ir estudar.

— Ah, eu levo-te a--

— Rachel, importas-te de me ajudar a chegar a casa? Ainda é um bocado e não consigo ir a pé. — Sorriu ele.

— Sim, claro. — Disse, ajudando-o a levantar-se, ficando ele apoiado no seu ombro.

— Até logo, Rose.

Rose ficou a olhar para eles, aparvalhada. Ele riu-se interiormente e continuou a coxear.

— Então, aquela era a tua ex?

— A Rose? Sim. Como é que sabes isso?

— Tenho informadoras. — Brincou ela.

— Nota para mim mesmo: ter cuidado com os informadores da Rachel.

— E então, o que é que ela queria?

— Ah, a mesma merda de sempre, provavelmente queria convencer-me a voltar a namorar com ela.

— Hmmm... e porque é que acabaram?

— Porque ela é a definição de puta em pessoa é por causa disso.

— O Michael ia-se dar bem com ela...

— Quem?

— Ah nada. — desculpou-se logo — é só um grande idiota.

— O que é que esse fez?

— É uma longa história, não queres ouvir.

— Não, vá, tenho tempo. Além disso agora estou curioso sobre esse 'Michael'

— É... complicado... vamos só dizer que ele foi um idiota, eu fui uma idiota por acreditar nele, e agora estou-me a sentir como a rainha da idiótolândia.

— A rainha da idioto-quantas? Bem, de qualquer das maneiras, não és idiota por acreditar no que quer que seja que ele te tenha dito, isso é perfeitamente normal. Toda a gente erra.

— Mesmo quando te traem com outra pessoa. — Disse, com um tom irónico.

Thane fez uma cara estranha e suspirou.

— Estou a ver que não sou o único, é bom saber. Mas o que é que ele fez exatamente?

Rachel deu-lhe um breve resumo da sua versão das coisas, e quando finalmente acabou, estava sentada no quarto de Thane, sentada na cama dele, enquanto este a ouvia pacientemente.

— Eu acho que ele não bate bem da cabeça é isso que eu penso. — Riu-se ele. — E tu também não, mas isso eu já sabia. Epa... eu sei que ele não devia ter feito isso, mas, hipoteticamente, pensa nisto. E se ele não fez mesmo nada? Como é que te ias sentir por estares a desprezar o coitado?

— Eu... eu não sei... mas tenho quase a certeza que ele fez!

— Rachel, não sejas cabeça dura, se não tiveres 100% de certezas não podes dizer isso. E se ele está preocupado contigo agora?

— Não sei se ele está... mas, hipoteticamente falando, não é.... se ele estivesse mesmo preocupado já tinha falado comigo.

— O orgulho masculino é uma coisa muito grande, não sei se estás bem a ver! Ele está à espera que tu te arrependas, afinal quem é o rapaz que no seu bom juízo não trai uma rapariga, e que quando esta sai de casa por causa de uma coisa que ele não fez, vai atrás dela?

— ...

— Pois é.. Eu só te quero dizer que não devias seguir o meu exemplo, devias mesmo procurar saber se ele está ou não a trair-te. Mas isso para ti não deve ser difícil! Vocês mulheres trabalham como agentes da CIA, sabem de tudo! Como é que é possível... Vá, vai lá falar com os teus 'informadores' e não faças nada estúpido.

— Obrigado.. estava a precisar disso, acho eu... vou pensar no assunto.

Thane afagou-lhe a cabeça com um sorriso e deixou-a ir embora.

Quando ela chegou a casa de Violet, tinha o grupo completo de raparigas à espera dela. O que raio..?

— Rachel, vais-nos contar quem é o Michael, não vais? — Perguntou Lily

— O-o quê?!

— Tu sabes, um rapaz com quem tu talvez estejas a namorar, deves saber melhore que nós!

— Namorar!? Mas que raio, quem é que te contou isso?

— Ninguém me contou, mas este rapaz, que por acaso é 2 anos mais velho que tu, andou a perguntar-me onde é que tu andavas e disse que queria falar contigo urgentemente.

— Tu disseste alguma coisa..?

— Pergunta-lhe a ele, está mesmo ali atrás.

Michael estava de facto atrás do molho de 4 ou 5 raparigas, estando encostado à parede com os braços cruzados. Ele tinha o olhar de quem dizia 'Sim. Estás a agir como um bebé', e isso irritava-a.

— Podem-nos deixar sozinhos? — Pediu ele, com a cara que ela mais conseguia associar a um professor prestes a repreender um aluno de sempre.

Elas saíram do quarto, um pouco contrariadas, e deixaram-nos a sós finalmente.

— Ok, antes de tu começares com coisas, eu--

— Não sei, não me interessa e não quero saber, primeiro deixa-me falar. Porque é saíste de casa sem mais nem menos? Mesmo depois de eu te dizer que eu e a Sarah não temos nada? Eu estou a ficar sem paciência para este tipo de coisas, sinceramente! Eu preciso de saber Rachel, tu não me amas? Quer dizer, porque é que eu ainda pergunto, parece que não... De qualquer das maneiras eu queria tirar isto a limpo. Portanto eu estou à espera de uma resposta.

— Não há quem aguente! Ignoras-me na escola, andas a ver uma rapariga mais vezes do que devias, o teu melhor amigo diz-me que tens um historial de traições maior que sei lá o quê, e ainda por cima provocas-me! Queres que eu fique normal, tipo 'OK!' cada vez que fazes porcaria?!

— Eu não te ignoro na escola! Eu simplesmente tenho mais amigos com quem estar! Queres andar conosco?! Estás à vontade! Quanto à Sarah já nem vou discutir isso contigo mais nenhuma vez, e o meu 'historial' não faz de mim má pessoa! É natural que te provoque, se eu ficar parado tu parece que vais ficar o dia todo a olhar para mim sem fazer nem dizer nada!

— Então faz de ti o quê?! E cala-te com essas tretas, isso não é desculpa!

Michael empurrou-a gentilmente o suficiente contra a parede e aproximou a cara da dela.

— Faz de mim o que sou, o Michael. E o que eu disse é verdade, se eu não tomar a iniciativa tu não fazes nada. Alguma vez ias fazer alguma coisa deste género?

— Claro que não! Isso é violar o espaço pessoal das pessoas!

— Vai-te queixar ao presidente então.

Michael deu-lhe um beijo. Apenas um beijo, que originou uma série de outros, cada um mais querido por ambos que o outro. Ela parou de resistir a qualquer coisa que ele pudesse fazer, e simplesmente passou os braços pelos ombros dele. Ela apercebeu-se que se importava... que se arrependia do beijo que tinha tido com Adam... que se arrependia de ter saído de casa, de não lhe dizer nada e de o querer esquecer... Era só uma rapariga de 13 anos (prestes a fazer 14)... e toda a gente sabe que quando se encontra alguém a quem a palavra 'amor' não se aplica, que é alguma coisa mais que isso, que passa completamente as barreiras do 'querer', e entra nas do 'precisar', em que simplesmente não se pode viver sem o outro e continuar a ser feliz da mesma forma... tu sabes que falta sempre alguma coisa... em que darias tudo por eles... bem, quando se encontra alguém assim, é melhor não deixares esse alguém ir embora, porque pode muito bem ser a única pessoa que te vai fazer sentir assim. Faz tudo por eles, mesmo que pareças uma idiota, essa pessoa tornou-se o ar que tu respiras, por mais que tentes enganar-te a ti mesma, por mais que te perguntes se podes ou se queres ou não viver sem ela... já não consegues, e isso é um facto.

— Então, voltas para casa comigo, não voltas?

Ela assentiu com a cabeça e abraçou-o.

— Desculpa... desculpa, sou uma idiota.

— Sim, és mesmo.

Despediu-se de Violet e das raparigas, com a pequena mochila na sua mão esquerda, que murmuravam coisas e coisinhas entre si, e finalmente voltou para casa com ele.

Às vezes as melhores histórias não são as mais perfeitas, não são as mais adequadas e não são as mais felizes, mas aquelas que têm a pessoa certa. Encontra-la a esta idade é quase um milagre, mas pode sempre acontecer! Eles entendem-se melhor que ninguém, partilham tudo, sabem o que o outro está a pensar, e dão-se melhor que muitos irmãos que alguém tenha visto... ela é uma maria-rapaz insistente e ele é um rapaz simpático com uma máscara... eles completam-se um ao outro.

— Então, isso quer dizer que finalmente posso parar de me sentir como um gajo de 60 anos que anda metido num drama mexicano e finalmente poder ficar contigo?

— Sim... — Respondeu com as bochechas rosadas.

— Então diz que me amas. — Provocou ele

— Eu não posso dizer isso.

— Porquê..? — Disse, meio triste

Ela fechou os olhos e respirou fundo, nervosa.

— Porque o que eu sinto por ti não se aplica ao termo 'amar'... N-não quero armar-me em romântica, mas sim... eu... err....

Michael abraçou-a e deu-lhe um beijo na testa, sorrindo e fazendo-a corar.

— Sim, eu acho que percebo.

— B-boa, idiota.

— Também te adoro, deixa estar!

THE VERY END

Notas finais
Este foi o último capítulo de 'Sexual Slave' :) por um lado estou feliz por ter completado esta fic, mas por outro é triste dizer adeus aos personagens que eu criei e dos quais conheço cada detalhe :( Eu queria mesmo os vossos comentários, para saber o que acharam do fim :) É o último pedido que vos faço nesta fic :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!