Sexo e Outras Drogas
8 Sobre Armários e Ciências Biológicas
Notas iniciais
Freddie desceu os lábios para o pescoço da Sam, passando os dentes pelo local de forma provocativa e em seguida passando a língua sutilmente, sendo preenchido pelos suspiros que ela soltava cada vez que ele fazia isso.
– Temos que parar com isso – Ela disse em um sussurro mínimo, que mais pareceu um arfar do que uma frase dita em alto e bom som.
Ela sentiu Freddie rindo no seu pescoço.
– Você quer mesmo parar? – Ele murmurou, distribuindo beijos por toda a área entre o queixo e a jugular dela.
Ouvir Freddie sussurrando contra seu pescoço é algo extremamente enlouquecedor para Sam Puckett. Ela conseguia sentir a excitação dele fazendo pressão contra ela, podia sentir a própria excitação gritando para ser saciada.
– Não... – Reunindo a parte mínima de razão que existia dentro dela, Sam puxou Freddie, ficando cara a cara com ele e se perdendo por breves segundos no olhar penetrando que ele tinha – Eu não quero parar... Mas... – Ela suspirou e se esqueceu do que estava falando quando o viu sorrir de lado.
– Mas...? – Olhando para os lábios dela, ele perguntou bem baixo. Sentia uma vontade quase inquietante de roubar um beijo dela, assim, no meio da frase, de modo despercebido e inesperado. Só que isso seria estranho demais para se fazer, romântico demais para uma pessoa que não é “nada” para você.
– Estamos sumidos há uns vinte minutos, nerd – o apelido não o deixou nervoso, ao contrário, isso fez seu sorriso de lado aumentar um pouco e ele riu pelo nariz. “Nerd” lhe trazia boas lembranças de determinada situação entre eles dentro do Opala – Eles não são idiotas para acreditar que passamos tanto tempo falando com o reitor, ainda mais juntos... – Então Sam ponderou – Bem, a ruiva é bem idiota...
Isso foi o que bastou para acabar com o clima que ainda havia entre eles. Freddie retirou as mãos da cintura de Sam e recolheu sua mochila no canto ao lado da porta do pequeno armário de limpeza em que os dois se encontravam.
– O que foi? – Sam perguntou um pouco confusa pela rapidez com que ele se afastara dela.
O corpo dela não reagia muito bem quando Freddie se distanciava.
Ele virou o rosto para ela e toda a tranquilidade que estivera ali há cinco minutos, já tinha desaparecido e dado lugar a uma carranca e sobrancelhas franzidas.
– Você tem que... Tem que falar dela? – Ele não precisou dizer o nome para Sam saber que ele estava falando sobre Missy.
Sam primeiramente pensou que ele estava brincando e fingindo estar irritado, mas quando ele segurou a maçaneta para sair do armário e deixá-la ali sozinha, ela percebeu que aquilo realmente o incomodava.
Freddie sentiu seu braço sendo puxado com uma facilidade surpreendente e Sam o empurrou com força contra a porta, fazendo com que a mochila dele escorregasse novamente para o chão.
– Vem cá – Murmurou ela antes de fechar o espaço entre eles, unido os dois num beijo tranquilo e sutil, bem diferente do que eles estavam acostumados.
Freddie instantaneamente se esqueceu do motivo pelo qual estava irritado com Sam e sentiu seu peito inchar de carinho quando notou que ela acariciava seu rosto da mesma maneira como fizera a primeira vez em que os dois se encontraram na saída de incêndio.
– O que foi isso? – Sem perceber, Freddie questionou assim que os dois quebraram o beijo.
Sam abriu os olhos e sorriu em uma careta.
– É meu jeito de dizer que “foi mal” – Ela deu de ombros.
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Alguns minutos depois, Sam chegava até a praça de alimentação da universidade, onde Freddie já se encontrava sentado ao lado de Missy. Isso causou certo desconforto em Sam e, por algum motivo desconhecido, ela se imaginou sentada no lugar de Missy, roubando algum beijo na frente de todos e dividindo suas batatas fritas com ele.
Mas, a realidade dela era diferente. Sam estava com suas próprias batatas-fritas, sentando-se sozinha ao lado de Gibby, sobre o olhar curioso de Carly, que havia notado o sumiço repentino de Freddie e Sam e logo depois a diferença de minutos com que eles voltaram para a mesa.
E claro que Carly não deixou passar que o perfume de Sam estava com um quê mais masculino que o de costume. O perfume era bastante parecido com o de Freddie.
Sam estava bastante concentrada em suas batatas fritas para perceber que Missy olhava atentamente para ela. Seu detetive particular havia ligado e dito que pelo sobrenome pouco comum, ele sabia que ela era uma das gêmeas de John Puckett, um ex militar. Mesmo que ele não tivesse conseguido muitas informações a respeito do passado recente de Sam, ele continuaria investigando.
Mas, o que mais intrigava Missy, era a familiaridade que ela tinha com o nome desse sujeito, o tal de John Puckett. Ela se lembrava vagamente de ouvir conversas bem estranhas e distorcidas do seu pai, seu avô e de um terceiro, que era até então desconhecido por ela. Normalmente eles conversavam aos sussurros e sempre que a notavam próxima, mandavam que ela se retirasse ou eles mudavam de assunto.
E, como assim Sam tinha uma irmã? A garota mal falava sobre a sua vida, mas por que esconderia uma irmã, ainda mais uma irmã gêmea? Por que ela preferia falar sobre seus porres e seus vandalismos em Los Angeles do que sobre sua família e, principalmente, por que parecia se incomodar tanto quando tocavam nesse assunto?
Talvez, por estar tão absorta nos próprios pensamentos em relação a John Puckett, Missy não notou quando Sam e Freddie trocaram olhares significativos e em seguida, Sam tocou na sua orelha direita e Freddie acenou de forma discreta.
Isso era algo entre eles: quando os dois precisavam se falar, sem ninguém saber, tocar na orelha era o código para isso. Ninguém ao redor notou o pequeno gesto trocado.
Missy saiu de seus devaneios e depois de consultar o horário em seu relógio de pulso, ela se levantou e pegou sua bolsa que estava jogada na cadeira ao lado.
– Aonde você vai? – Perguntou Freddie, não que se importasse tanto, mas ele sabia que ainda faltavam alguns minutos para o horário livre deles terminar.
Missy olhou para Freddie daquela maneira que ela fazia: os olhos cheios de carinho e atenção, era tanta paixão da parte dela que as pessoas ao redor deles normalmente se sentiam constrangidas.
Sam odiou notar isso.
– Hoje temos uma palestra, minha aula vai ser no auditório – Ela respondeu e então se inclinou para pegar sua bolsa na cadeira ao lado.
Inesperadamente, ela se demorou um pouco mais e se virou na direção de Freddie, inclinando-se ainda mais e beijando ele um pouco mais intensamente do que das outras vezes. Na verdade, os dois quase nunca se beijavam em público e quando o faziam, era algo mais parecido com um selar de lábios do que com uma extensão sexual, como eles estavam fazendo ali.
Quando Missy inclinou sua cabeça para o lado e acariciou a nuca de Freddie, Brad assoviou e atacou uma bolinha de papel neles.
– Ei, eu estou comendo! – Gibby disse como se aquilo fosse nojento, mas ele não escondia a gargalhada.
– Vão fazer isso no carro! – Brad também falou e até Carly riu.
Sam sentiu vontade de dizer “eu já fiz isso com ele, no carro dele!”, mas mordeu sua língua antes das palavras lhe escaparem. Então, ela parou diante da situação de que provavelmente Missy também já tinha estado no carro de Freddie, fazendo aquilo. E na cama dele. Sam se deparou com o ciúmes lhe corroendo intensamente quando pensou quantas vezes a Missy já teve a oportunidade de somente dormir e acordar ao lado de Freddie e o passe livre que ela tinha para beijar ele quando ela quisesse, na frente de todo mundo ou escondida de todos.
Mesmo que Sam gritasse internamente que não estava com ciúmes, ela não podia ignorar o fato de que queria – e muito – estar ali, no lugar de Missy, beijando Freddie na frente de todos. Ela queria estar sendo zoada pelos amigos. Ela queria poder fazer aquilo.
Quando o beijo dos dois terminou, Missy se afastou e Sam podia jurar, olhando pelo canto do olho, que Missy havia olhando para ela. Olhado de forma mortal, com aquele olhar vencedor e imponente.
Mas, o que ela poderia dizer?
Sam detestava, acima de tudo, sentir que alguém estava em vantagem sobre ela e ela detestava admitir, mas de alguma maneira, ela sentia que Missy estava exatamente nessa posição.
O olhar de Missy durou segundos e logo ela, frisando que tinha acabado de beijar Freddie, passou o dedo ao redor dos lábios e sorriu docemente para os amigos na mesa, enquanto jogava sua grande bolsa por cima do ombro.
– Desculpem, acho que me empolguei – E soltou algumas risadinhas, antes de piscar para Freddie e se dirigir a saída da praça de alimentação de paredes de vidro.
Sam não olhou para Freddie, pelo contrário, estava bastante concentrada na sua porção de batatas fritas. Ela estava inconscientemente com medo de olhar na direção dele e notar nele o mesmo olhar de Missy: notar o olhar apaixonado.
– Hoje tem, hein Freddie – Gibby disse sugestivamente para o amigo.
Freddie riu timidamente para os amigos, ainda um pouco desconfortável com aquilo que tinha acabado de acontecer. Ele sempre quis ter uma relação mais calorosa com Missy, mas ela sempre se esquivava e dizia que não se sentia a vontade beijando-o assim na frente de outras pessoas e ele entendia.
Mas, agora que ela havia feito, por um mísero segundo, ele se permitiu imaginar como teria sido incrível se fosse a Sam ao fazê-lo e, depois disso, ele não conseguiu mais se sentir a vontade beijando Missy.
– Dizem que as ruivas são as mais fogosas – Brad disse e Wendy deu dois tapas no braço dele, agora que os dois estavam envolvidos em um relacionamento mais próximo de uma amizade colorida do que qualquer outra coisa.
Freddie apenas revirou os olhos.
– Acho que eu vou vomitar – Murmurou Sam para si mesma, tão baixo que quase ninguém ouviu.
– O que? – Perguntou Carly erguendo as sobrancelhas para ela, estranhando muito o fato de Sam estar calada e perdendo a chance de zombar da cara de Freddie com piadinhas desnecessárias, como ela fazia com todos.
Sam mascarou a surpresa por Carly ter ouvido e olhou para ela suspirando.
– Vou vomitar – Repetiu mais alto – Eu acabei de lembrar que hoje tenho aula de Ciências Biológicas. Isso me faz querer vomitar — mentiu.
– É verdade, que porcaria – Concordou Brad – Eu reprovei o ano passado por causa dessa matéria. O curso é de Psicologia, por que diabos temos aula de biologia? – Questionou.
Sam agradeceu internamente a sua capacidade de mentir e de quebra, conseguiu desviar o assunto.
– Você reprovou um ano inteiro por causa de uma só matéria? – Sam ergueu as sobrancelhas para ele, duvidando.
– Eu não disse isso – Brad disse e suas bochechas ficaram um pouco vermelhas – Teve também Psicanálise, Filosofia, Genética Humana e Antropologia...
O celular de Carly tocou com um alarme de mensagem de texto e ela pegou, lendo e sorrindo enquanto respondia.
– Hm, Griffin não te deu descanso hoje, hein – Wendy disse rindo.
– Como você sabe que é ele? – Carly questionou olhando para a amiga e mesmo que estivesse um pouco nervosa pela “falta de privacidade”, ela não conseguia tirar o sorriso do rosto.
– Você não largou desse celular um só minuto hoje – Gibby disse.
– O que é agora? – Perguntou Sam, num misto de desconfiança e curiosidade em relação a mensagem de texto.
Ela ainda não sabia até que ponto poderia confiar em Griffin com Carly.
Carly mordeu o lábio inferior antes de ler mais uma vez a mensagem e sorrir para Sam.
– Ele confirmou nossa saída na quarta-feira, pro cinema – Carly disse tão animadamente que sua voz subiu mais duas oitavas do que o normal, era impossível de ignorar o fato de que Carly parecia realmente uma daquelas adolescentes apaixonadas.
A mente de Sam rodava um pouco. Ela não se sentia muito confortável com o fato de que Carly iria sair com Griffin, porque mesmo que ela realmente gostasse dele, ela sabia muito bem o “tipo” que ele era. Griffin era o típico badboy que pegava as garotinhas inocentes e o alvo dele, agora, era Carly.
E Carly sempre teve uma queda por badboy.
O assunto sobre Carly, Griffin e um futuro casamento se estendeu até o que o tempo deles terminou. Sam se levantou e foi andando com o celular na mão, falando com alguns amigos de Los Angeles.
Foi quando seu celular abriu a tela de mensagens e o nome de Freddie apareceu.
“Você pode falar comigo assim que sair da aula, vou estar atrás do prédio de Psicologia. ;)”
Ela olhou para Freddie, que andava ao lado de Brad e desviou o olhar quando ele a olhou de volta. Antes de presenciar um beijo dele e da noiva, ela realmente queria falar com ele e se desculpar, de alguma maneira, por ter zombado dela enquanto os dois se amassavam no armário de vassouras do prédio da reitoria.
Mas, quando ela pensava nisso, vinha na sua mente a nítida lembrança de Missy terminando o beijo e olhando para ela com toda aquela sede de vitória, como se ela estivesse com uma taça de ouro na mão.
Então, subitamente, Sam pensou na teoria de que não tinha que se desculpar, já que Missy fazia questão de esfregar na cara dos outros que estava com Freddie. Como ficava a pose da russa babaca se soubesse que no meio dos fios vermelhos e preciosos, nasciam um par de chifres feitos do melhor jeito possível, no banco de trás do carro do namorado dela, num armário de vassouras e em todo canto vazio em que os dois se encontravam?
Um sorriso diabólico surgiu no rosto de Sam e ela passou a língua pelos lábios, sem qualquer vestígio de peso na consciência por fazer o que estava fazendo. Só de pensar que Missy se achava tanto por cima dela enquanto era chifrada, céus, Sam se sentia subitamente excitada só de pensar que ela é que estava por cima.
Por cima de Freddie, também. E isso não é uma metáfora.
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Algumas horas depois, Sam havia saído do prédio de psicologia e ido despercebidamente para a parte de trás dele, passando ao lado de alguns arbustos, até as escadas de incêndio atrás do grande prédio cinzento.
Freddie estava encostado no muro, como sempre pontual, com os fones de ouvido e uma das pernas apoiadas na parede atrás dele. A mochila estava jogada sobre um só ombro e ele tinha aquela expressão que fazia com que as pernas dela bambeassem.
As sobrancelhas dele estavam relaxadas, mas seus lábios estavam fechados em uma linha reta, formando um bico. Os olhos dele estavam perdidos, fitando as árvores e arbustos que tinham atrás do prédio, sua postura era despojada, mas seus olhos eram sérios. Ele estava com uma expressão pensativa e Sam adorava quando ele a fazia, era excitante.
Com passos silenciosos, ela se aproximou dele na espreita e ele continuava imóvel, sem notar a presença dela. Ela queria rir.
Quando Sam estava do lado dele, Freddie percebeu sua presença e literalmente pulou de susto, arrancando uma gargalhada alta dela.
– Quanto tempo você tava aí? – Perguntou Freddie, tentando conter o seu coração que batia aceleradamente. Ele estava pensando de forma descarada em Sam e, de repente, percebeu que ela estava ao seu lado e, mesmo que ela não pudesse ler pensamentos, ele sentia como se tivesse sido pego no flagra.
– Acabei de chegar – Ela disse com as bochechas vermelhas de tanto rir.
Ele achou adorável a forma como as bochechas dela coravam sempre que ela ria e como os olhos dela pareciam brilhar ainda mais intensamente depois de ter aprontado alguma coisa, da mesma forma como ficavam os olhos de uma criança travessa. No fundo, Freddie achava Sam linda de todas as formas possíveis.
Freddie se espantou com os próprios pensamentos. Isso tudo era somente abstinência de ter o corpo dela junto ao dele. Ele sabia que era isso. Bem, pelo menos ele acreditava ser isso.
– Por que você precisava falar comigo? Aconteceu alguma coisa? – Ele perguntou tentando mudar o foco dos seus pensamentos para algo mais sério do que o corpo de Sam.
O sorriso no rosto de Sam mudou e se tornou ainda mais diabólico do que antes. Então, como uma onça prestes a atacar sua presa, seus olhos faiscaram pra ele e seus passos chegaram até ele. Ela passou os braços pelo pescoço dele e deixou que seus dedos acariciassem a nuca do rapaz.
– Aconteceu, sim... – Ela sussurrou próximo ao ouvido dele e seu sorriso aumentou ainda mais quando notou os pelos da nuca dele se arrepiarem.
– O q-que? – Gaguejou Freddie, se perguntando o que aquela garota queria.
Sam lambeu os lábios e depois lambeu a área do pescoço de Freddie que levava até a orelha dele. Prendeu o lóbulo da orelha dele entre os dentes e puxou levemente, ouvindo um grunhido satisfeito vindo dele.
– Aconteceu que enquanto aquela ruiva babaca te beijava... – Ela murmurou e deu outro pequeno beijo no pescoço dele – Eu só conseguia me imaginar em cima daquela mesa, com você metendo dentro de mim – Freddie arfou – E quando cheguei aqui, você tava tão fodidamente gostoso que eu, ahh nerd, eu to tão molhada, agora – A última frase saiu mais como um gemido murmurado do que como uma frase dita propriamente.
O linguajar sujo da Sam era algo que nem ela mesma esperava e isso o deixou duro na hora. Era sexy demais para ele ter ela ali, sussurrando no pé do seu ouvido, que tinha pensamentos impróprios em relação a ele.
Foi inevitável o que aconteceu em seguida. Freddie estava hipnotizado pela sedução que vinha de cada gesto e cada beijo que Sam dava em seu pescoço. Ele não tinha reação enquanto ela beijava o seu pescoço de forma tão erótica.
Sam passou as mãos pelo peito dele e deixou suas unhas se mostrarem presentes no abdômen de Freddie. Ele podia sentir as unhas dela ali, mesmo que protegido pelo tecido da camiseta de flanela que usava.
Ela realmente não queria mais saber de Missy, russos ou Carly sendo aproveitada por um badboy. Seu pensamento ficou vazio a partir do momento em que cruzou seu caminho até a parte de trás do prédio de psicologia e se deparou com Freddie, que, ela não podia negar, exercia mais poderes sobre ela do que ela sequer poderia imaginar.
Sam tinha, dentro dela, uma vontade imensa de provar que, mesmo que Missy não soubesse, ela é que estava na vantagem. Ela é que era a vencedora daquele jogo onde Freddie, mesmo com outra, ansiava por ela. Ela era melhor que Missy.
Ela tirou os lábios do pescoço dele e os levou até a boca de Freddie. A língua dela invadiu a boca dele num beijo extremamente caloroso e intenso. Sam se sentia com uma vontade imensa de provar para Freddie o quão ela era boa em absolutamente tudo o que fazia.
Quando ela o beijou, Freddie percebeu como era viciado no beijo dela. Era algo comparado a um andarilho do deserto beber um copo d’água depois de horas em baixo do sol escaldante. Ele só queria mais e mais, e céus, ela sabia exatamente como deixá-lo enlouquecido apenas tocando seus lábios nos dele e sussurrando coisas sujas no seu ouvido.
Sam mordiscou o lábio inferior dele com um pouco mais de força do que o necessário, depois passou a língua pelo local. As mãos dela continuaram acariciando o abdômen de Freddie. Até que, inesperadamente, a mão dela passou para a virilha e apertou sutilmente o membro ereto dele por cima da calça de sarja que ele usava e isso fez com que ele interrompesse o beijo, arfando.
– Parece que você me quer tanto quanto eu te quero – Sam murmurou contra os lábios dele, tão excitada quanto ele. Ainda de olhos fechados e bem próximos, ela o acariciou novamente e dessa vez, não era mais um arfar e sim um quase gemido.
Mas, Sam não iria parar. Ela queria ouvir ele gemendo. Gemendo para ela e, mais precisamente, por ela.
Então Sam roubou mais um selinho dele, um pouco mais demorado do que de costume. Os lábios doces dela desceram para o queixo dele, enquanto os dedos dela trabalhavam no botão da calça dele.
– O que você tá fazendo? – Ele gemeu nos lábios dela.
Sam não respondeu. Ela apenas desabotoou a calça dele e segundos depois, Nathan sentiu a pequena e delicada mão tocando seu membro por dentro da calça. Freddie realmente gemeu agora.
– Você tá tão duro – Ela sussurrou no pescoço dele, enquanto acariciava todo o membro dele com seus dedos ágeis. Freddie fez um barulho com a garganta e suspirou pesadamente, incapaz de dizer alguma coisa. Sam era tão fodidamente excitante que ele sentia que iria explodir a qualquer momento caso ela continuasse com as caricias e os sussurros.
– Você gosta disso, Freddie? – Ela sussurrou para ele quando apertou sutilmente a cabeça do membro dele.
– Uh... Uhum – Ele murmurou em um gemido rouco.
– Então eu preciso provar de você para que eu ouça mais dos seus gemidos – Ela disse rindo gostosamente no ouvido dele e rápido o suficiente para ele demorar para entender o que estava acontecendo, Sam beijou ele mais uma vez antes de se abaixar na sua frente, ficando de joelhos.
– O que você vai fazer? – Ele perguntou um pouco espantado e excitado demais quando ela abaixou as calças dele e a cueca até metade das cochas, segurando seu membro completamente duro com a mão.
– Pensei que você fosse mais esperto, nerd – Sam disse com uma voz tomada pela luxuria, então ela levou sua atenção para o que estava nas suas mãos e ele nunca vai saber se foi intencional ou não, mas ela passou a língua pelos lábios enquanto seus olhos analisavam ele.
Freddie fechou os olhos com força quando sentiu os lábios macios de Sam beijando-o ali. Ela passou a língua sorrateiramente por toda a sua extensão pelo menos duas vezes antes de colocá-lo até a metade na boca e sugar.
Isso o fez gemer alto e ela apenas se sentiu ainda mais excitada.
Ela colocou a mão na parte do membro dele que não cabia dentro da sua boca e fazia com que ela acompanhasse todos os movimentos de vai e vem que ela fazia lentamente. O fato dos dois estarem atrás de um dos prédios da faculdade, em horário de funcionamento, tornavam as coisas infinitamente mais excitantes.
Os pensamentos de Freddie se esvaziaram completamente quando ela retirou a mão dele e colocou todo o membro dentro da boca, não deixando qualquer espaço para outra coisa. Ele praticamente gritou de prazer com aquilo, ela nunca tinha feito isso.
Então, ela retirou ele de dentro da boca para apenas voltar no ritmo vai e vem, agora com mais rapidez do que antes e com as mãos acariciando os testículos.
– S-Sam... – Ele gemeu desconexo.
Então ela apenas bateu os olhos para ele, com os grandes cílios delineando toda a luxuria que estava carregada nas íris azuis.
Sam abriu a blusa de flanela dele enquanto beijava seu membro, parando apenas para sorrir enquanto fazia o gesto. Deixou que o abdominal dele exposto, então ela passou as unhas por toda a extensão, deixando riscos vermelhos no caminho.
Segurando-o novamente com uma das mãos, ela fechou os olhos e começou a movimentar sua mão e sua boca na mesma sintonia, formando um ritmo que oscilava entre o rápido e o lento e fazia com quê Freddie gemesse cada vez mais alto, se empurrando contra a parede como se aquilo fosse diminuir a intensidade do prazer que ele sentia.
Como um instinto natural, Freddie colocou uma das mãos na cabeça dela, para guiá-la no ritmo certo do prazer dele, coordenando os movimentos que eram cada vez mais rápidos e intensos.
Ela se sentia com o controle do prazer dele nas mãos (e na boca) e não podia deixar de se sentir tão completamente excitada com isso.
– Freddie... – Chamou ela com a voz manhosa, passando a língua levemente pela lateral do pênis dele, que estava prestes a explodir caso ela continuasse com esses jogos de língua.
– H-Hmm? – Ele estava tão perdido no próprio prazer e frustração por ela ter tirado a boca dele, que não conseguiu formular uma frase.
– Você gosta disso? – Sam perguntou mordiscando o lábio inferior e depois, mais uma vez, passando a língua por toda a extensão do membro que estava na sua mão.
Freddie gemeu.
– Pra caralho – arfou ele com pequenos tremores começando a se espalhar por seu corpo.
– Então você diria que... – ela mordeu o lábio mais uma vez e Freddie amaldiçoou até a oitava geração de quem tinha dado genes tão bons e sexys para ela – Eu sou a melhor nisso?
Ele ficou um pouco confuso quando ela disse aquilo, mas sua confusão foi embora quando ele viu os grandes olhos azuis olhando tão intensamente para ele enquanto, mais uma vez, ela colocava-o inteiro dentro da boca.
– Já que você não tem certeza... – Sam suspirou, soltando o membro dele e fazendo menção de se levantar – Acho melhor eu parar. Já que não sou a melhor.
O desespero do Freddie era tão estampado que Sam sentiu vontade de gargalhar, claro, se não estivesse tão decidida em ouvir dele o que ela já sabia. Então, ela passou o dedo pelo lábio inferior, como se estivesse limpando algum vestígio dele ali e esse movimento não passou nada despercebido por Freddie que ficou apenas mais excitado com aquilo.
– N-Não Sammy, não – Ele arfou quando ela tentou levantar e isso a fez parar, de joelhos, na sua frente – Você é a melhor. Inferno sangrento, você é fodidamente a melhor-
Freddie foi interrompido por Sam que, com um sorriso vitorioso, voltou a segurar o membro dele e, mais uma vez naquela tarde, o colocou na boca e começou com movimentos muito mais sincronizados com suas mãos e com sua língua. Ela não o tirou da boca nem um momento.
Ele colocou a mão entre os fios dourados dela, dessa vez não tão carinhosamente, puxando-os para frente e para trás, ajudando nos movimentos dela. Sam fazia tudo sem tirar os olhos de Freddie.
Azul fitando luxuriosamente os castanhos.
– Porra, Sam, você é a melhor. A melhor em tudo – Falou ele em estado febril. Isso fez Sam arfar e um gemido escapou da garganta dela – Eu vou... – Ele tentou dizer, tentando afastá-la dele e tirá-la dali antes que ele explodisse.
Mas, Sam insistiu e puxou-o contra ela, completamente decidida no que estava fazendo.
Os movimentos dela se intensificaram e Freddie não aguentou quando notou que ela apertou um dos seios por cima da blusa, completamente excitada em dar prazer a ele. Ele jogou a cabeça para trás, encostando-a no muro e urrou quando seu prazer foi liberado, ali, na boca dela, sob os movimentos intensos e eróticos dela.
Freddie sentiu todos os músculos do seu corpo pegando fogo num dos mais intensos orgasmos que ele já teve em toda sua vida. Todo o corpo parecia estar em erupção e tudo o que ele queria era sentir isso para sempre.
Ele ainda arfava e engolia em seco, em completo êxtase por ter recebido somente o melhor e mais inesperado boquete de toda sua vida. Freddie estava hiperventilando e podia sentir suas pernas trêmulas, então ele não teve muita reação imediata quando viu Sam pegando alguns lenços em sua mochila e limpando as coisas ali.
Ela não parecia ter problemas em fazê-lo e seus olhos eram de um azul muito mais escuro. Ela voltou a subir a cueca dele e as calças, abotoando-as e fechando o zíper.
Freddie sabia que estavam no campus, atrás de um prédio em uso, com centenas de pessoas a menos de duzentos metros deles. Mas, no momento em que ele viu Sam fechando os botões da sua camisa, tão simples e até carinhosamente, ele não conseguia se importar com qualquer outra coisa se não pegar ela e levá-la par a o seu quarto e ele não se importaria de passar a vida inteira lá dentro, com ela.
– O que foi isso? – Ele perguntou com a voz mais rouca que de costume, sentindo sua garganta ligeiramente seca.
Sam sorriu para ele tão ingenuamente que ele se perguntou se ela era realmente a garota que estava há segundos atrás ajoelhada na sua frente com o pau dele na boca.
– Surpresa?! – Indagou ela e riu um pouco.
Então, surpreendendo ele ainda mais, ela se aproximou dele e diferente de tudo o que tinha feito antes, Sam apenas passou os braços ao redor da cintura dele e deitou a cabeça em seu peito, em um abraço sutil e carinhoso.
Freddie, depois do estado de choque pelo gesto dela, passou os braços pelos ombros dela e aceitou o abraço. Algo estranho deixou o coração dele ainda mais acelerado, mas além disso, ele podia sentir o coração dele batendo. Quente, forte e intenso, preenchido pelo pequeno abraço dela.
Sam havia gostado, até demais, de tê-lo abraçado e ter tido a chance de ouvir o coração dele desacelerando de acordo com o tempo em que passavam apenas se acalmando, abraçados, com o vento batendo contra eles e o sol de tarde iluminando a parte de trás do prédio. Um momento único que Sam sabia que se lembraria para sempre. Sabia que não poderia se permitir pensar em Freddie dessa maneira, que não podia agir dessa maneira, que não podia gostar tanto de agir dessa maneira, mas ela resolveu que se preocuparia com isso depois.
No momento, a única coisa que importava para ela eram os braços quentes que estavam por cima do ombro dela. Pela primeira vez depois de quase dez anos, Sam se sentiu protegida; ali, com Freddie, ela sentiu que nada no mundo poderia destruir eles dois.
Mas, então, como todas as coisas boas que aconteciam na vida da Sam, o momento perfeito foi interrompido pelo som do celular dele de dentro da mochila. Freddie suspirou pesadamente e Sam notou que ele atendeu ao celular com muito contragosto.
– Pronto – Ele suspirou ao atender e não parecia nada feliz com quem quer que fosse – Oi, Missy... – Sam revirou os olhos ao ouvir o nome dela. Então, a expressão de Freddie mudou e se tornou mais séria – O que? O que ele está fazendo aqui? – Ele se calou enquanto ouvia atentamente seja lá o que ela estivesse falando – Ok. Tchau.
Freddie colocou o celular dentro do bolso e respirou fundo. Toda a suavidade em sua expressão havia ido embora e dado lugar a uma tensão que se espalhou por todo o seu corpo. Sam nunca tinha visto ele assim.
– O que foi? – Ouviu-se perguntar, mesmo que soubesse que aquilo não era da conta dela.
Ele somente pegou sua mochila do chão e a colocou no ombro. Pegou também a mochila da Sam e estendeu para ela. Depois, se aproximou e olhou carinhosamente para os olhos claros dela.
Freddie amava os olhos dela. E os lábios dela. E a pequena pinta que ela tinha próxima a boca. E o nariz arredondado dela. E a expressão doce que ela tinha naquele momento, mas isso não significava que ele a amava, propriamente dito.
Ele afastou os pensamentos e colocou uma mecha do cabelo louro dela atrás da orelha, depois se inclinou e beijou sua testa.
– Meu pai está aqui, me procurando – Ele disse e então se afastou dela. Sam começou a andar do lado dele em direção a frente do prédio, pouco se importando se alguém os visse ou não. Freddie continuou – Só...
– O que seu pai tem que te deixa assim? – Mais uma vez, ela sabia que aquilo não era da sua conta.
Freddie parou quando os dois chegaram na frente do prédio.
– Você não iria entender. Eu preciso ir agora. Ele está com a Missy, me esperando – Ele parecia realmente estar fazendo aquilo contragosto e, dando um aceno para ela, virou de costas e saiu andando em direção aos dormitórios.
Sam não disse nada.
Ficou parada, tentando digerir o fato de que ela estava se corroendo de ciúmes por ele estar indo atrás da Missy, mesmo depois do que tinham acabado de fazer. Não em relação ao sexo oral e tudo mais, e sim em relação ao abraço deles. Aquilo tinha sido especial para ela, mesmo que ela tentasse não admitir para si mesma.
Ela não queria sentir isso, mas estava sentindo. E talvez fosse um pouco tarde demais para voltar atrás.
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