Sexo e Outras Drogas
1 Desires
Notas iniciais
Essa não é minha primeira fanfic no Nyah, mas é a primeira com esse perfil e a primeira Seddie, então, espero que vocês gostem.
Todos os capítulos terão o nome ou parte dele retirado de uma música que, na maioria das vezes, será sugerida que se ouça em determinada cena.
Essa fanfic têm palavrões e cenas de sexo explícito e implícito, uso de drogas e eu já disse dos palavrões? Hahah
É Universo Alternativo e completamente Seddie.
Apresentações já feitas e, quem ler, gostando ou não, deixa um review pra eu saber no que eu preciso melhorar ou o que eu posso manter.
Vamos ao capítulo:
Desires - Desejos
Flwwwwwww! ♥
- Mais uma! Mais uma! – Gibby gritou sorridente, pedindo outra garrafa de qualquer coisa que fosse só para manter Brad chapado.
E lá veio a garota de cabelos tingidos com uma garrafa de vodca. Gibby abriu a garrafa às pressas e despejou dentro da boca do amigo que ainda estava com a cabeça encostada no sofá. O garoto bebeu tudo como se fosse água – esse é um dos efeitos colaterais de quando se está bêbado: qualquer bebida entra fácil como água – e, depois do que pareceram uns seis ou sete goles, Brad levantou a cabeça.
Griffin sorriu largamente enquanto segurava a cabeça de Brad com as duas mãos. Gibby gargalhava enquanto a cabeça de Brad era sacudida para todos os lados por Griffin.
- Ei, parem! – Freddie disse em um tom preocupado, mesmo que tivesse vontade de rir da cara de lesado de Brad.
- Ah, mamãe, se divirta um pouco! – Parando de sacudir a cabeça de Brad, Griffin disse.
- Mamãe? – Os olhos de Brad ainda pareciam rodar e ele tinha um sorriso bobo nos lábios – Mamãe, é você?
Freddie gargalhou alto, junto com Gibby, Griffin e as outras pessoas que estavam na sala da casa de Gibby.
- Por que você não me ama, mamãe? – Brad continuou com a voz carregada de sentimentalismo e em um tom de quem não aguenta mais nem abrir a boca.
Griffin levou a garrafa de cerveja até os lábios e tomou uns dois goles, antes de se virar para Freddie.
- Ei, cara, é sua despedida de solteiro! Anime-se! – Ele disse passando a mão pelo ombro de Freddie fazendo com quê o mesmo olhasse para a sala – Olha a quantidade de gatinhas que você pode pegar hoje...
- Ah, não, Griffin – Freddie revirou os olhos – Eu estou noivo, não vou trair a Missy. Não mesmo – o garoto disse como quem queria encerrar o assunto e tomou um gole da sua cerveja – E essa não é minha despedida de solteiro. É o aniversário do Brad.
Griffin, ainda segurando Freddie pelos ombros, se virou para Brad e ergueu a cerveja em sua direção.
- Ei, Brad, você se importa de emprestar seu aniversário pro Freddie aproveitar sua ultima oportunidade de pegar uma gata veterana? – O menino perguntou com um sorriso de lado para Brad, que estava preocupado em tirar a camisa.
- Claro que eu empresto mamãe – O menino respondeu antes de gargalhar.
Griffin começou a tagarelar de como achava que Freddie deveria se aproveitar da festa. Missy não estava e ninguém nunca saberia disso.
Mas, Freddie não queria. Gostava de Missy o suficiente para não querer fazê-la passar por essa humilhação de ser traída e sabia que a garota era apaixonada por ele.
E Freddie ainda tinha tempo até o casamento. Esse só seria dali a onze meses, assim que chegassem as próximas férias da faculdade. Griffin insistia que essa era a ultima festa sem a presença de Missy que Freddie teria oportunidade de aproveitar a vida de solteiro e que essa seria oficialmente a despedida de solteiro dele.
- Você tem que ficar com alguma gata hoje... – Griffin gritava para que Freddie o entendesse, já que o som estava auto e as pessoas dançavam e gritavam em volta deles – Eu to falando sério, você vai ficar de coleira...
- Isso é loucura – Respondeu Freddie olhando na direção da porta de entrada e quando o fez, deixou a garrafa de cerveja que levaria até a boca parada, sem chegar ao seu destino.
Ele engoliu em seco e isso fez com quê Griffin se virasse na direção em que o menino estava olhando. Sorriu satisfeito ao notar que o amigo estava olhando para uma loura que havia acabado de chegar.
_
- Sam, se anime! – Dizia Carly enquanto dirigia seu Escape – Você nem entrou direito na faculdade e já vai participar de uma festa de veteranos!
- Que grande merda – Sam retrucou de braços cruzados – Eu ainda preferia estar tomando umas cervejas e assistindo A Vaquinha.
Há dois dias havia chego em Seattle e passou boa parte da sua volta dormindo. Havia acordado há três horas (às 19h) e detestava essa diferença de fuso de nove horas entre Seattle a Madrid.
Quando Carly a chamou para uma festa de despedida das férias da faculdade, Sam recusou, dizendo que tinha acabado de acordar e que queria ver TV. Depois de muita insistência, Sam colocou a primeira roupa que viu pela frente e mesmo que a amiga protestasse dizendo que “Você pode encontrar o amor da sua vida e você vai estar usando esse tênis velho!”, a loura não dava importância e entrou emburrada no carro.
Agora, estava encostada no banco e ignorando o fato de Carly revirar os olhos, enquanto virava a esquina e estacionara na frente de uma enorme casa.
Sam sentiu vontade de vomitar quando viu que a quantidade de gente era tanta, que tinham pessoas até no jardim. Todos imbecis que precisavam provar que um bebia mais do que o outro ou que pegava mais garotas que o outro.
Sam grunhiu levando a mão para abrir a porta, no mesmo momento em que Carly travou o carro por dentro.
- Você não vai fugir – Carly disse antes de Sam protestar.
Sam bufou e cruzou os braços. Ela adorava festas – isso era fato –, mas descobriu que toda aquela gente era o tipo de gente que detestava: ricos metidos a espertalhões para agradar os pais.
Carly tirou o cinto de segurança e se virou, olhando para a amiga que parecia esparramada no banco de passageiro. Sam tinha o cabelo solto e os braços cruzados, um bico enorme e olhos entediados e, ao mesmo tempo, raivosos.
- Vamos Sam... – Choramingou Carly – Você tem que conhecer pessoas novas, festejar... Entrar em uma festa convidada...
Carly se referiu a ultima festa em que fora arrastada por Sam – a menina queria mostrar como era viver em risco para Carly e acabou levando-a para uma festa, entrando de penetra. Carly surtou quando viu Sam inventando uma desculpa qualquer para o dono da casa.
- Eu não quero sair daqui – Sam disse, por fim.
- Nós voltamos às 4h! Eu juro! – Juntando as mãos para que parecesse implorar, Carly disse.
- Meia-noite – Contrapôs Sam ainda sem olhar para Carly. Manteria a pose firme até conseguir com quê a amiga desse meia-volta ou a deixasse ir.
- Três! – Carly disse energética, observando a mudança na expressão de Sam e vendo que ela olhara novamente para a rua, talvez imaginando como faria para chegar em casa.
- 00h30!
- 2h00!
- Nada feito. Vou para o Walmart comprar algumas cervejas e nos vemos em casa! – Sam descruzou os braços e destravou sua porta.
A garota colou o pé para fora de Carly disse em tom determinado:
- Duas horas e uma peça de presunto inteirinha para você amanhã!
Sam parou. Não estavam falando de qualquer coisa, afinal. Estavam falando de presunto. Não se virou para a amiga, sentia que sua garganta ia secar só se imaginasse um presunto inteiro no café da manhã.
- Talvez eu até te dê um pouco de bacon se você prometer se comportar... – Carly sabia exatamente como convencer Sam e a deixar com um sorriso que não era dela em menos de dois minutos.
Logo, as duas estavam atravessando o pequeno jardim, em direção à entrada da casa dos companheiros de faculdade de Carly.
- Sabe Shay, pode me dar o presunto amanhã durante o café da manhã – Sam dizia – mas, eu não prometo me comportar.
- Por favor, só não deixe ninguém inconsciente de novo – Carly disse em tom preocupado, arrancando uma gargalhada de Sam.
Logo, as duas entraram na grande casa que já estava lotada de pessoas. Algumas, Sam observou, se mantinham nos cantos, apenas observando o que as outras faziam sob o efeito do álcool.
Havia algumas garotas dançando em cima da mesa da sala, mas ninguém pareceu se incomodar com isso. Tinha um cara pendurado na escada, gritando que esse ano o time de futebol iria arrebentar com o time do Texas.
-... Meu Deus, Wendy! – Carly dizia para uma amiga que havia encontrado na entrada da festa – Quero que conheça minha melhor amiga, Sam.
Wendy sorriu para Sam e em troca, recebeu apenas um aceno de cabeça seguido de “você sabe aonde eu posso encontrar um pouco de álcool?”
- Hum... Ali tem umas garrafas e uns copos... – Wendy apontou para a extensão da sala e Sam só conseguiu ver a mesa com algumas garrafas, petiscos e copos vermelhos.
- Sabe como é Carly – Sam gritava para a garota enquanto ia em direção à extensão – Eu não prometi nada mesmo!
Carly revirou os olhos, mas antes de pensar em ir atrás de Sam, foi puxada pela mão por Wendy, que a apresentava ao seu primo jogador de futebol e solteiro.
Sam foi até o isopor que estava ao lado da mesa e pegou uma garrafa de cerveja. Quando a garota ia abrir a garrafa na blusa, parou subitamente ao sentir sua nuca quente.
A leve sensação de que estava sendo observada.
Ela odiava essa sensação.
Ainda com a garrafa em mãos, se virou aos poucos e deparou-se com um homem a observando.
Ele parecia hipnotizado.
Deveria ter uns vinte ou vinte e um anos, analisou Sam olhando-o descaradamente. Tinha um cabelo feito em um topete perfeito e usava uma camisa xadrez. Os seus traços faciais eram fortes e seus braços também.
Quando Sam olhou para os olhos do garoto a sua frente, sentiu que suas pernas foram feitas de gelatina e que iria desmoronar a qualquer momento.
Os olhos dele eram castanhos, em um tom de chocolate ou de molho de carne. Sam tinha vontade de ficar olhando para eles o dia inteiro, da mesma maneira que sentia que estava ficando excitada sem ele nem ao menos tê-la tocado.
Gibby, que havia notado os dois se olhando, pigarreou. Mas, pelo som alto, ninguém ouviu e os dois não se moveram.
Ele então tossiu e Sam levou um susto, abriu a garrafa e isso fez com quê a tampa acertasse em cheio o olho do gordinho que estava a sua frente.
- Gibby! – Freddie gritou quando viu o amigo colocando a mão no olho.
- Isso que dá me assustar! – Sam resmungou, mas não conseguiu deixar de esconder sua preocupação enquanto ia na direção do garoto.
- Isso que dá te assustar?! – Freddie finalmente falou com ela, sem exatamente olhar em sua direção – Ele pode estar cego!
- Hey cara, adivinhe só: – Freddie viu Sam o olhar enquanto dizia isso, e viu que os olhos azuis estavam fulminantes. Ela tomou um gole da sua cerveja – Isso não é problema meu.
- É a casa dele! – Freddie se levantou, esquecendo-se de Gibby que ainda estava com a mão sobre o olho, encostado no sofá.
- Então ele deveria ter mais cuidado! – Sam gritou em resposta, sentindo vontade de socar aquele garoto.
- Você que deveria ter mais cuidado, sua... Sua... – Freddie procurou as palavras e em sua mente vieram coisas como “gostosa” “safada” “linda”.
Ele havia observado-a por um bom tempo, desde que ela entrara na casa do amigo. Ela estava acompanhada de uma garota, mas ele não conseguiu identificar porque ela logo saiu do seu campo de visão.
A garota tinha cabelos louros e cacheados, que iam até suas costas. Os lábios eram grossos e as pernas dela, Deus do céu!, Freddie estava babando nas pernas dela. Parte da barriga da garota estava a mostra e ele tinha certeza de que ela era uma daquelas loiras que se mantinham em uma dieta para secar a barriga.
Mas, ao invés de fazer um gim com soda como fazem a maioria das garotas, ela pegou uma garrafa de cerveja. Subitamente, ela parou o que estava fazendo e virou-se na direção de Freddie.
Ela o analisava e parecia gostar do que via. Freddie estava hipnotizado pelos olhos azuis dela e pelos lábios cerrados que pareciam tensos.
Freddie queria agarrá-la e levá-la para um dos quartos do andar de cima desde o primeiro minuto em que a vira.
Ele balançou a cabeça negativamente espantando tais pensamentos e, quando voltou a olhar para Sam, ela já não estava mais lá.
Olhou para trás e ela estava conversando com Griffin, Brad e Gibby (o último segurando uma garrafa fechada e congelada sobre o seu olho).
-... Vocês realmente não sabem beber Adrena Shock como se deve! – Ela dizia e Freddie chegou mais perto.
- E como é que se bebe? – Perguntou ele.
Sam suspirou e pegou a garrafa azul que estava em cima da mesa. Pediu para que algum voluntário sentasse no sofá e colocasse a cabeça para trás.
Logo Griffin, bastante interessado, foi até o sofá e se sentou.
- Abra a boca – Pediu Sam e ele o fez. Ela abriu a garrafa e começou a colocar o líquido na boca dele – Não engula e eu quero que você passe o que tá aí por toda sua boca. Você vai abrir a boca e, quando eu mandar, você fecha e engole tudo!
Ele o fez e abriu novamente a boca.
Freddie arfou quando viu Sam tirar um isqueiro do bolso e colocá-lo na boca de Griffin.
- Engole! – Sam mandou.
Freddie viu uma chama azul dentro da boca do amigo antes dele engolir aquilo e, meio minuto depois, Griffin sorriu largamente.
- Mais! Mais! – Pediu e Sam gargalhou.
- Vocês podem beber num copo... – Sam disse e foi até o aparelho de chá que havia na estante de madeira, lá, ela pegou uma xícara e despejou o líquido dentro — Mesmo que na boca, seja melhor – Ela se virou para Gibby e entregou o isqueiro na mão dele – Você pode ascendê-lo aqui dentro da xícara, sereia?
Gibby ignorou o apelido e fez o que ela pediu, fascinado pela bebida. Uma chama se ascendeu e logo Sam fechou a xícara com a mão.
- Espera um pouco... – Sam disse e então soltou a xícara. Mas, ao contrário do que Brad pensou, ela não se soltou. Estava presa na mão da Sam – E, vocês tem que ser rápidos...
Ela levou a xícara, ainda tampada, até a boca e tirou a mão de cima, no mesmo momento em que bebia e depois, pareceu baforar o vapor que sobrara.
Balançou a cabeça uma vez e sorriu.
- Isso realmente te deixa chapado bem rápido! – Ela disse sorridente.
- E não queima? – Perguntou Brad.
- Não – Respondeu Sam – E também, tem outro jeito...
Sam olhou divertida para Freddie. Notou que ele a observava e não pode evitar o rubor em sua bochecha.
- Vem aqui – Ela apontou para o sofá.
- Olha, eu não... – Freddie foi interrompido por Griffin, quando o mesmo o jogou no meio do sofá.
Desistindo, Freddie bufou e jogou a cabeça para trás. Viu quando Sam (que, até então, ele não sabia o nome) ajoelhar ao seu lado com a xícara e a garrafa na mão.
- Abra a boca, depois passe a bebida por toda a boca, espere eu colocar fogo, beba tudo e depois abra a boca novamente – Pediu ela e Freddie o fez, enfeitiçado pela voz daquela mulher. Sam colocou a bebida na boca de Freddie e na xícara. Deixou a garrafa em cima da mesa e pegou o isqueiro com Gibby.
Primeiro, colocou fogo na xícara e a tampou rapidamente. Com a mão que antes segurava a xícara, ela se desdobrou para ascender o isqueiro dentro da boca de Freddie e, assim como Griffin, ele fechou a boca e engoliu tudo.
No mesmo momento, Sam levou a xícara até a boca e bebeu. Sugou o vapor de dentro da xícara e, antes de qualquer protesto ou de dar a chance de Freddie escolher enquanto ele abria a boca como ela mandara, ela foi até ele.
Se debruçou em sua direção e soprou o vapor para a boca dele, seus lábios quase se tocando. Ela notou que os olhos dele escureceram e sorriu satisfeita enquanto o via engolir em seco.
Sam passou sua língua sobre o lábio inferior de Freddie e depois o mordeu de forma sutil, mas que pegara o garoto totalmente desprevenido.
- O que você está fazendo?! – Antes de Sam avançar para os lábios de Freddie, ela ouviu a voz de Carly atrás dela, aos berros.
Sam se levantou do sofá e sorriu para a amiga, levantando a garrafa de Adrena Shock e o isqueiro.
- Carly! – Gibby saudou a amiga e pulou em seu colo o abraçando de forma calorosa.
- Que saudade! – Carly disse enquanto o abraçava.
- O que o Gibby tem para receber um abraço desse? – Griffin disse em tom de brincadeira, arrancando uma risada de Brad e Sam.
- Gibbyeeeeh! – Gibby gritou assim que Carly terminou o abraço e seu tom parecia de quem acabara de dizer algo óbvio ou que explicasse a origem do universo.
- Fique sabendo – Carly se virou para o dono da voz e sentiu suas bochechas corarem quando ele ergueu as sobrancelhas para ela – Que isso não é da sua conta.
Freddie ainda estava imaginando uns 53 jeitos de jogar Sam na cama quando Carly foi cumprimentá-lo.
- Freddie – Carly se abaixou para cumprimentá-lo – Me desculpe pela minha amiga, ela ás vezes é meio...
- O que você está dizendo aí, Shay? – Sam a interrompeu – Ele é quem quis!
- Mentira! – Freddie se pronunciou pela primeira vez, levantando-se do sofá – Você e o Griffin que...
- Que o quê? – Sam o encarou e novamente naquela noite, seus olhos fulminavam – Por acaso eu te segurei?
- Não, mas...
- Eu te amordacei? – A garota ergueu as sobrancelhas para ele, como se desafiasse ele a dizer qualquer coisa contra a sua opinião. Freddie balançou a cabeça negativamente – Eu nem mostrei minha meia-de-manteiga e o bebê já está chorando!
Sam bufou e pegou sua garrafa de cerveja em cima da mesa, levando-a até os lábios e indo em direção à pista de dança que ficava na outra parte da sala, próxima a entrada.
- Eu estou apaixonado por essa menina! – Griffin declarou sorridente.
Freddie sentiu vontade de socar o amigo, dizendo “eu a vi primeiro” ou “ela é gostosa demais pra você”, mas se conteve em apenas rir da declaração dele e tomar mais um gole da sua quase terminada cerveja.
Carly começou um assunto sério com Brad sobre o mesmo estar enchendo a cara e os riscos que isso trazia a saúde, quando o mesmo a agarrou.
Brad e Carly se beijavam de maneira quente, e Gibby gargalhou junto com Freddie.
Griffin, por sua vez, apenas observou Brad, impressionado com a atitude do amigo que se encontrava prestes ao coma alcoólico. Então, lembrou-se de que deveria fazer Freddie ficar com alguém para aproveitar sua solteirice e o puxou pelo braço até a amiga de Carly, que dançava uma música eletrônica sozinha.
- Ei, gata – Griffin disse, chamando a atenção dela. Sam continuou dançando enquanto olhava para ele – Eu realmente estou apaixonado por você, mas meu amigo aqui precisa mais do seu amor!
Freddie havia ficado escarlate enquanto Sam gargalhava. A menina sentiu que seu coração pularia para fora do peito, mas havia sido realmente engraçada a cara de pau de Griffin para jogar o amigo para cima dela.
- Griffin, mas que porra... – Freddie começou com a voz falha, mas logo foi interrompido por Sam, que o puxou pela mão.
- Tudo bem, eu dou um jeito no seu amigo – Ela disse para que Griffin fosse embora, sabia que o moreno com quem estava de mãos dadas estava morrendo de vergonha pela ousadia do amigo.
Griffin ergueu sua cerveja como se estivesse brindando e saiu, em direção à alguma garota que ele havia notado quando fora até a pista de dança.
- Agora ele já foi embora – Sam disse.
- Ah, tudo bem... Obrigada, quero dizer... – Freddie começou a se explicar, mas parou quando viu Sam rir novamente.
- Cala a boca, vamos dançar logo.
Freddie levou suas mãos até a cintura de Sam, com bastante cautela, mas ela segurou as mãos dele de forma firme e empurrou para longe do próprio corpo.
- Eu danço sozinha, gato – ela o advertiu, mas quando ele deu um passo para trás com a intenção de ir embora, ela continuou – se quiser pode ficar e ver.
Freddie ia sair.
Ele jura que ia.
Com certeza ia.
Mas ela começou a movimentar os quadris de um lado para o outro e seus olhos estavam fixos nos de Freddie. A menina levou as mãos acima do corpo e deixou que uma das mãos caísse, passando por seu braço e por seu cabelo.
Freddie acompanhou a mão dela, a vendo contornar o próprio corpo de modo discreto e sensual.
Ele engoliu em seco.
Estava ficando louco e nem sabia o nome da garota. Não que isso importava, realmente. Desde que namorava Missy, nunca tinha ficado com outra garota ou sentido uma vontade absurda de agarrá-la e fazer ela gemer o nome dele por toda a noite.
Mas, essa garota era diferente. Ela era muito diferente de qualquer outra pessoa que Freddie já tinha conhecido.
Então, Sam avançou em sua direção e passou as mãos no cabelo dele, sussurrando em seu ouvido com um tom extremamente aveludado.
- Eu sei que você queria fazer o que minhas mãos fizeram agora pouco... – Ela mordiscou o lóbulo da orelha dele, enquanto segurava as mãos dele e colocava em sua cintura – Resolvi que vai ser bem mais divertido se eu não dançar sozinha dessa vez.
Freddie ficou excitado na hora e torcia para que ela não percebesse.
Ela vai me achar um idiota se ver que meu pau tá duro, pensava ele, mas cara... Ela tem que ser tão... Tão... Por que eu não consigo nem ao menos descrevê-la?
Se Sam não tinha percebido a animação do garoto antes, agora ela com certeza sabia. Sam se virou de costas para ele, colando os dois corpos e fazendo com quê os dois ficassem na mesma dança.
Ela tá com esse quadril aqui... Mais um pouquinho pra baixo e... Freddie realmente não sabia o que estava pensando e nem o que estava fazendo.
Tentava, de todas as maneiras, lembrar-se do motivo de não tê-la agarrado ainda. Tinha que parar, um alarme vermelho soava em sua mente, mas ele não sabia o que aquilo queria dizer.
Bem, naquele momento, Freddie mal sabia o próprio nome.
Ele resolveu tomar alguma atitude e passou os braços pela cintura dela, dando liberdade para a mesma deitar a cabeça em seu peito enquanto os dois continuavam a se mover.
- Eu nunca senti tanta vontade de acelerar as coisas com alguém como estou com você – ela disse e não precisou de mais nada para que Freddie a virasse de frente para ele e tomasse seus lábios de forma desesperada.
Sam não recuou, ao contrário, passou as mãos pelo pescoço dele e o puxou para ainda mais perto. Abriu a boca para dar mais conforto ao beijo e Freddie passou a brincar com sua língua de maneira enlouquecedora.
Quando ele colocou uma das mãos entre os cachos loiros de Sam e a puxou para mais perto, ela arfou nos lábios dele e arranhou sua nuca, como se o castigasse por ter feito algo tão bom.
Freddie passou a mão por toda a extensão das costas da garota e quando o ar faltou, ele se afastou e desceu os lábios para o pescoço dela, beijando ali com volúpia e arrancando um gemido rouco dela.
Sam sentia que teria um orgasmo ali, naquele momento, sem nem ter ido para as preliminares.
Mas, é claro, seu prazer foi interrompido por Freddie e ela quase reclamou, quando o viu pegando o celular do bolso.
Sam revirou os olhos quando ele levantou um dedo, como se fosse pra ela não falar nada.
- Oi amor... – Ele disse e Sam sentiu suas pernas ficarem bambas de novo. Ele tinha namorada. Ele estava a agarrando como se não se importasse com isso.
Sam saiu de perto dele com nojo de si mesma e extremamente enfurecida por continuar desejando abrir as pernas pra ele.
Esbarrou em Carly, que estava de costas enquanto conversava animadamente com aquela garota que haviam-na recepcionado.
- Ei, Carls, eu acho que bebi demais – mentiu Sam – será que não tem algum quarto de hospedes pra eu deitar um pouco?
- Ah, droga, Sam! – Carly olhou para a amiga de forma preocupada – Eu disse pra você se comportar!
- E é exatamente por isso que eu vou sair daqui antes que quebre a cara de umas patricinhas – ou agarre aquele seu amigo gostoso, pensou ela.
Carly foi até Gibby, que estava próximo às duas e cochichou algo em seu ouvido. Gibby sorriu para Carly e olhou de forma preocupada para Sam, entregando uma chave nas mãos da morena.
- O segundo quarto à direita, ele disse que você pode tomar um banho se quiser – Carly disse no ouvido de Sam para que a mesma entendesse. Entregou a chave das mãos dela e, com um aceno de cabeça tanto para Carly quanto para Gibby, ela deu as costas e foi em direção à escadaria.
Ignorou um casal que se atracava nos degraus e contou as portas, até achar aquela que Carly havia indicado. Entrou e quase tomou um susto.
Aquilo era, realmente, um quarto de hospedes?!
Sam não havia notado muito a casa, já que tinham muitas pessoas e a luz da sala era iluminada apenas pelo globo e refletores do DJ.
Mas, o quarto de hospedes era de um tamanho razoável para um quarto normal.
Suas paredes eram da cor branca e o seu chão era coberto de carpete. Havia uma cama de casal enorme no meio do quarto com vários travesseiros marrons, da mesma cor que a colcha.
Tinha também uma TV e outra porta, provavelmente o banheiro.
Sam tirou os tênis e as meias, apagou a luz e ascendeu o abajur ao lado da cama, deixando uma meia-luz agradável.
(Ouça: Undisclosed Desires — Muse)
Pensava seriamente em ir tomar um banho gelado, até que a porta atrás dela foi aberta.
Sam se virou e arregalou os olhos para a visão de Freddie entrando e trancando a porta, depois, ele se virou na direção da loira e deu um sorriso de lado.
- O que é que você pensa que... – Ela não continuou.
Freddie a agarrou pela cintura e amassou seus lábios aos dela com fúria.
Sam passou os braços pelo pescoço dele e pediu passagem com a língua. Freddie, como um bom anfitrião, abriu a boca e sentiu a queimação da língua de Sam explorando sua boca.
A garota já tinha namorado umas duas vezes, mas nunca sentiu tanta atração por uma pessoa como sentia por aquele garoto que estava passando a mão pelo seu corpo. Ela sentia que cada partícula do corpo dela gritava por ele e aquilo não passava de jeito nenhum.
Ela precisa dele inteiro pra ela.
Freddie apertou a bunda dela e isso fez com quê Sam passasse as duas pernas na cintura dele e ele a sustentou. Ela moveu seu quadril na direção da ereção já aparente de Freddie e isso fez com quê ele deixasse escapar uma lamúria entre o beijo.
Eles foram até a cama com os lábios grudados, até que Sam se separasse e o empurrasse para que o mesmo se deitasse.
Ela sorriu para ele e tirou a própria blusa fazendo com quê Freddie sentisse que iria explodir dentro da calça, mas antes que isso acontecesse, ela tomou os lábios dele novamente para mais um beijo extremamente caloroso.
Logo, ela tirou a blusa dele e desceu os lábios pelo pescoço dele, aonde conseguiu arrancar alguns suspiros e gemidos entre a voz rouca de desejo.
Ela passava a mão por toda a extensão do tórax dele, até que chegou ao botão da calça jeans que ele usava, enquanto ele tirava os sapatos e a meia de um pé com o outro. Ela retirou a calça dele com certa urgência e rapidez. Sam sorriu satisfeita ao ver que o garotão já estava animado e pronto para realizar o desejo dela de ser inteiramente dele por alguns minutos.
Mas, Freddie achou um absurdo estar seminu e ela ainda estar praticamente toda vestida.
- Ainda não... – Ele sentiu vontade de gargalhar quando ela soltou um grunhido de impaciência.
Menos de um minuto depois, ela estava deitada na cama sem os tênis e sem a calça. Freddie olhou para o corpo daquela garota que ele nem sabia o nome e sentiu ímpetos de agarrá-la e acabar logo com aquilo.
Mas, antes, ele queria prová-la que ele poderia deixá-la tão louca como ela havia feito com ele.
Levou as mãos até o fecho do sutiã e em uma tentativa falha de abri-lo rapidamente, fez com quê a loura desse risada e ele sentiu-se envergonhado, ao mesmo tempo em que sentiu vontade de se casar com a dona daquela risada maravilhosa.
- Ah, nerd... – Ela disse antes de levar as mãos atrás do próprio corpo e tirar o sutiã com tamanha facilidade que ele se sentiu ainda mais envergonhado e confuso pelo apelido que ela havia dado.
Claro que ele não pensou no tamanho da vergonha.
E nem no apelido novo.
Na verdade, ela é que ficou um pouco constrangida com o olhar de luxúria que recebeu quando tirou o sutiã.
Por que Freddie iria se preocupar com vergonha quando tinha um par de seios fantásticos na sua frente?
Ela ficou realmente constrangida, mas ao mesmo tempo, sentiu que estava completamente molhada e que se ele não fosse logo a preencher, ela teria um ataque de nervos.
Mas, não teve tempo pra isso, porque logo sentiu os lábios quentes dele em seu seio esquerdo.
Freddie passou a língua por um dos seios, enquanto o outro era tocado pela mão dele de forma urgente. A língua dele fazia movimentos circulares e ele mordiscava sutilmente, depois voltava a beijá-lo deliberadamente.
Sam arqueou as costas e soltou um gemido alto enquanto ele lambia seu outro mamilo com volúpia. A mão de Freddie desceu até a calcinha dela que já estava úmida e sentiu-se satisfeito quando ela gemeu novamente com o toque dele.
A mão dele foi para dentro daquele tecido e passou a acariciar toda a extensão dos grandes lábios e depois tocar o clitóris, passando a massageá-lo.
- Ah... – Ela arfou quando ele introduziu dois dedos dentro dela e agarrou o cabelo dele com força – M-Mais...
Ele sorriu satisfeito ainda sobre os seios dela e aumentou a velocidade dos seus dedos e continuou trabalhando nos peitos dela, que, ele tinha que admitir, nunca vira algo tão bonito.
Sentiu seus dedos ficarem apertados dentro dela quando ela gemeu ainda mais alto e soube que ela chegara ao orgasmo.
Antes mesmo dela se recuperar, ele se levantou e tirou a calcinha preta que ela usava, jogando-a para qualquer canto.
Freddie já tinha ficado com um número considerável de garotas, até que sua melhor amiga de infância se declarou para ele e os dois engataram em um namoro há três anos. O namoro foi realmente bom e proveitoso, até que eles chegaram ao acordo de se casarem no próximo verão.
Mas, em momento algum, Freddie sentiu tamanho prazer.
Ele a penetrou com força e de uma vez só e isso fez com quê os dois gemessem juntos.
Freddie começou com movimentos de vai e vem, procurando aproveitar cada momento com ela e descobrir o que queria dizer todas aquelas sensações que passavam por seu corpo cada vez que ela gemia e se arqueava para ele.
Ela foi até ele e grudou seus lábios com os dele e sentiu-se completamente a vontade em fazer isso. Apenas uma junção de lábios e ele acelerou os movimentos dentro dela.
- M-Mais... Por favor... – Ela choramingou pra ele quando sentiu que ele saiu de dentro dela.
Para depois entrar mais uma vez, calma e lentamente.
Ele fez isso algumas vezes e sentiu, como punição, as unhas dele de encontro à pele exposta das suas costas. Uma ardência que ele urraria de dor, mas aquilo pareceu instigá-lo ainda mais e ele voltou a meter com força dentro dela.
- Eu pensei em te foder de todos os jeitos desde que te vi naquela sala – ele sussurrou no ouvido dela e sentiu-se arranhado novamente.
Sam detestava palavras chulas quando estava na cama, mas agora sentia que nada poderia se encaixar mais na vontade que ela tinha.
Freddie beijou seu pescoço e o sugou, sabendo que amanhã aparecia uma marca arroxeada e pequena.
- Isso... Mais, mais, mais... – Ela gemeu para ele e apertou as pernas em sua cintura.
Ele intensificou os movimentos dentro dela ainda com a cabeça entre o pescoço e os ombros dela, sentindo o seu aroma natural e sabendo que estava perto do ápice.
Sam sentiu suas unhas molhadas e sabia que havia o machucado, mas ele parecia gostar daquilo. Ele se movimentou mais algumas vezes até que ela pareceu perdida entre espasmos de prazer, sentindo-o inchar dentro dela.
Freddie nunca sentiu nenhuma sensação parecida como a do orgasmo que acabara de ter ao sentir ela se fechando envolta dele. Os dois urraram de prazer enquanto sentiam toda aquela euforia, alegria, agitação, satisfação e algo parecido com paixão preencher cada parte deles.
Ele continuou com a cabeça no ombro dela e ela continuou abraçando-o, nenhum dos dois se moviam com medo de perder qualquer parte do prazer que estavam sentindo.
Foi a melhor transa da vida de ambos.
Freddie saiu de dentro dela, mas continuou por cima, apoiado no próprio cotovelo e a olhando.
A menina estava com as bochechas coradas e seus olhos eram de um azul tão puro que ele teve certeza de que sua mãe roubou duas gotas do mar e colou-as ali. Seus lábios pareciam irresistíveis e ele deu um selinho nela, depois outro, depois outro e mais um.
- Essa foi... – Ele começou e sentiu-se nervoso por, mais uma vez, não saber descrever alguma coisa em relação a ela.
- Eu não consigo encontrar palavras para descrever isso – ela disse e ele se surpreendeu com a sinceridade dela e porque os dois pensavam na mesma coisa – mas você pode falar que a Mama aqui foi incrível, espetacular...
- E foi mesmo – ele disse com um sorriso no rosto e foi até os lábios dela, roubando um rápido e sutil beijo.
- O que acha de um segundo round? – Ela olhou para ele divertida e ele nunca imaginou que seu amigo poderia ganhar vida tão rápido como estava acontecendo.
Ele tomou os lábios dela como respostas e ela já levou as mãos até os ombros dele, acariciando ali e o trazendo para ainda mais perto.
- Acho que podemos nos divertir muito no banheiro do Gibby – ele disse entre os lábios dela – eu acho que você vai ficar ainda melhor em baixo d’água.
Ela gargalhou e ele se levantou, indo em direção ao banheiro, mas antes, lançando um olhar a ela.
O corpo da garota parecia ter sido esculpido. Pernas maravilhosas e de um tamanho encantador, mas ela tinha uma bunda realmente bonita de se ver. Seus seios eram grandes, dures e imponentes (Freddie engoliu em seco mais uma vez naquela noite) e seus cachos dourados a davam um ar de anjo, como se isso fosse possível.
Quando ele olhou para a barriga dela, viu que tinha uma cicatriz que não tinha reparado antes. Ela era ao lado do seu abdômen, uma cicatriz em corte fino na vertical.
Instantaneamente, ela tampou a cicatriz quando viu que ele estava olhando-a. Freddie entendeu que ela estava constrangida e foi caminhando até o banheiro.
- Eu te espero lá – ele disse e nem soube exatamente porque disse aquilo.
Ele era noivo.
Mas, naquele momento, ele mal se lembrava do nome da noiva dele e pouco se importava para isso.
Enquanto ele andava, Sam analisou o traseiro dele.
Do tamanho certo, másculo e durinho. Ela passou a língua entre os lábios admirando as costas dele.
Sam tinha uma tara enorme por costas e ombros.
Ela se levantou e estava indo em direção ao banheiro quando se lembrou da ligação que ele havia atendido mais cedo, antes de invadir o seu quarto e agarrá-la – não que ela não quisesse aquilo, mas, agora se lembrara de que tinha uma garota em outro lugar que estava com um belo par de chifres na cabeça.
Sam sentiu-se, novamente, enojada pelo que tinha feito e recolheu suas roupas no chão com rapidez.
Freddie havia ligado o chuveiro e já haviam se passado uns três minutos e ele continuava esperando. Até que ouviu o barulho da porta do quarto e não precisou ir lá para saber que ela tinha ido embora.
Claro que ela tinha ido embora.
Claro, seu idiota, claro que ela tava brincando quando sugeriu que você a fodesse mais uma vez. O que ela deve estar pensando de você? Seu imbecil. Ela deve estar rindo da sua cara, idiota, idiota, idiota! Mas... Ah, droga, o que eu fiz?!
Freddie fechou os olhos em baixo da água quente e deixou que a mesma escorresse por sua nuca.
Como ele havia transado com alguém e traído a Missy assim, de um jeito tão deplorável? E como ele havia feito sexo com alguém sem nem saber o nome da pessoa?!
Ele grunhiu sentindo um ódio extremo dele mesmo e ficou ainda mais nervoso quando constatou que foi a melhor transa da vida dele.
E ele nem sabia o nome dela.
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- E você vá se ferrar, seu grosso! – Sam chegou bem a tempo de presenciar Carly gritando isso em direção ao garoto que ela havia botado fogo na boca, o Griffin.
- Você diz grosso porque você ainda não abaixou minhas calças pra saber o que é grosso de verdade! – Ele retorquiu e Carly teve certeza de que seu dedão do pé estava tão vermelho quanto seu rosto.
Sam puxou Carly pelo braço antes da amiga partir para cima de Griffin, que parecia se divertir com o constrangimento da morena.
- Vamos embora, Shay – Sugeriu Sam, louca para a amiga concordar e se esquecer do trato das 2h00.
Ela precisava sair dali o quanto antes ou iria invadir o banheiro daquele gordinho e ter um segundo round com o dono dos olhos castanhos.
Carly concordou. A garota nunca – nunca – havia perdido a linha ao ponto de querer ir para cima de alguém, ainda por cima um garoto patético como aquele amigo dos seus amigos.
As duas seguiram mas, antes, Sam se virou em direção à Griffin que estava há dois passos das duas e acertou um soco no olho direito dele, fazendo com quê o mesmo caísse próximo ao sofá.
- Isso é pra você aprender a não se gabar pelo que você não tem – Ela fez uma careta para ele enquanto levantava a mão, quase juntando o dedão com o indicador como se simbolizasse algo pequeno.
Houve uma explosão de risos de boa parte de quem estava lá, os garotos pareciam devorar Sam com os olhos e as garotas foram rapidamente acudir Griffin que, por incrível que pareça, tinha um sorriso no rosto.
Carly lançou a ele um olhar divertido, como quem diz “se ferrou”, mas ele apenas mandou um beijo para ela enquanto piscava o olho que Sam não havia socado (o outro estava com algum corte próximo e cheio de sangue).
As duas foram embora com Carly dirigindo e quando ela questionou quem era o homem que Sam havia ficado na pista de dança (porque ela realmente não havia conseguido distinguir Freddie quando o mesmo estava de costas e no meio de um monte de gente), a garota desconversou e perguntou o motivo da briga com Griffin.
Enquanto ela explicava, Sam tentava ouvir atentamente, mas em sua mente estava apenas a pessoa que tomara seus lábios há pouco.
O garoto que ela não sabia o nome e nem nada, só que ele era comprometido.
Sam suspirou pesadamente. Não tinha tempo para pensar nisso. Ainda tinha que confirmar matrícula na UCA, arrumar suas coisas da mudança, concertar o pedal da sua moto e, mais um suspiro de cansaço saiu dos lábios dela quando ela se lembrou de que, no dia seguinte, tinha que ir em um jantar de noivado com Carly de uns amigos da faculdade.
Realmente, Sam não tinha tempo de pensar no garoto que lhe proporcionara a melhor sensação da sua vida porque, afinal, quais as probabilidades dos dois se reencontrarem?
Notas finais
Por favoooor, digam o que gostaram ou não do capítulo, critiquem para que eu possa melhorar.
Perceberam que meus capítulos são grandinhos? A maioria deles é assim, porque eu prefiro (mas, se vocês não gostem, digam tbm u_u)
Obrigada e comentem ♥
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