Sex Slave
5 Desjejum
Notas iniciais
Aqui estou eu com mais um belo cap. de Sex Slave! (que se manterá com o mesmo nome, por falta de reclamações e sugestões :D)
Era pra eu estar de férias, se não fosse burrita e tivesse ficado de recuperação. T__T
Eu não revisei o cap. Gomen...
Boa Leitura ♥
Raito’s POV
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– Uma briga de rua? – Matsuda perguntou, ainda curioso. Dei um pequeno riso.
– Não foi bem uma briga de rua. Eu já disse que foi legitima defesa, o que é completamente diferente. Além de ter sido causado por uma tentativa de assalto, não por uma arruaça qualquer. – Expliquei, divertindo-me com a expressão de Matsuda. Em diversos sentidos ele me lembrava um adolescente.
– E o que tentaram te roubar, exatamente? – Perguntou Aizawa, que também ouvia atentamente o motivo de meus ferimentos, antes de começarmos a investigação em busca do paradeiro de L. Suspirei.
– Eles levaram algumas coisas, mas nada estritamente essencial. – Afirmei, sem querer me prender a detalhes que poderiam acabar me prejudicando. Avistei meu pai vindo em nossa direção, segurando alguns papéis.
– Conseguimos rastrear os últimos telefonemas de Ryuuzaki, finalmente. – Afirmou ele com a expressão séria, vindo em nossa direção.
Entreolhamos-nos animados antes de caminhar em direção à ele, esperançosos. Nos sentamos e ouvimos o que ele tinha pra falar.
– Ryuuzaki não telefonava para muitas pessoas, como era de se esperar. Na verdade, no último mês ele só fizera duas ligações. Uma delas conseguimos rastrear, e é pertencente a um dos parentes de uma vítima de Kira. Provavelmente, ele estava coletando informações. A outra foi um pouco mais difícil. Era um número restrito e tudo o que conseguimos descobrir foi a região em que se localiza. Já enviei a polícia, para realizar buscas pelo local. É apenas uma hipótese, mas se dermos sorte, conseguiremos algo.
Todos pareceram mais animados com essa notícia, ao menos haviam saído da estaca zero. Aizawa olhou para os papéis na mão dele, vendo a região na qual morava a pessoa que recebera a ligação de Ryuuzaki.
– Espero que consigamos o encontrar, sua presença é de extrema importância e, no momento, estamos nos esquecendo do caso Kira. Precisamos retomar com toda a força, assim que o encontrarmos. – Todos concordaram com a fala de Aizawa.
Esquecendo-se do caso Kira, então?
Aquilo poderia ser uma bela oportunidade para mim, mesmo que, no momento, eu não conseguisse ver vantagem alguma naquilo. Ao menos poderia voltar a matar os culpados, sem me preocupar com o que as mortes os fariam pensar. Apenas cumprindo minha missão.
Estávamos ainda discutindo sobre o paradeiro do detetive, quando o telefone tocou. Todos olharam para ele, imediatamente, e Soichiro, meu pai, voluntariou-se para atender.
– Alô? – Perguntou, obviamente ansioso. Imediatamente começaram a gravar a ligação e colocaram a conversa no viva-voz, para que todos nós escutássemos.
– Digam “olá” ao B. – Disse a voz modificada do outro lado da linha, em tom de divertimento. Por que Beyond estava ligando para cá? Meu pai se preparava para dizer algo, quando a voz do psicopata o interrompeu mais uma vez. – Eu estou com L aqui, ainda não o matei, não precisam se preocupar. Apenas queria fazer uma proposta...
– O que você quer? – Perguntou Soichiro, quando Beyond não respondia.
Eu estava virado para aquela direção, toda a minha atenção focada naquele lugar, meu coração parecendo prestes a parar com a tensão. BB não podia ousar fazer uma besteira. Não podia cogitar negociar a liberdade de L. Isso era uma possibilidade inconcebível, que deveria ser descartada. E o idiota não deveria ligar, não devia dar nenhuma pista à eles, por mais diminuta que fosse.
O que esse desgraçado está fazendo?
– Eu estou com a faca e o queijo na mão. Tenho L sob minha custódia e sei quem é Kira, garanto que tenho provas concretas disso. – Todos na sala se chocaram com tal afirmação. – Resta saber de que lado eu irei ficar... Ainda não decidi, realmente. De qualquer modo, a minha proposta se baseia em dar uma chance a vocês... – Uma risada fez-se ouvir. – Bem, tentem me convencer a uma das duas coisas. Ou eu lhes digo quem é Kira ou eu devolvo L à vocês, para que aquele inútil descubra sozinho. – Soichiro ia interromper, mas Beyond aumentou o tom momentaneamente, para calá-lo. – Porém eu só vou fazer uma dessas duas coisas e não será um preço barato. Garanto de antemão que dinheiro não me adiantará de nada. Ou, pelo menos, não só dinheiro.
Por um segundo que pareceu-se estender por horas, o silêncio dominou a frase. Mas quando meu pai pareceu pensar em algo a dizer, a voz computadorizada se fez ouvir mais uma vez.
– Obrigada pela atenção. Ligarei novamente em quatro dias.
– Como sabemos que não está blefando?! – Perguntou meu pai, antes que ele desligasse. Mais uma risada.
– Ora, não tem como saber. Vocês não confiam em mim?
E então a chamada foi encerrada.
Meu sangue estava fervendo em raiva, eu não podia acreditar naquilo.
Após aquela ligação, formou-se um alarido no QG, todo pareciam estupefatos com o que acabavam de descobrir. E, por mais que eu mesmo quisesse ir ao Beyond e perguntar o que diabos ele estava fazendo, não podia. Tinha de ficar ali. Discutindo sobre algo que eu já estava farto de saber.
Eu sabia quem era Kira – seria ridículo não saber, aliás. Sabia quem estava com L. Sabia onde L estava.
Só havia um ponto em que eu me via tão ignorante quanto eles.
O que Beyond queria?
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L’s POV
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Eu estava em um estado em que não aguentava mais de fome. Eram muitos dias sem comer ao menos uma bala e já iam completar vinte e nove horas que eu não bebia nada. Eu sentia a fraqueza dominando meu ser e, na escuridão daquele porão, já havia visto várias vezes aqueles poucos móveis parecendo girar.
Eu estava ansiando pelo término daquela brincadeira de Beyond.
Já estava indo longe demais e chegava a me... intimidar. Fazia tempos que eu não o via, desde a conversa que tivemos no dia anterior, quando acabei por chorar, aliás. Mas isso não queria dizer que eu estava aliviado. Bem pelo contrário. Se Beyond Birthday ficava em silêncio, isso queria dizer que estava arquitetando algo.
E esse algo, sem sombra de dúvida, não seria bom para mim.
Meus pensamentos começavam a se embaralhar com a fome, a sede, o cansaço e a dor que eu sentia. Quando Raito viesse, eu pediria água. Por mais que ele fosse Kira, o maior assassino já existente, ainda era mais piedoso que Beyond.
A imagem dele estava se tornando minha última esperança, não era incrivelmente patético?
Soltei o ar e, nesse mesmo momento, ouvi o barulho da porta se abrindo. Ergui os olhos, só a tempo de ver Beyond fechando a porta atrás de si e descendo vagarosamente em minha direção.
Encarei seu semblante com raiva, sentindo meu coração sangrar enquanto ele dava mais passos em direção ao meu corpo jogado no chão.
– Ei, L, você está realmente acabado. – Comentou enquanto se acostumava.
– Preciso de água. – Soltei com a voz rouca, sem olhá-lo nos olhos, achando essa simples sentença, uma humilhação.
– Precisa de água? Realmente uma constatação muito interessante... Só não entendi o porquê de você falar isso para mim. Afinal, o que eu tenho com sua sede? – Zombou ele, divertindo-se com meu estado.
Desgraçado.
Maldito.
– Me dê água, Beyond. – Ordenei. Não sabia de onde tirava aquela autoridade e era realmente insensato usar o tom imperativo naquela situação. Mas eu apenas deixei as palavras saírem, sem meu real consentimento.
Senti o olhar dele em mim por vários segundos e então ele liberou aquela sua risada ridícula.
– Ora, ora, que detetive mais folgado. – Comentou em um tom tão descontraído, que parecia estar contanto uma piada ou cantarolando e não provocando o maior detetive do mundo. – Só que você terá que fazer merecer para conseguir água... Vamos, me prometa que fará tudo o que eu quiser depois que eu te der e peça “por favorzinho”.
Encaramos-nos por longos momentos, dentro de mim tudo parecia se revirar e eu achei que iria explodir com aquela ira e indignação de não se poder fazer nada.
Engoli em seco, quase que imperceptivelmente.
– Eu prometo, Beyond. – Soltei. Um sorriso se abriu em seus lábios, de um canto a outro, exibindo dentes brancos e formando uma expressão cruel.
– Muito bem, está indo muito bem, detetive... Só que se esqueceu do “por favorzinho”. – Disse ele, sem desviar os olhos dos meus.
Isso.
Era.
Ridículo.
– Por favorzinho. – Soltei com a voz grave. E Beyond explodiu em gargalhadas. Balbuciou palavras ininteligíveis e então foi buscar minha água. – P-pode trazer algum alimento? – Pedi, quando ele já estava ao pé da escada.
Mas BB me ignorou, apenas continuou subindo.
Soltei o ar com força.
Eu tinha que suportar, tinha que confiar no pessoal do QG, tinha de... ser forte. Tinha que traçar um plano também. Mas isso se tornava um sacrifício tão imenso... Meus pensamentos eram desconexos. A cada momento eu pensava em um doce diferente, como uma criança, sonhando com guloseimas.
Por vezes comecei a delirar, imaginando cenas ou lembrando-me de fatos ocorridos em um passado consideravelmente distante. Precisava me esforçar para me impedir de dormir por todo o tempo, que era o que eu queria.
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Beyond’s POV
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Abri a porta novamente, com um copo de água em uma das mãos e um sanduíche na outra. Eu fizera questão de não pegar algo doce, apenas para ver se ele teria a ousadia de reclamar e então comer aquilo na frente dele, o humilhando. De qualquer forma, eu estava sendo mais que muito bonzinho ao pegar aquilo para ele.
Sentei-me ao seu lado após dar o que tinha em mãos para ele. L não falou nada, apenas aceitou o que eu lhe dera e comeu olhando na direção oposta à minha.
Ele não reclamara do sanduíche. Surpreendente. Acho que o detetive começava a segurar sua repugnante língua afiada.
– Está gostoso? – Perguntei, sem verdadeiro interesse.
L não me respondeu. Suspirei. Me irritava ele sempre me deixar sem respostas, sem nunca seguir meus divertidos roteiros de conversas que todos pareciam fazer questão de encenar, inconscientemente. Além daquela atitude ser extremamente rude. E irritante.
Eu queria desesperadamente tirar aquela estabilidade e superioridade de L.
Eu, geralmente, só conseguia o fazer quando o torturava, quando o fazia gritar de dor e chorar e implorar para que eu parasse. Só nesses poucos momentos eu me sentia inteiro, atingindo o âmago de L, arrancando tudo dele, fazendo-o se mostrar.
Mas, com o tempo, apenas aquilo não me bastava.
E era como uma droga fraca demais, nunca era suficiente e me prendia àquilo de uma forma perturbadora.
Em minha mente a imagem de L gemendo e soltando frases sem sentido enquanto sentia Raito o tocando se fez clara. Trinquei os dentes. Raito era patético. Patético. Me dava nojo.
– Acabou? – Perguntei sem evitar que meu tom soasse ríspido. Ele assentiu que sim. Eu sorri. – Ótimo, agora está na hora de cumprir com o que disse, certo? Eu posso fazer o que quiser.
L me olhou com fúria, o corpo tremendo contidamente, apenas uma mostra de como aquele ser me odiava.
– Ora, está nervozinho agora? Você prometeu. Achei que um detetive como você, possuísse palavra.
Ele não disse nada e eu estava sem paciência para esperar que dissesse.
Fui para mais perto de seu corpo e então comecei a morder a pele de seu pescoço.
– Por favor, não. Tudo menos isso. – Ouvi-o dizer com frustração e desespero. Puxei seus cabelos com força.
– Tudo menos isso?! Você deve estar delirando! – Deixei que uma risada ressoasse pelo cômodo, saindo com escárnio de meus lábios. – Sabe que eu poderia fazer coisas muito piores com você.
– Eu prefiro que arranque meus membros que tocar em mim! – Ele gritou, parecendo usar toda sua força para tal. Senti o corpo estremecer em raiva e imaginei que o espancava até dizer que me desejava, até admitir que gostava de quando eu fazia aquilo, até que...
Droga!
Esses pensamentos eram puras besteiras. Eu devia agradecer à Deus por ter achado o modo perfeito de o torturar. Deveria estar pulando de alegria!
Tirei sua roupa sem um pingo de delicadeza e desprezei-a ao meu lado, comecei a morder sua pele com força. E ele ficou quieto. Sempre ficava. Não importava o que eu fizesse, se controlava. Até o momento em que eu rasgava sua carne com meu membro, o impedindo de controlar os urros de imensa dor e agonia.
Eu odiava. Odiava aqueles momentos falhos iniciais! E, no entanto, sempre insistia nele.
Argh!
Comecei então a sugar com força um dos mamilos de L, mas ele permaneceu quieto. Bem, eu já estava excitado. Poderia apenas ir direto ao ponto e fazê-lo chorar de dor.
Mas.
Eu precisava fazer aquilo, simplesmente queria fazê-lo. E foda-se o que ele poderia pensar de mim! Logo menos, L estaria morto, se meu plano corresse como o planejado.
Sorri ao pensar no meu plano. Nem Raito nem ele, faziam mínima ideia...
Voltei-me àquele momento novamente, colocando a mão sobre a boxer de L e depois de apertar seu membro, descartando-a. Ele me olhou surpreso e eu apenas sorri para ele, fazendo com que aquilo soasse como mais uma de minhas brincadeiras.
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L’s POV
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Vi o sorriso de Beyond, dizendo a mim que ele estava com mais uma de suas torturantes brincadeiras em mente. O que ele pretendia? Acho que queria me humilhar ainda mais. Além de me violar, acho que ele havia se convencido de que queria me ouvir gemer enquanto fazia isso.
Eu teria que me controlar. Simplesmente tinha.
Ele começou a massagear meu membro, seus dedos quentes apalpando-o com cuidado em um vai e vem que me dava vontade de me contorcer. Mas eu não gemeria.
Senti meu membro ficar rijo e então ele passou a masturbá-lo com vontade, fazendo um trabalho excepcional com as mãos. E a velocidade era rápida. Eu senti o gosto do sangue em meus lábios, tamanha era a força que fazia para não gemer. Era vergonhoso, mas eu era sensível demais. E chegava a ser pior que os cortes me ver obrigado a me controlar.
O que eu estava pensando?!
Aquele era Beyond Birthday. Deveria me dar repulsa.
Definitivamente. Me dava repulsa.
Mas meus argumentos pareceram se dissolver, todos os meus pensamentos aliás, quando senti os lábios dele nos meus.
O que diabos ele está fazendo?!
Suas mãos ainda trabalham e então sua língua invadiu minha boca, faminta. Ele me beijava intensamente e a velocidade dos toques era cada vez maior...
Eu não pude mais resistir. Deixei que um gemido saísse, sendo bloqueado por nosso beijo. E... depois do primeiro.
Depois do primeiro eu não conseguiria impedir os outros.
A adrenalina.
As lembranças.
A incredulidade.
A vergonha.
O prazer.
E a inacreditável... ausência da dor.
O que Beyond está fazendo?!
Notas finais
E... Sim, eu parei na melhor parte! kkkk Sou má. U_U
Me digam a opinião de vocês... Sem um pingo de medo, mesmo o menor comentário interessa à mim, principalmente as críticas. :)
Aceito sugestões õ/
Até o próximo cap.,
Kissus no Kokoro!
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