Sex Slave
4 Brincadeiras
Notas iniciais
Aqui estou eu com mais uma cap de Sex Slave! õ/ Me pediram para mudar o nome da fic, mas eu não achei nada melhor. Se possuírem sugestões, vão em frente. =w=
Esse foi um cap. mais tenso e eu realmente me esforcei para fazê-lo, espero que gostem! >~<'
Encontro vocês lá embaixo,
Perdoem qualquer erro.
Boa Leitura ♥
Beyond’s POV
Trinquei a mandíbula, largando a ridícula colher ao chão, enquanto me abaixava para pegar, em cima da mureta, minha bela faca, suja com o sangue do detetive. Comecei a descer as escadas, sentindo a superfície gelada da madeira sob meus pés, um passo de cada vez, enquanto os pensamentos faziam minha mente ficar cada vez mais sedenta. E furiosa.
L balbuciava avisos ao Raito, mas seus gemidos pareciam estar o atrapalhando. Aquela cena ridícula pareceu transformar meu sangue em fogo liquido.
Eu não tinha raiva de Raito, tinha raiva de L. Principalmente de L.
E Raito estava tão entorpecido naquela posição que não me notara atrás de si. As pernas de L estavam abertas em uma posição extremamente erótica, seu membro ereto sendo engolido pela boca de Raito.
Desgraçado.
Maldito.
Eu estava prestes a presentear a pele de Raito com um belo corte quando L finalmente teve a capacidade de pronunciar aquela simples palavra, em um grito desesperado.
– Beyond!
No mesmo instante Yagami parou o que fazia, virando-se para mim. Ele me fitou com os olhos castanhos confusos. Seus orbes correram por meu corpo e ao chegarem a enorme faca em minhas mãos, arregalaram-se.
Ele deu alguns passos para trás, obviamente aturdido. Aquele sentimento, aquele brilho difuso nos olhos. Era o medo. Era aquilo que me movia, que me impulsionava a viver, que me... divertia.
E que me fazia esquecer de todas as minhas dores. Todas elas.
– Você disse “se divirta”. E... não aja como se não houvesse feito o mesmo. – Disse ele, tentando parecer calmo. Eu conhecia o medo, simplesmente conhecia. E não interessava que ator se prostrasse à minha frente, eu ainda o veria mesmo escondido, sob todo e qualquer fingimento. Raito me irritava com aquela sua cara sínica de filhinho de papai.
– Eu disse “se divirta” e não “divirta ao L”, seu idiota. Se eu arranjei um viado para trabalhar comigo, é melhor que diga logo. – Afirmei com o tom ríspido, me aproximando dele. Raito manteve o olhar na faca em minha mão, atento a qualquer movimento que eu pudesse fazer com ela e, provavelmente, pensando nas possibilidades para usurpá-la.
– Você só chegou na hora errada. – Afirmou entre dentes; os fios avelã grudados na testa e a respiração ainda acelerada.
Pousei a faca em seu pescoço, quando ele, sem perceber, acabou se encurralando em uma das paredes.
– Não faça isso, eu terei que ir ao QG amanhã. – Afirmou ele, parecendo nervoso. Ignorei sua frase ridícula, pressionando a faca ali e me virando, olhando para L, que, como eu sabia, me encarava.
– Gosta de gemer pra ele? – Perguntei rispidamente. L apenas me olhou com a face inexpressiva, sem dizer nada. Se você soubesse o ódio que sinto quando faz isso... – Você é um verdadeiro lixo, L. – Dei uma risada seca, sem uma única gota de humor. Eu estava brincando, apenas ferindo Raito e apenas ignorando os pensamentos que surgiam em minha mente. Porque era o que eu fazia. Nesse momento, estava completamente desmotivado para brincadeiras... No entanto, uma ideia brilhou agradável em minha mente. Algo que deixaria a brincadeira de BB ainda mais elaborada. – Imagino o que faria se visse esse viado gemendo para mim... – Soltei uma risada alta, apertando ainda mais a faca no pescoço de Raito. Me virei, olhando para ele. – E já que você gosta de bancar o viado, vamos te tratar como viado, não é? – Perguntei, agora direcionado ao japonês. Minha voz soou sombria, vibrando por todos seus ossos. Me virei para L, novamente, querendo ver qual seria sua expressão.
Um gancho de direita.
Não, a merda da expressão de L não era um gancho de direita. Me refiro ao belo – e desprezível — golpe que Raito inferiu contra minha face, nas frações de segundos desse mero deslize.
Minha primeira reação foi segurar forte o cabo da faca, para não perdê-la. Olhei para a direção da qual fui atingido, mirando com raiva o rosto de Raito. Tentei me erguer do chão, aonde havia caído, mas ele foi mais rápido, vindo até mim e chutando meu corpo. No entanto, fui mais esperto, agarrando seu pé antes que se afastasse. Puxei-o para o chão com força e então, quando ouvi o impacto de sua queda, coloquei a faca em seu pescoço ensanguentado mais uma vez. Nós dois arfávamos.
– Não. Brinque. Comigo. – Avisei ameaçadora e pausadamente. Então me movi, ficando em cima de Raito. Soltei uma risada alta ao ver sua expressão de nojo e ódio expressos e, no entanto, sentir a rigidez de seu membro roçar meu quadril, pois ele ainda estava animado, mesmo após aqueles longos segundos que para ele deveriam ter sido torturantes. Não era simplesmente... cômico? Não, eu sabia que a palavra que dominava meu cérebro, ao menos dessa vez era “repugnante”. Porque desde que aquele garoto entrou em minha sala, eu senti repugnância por seu ser. Mas, o meu show sempre tinha que continuar. – Você é um otário. Eu havia permitido que violasse L, apenas porque ele odeia você e então sofreria mais. Só que... Você é um completo estúpido! Esse pau duro não vai servir de nada agora. – Mais uma de minhas risadas que tanto o irritavam foi solta.
Aquilo era realmente divertido. E o mais divertido era saber que L estava vendo, que eu iria o ferir. Ferir L, esse sempre seria meu maior objetivo e minha maior satisfação. Me inclinei, lambi um pouco do sangue pulsante que escorria pelo pescoço alvo do japonês, sem resistir ao gosto energizante que me levava a loucura. Com os lábios próximos aos seu ouvidos, olhei para o detetive ao lado.
– Agora eu vou ter que foder você também... Pergunte ao L se eu sou bonzinho. – E então soltei uma risada alta, ao ver que L desviou os olhos. Ri mais uma vez e permaneceria rindo por minutos a fio se Raito não houvesse me interrompido.
– Não delire, Beyond. Está sendo ridículo. – Disse. Olhei para ele, sentindo o auge do desprezo ao fitar aquela expressão confiante. Uma falsa confiança. Pois eu sabia que ele tinha medo de Beyond Birthday. Assim como todos tinham.
Sem falar nada, apenas passei a faca por sua camisa, indo com força demais e acabando arranhando sua pele, tingindo a camisa social de vermelho. Raito fazia uma expressão de dor – como se não soubesse que iria sentir muito mais que um simples arranhão.
– Pare de me cortar! – Ordenou possesso, como se eu fosse a pessoa que mais o podia irritar em todo o universo. E ia me empurrando de cima de si, não fosse eu apertar a faca com força em sua barriga, forjando um belo corte e o fazendo arquejar e voltar ao chão. Ele levou a mão até o local, sentindo-se manchar de sangue. E então pareceu desolado. – Não pode estar falando sério! – Bradou, descontrolado, o rosto distorcido em dor e ódio. Apenas sorri.
– Gosto de gritos. – Afirmei com a voz serena. Aquilo era tão divertido. Pena que L não falava nada. Seria ainda melhor ouvir os pedidos desesperados dele, tentando arrancar misericórdia de mim.
Mas isso era o que acabava me acalmando. Pois queria dizer, que ele não ligava para esse imbecil abaixo de mim.
Prendendo o pescoço de Raito (sem preocupar com minha mão cheia de sangue), rasguei o resto da roupa com a faca. Se o machuquei, sequer notei. Estava preocupado demais com a força que precisava fazer para mantê-lo imobilizado. Realmente, com L era mais fácil. Incomparavelmente. Aquele idiota se mexia como um louco!
Raito’s POV
Meu corpo inteiro parecia latejar em dor, e eram em tantas partes que eu mal sabia reconhecer. Sentia minhas roupas sendo rasgadas, enquanto tinha dificuldade para respirar... Tentava me levantar dali, me contorcendo como um animal, dificultando o trabalho de Beyond. Mas, ainda assim, parecia debilmente inútil. E doía.
Tudo dentro de mim era ódio. Eu queria me livrar daquele psicopata, queria sair dali. Que inferno! Eu queria fazê-lo se arrepender. E queria tirar L dali, para que ele não visse a porcaria que estava acontecendo. O que diabos L iria pensar se me visse daquela forma? Era vergonhoso demais, feria meu orgulho de uma forma aterradora e tinha que ser impedido.
Mas não foi.
Eu estava somente com minha boxer e tinha certeza de que, a essa altura, meu membro não estava mais ereto. Senti a boxer ser rasgada e olhei para o lado, desesperado, procurando pelo olhar de L. Foi um alívio incomensurável ver que ele não olhava para aquilo, que escondia o rosto no vão entre os joelhos dobrados, apoiando a cabeça nos braços que rodeavam as pernas.
Então olhei para B, sentindo ódio. Eu podia estar com o corpo queimando em dor, mas, mesmo assim, precisava me esforçar para pensar. Eu tinha que pensar. Tinha de achar uma saída.
L’s POV
Eu havia me recusado a ver aquela cena deprimente, apenas encolhendo os joelhos e os cercando com os braços. Escondi meu rosto e fiquei olhando o tecido de minha calça jeans, quase imperceptível no escuro, ouvindo as respirações e os grunhidos daqueles dois. Ouvindo os protestos de Raito. E tentanto desesperadamente ignorá-los.
Aquilo era um verdadeiro pandemônio para mim.
Mas eu não podia me deixar levar, não podia me entregar à derrota.
Ainda havia uma esperança. Eu sabia que Raito era Kira, tinha a absoluta certeza. O que queria dizer, que havia resolvido o caso. Só precisava aguentar. Precisava sobreviver, rendido àqueles dois, até que conseguisse uma chance de escapar... Eu precisava suportar.
Mas meu estômago ardia em fome e...
– Desgraçado! – O brado de Beyond me sobressaltou, fazendo-me levantar a cabeça instintivamente, só para ver que ele estava com um corte na lateral do pescoço e que Raito havia acabado de receber um soco potente na face. O rosto de Beyond Birthday era um quadro de crueldade e o de Raito, um quadro de desespero. Ele estava inteiramente nu, suas vestes jogadas ao seu redor, rasgadas, seu corpo manchado em sangue e a mão patéticamente cobrindo o olho esquerdo. – Vai ser um nojo encostar em você, sabia? – Soltou o carrasco, parecendo realmente sincero. Olhei atento enquanto ele fitou o corpo de Raito e instantaneamente desviou o rosto dele, se erguendo dali. – Vá embora daqui, já ficou tempo demais.
Será que Beyond não via que estava sendo ridículo? Raito não estava em condições de levantar. Estava com um olho roxo, além dos diversos cortes e aquele pescoço em estado deplorável. Era horrível vê-lo assim e eu tinha de fazer um esforço sem medidas para não fitar o resto de seu corpo, descaradamente. Sabia que Raito estava sofrendo e já havia passado por aquilo.
Vi os dois discutirem mais uma vez, enquanto apenas fitava o rosto de Raito. Sentia raiva de Beyond por ter feito que ele também fosse trago para cá, por não ter simplesmente... calei tais pensamentos. Não, L, está errado. Pelo menos, dessa forma, você descobriu quem é Kira. E Raito pode ser sua salvação, Raito também odeia Beyond, depois disso.
Soltei um suspiro aliviado ao ver o japonês abandonar o lugar, mesmo que ferido e com o orgulho estraçalhado, ele não seria estuprado. Como eu fui. Fiquei quieto em meu canto, pensando em possibilidades impossíveis e fantasiosas demais. Quando Beyond se sentou ao meu lado e ficou me olhando com os enormes orbes vermelhos.
– O que foi? – Indaguei com a voz inexpressiva. – Cansou de brincar?
Mas Beyond apenas me olhou, sentado com as pernas esticadas, ao meu lado. Seu rosto era fechado e sombrio. Soltei o ar.
– Pare de me olhar. – Pedi com o tom seco, escondendo meu rosto novamente. Passaram-se vários segundos, naquele simples e esmagador silêncio.
Até que sua respiração acelerou.
– Por que você me faz te odiar tanto? – Perguntou com a voz vezes mais ríspida que o natural. Levantei o rosto em sua direção e soltei uma risada sem humor.
– Cale-se Beyond. Apenas cale essa boca. – Mandei, cada sílaba embebida em inconformidade, ódio e repúdio. Ele havia me sequestrado e tirado tudo de mim, não era eu quem fazia alguém odiar outro alguém. Mas ele havia tirado tudo de mim, exceto meu orgulho. – Você vai me matar, não vai? Não quer que eu sofra de todas as formas possíveis? Então apenas o faça.
– É o que estou fazendo, imbecil. Sei que sofre pelo simples ato de ouvir minha voz. – Afirmou com um sorriso se estendendo de um canto a outro.
– Ouvir sua voz não me faz sofrer, apenas me dá nojo.
Não tive tempo sequer de piscar, um soco havia atingido meu rosto com uma força enorme, me deixando a ver estrelas. Optei por não me virar para ele, me mantive encarando o chão.
– É você quem me dá nojo. Tudo o que faz me dá nojo. Não gostava de ser o melhor detetive do mundo? Agora aproveite muito bem esse cargo, pois é devido a ele que você vai morrer. – Disse, como se isso fosse me ferir.
– Se eu fosse morrer, seria por sua inveja e loucura, nada mais.
– Se? – Ele riu. – Se você morrer? – Soltou mais uma risada falsa, que ecoou por todo o recinto. – Não seja ridiculamente otimista, esse “se” não existe há muito tempo.
– Você pode enganar a todos com essa risada ridícula, mas não a mim. Se L morresse, qual seria o objetivo de Beyond? Você seria só mais uma lenda ridícula andando por aí, a qual todos conhecem, mas ninguém leva a sério. Você sabe que é obsecado por mim e que não sabe fazer nada, a não se-
Um chute em meu tronco, me fazendo arquejar. Ele me olhou de cima para baixo, de pé ao meu lado. O encarei.
– Será que você não aprende que eu estou no controle? Eu juro que iria trazer um pouco de comida, mas quem está tão confiante não precisa se alimentar, não é?
Eu iria protestar, mas meu orgulho era, naturalmente, mais forte.
Apenas o deixei ir.
E quando ouvi o barulho da porta se fechando...
Não pude mais aguentar.
E chorei.
Meu ombros balançavam e as lágrimas escorriam, queimando minha pele e não me oferecendo mínimo conforto.
E não havia ninguém para me salvar.
Notas finais
Bem, vocês devem ter se perguntado porque foi que eu não terminei aquele lemon, nem comecei na verdade. Isso é para o rumo da história fluir mais agradavel e porquê não achei cabível naquela parte. :/ Mas se vocês achariam melhor que houvesse ocorrido, podem me dizer, me ajudará a escrever os próximos. õ/
Quem não gosta do nome da fic, acha vulgar ou coisa assim, pode sugerir outro, onegai! *3* kkk
Obrigada por ler,
Kissus ♥
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