Sex & Love

5 Amor sem sexo é amizade


Notas iniciais
Own...Que amor a Clarinha gente S2

Era a hora de Clara dizer pelo menos parte de todas as coisas que vinha pensando haviam tantos meses.

Um calafrio percorreu o corpo de Marina ao ouvi-la dizendo que queria conversar, sabia bem qual era o sentimento que tomava todo o seu ser: Medo. Mesmo assim assentiu à vontade da outra balançando a cabeça positivamente.

_ Tudo bem, vamos conversar no meu quarto, aqui as meninas podem chegar a qualquer momento e daí...sabe como é né...

Clara concordou.

Subiram em silêncio. Ao entrar pela porta do quarto de Marina, Clara se deu conta de que estivera ali pouquíssimas vezes e a última tinha sido especialmente desagradável pois havia flagrado Marina e Vanessa dormindo juntas.

A dona de casa nunca tinha entendido muito bem a relação da fotografa com a ruiva. Ainda se perguntava se naquele dia ela e Marina tinham feito algo além do que “apenas dormir” e se sim, com que frequência aquilo costumava a acontecer? Essa dúvida sempre a incomodava e muito. Mas, quem era ela para cobrar alguma coisa de Marina?

Além disso, essas questões não eram importantes agora, haviam coisas mais urgentes com as quais se preocupar.

Marina sentou-se na cama e chamou Clara para sentar-se a seu lado, o que a assistente fez prontamente.

_Pode falar Clarinha, tô escutando.

Falou Marina tentando disfarçar o pânico que sentia por dentro.

_Ai Marina tá tudo tão difícil! Essa recuperação do Cadu, minha crise com ele e agora até o Ivan já percebeu como a nossa vida tá desabando.

Marina podia sentir a agonia de Clara refletida em sua voz. Olhou-a com ternura pois sabia que grande parte da culpa pelo que Clara estava vivendo era sua.

_Eu imagino, sei que a sua situação não deve ser fácil. Mas acho que você precisa se acalmar, só assim vai conseguir se resolver com o Cadu. Você não pode tomar nenhuma decisão com a cabeça quente.

_Marina, você não entendeu. A minha decisão já está tomada há muito tempo. Eu nunca teria ido pra cama com você se já não o tivesse feito. Aliás, é provável que eu nunca nem tivesse te beijado.

Marina olhava para Clara incrédula e ela continuou:

_ Eu já tinha decidido me separar do Cadu lá atrás quando nós dois começamos a brigar por sua causa, só que por conta da doença dele e pelo meu filho eu acabei me acovardando.Sabia que não conseguiria ser feliz diante do sofrimento deles e por isso eu tentei dar uma chance para o meu casamento pelo menos até o Cadu melhorar, até porque, naquele momento, eu tinha esperanças de que isso aconteceria mas ai a doença progrediu e o resto você já sabe.

_ Eu não fazia ideia disso.

Marina estava extremamente espantada. No fundo sempre sentiu que era correspondida por Clara, mas também sabia que o amor dela pelo marido era muito grande e sinceramente nunca esperou que ela o deixasse.

_ Eu sei que não e eu fiz de tudo para que você não soubesse. Não queria que se sentisse responsável pelo fracasso do meu casamento.

_O que, de certa forma, eu sou.

_Apenas se você for culpada pelo fato de existir porque eu me apaixonei por você Marina no instante em que te vi.

Os olhos de Marina enxeram-se de lágrimas, as palavras de Clara tocavam sua alma como uma brisa fina em um dia de verão. Estava emocionada com a revelação da assistente e o medo que a tomara minutos atrás, dissipou-se.

_Eu soube naquele momento que você era a mulher da minha vida.

Disse ela a Clara sorrindo abobalhada.

Clara então a envolveu em um abraço apertado e as duas tiveram que segurar as lágrimas que se mantinham na iminência de cair.

A assistente desvencilhou-se do abraço e continuou o discurso, jogando as palavras todas em cima da fotografa antes que perdesse a coragem de dizê-las:

_Eu quis que você desistisse Marina, imaginava que você fosse volúvel, ainda mais tendo em vista que você poderia ter qualquer mulher aos seus pés. Não precisava ficar presa a uma simples dona de casa confusa como eu. Eu quis muito que você desistisse pois isso facilitaria as coisas pra mim porque eu sabia que não seria capaz de desistir de você. Eu nunca fui. Sempre estive aqui querendo fazer parte da sua vida de alguma forma. Nunca tive a coragem de ir embora, mesmo sabendo das consequências que isso teria na minha vida.

_Eu nunca desistiria de você, Clara. E para mim você não é uma simples dona de casa. Você é o amor da minha vida.

Falou Marina pausadamente com os olhos fixos nos da dona de casa

As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Clara, ela não conseguia mais contê-las.

_Eu sei, mas só acreditei totalmente nisso no momento em que percebi que era exatamente isso que você estava prestes a fazer. Eu vi aqui, no dia daquele jantar que eu estava prestes a perder você. Suas palavras não saíram da minha cabeça. E eu sabia que você teria todas as razões do mundo caso desistisse, afinal de contas já esperou demais.

_Eu nunca quis te cobrar nada Clara.

_ Eu sei e foi por isso que suas palavras doeram tanto em mim. Eu sabia que você só as tinha dito porque já não aguentava mais.

_É verdade...

_ E eu não quero te perder Marina, aliás, eu não posso. Mas eu também não posso deixar que o meu casamento termine dessa forma.

Clara explicou à fotografa como se sentia em relação ao próprio casamento e sobre como pensava ser a melhor forma para de terminá-lo sem que ninguém saísse tão ferido, que o único jeito disso acontecer era que a consciência de que a união dos dois precisava acabar deveria vir do Cadu.

Marina concordou com Clara ou ouvir os seus argumentos, só não acreditou que ela pudesse realmente fazer o Cadu aceitar aquela situação. Mas acreditava que se assim fosse, seria o melhor. Pois as duas poderiam ser felizes sem culpa.

Após finalmente ter exposto seu ponto de vista para Marina e a mesma tê-la compreendido, Clara finalmente se sentia mais calma. Era incrível a paz e tranquilidade que Marina era capaz de lhe transmitir. Pensando nisso, dirigiu um sorriso a Marina que lhe retribui com um beijo.

As duas começaram com um beijo calmo, lento desfrutando o gosto dos lábios, da saliva e da língua uma da outra e foram aumentando a intensidade. Para elas era impossível se beijarem e não serem tomadas por um calor que lhes envolvia o corpo inteiro. Acabaram se deitando sem deixar que suas bocas se soltassem.. Logo em seguida Marina tratou logo de ir para cima de Clara, continuaram beijando-se amarrando suas línguas, chupando-as...

Apenas um único beijo era o suficiente para que as duas se incendiassem. E Marina não quis perder tempo. Havia transado com Clara na noite anterior mas agora que conhecia aquele corpo, ficar sem tê-lo mesmo que por algumas horas era insuportável, precisava desfrutar de cada canto dele e a todo momento. Clara era toda sua e Marina pretendia provar-lhe isso todas as vezes que tivesse a oportunidade.

Não se preocupou em ser delicada, apertava o corpo da outra com força, suas costas, seios, cintura, quadril (...) ao mesmo tempo em que mantinha o joelho no meio das pernas da assistente pressionando com força seu sexo.

Clara soltava gemidos abafados pelos lábios de Marina e a fotografa tratou de tirar com rapidez toda a roupa da amada surpreendendo-se quando Clara fez o mesmo com a sua, parando para admirá-la nua. Marina deixou que ela o fizesse por alguns segundos mas logo pulou em cima dela novamente agarrando seus cabelos, aproximando o próprio rosto do da amada e encarando-a disse desafiadoramente com um misto de arrogância e prepotência que lhe eram peculiares:

_ Você é minha! Toda minha, entendeu?

Clara deliciou-se ao ouvir essas palavras vindas da fotografa e apenas mordeu os lábios assentindo com a cabeça.

Esse foi o “sinal verde” que Marina precisava para avançar mais uma vez sobre ela. Puxando mais forte os seus cabelos, dessa vez, mordendo-lhe o pescoço e descendo fazendo o mesmo com seus seios.

Clara estava adorando ser dominada daquela forma por Marina, a ideia de pertencer àquela mulher era extremamente afrodisíaca. Enquanto a fotografa realizada seu ritual Clara ia pressionando e esfregando mais seu sexo no joelho de Marina, com as mãos, arranhava as costas dela e vez ou outra se aventurava lhe apertando os seios.

Marina foi escorregando a mão pelo corpo de Clara com rapidez até encontrar seu sexo, que estava molhadíssimo e sem rodeios penetrou a dona de casa com os dedos, arrancando-lhe um gemido, fruto de prazer e surpresa. A fotografa parou para fitá-la um momento deliciando-se com suas reações. Queria aproveitar aquela visão das reações da amada ao ser subjugada, principalmente porque a mesma demonstrava adorar. A fotografa começou então infligindo-lhe estocadas leves e foi aumentando a intensidade na medida em que Clara ia se rendendo cada vez mais chegando até a rebolar em seus dedos. O ato levou Marina à loucura!

Clara gemia mais alto a cada estocada realizada pela fotografa e Marina aproveitou para dizer-lhe, ao pé do ouvido:

_Goza pra mim, gostosa! Vai, goza...

Marina disse isso através de sussurros ofegantes, o que fazia com que Clara praticamente perdesse a razão. Começou a rebolar ainda mais no ritmo das estocadas de Marina, seu corpo foi tomado por uma série de tremores terminando em um forte orgasmo acompanhado por um longo gemido de prazer.

Marina deitou-se em cima de Clara, encarando a amada. Adorava cada vez mais o fato de poder proporcionar esses momentos a ela. Era maravilhoso vê-la daquela forma, refém do próprio corpo, dos próprios sentidos, desejos e prazeres. Uma das coisas que a fotografa mais desejava era poder continuar assim, dando muito, muito prazer a ela.

Porém, Clara também tinha essa vontade e ao contrário do que Marina imaginava, ela se considerava mais do que preparada para fazê-lo. Nutria um desejo sem fim de possuir o corpo da fotografa e sabia que ele lhe guiaria fazendo-a realizar tudo da melhor forma possível. Aquela era a hora, queria Marina todo para si, queria ouvi-la gemendo, reagindo aos seus toques, queria sentir seu gosto, queria vê-la gozando para ela... Rolou para cima da amada invertendo os papéis.

Marina surpreendeu-se com a força de Clara ao fazê-lo, mas gostou da iniciativa, era delicioso sentir o peso de Clara ali sobre seu corpo.

Foi nesse momento que um celular começou a tocar, deixando as duas um pouco atordoadas sobre o que estava acontecendo, custaram a perceber que aquele barulho vinha do telefone tocando dentro da bolsa em cima da mesinha de cabeceira, era o de Clara e ao pegá-lo viu o nome no visor alarmando-se imediatamente, um frio percorrendo sua espinha: Era Sílvia, a médica de Cadu.

Notas finais
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