Seven Souls

3 Capítulo 2 — Beijos


Notas iniciais
Tcharam~~ Aqui está o segundo capítulo. Muito obrigado a todos que leram meu capitulo 1 e ainda mais a quem favoritou e quer continuar acompanhando a história XD isso me deixa muito feliz~~ Espero que gostem desse novo capítulo, achei ele bem mais emocionante que o anterior. Boa leitura.

— Ahh Reikeee, me leva na escola com você, eu nunca fui numa escola normal. Eu juro que vou me comportar... — implorou Aneki.

— Eu já disse que não! O que você vai dizer quando chegar lá, hein? Ninguém nunca viu você, não tem como você simplesmente chegar lá e dizer "Oi turma do Reike!!!" — retrucou, negando o pedido dela de levá-la junto.

— Mas eu posso dizer que... ahmm... é... ok, você venceu — derrotada, porém ainda com esperança, Aneki tentou pela ultima vez. — Mas se você me levar, eu deixo você pegar nos meus peitos — tentou persuadi-lo enquanto mexia neles, balançando-os enquanto apertava-os.

— Eu não caio nessa de novo — retrucou novamente, com seu nariz sangrando.

— GAAYYY! — gritou Haiiro.

— Vai se fuder gato pervertido — gritou de volta e voltou-se para Aneki. — Eu não vou te levar pro colégio e fim de assunto — concluiu, decidido a não levá-la.

Reike foi para seu quarto pegar seus matérias e após isso saiu de casa deixando a loira para trás. Ela permanecia em meio aos seus suspiros encarando-o enquanto ele fechava a porta.

Estavam no meio da aula de física, quando de repente a porta abriu-se rapidamente e uma garota entrou correndo na sala. Ela estava olhando para baixo, então Reike não conseguia ver o rosto da garota, mas aquele cabelo loiro um pouco abaixo dos ombros era-lhe muito familiar...

Quando ela chegou na frente do quadro negro levantou a cabeça e disse com os peitos balançando, após dar um "saltinho" de animação:

— Oi turma do Reike!!!

Ouve-se um baque surdo. Era Reike batendo com sua cabeça contra a classe.

"Isso não pode estar acontecendo, NÃO PODEEEEEE! Como que deixaram ela entrar na escola? E pior ainda, ela realmente disse "Oi turma do Reike!!!". Afinal, PORQUE A ANEKI ESTÁ AQUIIII?!?!?!", Gritava lamentando em seus pensamentos enquanto toda turma olhava-o com cara de espanto.

— E... q-quem seria você? — perguntou o professor.

— Eu sou a Aneki — disse ela sem conter o grande sorriso presente em seu rosto. — A nova aluna transferida, eu estou fazendo intercâmbio e moro na casa do Reike.

— Ok, então sente-se do lado dele e ele poderá te ajudar.

Depois de se sentar na classe ao lado dele, ela olha com uma cara de "eu venci".

— Parece que vamos ser colegas, Reike... — ela, se aproveitando da situação, diz piscando o olho e dando um sorriso. — Eu vi isso de aluna transferida nos seus mangas, hihihi.

— Vai se fuder! eu te disse para não vir, desgraça — falou para ela.

Todos os seus colegas olharam mais espantados do que já estavam.

Ele definitivamente sentiu algo se quebrando... era a sua dignidade e reputação de aluno comportado com notas exemplares sendo destruída.

No recreio todo mundo só falava sobre ele e olhava para ele... mais especificamente para a Aneki, que insistia em ficar ao seu lado.

"Eu não sei como que uma garota tão bonita está morando com um cara como ele", "Waaaw que gostosa", "Como que ele conseguiu uma garota tão linda?", por todo lugar que os dois passavam ouvia-se esses comentários e assim continuou até chegarem em casa.

— Ahhh, finalmente em casa — resmungou ele, depois de se atirar no sofá, onde Shiira também estava.

Depois de almoçar era hora do treinamento, porém dessa vez Aneki estava dando uma aula teórica de como lutar contra Lyryukus para Reike.

— Primeiramente, você precisa saber que existem dois tipos de Lyryukus — explicava ela. — Os iniciantes, que não tem um cão, e os caçadores, que tem.

— Mas um cão não fará muita diferença em uma luta, certo?

— É ai que você se engana, Reike. Esses cães são nosso maior problema em uma luta. Caso a saliva ou o sangue de um deles entrar em contato com o seu sangue você não conseguira mais se teletransportar. Resumindo, mate-os antes que eles te mordam, caso contrario será seu fim.

...

E assim se passou a semana toda, sua vida tinha realmente mudado, entretanto não sabia dizer ao certo se era para melhor ou pior.

Ele e o pessoal iam para o colégio de manhã, passavam a tarde toda treinando técnicas de combate, de noite assistiam animes e estudavam, e como de praxe Aneki dividia a cama com o Reike, enquanto Shiira e Haiiro dormiam no chão.

Então chegou quarta-feira, 25/7, aniversario do Reike.

— Feliz aniversario de 15 anos!!! — Todos gritaram assim que Reike voltou para casa após ter ido ao mercado mais próximo comprar os ingredientes para o jantar.

Todos comemoravam, comiam bolo, bagunçavam a casa e ouviam musica alta. Tudo isso teria que ser arrumado pelo Reike depois...

— Aneki, cuidado, você vai derramar refrigerante no sof... — tentou avisar. Falhou.

— Ops, teehee.

Quando Reike ia xingá-la ouve-se um estrondo.

Era a janela da sala que de repente se quebrou. Um cão entrou na casa e logo em seguida pulou para cima do Reike.

Foi tudo tão rápido que a única coisa que ele viu foi a Aneki na sua frente e sangue jorrando nela e no chão, depois de ela ter desferido um golpe de espada que decapitou o cão.

— Vamos! Rápido! Temos que sair daqui antes que o Lyryuku apareça — falou ela, já puxando Reike pelo braço.

— Huhuhu, já é tarde para fugirem — falou o homem enquanto entrava na casa. — Vocês estão mortos, Lirykys!!! — ele gritou e partiu para cima dos dois com ferocidade.

No momento em que ele iria acertar a Aneki, que estava parada na frente do Reike, sua espada foi detida.

O tilintar de duas espadas se chocando ecoou pela casa. A espada do Lyryuku havia sido parada por uma grande espada preta e vermelha que um homem de cabelos vermelhos carregava. Quase ao mesmo tempo outra pessoa de cabelos azul-escuros chegou por trás do Lyryuku e o decapitou.

Reike permaneceu parado olhando as cabeças separadas de seus respectivos corpos com espanto. Ele sentia todos os seus músculos tensos e o suor umedecendo sua testa. Engoliu em seco.

— Uffa, Brenered e Gusttavo... ainda bem... — Aneki dizia, ofegante e aliviada. — Vocês deixaram um passar, seus inúteis.

— Sua peituda maldita, ficou fora por 3 semanas só para achar ele e nos deixou lutando sozinhos com esses demônios — reclamou Brenered.

— Éhh... quem são esses agora? — Reike, logo que retornou a si, tentou entrar na conversa enquanto os dois se encaravam de modo a dar medo.

— Esses são Brenered e Gusttavo, eu tinha pedido para eles tomarem conta da área enquanto eu estava fora tentando te achar, mas eles deixaram um maldito passar.

— Nós não temos tempo para apresentações, temos q sair logo daqui, antes que apareçam mais deles — Gusttavo falou rapidamente acabando com qualquer chance de iniciarem outra conversa fútil.

Ainda sem entender muito bem a situação, ele seguiu todos até uma "cafeteria", onde ficariam até o cair da noite.

— Por favor, poderia me trazer uma cerveja? — pediu Brenered.

— Mas você já tem 18, Brenered? — perguntou Reike curioso.

— Não, eu tenho 17, mas foda-se isso.

— Por favor, traga uma para mim também! — Aneki fez o pedido.

— Ok — respondeu o garçom, com ar de indiferença.

— Aneki... você só tem 13 anos... — Reike tentou impedi-la.

— 1°, eu tenho quase 14 e 2°, como o Bre-san já disse, foda-se.

"Não adianta de nada tentar impedir essa burra, ela faz isso só de sacanagem comigo", pensou.

Agora que havia mais tempo para reparar, Brenered, o de cabelos vermelhos, e Gusttavo, o de cabelos azuis, eram mais altos e mais fortes do que Reike, tinham uma aparência de certa maturidade, porém só de falar com eles já dava para ver que eram apenas uns adolescentes pervertidos.

O tempo que se passou a partir daí foi indescritivelmente ruim. Aneki ficava incomodando o Reike, como já era o de costume. Brenered ficava recomendando hentais e coisas do tipo. O Reike e o Gusttavo eram os únicos que estavam realmente cientes do que falavam, mas não conseguiram conversar quase nada por causa dos outros dois.

— bem, acho que já esta na hora de irmos para os nossos quartos do hotel que eu reservei — informou Gusttavo, já cansado daquilo tudo. — Aé, o quarto teu e da Aneki é o 127. E não pense em fazer nada estranho com ela, ela esta bêbada, ouviu?

— S-sim — respondeu.

"Mas por que diabos eu tenho que ficar no mesmo quarto que ela?", pensou em seguida.

— Heeey, Reikeee, vamos logo... hehehe — falou ela, com o rosto corado e o corpo meio cambaleante.

— Meu deus, que bafo! Vem! Eu vou te ajudar a escovar os dentes.

Bem, deve ser desnecessário afirmar isso, mas foi só os entrarem no quarto que ela já se atirou na cama e começou a fazer birra para não escovar os dentes. Parecia uma criancinha.

"Não tem jeito mesmo", pensou e pegou ela no colo, levando-a até o banheiro.

Chegando lá, deixou ela de pé no chão sem solta-la, para ela não cair. Pegou uma escova e começou a escovar os dentes da Aneki por ela. Enquanto ele fazia isso ela continuava escorada nele com sua cabeça balançando conforme Reike mexia a escova. O cabelo dela estava todo bagunçado por se atirar na cama, seu rosto ainda mostrava-se corado por conta das bebidas e um sorriso bobo permanecia em sua face enquanto Reike passava a escova.

— Pronto — Reike entregou um copo de água para ela enxaguar a boca.

— Uhmmh... vamos deitar um pouco Reike-chan? — perguntou ela, já indo em direção as costas do Reike para ele poder pega-la.

Após ela subir na garupa dele, Aneki abraçou bem forte o Reike apertando seus peitos contra as costas dele.

— Ahnn... — Aneki soltou um leve gemidinho e escorou sua cabeça no ombro de Reike.

— Huh? O que foi? Tudo bem ai? — perguntou ele meio envergonhado.

— Sim, Reike-chan — respondeu ela com a respiração pesada e um sorrisinho ainda presente.

"Ela está tão quente...", ele refletiu.

Aneki continuava se remexendo nas costas de Reike, esfregando-se um pouco nele e soltando alguns sonzinhos.

Chegando na cama, ele deixou ela de um lado e deu a volta até o outro. — Agora troque suas roupas Aneki, eu prometo não olhar... — disse ele deitando-se virado para ela, porém antes que ele pudesse perceber o que estava acontecendo, ela já sentou-se na cama de costas para ele e tirou sua camisa e seu sutiã. Agora preparava-se para usar sua habitual regata de pijama, porém sem por nada por baixo da folgada veste. Reike vendo ela assim corou de vergonha.

Aquele quarto não era grande coisa, havia um banheiro e uma cama de casal, que até era bem confortável... A iluminação era fraca, pois o que clareava tudo naquele instante era apenas um pequeno abajur velho, que produzia uma luz fraca e amarelada.

Já o que iluminava os olhos do Reike e corava cada vez mais sua face era a excitante forma da qual Aneki, que após acabar de botar sua regata folgada sem nada por baixo, ia para cima dele.

Mesmo a luz não sendo grande coisa, a visão da lisa pele da Aneki era bem clara.

Ela, chegando até ele engatinhando da forma mais sexy possível, passou uma das pernas por cima do corpo do garoto, deixando-o entre elas. Ela se deitou sobre o corpo dele, dobrando suas pernas e pondo seu peito sobre o dele.

Lentamente ela começou a esfregar-se nele.

— A...Aneki, para! Você esta bêbada, se você continuar com isso...

— Hihi, você é mesmo um virjão! — retrucou ela sorrindo.

Levantou-se um pouco e após isso seus lindos olhos azul-claros se fixaram na boca do Reike e os olhos dele na dela. Alguns segundos se passaram e os dois continuavam se encarando, seus rostos estavam corados e seus corações batiam tão forte que tinham a impressão de que ou outro poderia ouvir.

Aneki com a boca entre aberta foi se aproximando do rosto do Reike. Ele com sua mão pôs o cabelo dela para trás, passando seus dedos entre aqueles lindos e macios fios loiros. Foi aí que trocaram um longo beijo, o primeiro dos dois.

Após um longo tempo separaram seus lábios e sem dizer uma só palavra ela se deitou ao lado do Reike, agarrou o seu braço entre seus seios e pegou no sono abraçada nele.

"Me pergunto se ela realmente não tem consciência do que está fazendo...", pensou.

Foi uma noite bem conturbada, afinal, Aneki ficava murmurando coisas incompreensíveis e soltando gemidinhos, enquanto usava o garoto como travesseiro humano. Quando Reike finalmente conseguiu pegar no sono, batidas na porta o acordaram, era Brenered e Gusttavo.

— Levantem-se. Vamos, rápido! Já esta na hora de seu "renascimento" — A voz séria e baixa de Brenered passou pela porta fazendo Reike estremecer.

Notas finais
Afinal, quem é que não tem um amigo que bebe um pouco e já fica "fora"? hahaha XD Bem, espero que tenham gostado do capítulo :3 Não sou muito bom em português, mas estou me dedicando muito para fazer o melhor possível. Sendo assim, qualquer duvida que aparecer é só perguntar! Obrigado por ler e até o próximo capítulo~~