Seu Amor É Uma Mentira!
17 Capítulo 16
Notas iniciais
– Eu não me importo. – ele repetiu andando em direção a ela. – Se aposenta, e seja minha esposa, eu amo você além da sua profissão, e te quero como minha mulher. – com a mão ele pegou a dela e deixando o orgulho do grande Uzumaki Naruto para trás, ele se ajoelhou, deixando-a pasma e desacreditada. – Você aceita se casar comigo? – A morena conseguia sentir lágrimas em seus olhos, mas desta vez era de emoção. Ela não acreditava que aquilo era real.
Nunca pensou em reencontrá-lo, nunca pensou que nenhum homem aceitaria sua profissão e não só o reencontrou como ele era o homem que estava aceitando sua profissão! Não podia estar mais feliz, mas as coisas não eram assim tão fácies para ela, nada nunca eram fácil para a Hyuuga. Pegou a mão do Uzumaki que olhava-a esperançoso.
– Desculpe Naruto-kun. – ela disse e ele arregalou os olhos, ele não conseguia ver sua vida sem a Hyuuga. Se tinha uma coisa que sua falecida mãe lhe ensinara é que sempre é hora de concertar os erros, arrepender-se e recomeçar. Queria recomeçar todo sua vida ao lado da morena, sabia que só a ela seria capaz de amar.
– Por favor, Hina. – Hinata respirou fundo.
– Desculpe-me. – ela disse negando com a cabeça. – As coisas não são tão simples, por favor, dei-me um tempo para te responder. – ele se levantou.
– Lhe dou todo o tempo do mundo. – disse paciente, não adiantaria insistir, entendia que tudo fora rápido demais e que ele a havia feito muito mal.
– Obrigada. – ela o abraçou, inalando seu cheiro, já estava decidida, ela aceitaria o pedido do loiro, seu coração sempre foi e sempre seria dele, somente dele. Mas antes conversaria com Tsunade, se ‘aposentaria’, como ele disse, conversaria com as amigas, pensou um bucado sobre o que Temari lhe disse e ela tinha razão e só então depois de tudo resolvido conversaria com ele novamente. Ele a apertou contra seu corpo e inalou o cheiro da curva do pescoço da morena que se arrepiou. – Eu prometo que eu vou te responder o mais breve possível. – ele assentiu e saiu do apartamento da morena, não a forçaria a responder agora.
Hinata passou as mãos pelo rosto até a nuca onde segurou os cabelos, respirando fundo, tinha tanta coisa a ser feita e apesar de querer fazer tudo rapidamente, não sabia por onde começar. Sentia-se feliz, seu coração estava rápido, do rosto o sorriso não saia mais, iria ser feliz ao lado de quem sempre amou. Ele a aceitara, ele se arrependera, ele a amava, nada era mais importante para Hinata. Olhou a caixinha azul que Naruto deixara antes de sair pegou-a e apoiando-se no sofá deixou que seu corpo escorregasse até o chão.
Como as coisas mudavam rápido, bom, no inicio desse dia queria matar o Uzumaki e agora só conseguia pensar nele de maneira positiva. Abriu a caixinha e olhou a linda aliança que há anos escolhera. Respirou fundo, o que faria? Olhou para a Akamaru, o cãozinho a olhava com a cabeça levemente inclinada e não pode resistir acariciar suas orelhas.
– O que eu faço agora? – perguntou para ele. – Por onde eu começo? – há 10 anos sua vida mudara de uma hora para outra e agora estava mudando de novo, tão rápido quanto antes. O pequeno cão latiu fazendo a Hyuuga rir, ele parecia a responder sempre. – Eu vou ligar pra Tsunade e marcar uma reunião com ela. Levantou pegando o celular e discando o número da chefe.
– Olá menina. – ela disse. – Não devia estar trabalhando agora? Ou seu acompanhante furou?
– Não Tsunade, é um tanto difícil explicar. – começou. – digamos que meus um mês exclusivo chegou ao fim antes.
– Você furou com ele?
– Não. – disse a Hyuuga. – Eu quero marcar uma reunião com você.
– Vai vir aqui? – a voz da loira era animada. Ela gostava muito da mais nova, criara um grande carinho por ela, mas quase nunca a Hyuuga ia até sua casa.
– Hai. – disse. – Amanhã?
– Sim querida, pode vir a hora que quiser. – ela disse sorridente, ficava o dia inteiro sozinha ou na companhia de seu amigo/amante Jiraya. Desligaram o telefone e a Hyuuga olhou a hora, iria de manhã a casa da loira sabia que nesse horário a procura era menor e poderia ter uma conversa mais tranqüila, então agora era a hora perfeita para dormir. Sorriu, dormir cedo era raro, mas era algo que amava. Colocou o pijama, bem, a camisa que ela chamava de pijama, ligou o ar e deitou puxando a coberta sobre o corpo.
Pensava no Uzumaki, só conseguia pensar nele, pensava num futuro ao seu lado, no casamento e até em filhos, sabia que podia mudar o tratamento para tentar engravidar, tudo bem que fácil não seria. Eram sonhos, sonhos que um dia foram deixados totalmente para trás, pois pareciam impossíveis, mas hoje, ahh, pareciam concretos e até palpáveis. Ainda sonhando acordada a morena pegou no sono.
O Uzumaki olhava pela janela do carro, o carro estava parado no sinal que parecia demorar uma eternidade para abrir. Em seus pensamentos estava Hinata, ele só conseguia pensar na morena, pensar em tudo que ela passara por culpa dele, respirou fundo, ninguém que a visse podia imaginar o quão forte ela era por enfrentar sozinha todas as peças que a vida lhe pregou.
Precisava sair, conversar, botar a cabeça no lugar, respirar fundo e quem sabe beber um dose. Sabia bem pra onde iria, quando chegou na cidade adolescente Jiraya nunca dormia em casa e conhecendo o padrinho jurava que ele passava todas as noites com mulheres, mas um dia o grisalho assumiu que nem ele tinha fogo para agüentar todas as noites de sexo e ia a um bar, nos confins da cidade, isolado, reservado e que sabia que sempre poderia beber até cair. Para um jovem isso parecia um excelente lugar e então com o nome, juntara seus, até então, poucos amigos e visitara. O bar do Ichiraku o era perfeito desde a primeira vez que fora, e era para lá que ele iria agora.
Acelerou o carro quando o sinal abriu e sentiu a brisa bater em seu rosto com a janela aberta. Por que será que sentia o perfume de Hinata nas narinas quando o vento batia em seu rosto? Talvez porque seu cheiro tivesse ficado impregnado em suas roupas. Respirou fundo inalando o perfume doce e pisou no acelerador. Não podia Hinata responder imediatamente? A dúvida e a insegurança o consumiriam.
Quando já procurava um lugar para deixar o carro o telefone tocou, o fazendo parar por um instante. Olhou no visor sem, realmente, ler o nome que piscava. Atendeu.
– Uzumaki Naruto. – disse automaticamente, acostumado a atender ligações de seus superiores que eram repassadas para si.
– Eu sei que é você Naruto. – disse a voz familiar. – Onde está?
– No Ichiraku. – respondeu ao moreno. – Vem para cá, preciso me controlar. – Sasuke sabia que o amigo estava estranho desde o dia do baile, e imaginava que envolvia Lua. Pegou o paletó jogado sobre a mesa o vestindo com dificuldade pelo celular na mão.
– Estou a caminho. – respondeu e o loiro desligou o telefone. Precisava encontrar um lugar para lar a porcaria do carro antes que deixasse no meio da rua, por falta de paciência. Achou uma vaga não muito longe e parou o carro, trancando-o quando saiu. Largou sobre o bando o blazer.
O loiro analisava o celular, muitas ligações de sua assistente não atendidas, fazia sentido já que ela saíra quase que fugido do trabalho. Bufou, não ligava. Atravessou a porta do bar, sendo recebido com um sorriso do dono que o conhecia de longa data.
– Naruto. – cumprimentou Teuchi. – Como vai?
– Vida de adulto não é fácil. – disse sentando-se no balcão. – Bem que você disse Teuchi. – Naruto sempre tivera a estranha mania de querer ser adulto logo, abraçar as responsabilidades e Teuchi sempre o dizia que não era tão fácil quanto parecia, que com a fase adulta vinham coisas que não esperamos, ele tinha razão.
– O que houve? – ele perguntou sorrindo, servindo o habitual wisky em um copo que colocara na frente do mais novo. Olhou bem para o rosto do loiro que ainda não dissera nada e bebia calado. – Ah, coisa do coração! – adivinhou. Bem que diziam que os funcionários do bar conseguiam ver nossa alma.
– Reencontrei o amor da minha vida. – disse o Uzumaki simplificando, confiava no mais velho, ele já ouvira tantos segredos de Jiraya e do próprio.
– Ela não te quer mais? – disse. Naruto riu, seria mais fácil se fosse assim.
– Ela é uma mulher da vida. – disse fazendo com que o homem se calasse, não que ele ligasse para isso, mas. Olhando para cima viu o velho com a expressão surpresa. Pegou um copo e com uma dose de cachaça dentro ele virou na boca.
– Aí é complicado. – ele disse e o Uzumaki sorriu tomando o ultimo gole de seu Whisky. A porta abriu e os dois próximos a ela sentiram a brisa passar olhando-a. – Boa noite Sasuke.
– Boa noite. – Sasuke respondeu. – Vamos para uma mesa? – o loiro assentiu.
– Vou pedir pra garçonete levar a bebida de vocês. – eles assentiram juntos e foram para uma mesa distante das pessoas que estavam ali.
– Que cara é essa? – perguntou Sasuke, o rosto do amigo ainda não estava recuperado das lagrimas de antes. – Vamos, me conte tudo Naruto. – o loiro assentiu, precisava conversar sobre tudo com alguém. Esperou as bebidas chegarem e com uma só golada esvaziou o copo.
– Eu amo a Hinata. – disse o loiro com sinceridade. Sasuke se perguntava quem era Hinata? Seu rosto confuso não passou despercebido por Naruto que lembrou que Sasuke a conhecia como Lua. – Lua. Eu amo a Lua! – disse.
– Eu percebi no jantar que você gostava dela. – Sasuke parecia pensativo, percebera aquela noite que ele gostava dela, mas achava que não passava de uma confusão do sentimento profissional/cliente que ele mesmo já enfrentara. – E também disse que eu não sabia de nada, o que eu não sabia?
O loiro respirou fundo.
– Lembra quando nos conhecemos?
– Sim, eu lembro. – disse o moreno. – Seu primeiro dia de aula aqui em Tókio. – Sasuke lembrava bem da primeira vez que viu o loiro, logo fora reconhecido como filho do ex-governador e a fofoca rolava solta, quando mexeram com ele com palavras ruins, ele atacara os alunos para defender a memória dos pais, foi então que o moreno incentivado por Sakura, Ino e Temari fora o ajudar. Três contra uma era covardia afinal.
– Lembra quando começamos a conversar e eu te contei sobre uma namorada? – continuou o loiro. – Que eu havia deixado pra trás? – o moreno assentiu.
– Você falou dela por meses. – lembrava-se bem que Ino apaixonou-se pelo loiro assim que o viu, mas ele não a queria, pois amava sua namorada de Konoha, que planejara muitas vezes ir atrás dela. Até que um dia, graças a uma matéria idiota sobre uma falsa corrupção de Namizake Minato o loiro mudou, seu coração endureceu, queriam por a culpa dos problemas políticos em seu pai, ele não pode aceitar, e esqueceu tudo e todos, focado apenas em ser como seu pai e limpar o nome da família. Coisa que fizera com sucesso. Mulheres passaram a ser apenas diversão. — Se não me engano falou dela até aquela história do seu pai, apesar da Ino achar que foi ela que te fez esquecer sua ex. – ele riu, era uma idéia ridícula. – Mas o que isso tudo tem a ver com Lua? – Sasuke não conseguia ligar o que ela tinha a ver com isso tudo.
– São a mesma pessoa. – disse o loiro fazendo o queixo do moreno cair. – Hinata, Lua como você conhece, é minha namorada da adolescência.
E então Naruto contou tudo, contou sobre a fuga fracassada, sobre tê-la reencontrado num programa, ter se tornado seu cliente, das coisas horríveis que disse a ela e todo o sofrimento que a infligiu. Até então o moreno ouvia, mas quando chegou ao que descobrira hoje, Sasuke faltou dar um soco no amigo pelo que fez a morena passar. Tão doce, mas apesar da aparência frágil, os olhos sempre tão fortes. Agora ele podia entender isso. Naruto, também contou do casamento e para sua surpresa seu amigo o apoiou na decisão. O Uzumaki esperava que o amigo não o lhe desse apoio e jogasse em sua cara que ela não passava de uma meretriz, mas gostou de ver o amigo concordar e se convidar para ser o padrinho, claro, se ela aceitasse.
...
O céu estava claro e o relógio marcava 7h12m, a Hyuuga já estava acordada e disposta. Dormir cedo fazia muito bem a ela. Tomou um banho relaxante, com uma roupa casual levou o cãozinho para passear, e voltarei para tomar café, quando Kurenai chegasse.
Andou duas esquinas e ao contrario do que pensava Akamaru só ficava mais animado e queria correr ainda mais. Quando as pernas já estavam cansadas voltou, levando no colo um cachorrinho fujão que quase a arrastara para o lado oposto ao apartamento.
– Bom dia Kurenai-chan. – disse ao abrir a porta e ver a morena na cozinha.
– Bom dia Hina. – respondeu sorrindo. – Você em casa e acordada a essa hora? É uma novidade. – ela riu.
– Sim, eu sei. – concordou. – Mas acostume-se.
– Por que Hina? Mudou de trabalho? – a Hyuuga assentiu.
– Na verdade, eu estou indo acertar minha demissão agora mesmo. – disse. – Pode fazer um café pra mim? – a mais velha assentiu e a Hyuuga sentou-se sobre o balcão esperando suas torradas e ovos.
Comeu junto com Kurenai antes de pegar no sofá a bolsa que já deixara pronta antes de sair e ir pegar o carro. Sim, ela iria de carro, depois provavelmente ligaria para as meninas, tentaria resolver tudo ainda naquele dia. Apesar de já ter algum tempo e ser muito ruim com caminho, sabia bem onde era a casa da loira, afinal ficou muitos dias lá com ela, depois da perda do bebê. Logo estava no portão preto, parou o carro preto do portão de saída e tocou o interfone.
– Olá. – atendeu Shizune.
– Olá Shizune-san. – a intimidade estava clara para a mulher, mas não conseguia saber quem era.
– Quem deseja falar com a Senhorita Tsunade? – perguntou.
– Hyuuga Hinata. – disse e viu o portão ser liberado. Entrou e passando pelo pequeno jardim com ervas e planos medicinais chegou a porta, que já estava aberta. Shizune a espera. – Bom dia Shizune-san. – disse ganhando um abraço.
– Tsunade-sama disse que viria hoje. – ela a soltou. – Só não imaginava que tão cedo.
– Dormi cedo então deu pra acordar. – sorriu. – Possa vê-la?
– Sim, claro. – caminhou lentamente para o escritório com Hinata em seus calcanhares. – Ela está com Jiraya-sama na sala, eles estão conversando, mas ela disse pra quando você chegasse a deixasse entrar, então vai lá. Assentiu, a mais baixa abriu a porta e ela entrou.
– Minha menina. – disse Tsunade sorrindo, parando seu assunto com o grilhaso. – Não sabia que vinha tão cedo. – seus hábitos estavam conhecidos naquela casa.
– Bom dia Tsunade. – disse. – Bom dia Jiraya.
– Bom dia Lua. – sorriu. – É bom vê-la, faz tanto tempo. – sorriu malicioso.
– Sim, você sumiu.
– Deixei para meu afilhado usufruir da sua companhia que eu já tinha tanto. – então o afilhado de Jiraya que ele já falara, era seu cliente?
– Se me permite perguntar, quem é seu afilhado? – sentou-se na cadeira vazia em frente a mesa ao lado de Jiraya.
– Uzumaki Naruto. – a morena se engasgou com saliva e tossiu, os olhos arregalados. – O que houve?
– Nada Jiraya, nada. – tossiu novamente ajeitando a voz. – Sinto em lhe informar que não poderá mais ter meus serviços.
– Por quê?
– Lua está saindo. – quem respondeu foi Tsunade. – Ela vai se aposentar. – o velho olhou surpreso.
– Tão nova. – disse se levantando. – Vejo que tem muito para conversar, já estou indo embora. – beijou a mão da morena. – Foi um prazer Lua. – a mesma sorriu. Jiraya fora seu segundo cliente, fora bem marcante na vida da Hyuuga, no inicio a profissão lhe era horrível, chorava sempre.
– Está mesmo decidida? – perguntou a loira quando ele saiu. A morena assentiu. – O que mudou minha menina?
– Lembra meu namorado? – disse a palavra com dificuldade.
– O pai do bebê? – a Hyuuga assentiu. – O que tem ele?
– Eu o reencontrei, como cliente. – disse, deixando a loira surpresa.
– Qual cliente? – Hinata riu. – Qual é a graça?
– É o Naruto. – respondeu. – Que eu acabei de descobrir que é afilhado do Jiraya.
– Isso é serio Hinata? – perguntou vendo-a confirmar. – Eu conheci Naruto quando ele veio pra Tókio, incentivei Jiraya a recomendar os serviços, e esse tempo era ele? Por que não me disse nada?
– Ele não me reconheceu de cara e quando reconheceu aconteceu tudo rápido demais eu fiquei sem saber o que falar, ele sumiu por um tempo...
– Foi ele que contratou os um mês. – disse Tsunade entendendo os verdadeiros motivos por trás daquilo.
– Hai. – respondeu. – Ele estava com ciúmes, um detetive particular que ele arrumou contou que eu estava com um cliente.
– Hinata ele não pode fazer isso. – exclamou. – Vai contra nossa política de privacidade.
– Eu sei, mas ele fez... – contou. – Acabou sendo Tsunade. Agora ele sabe de tudo.
– Tudo mesmo? Até do bebê?
– Sim. – os olhos da Hyuuga enchiam de lagrimas de ficar lembrando sobre seu filho que nunca tivera a chance de vir ao mundo. – Até do bebê.
– E como ele reagiu? – sorriu, tentando controlar as lagrimas, estava ali para dar uma noticia feliz a chefe.
– Ele me pediu em casamento. – sorriu. – Disse que me ama, que quer viver comigo e que não liga que eu tenha trabalhado como tal.
– Você o ama, não é? – conhecia bem a morena e de todas as meninas era fora a única que nunca se relacionou com ninguém de verdade, sempre lembrava do antigo namorado e sempre doía quando tocavam no assunto.
– Muito. – a loira sorriu.
– Seja feliz minha querida. – disse. – Me convide para o casamento se não for um incomodo.
– Claro que convidarei. – sabia que aquela frase era sua liberação, agora recomeçaria, e tudo desse certo, esperava que sim, ao lado dele. Tsunade estava feliz, sempre torcera pelo bem da Hyuuga e que ela encontrasse a felicidade fora dessa vida que levava. Sorria ao ver ela sair de seu escritório, sorria ainda mais por saber que dessa vez ela não voltaria mais para falar de clientes ou de outras meninas.
...
O loiro andava de um lado para o outro no escritório, olhava para o celular de 5 em 5 minutos e nem a ressaca o deixava menos ansioso. Queria que ela ligasse, lembrou-se de deixar seu cartão junto a caixinha do anel para ela, precisava saber a resposta, precisava saber se a Hyuuga o perdoara por tudo e ficaria com ele. Olhou para o relógio e estava na hora de ir embora 20h00m, é, parecia que ela não ligaria, não hoje.
Pegou a pasta e despediu-se de Anko quando saiu, hoje iria direto para casa, provara ontem que beber não iria aliviar a tensão que sentia por não saber se ela seria sua pelo resto de suas vidas.
...
Hinata estava nervosa, demorara mais finalmente conseguira falar com todas as meninas. Elas saiam da faculdade as 21h e iriam direto para sua casa, Tenten iria com seu primo, eles dois já sabiam a verdade e com certeza a ajudariam. Não imaginava como seria contar, não imaginava a reação delas.
Não podia ter certeza que elas reagiriam como Temari, mas torcia, não queria perder as amigas que demorara tanto para conseguir. As primeiras amigas que tivera na vida inteira. Respirando nervosa e rapidamente entrou na banheiro, tinha uma hora e precisava relaxar. A música tocava pelo celular no banheiro, o cabelo preso com alguns fios molhando-se na água espumada.
Olhava para o teto, não tinha porque contar, mas não iria correr o risco. Já era certo que aceitaria o pedido de Naruto e uma relação com o governador geraria pesquisas sobre sua vida. E suas amigas, as famílias de suas amigas, viviam no meio da política, dinheiro, e pensava até que uma das famílias poderia usar seu passado para chantagear o Uzumaki, e elas acabarem descobrindo e nesse caso entenderia a pior reação delas, por não terem contado. Pensava o pior do mundo dos ricos, nunca fora envolvida com política, mas sabia bem como seu pai comprava os políticos e como odiava quando um não se deixava comprar como Minato.
Passou a mão sobre os olhos, sempre tivera problema em ser aceita na época da escola, mas aqui não tinha esse problema, sabe, em ser aceita como pessoa. Mas sabia que não a aceitariam profissionalmente, mas mesmo que o baque inicial doesse, ela contaria e um dia sabia que teria as amigas do lado dela de novo.
Saio da banheira, falta menos de vinte minutos para que elas estivessem começando a chegar, e sua pele já estava enrugada de tanto tempo na água. Colocou um vestido leve lilás e permaneceu com os cabelos presos, não sentia vontade de os pentear agora. Encheu o pote de Akamaru com ração e no pequeno prato que já esperava quente no microondas ela jantou. Parece que foi algo combinado, quando terminou de lavar o prato e o colocou no escorredor a campainha tocou.
– Já vai. – gritou para a porta enxugando a mão no pano de prato sobre o balcão e correu. Abriu a porta. E lá estavam Ino e Sakura, bem, as duas que precisavam saber.
– Olá Hina! – disseram juntas. – Por que tanto desespero pra falar com a gente?
– Entrem. – abriu a porta para as amigas. – Vamos esperar a Tenten e a Tema. – elas assentiram.
– Tem algo pra beber ai Hina? – perguntou Ino já fuxicando a geladeira.
– Pode pegar o que quiser Ino. – fechava a porta quando sentiu a empurrarem. Sorri abrindo-a de novo. Era o primo, a namorada e Temari. – Entrem. – o sorriso dela era suplicante, precisava de apoio pra contar aquilo. – Sentem-se, por favor.
– O que foi Hina? – perguntou Sakura. – Por que tudo aqui hoje parece tão serio?
– Porque eu tenho algo serio pra contar. – começou sentando-se de frente para elas. – Não vai ser fácil, mas peço que tentem entender toda minha história.
Continua...
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