Seu Amor É Uma Mentira!
18 Capítulo 17
Notas iniciais
– O que foi Hina? – perguntou Sakura. – Por que tudo aqui hoje parece tão serio?
– Porque eu tenho algo serio pra contar. – começou sentando-se de frente para elas. – Não vai ser fácil, mas peço que tentem entender toda minha história.
– Isso vai ser problemático. – disse Temari, arrancando uma leve risada da loira presente, Tema estava andando muito tempo com Shikamaru.
– Bem... – Hina olhou para os amigos que conheciam sua história, eles sorriam e davam o apoio que ela precisava para ter coragem. – Eu sou uma acompanhante. – disse sem pausa para não deixar que o medo a calasse. – Faço parte das meninas da Tsunade. – os olhos que repousavam no chão, subiram para olhar para o rosto das amigas que a encaravam surpresas.
– Você está brincando? – perguntei Ino.
– Não. – respondeu a morena. – Eu tinha medo de contar e vocês me renegarem como amiga por isso.
– Vocês já sabiam, não é? – perguntou Sakura aos outros, eles não esboçavam reação.
– Sim. – respondeu Tenten. – Eu conheci a Hina antes de vocês e, na época, ela ainda estava começando e era complicado lidar sozinha com tudo e me contou.
– E eu descobri. – disse Temari. – Fui contratada por Naruto pra investigar a Hina e acabei descobrindo.
– Naruto? – perguntou Ino. A Hyuuga respirou fundo, outro assunto que deveria explicar. – Ele é seu cliente?
– Também. – respondeu. – Vocês sabem que as garotas da Tsunade só atende a elite da sociedade. – elas assentiram. – E Naruto até se tornou meu cliente, mas nossa história começa há muito tempo antes disso. – respirou fundo novamente e se abriu para com as amigas, contou sobre seu passado, sobre o namoro com o loiro, sobre as ruas, sobre a gravidez, sobre Tsunade e tudo que lhe aconteceu.
– Você? – perguntou Ino.
– É ela mesmo. – disse Temari.
– Sou eu o quê? – perguntou.
– Nós conhecemos Naruto na escola e, nos primeiros meses, ele falava muito sobre uma namorada que ele deixara pra trás, sobre ir buscá-la e como a amava. – quem respondera foi Sakura, ela estava seria e sua voz saíra igualmente, uma coisa não saia de sua mente, seu Uchiha, será que já fora cliente dela?
– Ele falava de mim? – Ino riu.
– Sim. – respondeu Sakura igualmente seria. – Olha, legal, você confiou em nós, mas eu sei que as meninas da Tsunade só trabalha pra rico. – ela assentiu e a rosada ficava cada vez mais sem-graça. – O Sasuke, ele já foi seu cliente? — Hinata respirou fundo, não queria mentira com as amigas, muito menos uma desse nível.
– Sim. – respondeu com os olhos baixos. – M-Mas eu não sabia...
– Desculpe Hina! – ela se levantou. – Não dá pra saber que você dormiu com o cara que amei a minha vida toda e simplesmente aceitar. – puxou a mochila indo para a porta. – Desculpe. – ela saiu deixando todo mundo surpreso com a reação. Hinata sabia que tinha a chance das amigas não aceitarem, mas não imaginou que a rosada sairia assim.
– Bem, eu não importo se já pegou algum amigo, ex, ou algum namorado meu. – disse a loira.
– Era o trabalho dela, ela não ficava com nenhum deles porque queria. – disse Neji.
– Mesmo que quisesse, eu não posso falar nada já peguei o Naru. – ela sorriu amarelo para a amiga.
– O Naruto? – perguntou a Hyuuga.
– Ino. – Reclamou Temari revirando os olhos.
– Sim, na época da escola. – disse. – Eu era apaixonada por ele e ainda acho que ajudei ele a parar de falar tanto em você.
– Você sabe que não foi assim. – disse Temari, a amiga há anos insistia na versão de que ela ajudara a Naruto esquecer a namorada, mas sabíamos que não era assim. – Na época tavam acusando o pai dele de ser corrupto e ele se fechou, até pra nós, dizia que limparia o nome da família e seguiria os passos do pai. Depois disso ele nunca mais falou de você e também nunca namorou uma mulher a serio.
– Bom, isso ajudou também. – disse a loira rindo. – E é bem verdade, ele nunca quis nada serio comigo. – ela olhou para Hinata. – Eu não acredito que era você.
– Sou eu sim. – disse. – E tem uma coisa que quero contar a todos. – Neji a olhou confuso, o que a prima ainda tinha para contar que não falara nada? – Eu deixei a profissão hoje e eu vou me casar.
– Se casar? Com quem? – perguntou Neji serio e, um tanto, bravo fazendo Tenten segurar seu braço para controlá-lo.
– Eu vou me casar com Naruto! – disse sorrindo.
– Sério? – perguntou Tenten, os olhos brilhando de felicidade.
– Eu ainda não respondi a ele, mas eu vou aceitar. – sorria, nunca pensou que fosse dar essa noticia a ninguém.
– O Naruto vai casar? – perguntou Ino. – Só mesmo você, nunca pensei que fosse vê-lo casar. Eu quero ser uma das madrinhas.
– Todas vocês serão. – respondeu sorrindo contente e sentiu os braços das amigas em seu corpo. A aceitação não fora mutua, mas fora muito melhor do que imaginara. Sabia que um dia Sakura a perdoaria e entenderia. – Foi bom dividir isso.
– A Sakura vai entender um dia Hina. – disse Tenten, a rosada haveria de entender que a amiga não queria aquilo e muito menos sabia que ela era apaixonada pelo Uchiha.
– Vai sim, eu vou conversar com ela, mas eu preciso saber de uma coisa. – as meninas e moreno presente olharam para Ino, pelo seu rosto elas sabiam que coisa boa não viria. – Você foi com o Itachi no jantar? – Hinata assentiu. – Isso quer dizer que ele era seu cliente?
– Sim. – respondeu a Hyuuga revirando os olhos entendendo bem onde a amiga queria chegar.
– Menina, ele é bom de cama? – perguntou, a morena corou e Neji levantou.
– Eu não vou ficar aqui ouvindo isso. – bufou. – Eu já ajudei no que tinha que ajudar, agora eu vou embora. – deu um beijo na testa de Hinata. – Vamos Tenten. – a morena ria enquanto caminhava para a porta encontrá-lo.
– Até depois meninas. – ela saiu rindo com o Hyuuga, ele estava serio. Não queria ouvir sobre a vida sexual, ou melhor, a profissão sexual da prima.
– Vamos Hina, responda. – insistiu. – Ele é bom de cama?
– Muito. – disse corada. – Muito gentil, também.
– Melhor que Naruto?
– Não. – disse sem sequer pensar, para ela ninguém nunca seria melhor que Naruto. – Mas é muito bom, tão gostoso quanto você deve imaginar que ele é.
– Ohh. – ela sorria sacana. – Eu adoraria prová-lo.
– Eu posso conversar com ele pra você. – levantou a morena para pegar um copo de água na cozinha.
– Bem que eu queria, mas meu coração tem dono. – confessou com o rosto corado.
– Seria meu irmão? – Temari a encarava desafiadora e ela corou ainda mais. – Nem precisa mais responder, sua expressão já disse. – Hinata riu na cozinha.
– Vocês formam um belo casal.
– O Gaara é um idiota, obvio que não é ele. – disse Ino.
– Ah Ino, vamos. – insistiu Temari. – Está mais que na cara.
– Gosta dele Ino? – Hinata voltava para sala e sentou do lado das amigas. – Vai, eu acabei de contar que trabalhei como prostituta, você pode assumir se gosta de um cara. – olhou para as amigas, nervosa, bem, fazia sentido.
– Gosto, mas ele é um idiota que só sabe me irritar! – as duas riram.
– Amor é isso! – disse Temari. – Olha só o que eu faço com o coitado do meu preguiçoso. – ela se levantava.
– Já vai embora Tema? – perguntou a Hyuuga.
– Eu vou, estou morrendo de sono.
– Me leva? – perguntou a loira. – Vim de carona com a Sakura.
– Tudo bem. – a loira abriu a porta.
– Boa noite meninas! – elas sorriram e fecharam a porta. A Hyuuga respirou fundo, era isso, estava tudo resolvido. Tudo que ainda tinha que resolver estava resolvido, sentia lagrimas se formando no canto dos olhos, poderia ser de Naruto, agora para sempre.
Sorrindo fora para o quarto pegando a blusa que usava para dormir, deitaria e tentaria se entregar o sono. Pois sua vontade era ligar imediatamente para o loiro, queria estar com ele, dizer que aceitava se casar com ele e saber que estaria sempre em seus braços a partir daquele momento. Mas, no fundo, o imaginava ansioso de expectativa para sua resposta e, seu pequeno lado egoísta, gostava de imaginar isso então o faria esperar até amanhã.
...
– Que tal dormir lá em casa hoje? – perguntou Temari, sabia que o irmão estava caidinho por Ino, há anos era assim, desde a época que ela ainda suspirava por Naruto. E agora sabendo que ela, também, estava interessada nele podia muito bem dar uma força para seu irmão que coincidentemente estava passando uns dias em sua casa, já que Kankuro estava viajando e que seu apartamento reformando.
– Não vai ficar no Shikamaru? – perguntou a loira, sabia que a amiga ficava mais na casa do namorado do que na sua própria, era até estranho receber tal convite.
– Hoje não, ele vai trabalhar a noite toda e eu nem to mais acostumada a ficar sozinha em casa. – mentiu descaradamente.
– Tudo bem. – respondeu sorrindo. – Vai ter que me emprestar um pijama bem confortável. – Temari assentiu sorrindo. Ai Ai, sabia que provavelmente apanharia depois, mas se tudo saísse como planejado, valeria a pena. Não agüentava mais ver o irmão suspirando e sonhando com a loira quando não tinha coragem.
Dirigiu tranquilamente para casa, na verdade, era a primeira vez que aparecia lá desde que o irmão fora passar uns dias. Vivia na casa de Shikamaru tanto que já conversara com ele sobre morarem oficialmente juntos. Quando estacionou o carro, viu a loira sair animada ao seu lado. Sorria sacana, como seria a reação de ambos? Destrancou a porta e entrou na frente da convidada, viu a cabeleira loira por de trás do sofá, ele assistia a TV, sem desfiar o olhar nem mesmo com o som da porta.
– Já pode ir pegando aquele... – parou de falar ao entrar, aquilo era cabelo? E ruivo? Olhou para Temari furiosa ao mesmo tempo que o ruivo olhou para trás, sendo surpreendido pela voz familiar. – Eu não acredito. – disse, ouvindo a risada da amiga.
– Você por aqui loirinha? – perguntou o ruivo, ela o olhando bufando.
– Temari me chamou para dormir aqui. – bufou ainda mais. – Mas não me contou que estava aqui, senão eu nunca viria.
– Aposto que ela contou e quando soube que eu estaria aqui, ai mesmo quis vir. – ele riu debochado.
– Nunca. – disse a loira. – E por que está aqui? Não tem mais casa não? Aposto que conseguiu falir seu pai. – ele riu.
– Eu estou reformando minha suíte. – deu uma piscadela para ela. – Se quiser conhecer depois de pronta. – como ela podia estar mesmo gostando dele? Do mundo que lhe irritava e provocava como ninguém?
– Vá à merda! – disse simplesmente, olhou para trás e viu que a amiga não estava mais lá. – Onde é o quarto da Tema?
– Ultima porta do corredor. – respondeu e ela seguiu o caminho. – Loirinha. – ela o olhou irritada. – O meu é a segunda porta a esquerda, vai ta aberta pra você, viu? – ela bufou e continuou andando.
– Temari. – empurrou a porta semi-aberta e entrando. – Por que fez isso? – a loira colocou o dedo sobre os próprios lábios indicando para ela fazer silencio.
– Não Shika, hoje não. – dizia. – Eu vou amanhã depois do curso, sim? – uma pausa. – Boa noite meu amor. – desligou.
– Você ia para o Shikamaru hoje, não é? – Perguntou bufando.
– Sim. – sorriu vitoriosa.
– Por que fez isso?
– Ino acorda! – disse se levantando. – Gaara é louco por você, desde o colégio.
– Você que é louca aqui. – respondeu. – Me dá o pijama logo e me diz onde posso tomar um banho, estou cansada.
– Se não quer acreditar tudo bem, mas não tenho motivos para inventar isso. – ela jogou o pijama para o outro lado. – O banheiro naquela porta ali. – apontou para a porta dentro do quarto. – Sinta-se em casa.
Ela pegou a camisola vinho que a amiga lhe jogara e fora para o banheiro. Aff, esquecera de pegar uma toalha, usaria a que estava ali mesmo. Ligou o chuveiro e entrou sobre a água na temperatura ideal para deixar seu corpo relaxado. Temari estava louca só podia, ele tentava fazer da sua vida um inferno não se sentia atraído por ela.
Temari vestiu o pijama e foi a sala.
– Por que a trouxe? – perguntou o ruivo.
– Porque eu to cansada de te ver suspirar sem fazer nada. – disse ela. – Mas parece que nem com esse empurrãozinho vocês tomam uma atitude. – deu de ombros. – Vocês quem sabem. – passou para a cozinha, queria um copo de água, ou quem sabe um leite para poder deitar.
Ino se secou lerdamente e optou por não colocar as peças intimas para dormir, eram de sair e seria um incomodo durante a noite. Vestiu a camisola vinho com o busto detalhado em renda, um tanto indecente, afinal tinha bem mais seios que a amiga que lhe emprestara, mas o cumprimento lhe era até agradável. Deixou os cabelos longos soltos e deixou o banheiro com suas roupas nas mãos. Colocaria dentro da bolsa da faculdade.
Temari entrou no quarto no mesmo momento, precisava deitar-se, fecharia um serviço amanhã cedo e ainda teria aula.
– Onde vou dormir? – perguntou Ino.
– Aqui comigo. – apontou para a cama de casal onde ela estava sentada. A outra assentiu. Com o controle em cima da cômoda ligou o ar condicionado e puxou os cobertores da cama para deitar-se com a amiga.
...
Girava na cama, algo a incomodava, via Temari adormecida ao seu lado, e o tempo passar rapidamente no pequeno relógio no criado-mudo ao seu lado. Que inferno, ela pensava, por que raios não conseguia dormir? Bom, talvez porque o que a amiga falara incomodasse seus pensamentos. Seria mesmo o ruivo louco por si? Sentia vontade de rir só de pensar nisso, mas, também, sentia uma necessidade de ter certeza de que aquilo era loucura. Mas como comprovar? Falar com ele? Não, seria loucura.
Ah, que se danasse a sanidade, arrancou a coberta de seu corpo sentindo-o tremer pelo cômodo gelado. Andou depressa e saiu; O que ele falara? Segunda porta a esquerda, não foi? Mas estava na direção oposta, então seria agora o primeiro á direita? Era tão ruim em direção que entendia não seu pai não ter lhe dado um carro, olharia em todas as portas.
Olhava com cuidado as portas e parece que por destino ele estava na ultima em que olharia, já tinha aberto todas, menos a que sua mão agora repousava sobre a maçaneta.
– Coragem, Ino. – sussurrou. – Você nunca teve medo de homem. – respirou fundo e abriu. As luzes, do corredor, iluminaram o quarto, deixando-a ver o ruivo adormecido sobre a cama. O rosto branco em contraste com o cabelo, parecia um anjo, malvado, mas ainda um anjo. Entrou no quarto em silêncio, mas desastrada como era acertou o dedo na armação da cama.
Como aquilo doía, pulou mordendo os lábios para não reclamar da dor, mas era tarde, quando olhou para frente viu os olhos verdes a encarando surpresos.
O que a loira fazia ali? Certo, ele disse que a porta estaria aberta para ela, mas não era um convite e sim uma provocação, gostava de implicar com ela, tanto quanto ela com ele, nunca imaginou que ela apareceria mesmo ali.
– O que faz aqui Ino? – perguntou e pigarreou logo depois, a voz mais grave que o normal por estar ainda sonolento. Em silencio ela se sentou aos pés da cama, e ele se levantou, sentando um pouco o corpo para lhe dar lugar. – Não pensei que fosse aceitar meu convite. – riu.
– Não seja idiota. – disse seria e superior, mas por dentro ela estava com medo, não fazia idéia de como perguntar aquilo a ele. Ele viu que ela falara a serio e tirou o sorriso provocativo do rosto.
– O que quer? – perguntou serio, ele tentava jurava que tentava olhar para o rosto dela, mas seios seus, pareciam suplicar para serem tirados da camisola com o busto apertado demais para eles.
– Tema, bem, ela disse... – parou criando coragem e olhou para o ruivo que olhava para seu decote mordendo os lábios. – Gaara! – disse seria. – Olha para mim.
– Eu estou olhando. – disse cínico.
– Para meu rosto. – ele suspendeu o olhar.
– Desculpe. – foi sincero. – É que você ta vestida assim.
– Sua irmã disse que você sente algo por mim, é verdade? – ela disse de uma só vez, o fazendo tossir engasgando-se. — Não finja que está morrendo engasgado, não sem me responder. – ele riu internamente e controlou-se. Era a hora de ser sincero com ela.
– Eu te amo Ino! – falou sorrindo, o mesmo sorriso cínico de sempre.
– Está falando a verdade?
– Desde sempre! – tocou seus cabelos tirando a franja de seu rosto agora olhando para seus olhos. – Você é a mulher perfeita loirinha!
– Então por que me provoca tanto? – ela sentia seu coração bater forte.
– Porque você linda com raiva. – disse sorrindo, os lábios convidativos. Ela olhou para seus olhos e viu nos olhos verdes que ele falava a verdade, os muros dentro de si, para confessar, se entregar e amar de novo, desde Naruto, ruíram. Os braços longos e femininos circularam o pescoço masculino e seus lábios carnudos cobriram os dele, lenta, carinhosa e apaixonadamente eles se beijaram.
...
Abriu os olhos preguiçosamente, sentia que o dia já havia amanhecido e ouvia um pequena risada a porta, olhou.
– Tema? – perguntou.
– Sim. – ela ria. – Vejo que veio parar no quarto do meu irmão. – ela corou.
– Vou deixar você se vestir e se quiser ainda te dou uma carona para casa.
– Não Tema, eu vou ficar um pouco mais.
– Okay. – ela saiu encostando a porta anteriormente aberta. Ino olhou para o lado e lá estava ele, dormindo tranquilamente. Os corpos nus, tão grudados que podia sentir seu coração. Lembrava-se de detalhes da noite anterior, os toques dele, os beijos, a paixão. Sorriu, fora a primeira vez que se sentiu realmente amada.
...
A Hyuuga andava pela casa e conversava tão animada que Kurenai se surpreendera, a morena nunca era tão feliz assim.
– O que houve pequena? – perguntou a mais velha. – Está tão feliz hoje. – a mais nova corria pela casa fugindo do pequeno cãozinho que se divertia com a brincadeira.
– Kurenai-chan, se eu pedisse para entrar na igreja junto comigo, você entraria? – perguntou.
– Sim, querida. – disse. – Mas o certo não seria seu pai ou então o pai do seu noivo?
– Meu pai. – suspirou, quem sabe um dia tomaria coragem para falar com ele de novo. – O meu noivo não tem pai, mas tem um padrinho, eu podia entrar com ele e você com meu noivo. Você aceitaria?
– Claro pequena! – respondeu sorrindo. – Sabe que a tenho como filha, mas que noivo é esse que nunca conheci? – com um pulo a Hyuuga a abraçou, se ainda conseguia imaginar sua mãe, ela era como Kurenai.
– O trarei para conhecê-la. – respondeu. – Quem sabe amanhã. – ela sorriu.
– Vai tomar café da manhã, agora? – perguntou terminando de fritar os olhos.
– Sim, eu vou. – respondeu. – E depois quero passar no orfanato, levar presentes aqueles pestinhas.
– Vá sim querida, sempre se sente bem com eles. – sorriu.
– Eu irei, se não hoje, amanhã sem falta. – estava em êxtase, era hoje, falaria com Naruto, hoje seria o dia mais feliz da sua vida. Correu para o quarto e se jogou na cama, sentindo a bolinha de pelo subir e deitar ao seu lado. Estava ofegante pela brincadeira antes. Pegou o celular e olhou a hora, passavam das 11h00m, mordeu os lábios, ligava ou não para ele? Quer saber, ligaria sim. O telefone que ele deixara no cartão sobre o balcão já estava salvo no celular e o discou. Prendeu o celular ao lado da orelha esquerda e mordeu os lábios quando começou a chamar. Se sentia uma adolescente com seu primeiro, quem sabe porque ele fora seu primeiro e único amor.
Naruto estava em sua sala, a cabeça apoiada sobre a mesa, sentia sono, muito sono. Duas noites que não dormia direito, esperava ansioso por uma ligação que não viera e isso o estava matando. Será que ela, na verdade, não queria pensar sobre o assunto, só queria tirá-lo de sua casa? Pensava em ir até lá, mas se tivesse errado, ela merecia seu espaço para pensar.
Sentiu o celular vibrar no bolso direito, provavelmente Jiraya, fazia tempo que ele não ligava. Mas quando pegou o celular deparou-se com um número desconhecido era aconselhado a não atender números desconhecidos que ligassem para seu celular, mas e se fosse ela? Seria ela? Atendeu sem pensar muito.
– Naruto-kun...? – seu coração pareceu aliviar-se, era impossível não reconhecer não reconhecer aquela voz.
– Hina. – ela sorriu pelo apelido. – Finalmente você ligou. – pela voz de alivio pode perceber que ele estava ansioso por sua ligação. – Você pensou? Vai me responder?
– Podemos nos encontrar hoje? – perguntou ela.
– Sim, minha Hime. – respondeu o loiro ansioso. – Aonde você quiser, só dizer o horário.
– No bar do Noami, okay? – ouvi o som dele afirmando. – Ás 21h?
– Por que tão tarde? – perguntou ele. – Não pode ser às 19h ou às 20h? – ela queria sair do curso e poder passar em casa para se arrumar, mas às 20h, daria.
– 20h00m então. – disse. – Espero que já esteja lá quando eu chegar.
– Vou chegar as 19h se quer assim minha Hime. – ela sorriu e desligou o telefone.
Ela estava ansiosa, nervosa e feliz, de hoje não passava. Levantou saindo do quarto podia sentir o cheiro do café da manhã que já estava pronto. Comeu ao lado da mais velha e assistiram TV o resto do dia, quando a mesma fora embora, Hinata aproveitou o embalo para ir ao curso. Estava tão ansiosa que quase esquecera da aula.
– Hina! – disse Temari vindo em sua direção. – Não acredita no que vou lhe contar.
– O que? – elas entravam lado a lado na sala.
– Ontem Ino foi dormir lá em casa, meu irmão estava lá e quando sai hoje ela tava na cama dele. – contara vitoriosa, havia conseguido finalmente juntar aqueles dois cabeças duras.
– Serio? – a morena sorria.
– Sim, ela quase me matou antes, mas deu certo minha armação de levá-la para lá.
– Boa tarde meninas! – disse Shino que chegara a sala.
– Boa tarde Shino-kun. – respondeu Hinata sorridente.
– Sobre o que conversam?
– Temari conseguiu juntar uma amiga nossa a seu irmão. – ele sorriu.
– Me conte melhor isso. – e elas contaram, detalhes da relação dos dois,e Hinata sorria, via em Shino um excelente amigo. Mas o professor chegou e silencio fora pedido para começar a aula.
...
O loiro olhava para o relógio e para a porta, queria que adiantar o relógio de sua sala fizesse o tempo passar mais rápido. O dia passava lentamente, o deixando completamente louco.
– Naruto. – Kakashi entrara. – Ansioso para inauguração da nova praça? – ele bufou, aqueles velhotes idiotas conseguiram liberar aquela praça.
– Estou mais empolgado para a reforma daquele orfanato publico que demorou 1 ano pra eu conseguir. – disse ele.
– Sempre tão certinho. – o platinado sentou-se sobre o sofá confortável da sala. – É, pelo menos, assim o dia que se envolver em um escândalo podem até brigar, mas não fazer nada.
– Eles são mais errados do que é verdade. – deu de ombros. – Eu nunca liguei mesmo para o que aqueles velhotes dizem. – olhou de novo para o relógio, seu conselheiro tinha que entrar logo agora, já passavam das 19h00m.
– A praça vai ser bom pro seu currículo. – disse ele.
– Até o primeiro atropelamento. – respondeu taciturno. – Mas eu vou ajeitar aquelas estradas, pelo menos nisso aqueles velhos não podem se meter.
– Isso. – disse o mais velho. – Uma boa idéia.
– Kakashi, a idéia foi sua. – ele riu.
– Por isso é uma boa idéia. – riram juntos.
Conversa vai, conversa vem, finalmente o tempo parecia passar mais rápido e quando olhou era 19h40m, horário perfeito.
– Desculpe Kakashi, eu tenho que ir.
– Mas não ia ter uma reunião hoje a noite?
– Ia, eu cancelei. – pegou o blazer e a pasta correndo do escritório. – Até amanhã. – ele estava tão ansioso, sua Hina, finalmente lhe responderia.
...
Ele estava no bar, tinha um corpo de whisky a sua frente e o coração na mão. Estava a ponte de sofrer um infarto, olhava no pulso a cada 5 segundos e já eram 20h23m e nada da morena que tanto ansiava.
Virou para dar um olhe nada bebida quem sabe se acalmava e quando virou seus olhos encontraram a Hyuuga, o vestido preto, lindo em seu corpo perfeito, na mão esquerda uma bolsa prata, o cabelo presos de um lado e o batom vermelho.
– Boa noite. – disse a ela, que sentiu arrepios por todo o corpo a ter sua voz enlouquecedoramente máscula perto de si.
– Boa noite Naruto-kun. – ele sentia os pelos do pescoço arrepiarem por tê-la o chamando dessa forma, queria roubar os lábios vermelhos para si. Com um aceno de mão chamou o barman que viera rapidamente. – Um Martini, por favor. – ela disse.
Naruto só conseguia a encarar, por completo, dos pés a cabeça e da cabeça aos pés.
– Hina, você pensou? – quando ele terminou a pergunta o drinque dela chegou. Ela sabia que ele perguntaria e deixaria uma coisa responder por si só, largou a bolsa e levou a mão esquerda ao corpo. No anelar depositado a aliança que ele lhe dera. Os olhos do loiro viram o brilho do ouro branco e se focaram no anel. – Você está usando? Quer dizer que...
– Sim. – disse antes dele conseguir terminar. – Quer dizer que eu aceito. – o sorriso dele crescia gradativamente. – Eu vou me casar com você. – sorrindo aliviado e feliz ele a puxou pela cintura, juntando-a ao seu corpo e capturou seus lábios em um beijo lento e apaixonado.
– Eu te amo. – disse em meio aos tantos beijos que lhe dava naquele momento, não conseguia deixá-la se afastar de si.
– Naruto-kun. – ela disse, ele afastou-se um pouco olhando para seus olhos.
– O que foi?
– Vão nos ver. – ele era uma figura publica, se o vissem agarrado a alguém de tal forma seria uma noticia.
– Quero mais é que vejam. – disse selando novamente os lábios.
...
Eles saiam do carro, parados em frente ao prédio luxuoso onde vivia o loiro, ele agarrado em sua cintura, os lábios grudados, as respirações cortadas e falhadas, mas não importava, contato que seus lábios permanecessem unidos e movendo-se no mesmo ritmo alucinado que demonstrava toda a intensidade daquele amor que sentiam pelo outro.
Chegaram com dificuldade a cobertura e ele abriu a porta puxando-a consigo para dentro. Ela olhou para os lados, as paredes, a decoração, o espaço. Era tudo tão bonito e tão grande.
– Sua casa é linda. – sussurrou ela.
– Não tão linda quanto você. – ele puxou seu corpo, levantando-a. Ela prendeu as pernas na cintura grossa e masculina. Os olhos não perdiam em contato enquanto ele a carregava para o quarto. A cada passo a intensidade e paixão nos olhares aumentava. Era algo lindo de se ver, a Lua dos olhos femininos contra os mares revoltos que eram os dele. Lua contra Mar, competindo para descobrir em qual se via mais amor, mais paixão, mais luxuria.
Suas pernas escorregaram de seu corpo para o chão, e junto com o corpo dela o zíper do vestido também fora descido, chegando ao piso, mostrando-lhe completamente o corpo que o enlouquecia há tantos anos. Ela o puxou a camisa com força arrancando todos os botões de uma só vez. Eles se olhavam, enquanto ela abriu a calça abrindo-a e deixando-a cair em seu corpo. Com o dedo ele desenhava cada contorno do corpo feminino, as bochechas, pescoço, torço, seios, ela suspirava, enquanto abaixava a ultima peça do corpo masculino, deixando-o nu.
Ele tomou seu corpo para si e a deitou sobre a cama. Nas luas em seus olhos ele podia ver a pergunta muda: “O que fará?” Mas não precisava de resposta, logo ela saberia. Beijando seu corpo, sem cortar o contato visual, ele desceu, depositou um beijo sobre a peça intima que ainda a separava dele e a desceu com as mãos enquanto ainda descia os beijos. A morena o olhava, ora gemia, ora apenas suspirava, não importava se ele enrolava e a torturava fazendo-a a querê-lo ainda mais, não tinha forças para fazê-lo ir mais rápido, até porque não queria isso e tão pouco queria desconectar os olhares presos um ao outro.
Toda a perna fora beijada carinhosamente e os sapatos retirados com cuidados, mas jogados de qualquer forma no chão no quarto. Mesmo com aquele lindo corpo a mostra, ele não conseguia tirar os olhos dos dela, nem mesmo que quisesse. Deitou-se sobre o corpo pequenino e com curvas, acariciando com a mão a intimidade preparando-a para recebê-lo. As mãos dela repousavam sobre o rosto dourado dele, podia sentir o calor de seu corpo sobre o dela sempre tão gélido, gemia sem hesitar olhando em seus olhos, e ele sorria enquanto a penetrava com os dedos. Até ouvi-la gemer mais alto e escorrer em seus dedos, agora ela estava pronta para ele.
Posicionou-se sobre ela apoiando o peso do corpo sobre os braços, e ainda a olhando penetrou-a. Gemerem juntos, a mesma altura e mesma intensidade. Agora além dos olhares, os corpos também estavam conectados e podiam ver todo o prazer sentido nas pupilas do outro. Lentamente ele saíra de seu corpo e voltara, deliciando-se com seu interior e ela sentindo cada pulsação, fosse forte ou fraca, de seu membro. Não era preciso pressa, não era preciso pressão, não era preciso brutalidade, eles se amavam, de uma forma que não amavam-se há 10 anos.
Além de preenchida, ela sentia-se completa, o corpo estava completo, o coração estava completo, a sua alma estava completa. Ela tocava seu rosto enquanto o olhava gemendo, ele já podia sentir o interior contraindo-se respondendo ao prazer sentido. E mesmo com o ritmo lento, ele, também, sentia próximo ao ápice. Um pouco mais intenso, um pouco mais rápido, os gemidos mais altos os corpos chegaram ao seu limite juntos, derramando-se um sobre o outro. Os gemidos chamavam pelos respectivos nomes, e os olhos faiscavam ainda presos num no outro.
O corpo masculino caiu sobre o dela, repousando o rosto sobre a curva do pescoço da Hyuuga, beijando-o com cuidado. Ela a primeira vez que os olhares eram interrompidos desde que entraram naquele quarto, ela nunca imaginara que conseguiria ver nos olhos de alguém, todos os sentimentos, todo o prazer, todas as sensações vividas pela pessoa, mas naquele momento pôde ver nos dele, e ele nos dela. E podia dizer, com certeza, que não existia competição de sentimentos, pois ambos eram iguais, tudo neles era, eles eram um.
Continua...
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