Notas iniciais
oi mini-jovens, espero que gostem e não achem muito clichê, enfim se tiver algum erro por favor me avisem e boa leitura ;)

Acordei ás 5h00 da manhã, não estava conseguindo dormir e rapidamente coloquei as lentes de volta, porque Ashley sabe quando acordo pelo ponto, que ela me força a manter no ouvido sempre, a não ser quando estou tomando banho. Ela não disse nada a principio, mas não poderia arriscar. Jared entra no quarto com Caleb chorando em seus braços.

Mas que merda é essa?

Falou Ashley sonolenta.

– Pelo amor de faz ele parar. — ele parecia desesperado, levantei-me da cama meio sonolenta, peguei Caleb e disse.

– Você já viu se ele está sujo?

– Vi, e não.

– Então ele deve estar com fome.

– Mas são cinco e pouco da manhã, eu estava dormindo sabia?

– Eu te disse pra dormir aqui, mas você não quis. — ele me fuzilou com os olhos e se jogou em minha cama adormecendo rapidamente. Fui para a cozinha e Jensen estava lendo o bilhete que deixei.

– O que é isso?

– É um bilhete que meu amigo me deu. — falou, já que no bilhete deixei bem claro que ela me monitora quase o tempo todo.

– Hum, está acordado desde que horas?

– Acabei de acordar, estava com fome. — coloquei Caleb na mesa.

– Quer que eu faça o café?

– Não, hoje eu que vou cozinhar. — ele foi para o banheiro e eu fui atrás dele. — Você vai tomar banho agora? — assenti, e fui para o meu quarto pegar umas roupas, e depois te tirar as lentes e o ponto entrei no banheiro. Jensen estava me esperando.

– O que está fazendo aqui? — cochichei.

– Você me disse que o banheiro é o único lugar que ela não pode te escutar.

– É, mas se passar de 10 minutos "adeus Carrie". — falei ligando o chuveiro.

– Posso te ajudar alguma forma?

– Quero que você fale tudo o que aconteceu para o Jared, vamos ver o que ele vai fazer sobre isso. — ele assentiu. — Vou tomar banho, se for sair não faça barulho. — ele assentiu, desliguei o chuveiro sai do banheiro peguei o ponto e disse. — Ashley, vou tomar banho de banheira tá? Pode ser que eu demore um pouco.

Precisa tomar banho de banheira?

– Sim, faço isso todo sábado.

Tá, mas deixe o ponto dentro do banheiro.

– O.K. Só vou buscar o meu irmão, que eu deixei com o Jensen na cozinha.

Leve o ponto.

– Mas é pertinho, eu vou bem rápido.

Leve o ponto.

– Tá. — coloquei o ponto e atravessei correndo o corredor. Jared estava dando comida á ele.

– Cadê o Jensen?

– Foi no banheiro.

– Já terminou de dar comida á ele? — Jared me olhou perguntando se eu estava com a lente, mas sem dizer nada, balancei a cabeça negativamente e ele me entregou no qual estava escrito.

Jensen já me disse tudo o a Ashley anda fazendo com você, eu sei o que ela e o meu irmão têm em comum, e porque ela quer ele. E pra te salvar eu faço qualquer coisa, eu te ajudo a pega-lo hoje á noite no jantar. – li tudo o mais rápido possível, olhei para ele agradecendo-o ele sorriu, peguei Caleb e fui para o banheiro.

Por que ficou tanto tempo quieta? Espero que não esteja me enganando.

– Não sou burra tá? Eu só estava esperando o Jared terminar de dar comida ao Caleb.

Espero que seja verdade.

Revirei os olhos e tirei o ponto colocando-o na pia. O banho foi bem relaxante, era o que eu precisava, Caleb ficou fascinado com as bolhas de sabão. Assim que terminei o banho, me troquei e coloquei toda aquela palhaçada o meu celular toca, era minha mãe.

"Mãe? Você não vai poder vir pro jantar?"

"Claro que vou, só liguei para avisar que vou chegar mais tarde."

"O.K. Quer que eu fale o endereço pra você ir direto?"

"Sim, mas como você vai levar o Caleb?"

"O Jared tem carro."

"O.K." — tampei o telefone com a mão e chamei o Jared.

– O que foi?

– Fala pra minha mãe onde é sua casa, ela falou que vai chegar um pouco mais tarde. — ele assentiu e pegou meu celular. Fui para o quarto dela e escolhei uma roupa bem bonita para Caleb, porque se ele aparecesse lá com roupas "de casa" como minha mãe diz, ela ia arrancar minha pele e fazer de tapete. Quando voltei para o meu quarto, Jared não estava mais lá.

– Posso tirar as lentes só para eu me trocar?

Não, você já passou tempo o suficiente sem elas.

Bufei, e coloquei Caleb na cama.

– Cuidado para não cair está bem? — escolhi uma saia preta que ia até a altura do joelho, justa, uma camisa também justa e preta de manga longa e um sobretudo preto que ia até a altura do meu joelho, e coloquei um salto lindo que minha mãe me deu ano passado. Jensen bateu na porta e entrou assim que autorizei.

– Já se arrumou? — ele estava com uma camisa polo beje, e uma calça jeans desbotada.

– Nossa você está lindo. — ele sorriu e disse.

– Você também está linda. — sorri.

– N-O-S-S-A S-E-N-H-O-R-A, você está muito gostosa! — falou Jared, cruzei os braços e ergui as sobrancelhas.

– Ah é?

– E como, mas é muito baixinha.

– Não zoe da minha altura. — falei empinando o nariz ele sorriu e disse.

– Zou sim, porque com as altas não dá pra fazer isso. — ele me pegou pelas pernas e me jogou por cima dos ombros, e saiu correndo pela casa, atrás de nós Jensen também corria com Caleb nos braços.

– Já chega, pode me colocar no chão agora. — ele me jogou no sofá. — Sem graça. — ele mostrou a língua e sumiu no corredor.

– Por que você se trocou tão cedo, se o jantar é as 20h00? — perguntou Jensen se sentando ao meu lado.

– E que horas são agora?

– 11h30.

– Hum, é até que dá tempo. E você por que já está arrumado?

– Meu tio falou pra eu trabalhar hoje na loja.

– Entendi.

– E por que você se trocou agora? Sei que não se confundiu.

– Estou pensando em me mudar.

– Serio? — ele pareceu realmente surpreso.

– É cansei de viver á custa da minha mãe, sei que ela não liga, mas eu quero ter meu próprio apartamento e ganhar meu próprio dinheiro.

– Legal isso, mas você sabe que é um pouco caro os apartamentos por aqui né? — assenti.

– Vou procurar um mais barato, e juntar dinheiro.

– E se eu te ajudar a comprar e morarmos juntos? — arregalei um pouco os olhos e disse.

– Isso é serio? — ele assentiu sorrindo. — Mas a gente nem se conhece e...

– Não vem com essa de "Mas, a gente nem se conhece. Não sei que tipo de homem você. E se eu estiver cometendo um erro?" Que você não é esse tipo de garota, e eu não sou o tipo de cara que você se arrependeria de ter ido morar junto.

– É tem razão, não sou mesmo. E você também não é. — sorri e abracei-o dizendo. — Meu Deus Jensen, isso é maravilhoso, não sei nem como agradecer.

– Indo morar comigo. — beijei-o de leve nos lábios e disse.

– Vou ir procurar o apartamento. JARED VOCÊ FICAR UM POUCO COM CALEB?

– POSSO LEVAR ELE COMIGO ATÉ O HOSPITAL?

– SE TOMAR CUIDADO!

– CONFIA EM MIM GATA, NÃO VOU DEIXAR NADA ACONTECER COM ELE.

– AGRADEÇO! Tchau. — ele me beijou e eu saí. Fui até uma imobiliária á umas três quadras de distância. O apartamento era bem bonito, dois quarto, uma sala enorme, uma cozinha grande e chique, que eu podia escolher comer sempre na bancada ou colocar uma mesa na sala, um banheiro incrível com banheira. Assim que o homem me disse o preço liguei para Jensen, e falei o preço para ele.

"É, bom, dependendo do seu salário, até que podemos pagar." — falei para o moço que voltaria mais tarde, ele concordou e me levou até minha moto. Depois segui para um restaurante no final da rua, e graças á Deus lá tinha uma vaga, falaram que eu ia começar na segunda. Liguei para Jensen assim que saí de lá, e ele falou que estava vindo me encontrar porque compraríamos esse apartamento hoje. Ele demorou cerca de 10 minutos para chegar.

– Por que demorou tanto?

– Vim á pé.

– É uma bela caminhada. — entramos no prédio e conversamos com eles, e garantimos nosso apartamento em duas horas, eles falaram que só tínhamos que dar uma entrada de $1.000,00 e ter uma fiadora, que poderíamos pagar por mês. Liguei para minha mãe que ficou muito surpresa no início, mas aceitou. Concordamos que nos mudaríamos depois do jantar. Liguei para o meu pai e perguntei se ele poderia cuidar da maior parte da mudança, ele concordou, mas reclamou um pouco porque havia recusado o jantar para ficar sossegado em casa.

– Que horas são? — Jensen me perguntou.

– 16h00. Por quê?

– Nada.

– Já foi pro trabalho? — ele assentiu, depois de um tempo decidimos ir para casa, assistimos Teen Wolf até ás 19h20, depois passei minha roupa e já que eu estava sozinha, resolvi falar com a Ashley, estranhei porque ficou quieta o dia todo.

– Está aí ainda?

Sim, não pensou que eu ia te deixar sozinha pensou?

– Não, só estranhei você não ter me criticado o dia todo.

Hum, só estava cansada.

Depois de me arrumar, vou para a sala e vejo que Jared está vendo desenhos com Caleb.

– Já se arrumou?

– Esqueceu que eu não moro aqui?

– Ah é, é que eu me acostumei com você aqui. — ele me olhou e sorriu, Jensen veio até nós perguntando se já poderíamos ir, assentimos e entramos no carro do Jared, que por sinal era um Mustang 67. Chegamos á casa deles em 20 minutos, toda sua família estava reunida. Ele nos apresentou á eles, seu pai se chamava Marcus, sua mãe Elizabeth, suas três primas eram Gabriela, Mônica e Isabely, seus quatros primos eram Christopher, Matthew, Theo e Edward, seus tios eram Magda e João, Maria e Edmundo, e seus avós eram Giovana e David, Everton e Clarisse, e claro seu irmão, de cara pude perceber as semelhanças, o mesmo cabelo, os mesmos olhos. Jared falou que ia se trocar e que podíamos esperar na sala juntos com os outros.

– Mas que neném mais lindo. — falou Clarisse pegando-o no colo.

– Qual é o nome dele? — perguntou Giovana.

– Caleb. — elas sorriram, Jared desceu sorrindo e perguntou.

– Quem está com fome? — o jantar foi bem agradável, todos eram legais e simpáticos, minha mãe e irmã chegaram por volta das 21h00 e se juntaram á conversa. Conversamos sobre coisas que gostamos, sobre novelas, filmes, livros, futebol, beisebol... O jantar acabou por volta da 22h00, e eu e Jared botamos nosso plano para funcionar, ele atraiu seu irmão até o jardim, ele era mudo então não poderia alertar ninguém, mas para que ele não ficasse com raiva do irmão, fingimos que ele também era uma vítima, eu e Jensen colocamos um capuz neles, e jogamos os dois dentro do carro do Jared. Falamos que deixaríamos Jared no meio do caminho, e então Ashley gritou.

VOCÊ CONTOU PRA ELES! SUA FILHA DA PUTA! VOU APERTA ESSE BOTÃO AGORA!

– ESPERA! Eles estão ajudando, já pegamos ele, não era isso o que você queria? Agora, aonde vamos nos encontrar? — ela suspirou e disse.

O.K. Me encontra no norte da rua Perthiton.

Falei o endereço para Jensen que já colocou no GPS.

Um homem vai esperar por vocês.

– Você não vai machuca-lo, vai?

Não posso prometer nada, mas vou tentar me segurar.

Jensen parou o carro e tirou Jared de dentro, ele se aproximou de mim e disse no meu ouvido.

– Por favor, não deixe ela fazer nada com o meu irmão. — assenti e disse.

– Vou fazer o possível. — vi uma sombra de sorriso em seu rosto.

– Não queria fazer isso com ele. — falou Jensen ligando o carro.

– Nem eu, mas é ele ou eu, não temos escolha. — o restante da viagem foi silenciosa. Quando chegamos lá um cara que parecia mais um muro de concreto do que uma pessoa esperava por nós, assim que Jensen tirou ele do carro, tirei seu capuz e falei que vai ficar tudo bem, e que eu voltaria para busca-lo em linguagem de sinais, ele assentiu e Jensen levou ele para lá.

– Posso falar com a Ashley? — perguntei para o homem.

Você pode falar comigo pelo ponto.

– Pessoalmente.

– Isso não vai ser possível. — falou o homem.

– Posso saber o por quê?

Porque eu não quero te ver.

Bufei e disse.

– O.K. Então não te entrego ele.

Você está achando que isso aqui é brincadeira garota? Você não está vendo que não tem negociação? Eu posso mandar ele te matar num estralar de dedos.

– Manda que Jensen foge com o Zakary.

Não acho que ele vá muito longe.

– Ele quase um atleta se você não sabe.

E o Ryan tem uma ótima pontaria.

– Então ficamos nesse impasse.

Vamos fazer o seguinte, você me entraga o Zak que eu mando o Ryan te dar acesso á todas camêras daqui.

– O.K. Mas me dê o acesso primeiro. — ela suspirou e Ryan me deu um tablet com as imagens das câmeras. Entreguei Zak á ele e fui pro carro.

– Você só vai ficar olhando sem poder fazer nada? — perguntou Jensen, sorri e disse.

– Sabe o que eu posso fazer com essas imagens? — ele sorriu entendendo.

– Quer que ir para a nossa casa? — assenti. Meu pai tinha mudado não só os moveis, mas também todas as nossas coisas, como roupas, acessórios, ele fez um ótimo trabalho, não posso esquecer-me de agradecê-lo depois. Ficamos na varada observando as estrelas, cobertos com um edredom e comendo brigadeiro. Ficamos assistindo as imagens, ela não fez nada com ele, só ficou conversando, e tanto eu como o Jensen entendemos tudo. Ela estava falando o quanto precisava dele e quanto o amava, e ele disse que aquilo que aconteceu entre eles já acabou, e ela insistiu dizer que amava ele muito e que nunca o esqueceu.

– Que forma mais estranha de declarar amor á alguém. — falou Jensen, ri e disse.

– É, aposto que ele ficou apavorado. — ele riu e disse.

– E como.

– Como você declararia amor á alguém?

– Primeiramente não iria sequestra-la. — falou rindo, ri e ele continuou. — Bom, eu diria que estou apaixonado por ela, e que não paro de pensar nela um minuto se quer. E eu também faço de tudo para ficar perto dela. — olhei para ele que me encarava com amor nos olhos, sorri e disse.

– Por acaso essa garota sou eu?

– É sim.

– Sabia que tudo o que você é, é tudo o que preciso para ser feliz? — ele olhou um pouco confuso pra mim, mas estava sorrindo então acho que entendeu. — Serio, sempre fico muito feliz quando estamos juntos. — ele sorriu ainda mais e me beijou, um beijo demorado e gostoso.