Será que Deus vai me dar uma chance de ser feliz?

5 Você conquistou meu coração, ainda não sei como.


Notas iniciais
como sempre, espero que gostem ^^ e que não achem muito clichê, mas se acharem não faz mal :)

Acordo ouvindo a música "Pitbull ft Ne-yo — Time of our lives." Esfrego os olhos e vou ao banheiro e depois travesso o corredor até a cozinha onde Jensen prepara um maravilhoso café da manhã.

– Que cheiro bom. — falei me sentando no banquinho em frente da bancada da cozinha.

– Bom dia, o primeiro café da manhã na nossa casa nova tem ser especial.

– Ah, queria um café desses todos os dias. — ele sorriu e disse.

– Se eu estiver disposto eu faço. — sorri, ele coloca dois pratos e duas xícaras na bancada. — Café ou chá?

– Chocolate quente. – ele sorriu, e coloca chocolate na minha xícara e café na sua, e coloca panquecas com bacon nos pratos. Depois de comermos acho melhor ir em casa ver como as coisas estão lá, e Jensen acha melhor ir pegar o que sobrou em sua casa. Assim que abro a porta minha mãe pergunta como foi na casa nova e que não acredita que sua "filhinha" cresceu tão rápido, depois de conversarmos bastante ela se ofereceu para me levar de volta.

– Se cuida Carrie, te amo. — falou enquanto eu saía do carro.

– Também te amo mãe, tchau.

– Espera. A creche do Caleb falou que não vai mais ter aula de sábado, você pode ficar com ele? Seu pai e sua irmã trabalham, na maior parte do dia. — assenti e disse.

– Tudo bem, passo lá sábado de manhã. — ela sorriu e foi embora. Quando cheguei em casa Jared estava lá. — O que faz aqui?

– Jensen me deu a chave, queria ver sua nova casa, quer dizer nossa nova casa, porque Jensen disse que um dos quartos agora é meu. E é um cafofo maneiro. — sorri e disse.

– Acho que você vai passar mais tempo aqui do que na sua própria casa. — ele sorriu, coloquei minhas coisas no quarto e voltei para a sala.

– Acho que você não veio só ver o apartamento. — falei me sentando no sofá.

– É, vou ficar um tempo aqui, antes de trazer minhas coisas.

– Quer ver um filme? — ele assentiu sentando do meu lado, levantei-me e disse. — Vou fazer pipoca. — ele se levantou e disse.

– Vou pegar refrigerante. — em 10 minutos estávamos pronto para ver o filme, quando Jensen chega.

– Nossa você demorou. — falou Jared, se levantando para pegar um copo para Jensen.

– Tinha coisas minhas na casa da minha avó também. — ele olhou em volta, franziu um pouco a testa e disse. — Vão assistir a um filme?

– Venha, junte-se á nós. — falei, ele se sentou do meu lado, Jared deu um copo para ele e deixou a garrafa no chão e se sentou ao meu lado, o filme que assistimos era Divergente, que claro, era muito legal. O filme terminou ás 20h00, fui ao banheiro enquanto Jensen e Jared arrumavam as coisas, assim que saí do banheiro Jared não estava mais na cozinha. — Onde ele foi?

– Disse que precisava ir embora, mas não se preocupe que amanhã ele está de volta.

– Não estou surpresa com isso, ele parece até nosso filho. — ele riu e disse.

– Só que com a mesma idade que nós. — depois de arrumarmos tudo ficamos vendo TV, o celular de Jensen tocou, em apenas minutos de conversa ele ficou completamente atordoado, corremos para o hospital assim que ele me contou o que tinha acontecido.

***

Chegamos lá em 10 minutos, porque fomos na minha moto. Jared andava de um lado para o outro na sala de espera.

– Como ele está? — perguntamos em uníssono.

– Os médicos ainda não me disseram nada. — convenci á ele á se sentar, porque eu estava ficando mais nervosa só de ver ele andando pra lá e pra cá.

– O que aconteceu?

– Ashley sequestrou meu irmão de novo.

– Por quê? Ela já não estava satisfeita com o que tinha feito antes? — perguntei indignada.

– Pelo jeito não...

– Mas se ele está aqui é que algo á mais aconteceu.

– Quando ele disse que não queria mais nada com ela, ela enlouqueceu e deu um tiro na barriga dele.

– Ela foi presa? – ele assentiu. — Será que eu vou conseguir falar com ela agora?

– Fala com aquele policial ali. — falou apontando para um policial alto de pele escura.

– Com licença.

– Posso ajuda-la?

– O senhor sabe se eu posso falar com a Ashley.

– Isso não vai ser possível, os únicos que podem falar com ela agora são alguns policiais e seu advogado.

– Ela está na delegacia aqui do lado? — ele assentiu, assim que me sentei ao lado do Jared o médico apareceu, dizendo que o ferimento foi muito profundo e que estava levanto ele para uma cirurgia, e que era possível que ele ficasse alguns dias em coma. Depois da cirurgia todos fomos embora.

– Você quer ficar no nosso apartamento Jared? — perguntei, ele assentiu forçando um sorriso, eu e Jensen fomos na minha moto, e Jared pegou uma carona com sua mãe.

Á noite foi mais agradável quando chegamos em casa. Assim que terminei de arrumar a cozinha depois do jantar fui ver como Jared estava, eu estava muito preocupada com ele, e queria dar o máximo de apoio possível. Bati na porta e entrei depois que ele autorizou.

– Vim ver se você está bem. — falei sentando-me na beirada de sua cama.

– Vou ficar. — falou sentando-se. — Só não sei se dá para um ser humano sentir mais ódio do que estou sentindo dela. — sorri e disse.

– Pode acreditar que você não é o único.

– Agora, ela está presa. Mas e se ela estiver caras aqui fora para terminar o trabalho dela?

– Ela tem, ela me disse isso quando me sequestrou.

– O que mais ela quer? Primeiro quase mata sua irmã e mata a irmã do Jensen, depois te sequestra e agora atira no meu irmão? — não disse nada, porque não tinha uma resposta para isso.

– O que posso fazer para te animar?

– Tire o seu piercing e me abraça, assim posso fingir que sua irmã está aqui comigo. — coloquei o meu piercing na mesa do computador e abracei-o. Tenho que admitir que também me sentir confortável, e feliz. Ficamos um bom tempo assim, depois ele me soltou, sorriu e meu um beijo na testa. — Obrigado. — sorri e disse.

– Estou aqui do lado se precisar de algo. — e sai do quarto.

– Como ele está? — perguntou Jensen assim que entrei no quarto.

– Acho que vai ficar bem. — ele sorriu aliviado, deitei-me ao seu lado e ele me abraçou.

– Tomara que ela não faça mais nada contra você — sorri e disse.

– Tomara. — Não sei como expressar o que sinto por você, você conquistou meu coração, ainda não sei como, principalmente com o meu medo das outras pessoas, mas para falar a verdade não sinto mais medo de ninguém graças á você. – penso em dizer, mas no final acabo ficando quieta. Eu sei que não sou muito romântica, mas acho que estava ficando.

***

No dia seguinte logo de manhã, recebemos a noticia de que o Zak ficará bem, e logo se recuperará. Jared literalmente saiu pulando pelo hospital.

– Jared, se acalme. — falei rindo, ele veio em minha direção, me jogou pelos seus ombros e saiu correndo. — O.K. Não falou mais nada. — ele sorriu, ele me jogou e Jensen me pegou. — Eu sou muito magra, ou vocês são muitos fortes? — perguntei, Jensen deu de ombros e Jared gritou. — NÓS FAZEMOS ACADEMIA, GATA! — sorri e Jensen me colocou no chão. Quando Jared se acalmou fomos para casa. Jensen se ofereceu para fazer o jantar, como sempre. Depois do jantar resolvemos chamar alguns amigos para ver um filme. Os únicos que vieram foram a minha irmã, seu namorado e uma amiga de infância de Jared. Mas, assim que abri a porta havia mais um menino, ele tinha pele, cabelos e olhos escuros. A amiga de infância do Jared tinha um olho verde e o outro castanho claro, cabelo preto que ia até a altura da cintura e pele bem clara.

– Trouxeram mais um? — perguntei sorrindo, ele ficou olhando para mim e minha irmã.

– Meu amigo, se chama Malik, essa é minha irmã. — falou Cindy, nos cumprimentamos e depois cumprimentei a amiga do Jared que disse que se chama Clarisse ela tinha o cabelo roxo, dois percings na boca e os olhos cinza.

– Quem é o cidadão novo? — perguntou Jared, assim que entramos.

– Malik. Malik, Jared, Jensen e eu me chamo Carrie. — falei, ele sorriu e disse.

– É um prazer.

– O jantar está quase pronto. — disse Jensen, e cumprimentou Malik.

– E aí Clarisse, faz um tempão que a gente não se vê, por onde andou? — falou Jared quase gritando, e abraçou ela, não sei por que, mas fiquei com um pouco de ciúmes. Jared foi mostrar o apartamento para ela. Todos se sentaram no sofá, e Cindy estava escolhendo um filme.

– Vai querer alguma ajuda? — perguntei sentando-me no banquinho na bancada.

– Só para servi-los. — falou Jensen. Alguns minutos depois estávamos todos sentados, comendo e vendo filme.

– Esse filme é uma merda. — falou Daniel, e todos concordaram.

– O que vamos fazer agora? Não quero ir embora. — falou Clarisse.

– Vocês têm muita coisa pra fazer amanhã? — perguntei.

– Não. — falou Cindy.

– Amanhã também é feriado, por isso não tem trabalho e nem aula. – comentou Malik.

– O que acham de dormir aqui? — perguntei. Todos concordaram, mas Cindy disse.

– Acho que não vai dar, porque mamãe vai deixar Caleb comigo amanhã.

– Ligue para ela e fala que eu vou busca-lo hoje. — falei, ela assentiu e pegou o celular.

– Mas acho que não tem lugar sufiente para todos nós. — falou Daniel.

– Temos um coxão na dispensa, e é um sofá cama, e temos duas camas no meu quarto... — falou Jared.

– O.K. Mas quem dorme com quem? — perguntou Malik.

– Malik, você dorme no coxão, ou se quiser no quarto do Jared, Clarisse você dorme no quarto do Jared, Cindy e Daniel vocês dormem no sofá cama. — falou Jensen, e todos nós concordamos.

– Vem vou emprestar uma roupa pra vocês. — falei chamando as meninas.

– Você e o Jared estão juntos? — me perguntou Clarisse, enquanto eu revirava as gavetas á procura de uma roupa confortável.

– Não, eu estou namorando o Jensen.

– Então por que o Jared mora aqui também? — perguntou minha irmã.

– Ah, porque ele é nosso amigo, e antes de nos mudarmos ele passava mais tempo com gente do que na sua própria casa, então resolvemos dar um quarto á ele. — Elas sorriram. Para a Clarisse dei uma camisa branca de manga longa e uma calça de moletom, e para minha irmã dei uma camisa roxa de manga e também uma calça de moletom. Depois de se trocar Cindy saiu do quarto, mas Clarisse ficou. — O que foi?

– Posso conversar um pouco com você? — perguntou se sentando na cama, me sentei ao seu lado e perguntei o que havia acontecido. — A gente não se conhece direito, mas sei que Jared confia em você e ele me disse que você é uma ótima pessoa, então queria perguntar se ele aceitaria namorar comigo. — aquilo me pegou de surpresa e não pude deixar de demonstrar isso, e agora meu ciúme aumentou, não sei por que, a gente nem junto estamos, e eu nem consigo imaginar nós namorando, mas mesmo assim falo.

– Á quanto tempo vocês se conhecem?

– Desde criança.

– E ele gosta muito de você?

– Não sei, o único amor que ele demonstra por mim é o de irmãos.

– Pergunta, se ele gostar mesmo de você ele vai aceitar. — ela sorriu, se levantou e me agradeceu. — Só mais uma coisa, ele namorava minha irmã, e não sei se a esqueceu.

– Bom, vou fazer ele esquecer dela rapidinho. — e saiu do quarto, não sei por que, mas estava com um pressentimento de que isso não ia acabar bem, Cindy apareceu diante da porta franzindo um pouco a testa e disse.

– Eu ouvi direito? Ela vai pedir o Jared em namoro? — assenti, ela deu de ombros e disse. — Mamãe falou que está te esperando, e que se desse era pra você ir com o carro do Jared, porque era mais seguro. — assenti, ela sorriu e saiu do quarto. Bati na porta do quarto do Jared e abri assim que ele autorizou.

– Oi, desculpa atrapalhar, mas vai ser bem rápido. — falei assim que vi que ele estava conversando com a Clarisse. — Jared, vou ter que ir buscar meu irmão, posso ir com seu carro? — ele pegou as chaves em cima do criado-mudo e jogou para mim. Cheguei em casa em 10 minutos, mamãe esperava do lado de fora.

– Vou busca-lo na terça de noite. – falou, assenti.

– Você não fica de folga amanhã? — perguntei pegando o Caleb.

– Você sabe que não existem feriados nem fins de semana para quem trabalha em hospital. — peguei a bolça e disse.

– Qualquer coisa me ligue o.k.? — ela assentiu sorrindo.

– Tenha cuidado. — assenti. Quando cheguei em casa logo percebi o clima tenso que estava.

– Todos já foram dormir? — perguntei para Malik, que estava bebendo água, ele assentiu. Quando entrei no meu quarto, Jensen estava mexendo no notebook. — É impressão minha, ou alguma aconteceu? — ele apontou para o banheiro e pude ouvir um choro, coloquei Caleb no berço e entrei no banheiro, era Clarisse que estava chorando. — Quer falar sobre isso? — perguntei, minha ajoelhando á sua frente.

– Ele disse que não dava para esquecer-se da Clare, que ela foi à primeira mulher que ele amou. Eu não bonita o suficiente para ele? O que há de errado comigo? Por que eu só me apaixono por caras que não querem nada comigo?

– Não posso responder essas perguntas por que nem te conheço direito. — ela riu e disse.

– Você sabe animar mesmo uma pessoa. Mas, e agora? O que vou fazer? Eu não queria estragar nossa amizade, mas eu o amo e nunca iria saber se ele sente o mesmo por mim sem tentar. E ele não sente.

– Não fiquei assim, vem. — levantei e dei a mão para ela segurar, fomos até a cozinha. — Aprendi em uma série que quando uma pessoa está triste, uma bebida quente sempre ajuda o que você vai querer?

– Chá. — coloquei a água para ferver e disse.

– Várias pessoas passam por isso, acho que quase todos os dias, mas sabe o que elas fazem? — ela balançou a cabeça negativamente. — Elas tomam uma bebida quente e superam. — coloquei a caneca na sua frente, ela sorriu e deu um gole. — Vou conversar com ele também, quero que vocês voltem a ser o que eram antes. — ela assentiu. — E você vai achar outra pessoa, e ela pode estar onde você nem imagina. — falei olhando para Malik, ela olhou para ele e sorriu. Bati na porta do quarto de Jared e entrei assim que ele autorizou, fechando a porta atrás de mim. — Vim devolver suas chaves, e obrigada. — ele sorriu e esticou o braço. — Clarisse me disse o que aconteceu.

– Não queria decepciona-la, eu só não á vejo desse jeito. — sentei ao seu lado na cama e lhe entreguei á chave.

– Ás vezes a gente acha que a pessoa sente o mesmo pela gente, mas na verdade estamos muito enganados e acabamos decepcionados no fim.

– Eu sei disso, já passei por coisas assim várias vezes antes, mas não dá pra começar á amar uma pessoa que você considera irmã.

– Na verdade dá sim. — ele me olhou confuso. — Namorar alguém que você considera irmã é mais fácil porque vocês já se conhecem, isso previne decepções e términos no futuro. — ele ficou pensando um pouco e depois disse.

– Mas como posso começa á namorar outra pessoa se não tirou sua irmã da minha cabeça? E toda vez que eu te vejo ou vejo a Cindy me lembro dela.

– Se você ainda á ama, vou entender seu lado, mas se você já passou por isso antes, como não pôde prevenir esse tipo de tristeza á sua melhor amiga? Converse com ela, explique o que você sente pela minha irmã, ela vai entender. — ele se levantou sorriu, esperou eu me levantar também e me deu um abraço bem apertado.

– Valeu gata, você tem ótimos concelhos. — sorri e disse.

– Valeu gato. — ele me soltou, sorriu e me deu um beijo na boca, mas só encostando os lábios mesmo, fiquei um pouco vermelha.

– Um beijo de amigo. – sorri e ele sorriu e saiu do quarto, voltei para o meu quarto, Jensen ainda estava mexendo no notebook. — Está tudo bem?

– Sim, por quê?

– Nada, você parece meio quieto. — ele sorriu e disse.

– Não há muita coisa pra fazer. — deite-me ao seu lado e Caleb começou a chorar, peguei ele no colo e peguei uma fralda na bolça, troquei-o, mas ele ainda chorava. — Deve estar com fome. — falou Jensen, peguei a mamadeira dentro da bolça e fui para a cozinha, olhei o relógio que marcava 01h45 da manhã, e Malik estava vendo TV com minha irmã e Daniel.

– Estão sem sono? – eles assentiram — Acho que ninguém está dormindo agora.

– Nem o Jared e a Clarisse? — perguntou Daniel.

– Não. Mas, acho que a Clarisse está.

– Foi por causa daquele rolo todo não é? — perguntou Cindy, assenti.

– Ah, meu Deus faz ele parar. — falou Malik, e coloquei o leite para esquentar e depois o coloquei no chão e dei a mamadeira á ele.

– Me avisem quando ele terminar. — eles assentiram em uníssono. E voltei para o meu quarto para me trocar. — Até que enfim largou o notebook. — falei assim que vi que Jensen também estava procurando uma roupa para dormir, ele sorriu e disse.

– É, preciso ir dormir. — depois de tomar banho, vesti minha calça de moletom e uma camisa regata. Assim que deitei na cama, minha irmã aparece com Caleb nos braços, pego ele e coloco-o no berço. Jensen me abraça bem forte, como se temesse que eu sumisse outra vez, abraço do mesmo jeito e acabo adormecendo.