Servo da Família Sazawori
17 Torre Eiffel, Lembranças á Vista!
Notas iniciais
Sim, podem me espancar pela demora do capítulo. Juro que não foi culpa minha! Tá bom... Só um pouquinho. Foi culpa da preguiça! (peguei preguicite da Zara D:)
Pra começar, desculpa a chulesa do meu vocabulário, mas... Além de ficar dando sobrecarga na merda do servidor direto, tem manutenções demoradas pra cacete toda hora, que saco >:x
Porra, que merda de layout é esse? Cadê a fofura e simplicidade da palavra "Nyah!"?? FOFURA, PORRA, FOFURA! Virou tudo certinho nessa coisa, e eu não sou certinha, aí me perco toda hora Oo''
Okay, vamos parar de palavrões... (não, palavrões são legais!)
Bem, desculpem quem me mandou e-mail e talz, mas teve o maior rolo no meu e-mail, uma coisa toda aí que nem eu entendi direito (duh), então criei um novo. Quem quiser falar da fic, opiniões de novas fics, jogar conversa fora, ou me pentelhar pra postar logo, é só pedir o e-mail povo! Se eu demorar pra responder, manda mensagenzinha aqui no Nyah pra alertar-me!
Mas eu não entro no msn, só pra avisar, tá? Além de aquela porra de barulhinho from hell, eu vivo sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo, e aqui no meu pc fica travando, então msn nem dá.
Mas mudando bonito de assunto, a fic vai ganhar capa! Aeee, agora é só esperar acabar a merda da manutenção das fics que eu coloco!
Ganha biscoito quem teve paciência de ler essa bagaça toda e_e''
Agora chega de pentelhice, vamos ao que interessa!
Hoje amanheceu mais uma maldita quarta-feira, onde acordei com Rotaru pulando em cima de mim e latindo no meu ouvido. Não que tivesse acontecido algo urgente, mas o cão queria brincar.
Pois bem, levantei e fui para o jardim, jogar exatas sessenta e oito vezes o maldito osso babado que Rotaru gostava de roer. Nem me incomodei tanto, eu poderia ficar ali sendo babado e jogado na lama pelo collie, mas não precisaria ouvir de novo a voz de Catarina, isso era tão bom...
Mas eu tinha que ir acordar Juan. Não acordar, somente empurrá-lo da cama, já que mesmo nós dois sabendo que ele acorda primeiro do que eu, ele adora me ver insistir pra ele levantar, com a minha cara irritada de cansaço.
-Não vou nem insistir hoje. –eu disse ao entrar no quarto.
Mas em cima de sua cama só tinham uns e outros fios ruivos espalhados pelos cobertores pesados. Arregalei os olhos diante daquilo, eu só via ali um pouco do que provavelmente foi o cabelo do rei, mas aqueles olhos vermelhos que sempre me fitavam de manhã por trás das cobertas não estavam ali.
-Juan? Juan? –olhei pros lados, mas nenhum sinal dele no quarto- Juan!?
-Bu!
Nem preciso dizer que dei o maior gritinho e saltei de susto – que vergonha. Ali estava Juan atrás de mim, rindo da minha cara como uma criança travessa e irritante que você vê na rua chutando galinhas.
-Porra!
-Bom dia pra você também. –ele disse bagunçando os meus cabelos e indo sentar em sua cama ainda risonho- O que achou?
-Que susto! Que cabelo é esse na cama? E achei do que, idiota? –disparei a reclamar.
-O quê? –ele pareceu ignorar tudo menos a última pergunta- Você nem notou? Que ignorância Dawari!
Fiquei encarando o ruivo por um tempão. Encarnado, encarando... Só notei o que houve quando Juan franziu a testa irritado e apontou para sua franja mal-cortada. Ele continuou me encarando, então achei que seria melhor falar algo:
-Ah.
-Ah?
-É.
-É?
-Isso vai levar a alguma coisa, Juan? –perguntei sem paciência praquilo.
-Nossa Dawari, que indiferença hein? Não vai falar mais nada além de um ‘Ah’?
-Bem, parece que um cavalo pastou a sua franja.
-Dawari! –ele se levantou e virou bruscamente para um espelho, tocando indignado os fios desarrumados do cabelo. Notei a tesoura que ele estava segurando a um tempo.
-Mas que diferença faz Juan? Por que cortou a franja? –suspirei.
-Eu só queria estar mais apresentável quando for à França. –ele disse virando para mim.
-França? Que ir pra França o que homem? –perguntei espantado.
-Oras, tenho assuntos importantes a tratar lá. Ah sim, é melhor arrumar as malas, saímos hoje de tarde. –ele olhou para mim sorrindo.
-Juan! Por que não me avisou antes? Droga, não dá pra arrumar as coisas tão rápido! –reclamei.
-Vamos, você não tem tanta mala quanto a Catarina –ele riu- Lowei irá também.
-E daí que o Lowei irá também? –resmunguei.
-Não seja chato Dawari, eu vou ter muito tempo livre para conversarmos, e eu queria muito ver essa tal Torre Eiffel que dizem ter inaugurado lá.
Suspirando, massageei a minha cabeça, que ainda estava doendo do susto. Não foi uma coisa legal.
-Você decidiu isso sem mim, não é? –perguntei.
-Sim.
-E mesmo que eu me recuse a ir você vai me obrigar, não é?
-Isso mesmo. –ele sorriu.
Desgraçado.
A viagem foi chata e irritante. Não vou comentar quantas vezes vomitei no maldito navio, nem quantos ratos eu vi. Vamos passar essa parte, sim?
Alojamos-nos em algum lugar que eu não me preocupei em gravar o nome, mas que era enorme. Simplesmente o luxo puro! Não que eu fosse receber algum bom tratamento afinal, sou o servo, né?
-Não é um quarto que se possa comparar ao que o Juan vá ficar, mas pelo menos temos camas. –Lowei disse ao entrarmos no nosso quarto.
-Que espelunca. –resmunguei.
-Não começa Dawari. –ele disse me olhando de cara feia.
Mas era uma espelunca! Isso que dá eu me acostumar a dormir no quarto de Juan.
-Espero que essa conferência de Juan não dure muitos dias, todos dessa terra olham para o rei com olhares estranhos. –Merie disse enquanto desfazia lentamente sua mala.
-Sim, e os franceses estão espalhando boatos sujos de Juan por aí, sabiam? –Lowei disse um tanto baixo.
-Boatos? Que tipo de boatos? –perguntei querendo saber um pouco mais.
-Não sei exatamente, mas no caminho pra cá ouvi várias pessoas cochichando e encarando-nos. Espero que não nos incluam nesses boatos. Não é, Dawari? –ele olhou sugestivamente para mim.
-Ninguém mais sabe. –balancei a mão buscando despreocupação.
Merie sabia do que falávamos, mas muitas vezes fingia não entender, mudando de assunto ou indo fazer outra coisa. É bom quando ela muda de assunto, pois eu já estou de saco cheio de Lowei ficar repetindo a mesma coisa pra mim.
Ela agora estava ali no canto abrindo a janela para deixar entrar o vento frio do inverno.
-Pelo que sei, irá nevar hoje à tarde, por isso evitem sair, sim? –ela disse olhando a neve branquinha do lado de fora.
Eu e Lowei nos olhamos e concordamos com Merie.
Minhas botas pesadas afundavam na neve recém caída, que fazia um manto gelado e belo que enfeitava a cidade. Fazia realmente muito tempo que eu não andava por ali, mas mesmo assim pouca coisa tinha mudado.
Uma fonte no meio da praça me trazia doces lembranças. Mas não era hora de lembrar-se do passado, por algum motivo Juan mandara eu me encontrar com ele na Torre Eiffel. Mas estou perdido de qualquer jeito, então dane-se o horário.
Sentei-me na borda semi-congelada da fonte e olhei-a por um tempo, tentando me lembrar do caminho.
-A fonte dos desejos é um bom ponto de referência. –uma voz familiar soou- Estás perdido garoto?
Olhando rapidamente para trás, uma moça bem agasalhada se aproximava, com os cabelos cacheados e compridos caindo-lhe como cascatas negras nos ombros. Seu rosto branquinho semelhante à neve esboçava um sorriso.
Quando nossos olhares de encontraram, ambos se arregalaram. Nossos olhos se pareciam muito, o que sempre fazia um reconhecer ao outro, de certa forma é bem engraçado.
Vasculhando bem na casa do caralho das minhas lembranças, ali estava o mesmo rostinho branco como neve, os olhos amarelados e o sorriso sempre confortante.
-Anne! –eu disse abrindo um sorriso, esquecendo totalmente de tudo ao meu redor. Somente me levantei e corri para abraçá-la.
-Dawari...! –ela disse retribuindo o abraço- É você mesmo?
-É claro, desde que ouvi a sua voz já te reconheci, Anne! –eu disse, nem acreditando.
Soltei-a do abraço, e vi seus olhos tão delicados já cheios de lágrimas. Annemarie sempre foi muito sentimental, e desde criança sempre chorava quando ficava muito tempo longe de mim.
-Como? Eu achei que você tinha morrido, quando... Quando... –ela disse entre soluços.
-Ei, ei, calma, eu estou aqui. Tente não lembrar daquilo, foi a seis anos atrás. –olhei-a bem- E você quase não mudou, não é?
-Já você mudou muito! Quase que não te reconheço e... –ela olhou para a minha pouca roupa- Nossa não está com frio? Vai pegar um resfriado!
Antes que eu pudesse falar que não estava com frio ela me arrastou pra dentro da lojinha perto da fonte. Lá dentro também era tudo como eu me lembrava: o mesmo cheiro de couro, as mesmas paredes sujas de desenhos, e o mesmo alce assustador na decoração. É sério, não importa pra onde eu vá, se eu olho praquela coisa, tá sempre me encarando!
Sentei no largo banco forrado de couro, a loja era quentinha e confortável.
Fiquei ali sentado, enquanto Annemarie corria de um lado pro outro, já toda feliz e esquecendo o choro. Entregou-me um casaco e disse que ia preparar algo para eu beber. Batucou com a ponta da vassoura no teto chamando pela irmã mais velha.
Quando Alain desceu a escada preocupada pelo escândalo que a menor estava fazendo, nos encaramos e ela ficou em estado de choque.
-Oi Alain. –sorri.
-D-Dawari?
Logo Annemarie voltou com uma xícara enorme de chocolate quente, e uma das mãos vermelhas.
-Se queimou de novo, Anne? –perguntei sorrindo- Isso sempre aconteceu, seria melhor que deixasse sua irmã cozinhar.
-Não seja mau, Dawa! –a menor deu língua e me entregou a xícara.
Alain demorou para sair do choque de lembranças, mas logo riu.
As horas se passaram tão rápido que as duas horas passaram como um minuto. Em meio às risadas, Annemarie se lembrou de me perguntar pra onde eu tinha sumido faz tanto tempo, e o que aconteceu.
Desejei poder ir até Juan e apresentar as duas, minhas melhores amigas de infância. E também dizer que nasci na França, que ele provavelmente não sabe. Nem você sabia. Mas esse pensamento me lembrou que eu havia marcado de me encontrar com Juan jazia duas horas!
-Garotas, lembrei de um compromisso que já me atrasei! Foi tão bom rever vocês, mas prometo que vamos nos encontrar de novo amanhã, aí eu conto tudo direito. –eu disse me levantando.
-Awn, já? –Anne fez bico.
-Então vamos nos encontrar amanhã na fonte? Na mesma hora que Annemarie te achou? –Alain perguntou já fazendo a irmã sorrir.
-Está bem. –concordei e acenei.
Elas me levaram á porta e fui andando, com um sorriso abestalhado no rosto. Burro do meu jeito esqueci-me de perguntá-las pra que direção era a Torre Eiffel, mas quando me toquei já estava perdido de novo.
A cidade escurecia e ficava mais vazia e fria a cada minuto. Aí só um pensamento me veio em mente:
“Fudeu!”
-Dawari? Onde você esteve esse tempo todo? –Juan perguntou preocupado quando me viu.
-Perdido. –eu disse tremendo de frio- Por que marcou na Torre Eiffel, e tão alto? Subir isso cansa, tá? E ainda tem aqueles guardas seus lá embaixo, foi bem chato convencê-los a me deixar subir.
-Desculpe, mas ainda era dia quando disse para você vir.
-Tanto faz o dia e noite, aqui é frio o dia todo. E não pode dizer nada, está todo agasalhado! –reclamei.
-Então venha cá. –ele me puxou.
Juan me abraçou com aquele pesado casaco que me deixou bem mais aconchegado. Odeio quando ele fica sorrindo pra mim como se dissesse “Se não fosse por mim...”
-Juan, por que me chamou? –perguntei, e minha voz saiu com um tom ignorante sem querer. Acho que é o hábito.
-Não sei. Meu dia foi chato, e senti saudade. –ele disse simplesmente.
Que merda de desculpa é essa? “Fiquei no maior tédio, por isso vou incomodar o Dawari!”
-Dawari. –ele chamou.
-Que foi?
-Eu te amo.
-Q-Quê? P-Por que isso do nada, droga? –perguntei agora tentando me livrar do abraço apertado- Seu i-idiota. Me solt...
Provavelmente para me fazer calar a boca, Juan me puxou sorrindo e me beijou calmamente. Nos separamos por um barulho metálico vindo de perto.
Olhamos para o lado calmos, mas então quase tivemos um choque tão grande que quase me fez desmaiar ali.
Alguém tinha visto nosso beijo. Mas não foi alguém comum. Ele estava ali, com uma cara de aterrorizado, o grande relógio caíra de sua mão. Os olhos castanhos arregalados fitavam-nos.
Salim.
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