Servo da Família Sazawori

18 Segredo que Confio à Vocês


Notas iniciais
Ouvi fofoquinhas por aí(sim Garin, estou falando de você!), então queria avisar uma coisa:
Somente gostaria de começar esse capítulo avisando que, não importa o quão demorado seja para sair um capítulo novo, eu amo vocês(♥) e Nunca vou desistir dessa fic!

Sei que as vezes dá vontade de estrangular a tarada aqui por demorar pupunhas pra escrever, maaaas é a vida. Muitas vezes o capítulo demora por causa de certos bugs from hell que tem que esperar se ajeitar aleatóriamente.
Podem me encher o quanto quiserem para cobrar o próximo capítulo, gosto que me cobrem õ/
Só não tentem me matar que nem a Zara, hm.

-OOhh, quer dizer que agora o Dawa mora no castelo do rei da Inglaterra? Nossa, que mágico! –Annemarie ainda não conseguia acreditar.

-Com você falando assim eu me sinto até alguém importante. –eu ri.

-Ah, não é justo, a gente continua na velha lojinha do vovô Montres. –ela bufou emburrada.

-Vocês têm sorte! Ainda moram juntas, sem ninguém que mandem em vocês, e num lugar tão bonito! –falei esticando os braços para a bela paisagem da manhã francesa- Eu não quero nem ir embora daqui!

-Não exagere Dawari! Aqui é um poço de chatice e monotonia, além de que é um cubo de gelo! –ela falou cruzando os braços.

Nós rimos juntos. Eu não podia reclamar tanto do frio, ontem Juan me comprara um casaco e Annemarie fez questão de me dar um cachecol hoje.

Estávamos voltando para a loja, e já entrando olhei para Alain, ela parecia muito quieta. Sua franja castanho-escura lhe tampava um pouco dos olhos e hoje ela falara muito pouco.

-Alain, está tudo bem contigo? –perguntei.

Ela hesitou um pouco em responder, e sua irmã fez uma cara de quem já sabia o que ela ia falar.

-Dawari... –Alain começou- Estão correndo boatos... –merda- De que o rei da Inglaterra, Juan... –merda, merda- Está cometendo pecados, e os piores deles de acordo com umas pessoas.

-P-Pecados...? Que tipo de pecados? –perguntei mordendo o lábio inferior.

Eu sabia que isso não ia acabar em boa coisa.

-Você sabe, desde que ele nasceu sofre preconceito por causa da aparência. –Alain disse apontando para os próprios cabelos- A igreja diz que pessoas de cabelos avermelhados têm o demônio dentro de si... Sabe que não mataram Juan somente por ele ser filho do rei.

-É, sei... –falei, pensando no que Larian me disse quando nos conhecemos.

-Mas não é só isso que quero falar. –Alain disse levantando o rosto

-Alain, não diga isso, não é prudente dizer isso, são só boat- Annemarie foi interrompida.

-Dawari, andam dizendo que o rei Juan tem abusado de seus empregados, isso é verdade? É verdade, Dawari? Ele fez alguma coisa com você!? –Alain perguntou a ponto de quase chorar.

-A-Alain... –murmurei, sem saber o que dizer.

Annemarie abraçou sua irmã e me olhou, querendo saber a resposta.

E agora? O que eu faço? Elas são as minhas melhores amigas, mas é arriscado elas saberem a verdade. Será que contariam à alguém? Será que alguém está mandando elas perguntarem?

Esses boatos... Será disso que Lowei estava falando? Provavelmente Salim queria incomodar Juan e espalhou isso, mas depois de anteontem... É, fazem dois dias que ele descobriu a verdade. Não pudemos fazer nada na hora, ele fugiu e não o encontramos desde então.

-Anne, Alain, vocês são as pessoas em que eu mais confio no mundo, mas...

-Por favor, Dawa. –Anne pediu, com o rosto angelical que tinha naturalmente- Estamos preocupadas, você pode confiar qualquer coisa. Se ele te fez algo...

-Ele não fez nada comigo. –falei, decidido- Além de... De...

Elas são minhas melhores amigas, minha família, espero não estar no caminho errado.

-Além de roubar meu coração. –falei baixo, pude ver as expressões espantadas e um tanto confusas nos rostos delas- Ele não fez nada que eu não queira. Eu... Eu o amo.

Um silêncio pairou no ar. Um silêncio constrangedor.

-Isso... É verdade, Dawari? Vocês dois...? –Alain perguntou torcendo o nariz.

-É, no começo ele era meio chato, mas nunca em forçou a nada. Nós podemos ser considerados... Namorados? –falei meio incerto.

Meio que do nada, Annemarie deu um gritinho fino, com sua voz agudamente ensurdecedora. Então, aparentemente sem motivo, ela me abraçou com força.

-Que fofo Dawaaaaa! Você arranjou um namorado, e ainda é um rei! Que sorte, hein? Own, você tem mais sorte que nós, ainda estamos empacadas! –ela disparou a falar, rindo alegre.

Mas o quê? Que foi isso? Ninguém nunca ficara feliz por mim e por Juan... Isso é... Bom, muito bom!

-Como assim, Anne? Que felicidade toda é essa? –Alain estava assustada também.

-Ora, o que tem de mal nisso, mana? Você tem que ficar feliz pelo Dawa, ele tem um rei que o fará feliz! Eu estava tão preocupada que estivesse com alguém mau, a ponto de não deixar mais ele sair daqui!

-Mas Annemarie, não é tão simples. –a irmã mais velha falou suspirando tristemente- Você sabe tanto quanto eu que a homossexualidade é um tabu, isso não é uma coisa que tenhamos que comemorar. O amor é lindo, mas isso pode trazer problemas ao Dawari, e ao Rei Juan.

-Mas... mas!

-Sua irmã tem razão, Anne. –falei- Eu já fui muito repreendido pelos poucos que sabem sobre isso, e é uma questão de vida ou morte que ninguém mais saiba.

-Então por que nos contou? –Alain perguntou.

-Porque... Vocês são a minha única família. E se não pudermos acreditar na família, não podemos acreditar em ninguém.

As duas pareceram se emocionar. Annemarie pelo menos já tinha os olhos brilhantes e veio me abraçar de novo.

-Tem coisas que ninguém pode prever, nem mesmo a Bíblia. Espero que você seja muito feliz, Dawa, e prometemos não contar a ninguém sobre isso, tá? –Annemarie disse sorrindo, me olhando nos olhos.

Agora foi a minha vez de ficar emocionado. Eu nunca tinha ouvido algo assim antes, somente repreensões e avisos e morte. Mas eu sei, eu sempre soube, elas duas eram diferentes, elas sempre me apoiaram.

-Obrigado. –falei contendo o choro. Odeio chorar na frente das pessoas.

-Mas preciso que nos prometa uma coisa. –Alain chamou- Vai sempre mandar cartas, sim? Queremos sempre saber como está você, e como vão as coisas na Inglaterra.

-Sim, com certeza! –falei animado.

Obrigado Annemarie, obrigado Alain, obrigado por serem como são.

Lowei, Merie e Juan corriam de um lado pro outro, cada um estressado com uma coisa diferente.

-Que chato. –resmunguei- Me tiraram da casa das irmãs pra me arrastarem pra essa confusão?

-Eles estão com pressa, Dawari. –Larian explicou- Não queremos nos atrasar para pegar o navio, certo?

-Não estou ansioso pra entrar naquele barco imundo. –falei.

As malas estavam sendo levadas para o barco a vapor enorme ancorado no cáis. Minha paciência caía, e logo eu estaria gritando pra irem mais rápido.

Juan finalmente parou de reclamar de não sei o que com não sei quem e veio até nós. Pediu que Larian fosse lá para dentro, ajudar na localidade de suas tralhas.

-Já vamos sair, desculpe a demora. –ele falou suspirando.

Antes que falássemos algo mais, um grito familiar chamou meu nome.

-DAA-WAA-RIIIII! –Annemarie veio correndo e pulou, me dando um super abraço que quase me jogou no chão.

-Ah! Anne! –gritei assustado.

-Annemarie, por favor, tenha modos... –Alain suspirou se aproximando com sua eterna calma.

-Nossa! –Anne se levantou e olhou para o barco ancorado- Que barco lindo! Ah, você vai navegar num desses, Dawa? Me leva também!?

-Eu, er... Anh. –ri sem graça para Juan, que olhava as duas como se fossem aliens.

-Dawari, desculpe, mas... Quem são elas? –ele apontou as duas irmãs.

-Oh... –Alain fez uma pequena reverência ao ruivo- Desculpe a minha irmã, majestade.

Juan somente olhou-a por segundos com nojo, então virou o rosto sem dar nenhuma palavra.

-... Não se dirija ao rei sem que ele fale contigo. –Lowei apareceu, com uma expressão irritada fitando Alain.

-M-Me desculpe... –ela falou de cabeça baixa.

-Saiam de perto de Vossa Majestade, camponesas. –Lowei falou enojado- Argh.

O que está acontecendo? Por que todos estão agindo diferente?

-Lowei! Por que diabos está falando assim com elas!? –reclamei.

-Quieto Dawari. –Lowei falou grosso- E vocês, parem de incomodar o rei, saiam imed-...

-Como? Quieto o caralho, é melhor você falar direito com elas, ouviu!? –reclamei chutando Lowei com o olhar.

Juan virou o rosto levemente para nós e esboçou um leve sorriso.

-Lowei, vá checar as bagagens. –ordenou.

-Mas Juan..

-Eu disse para ir.

-Sim. –ele fez reverência e saiu.

Juan olhou para as duas, depois para mim, que queimava de raiva.

-Dawari?

-Hum? Ah, er... Eu...! –cocei a nuca envergonhado de ter dado chilique bem ali na frente deles.

-É isso aí, Dawa botando moral! –Anne levantou o punho rindo.

-Annemarie! –Alain censurou a irmã.

Sempre foi assim, quando eu acabava ficando em uma situação vergonhosa Annemarie sempre dava um jeitinho de torná-la mais ainda. Eu a adoro.

Segurei a mão de cada uma com uma mão e me aproximei de Juan.

-Juan, essas são Annemarie e Alain, eu as conheço desde criança, são minhas melhores amigas! Eu estava esperando para poder apresentá-las a você. –falei sorrindo, enquanto Anne acenava freneticamente.

-Ah, isso explica muita coisa. É um prazer conhecê-las. –ele beijou a mão de cada uma como se as simples vendedoras fossem duas grandes nobres.

Algo surgiu em mim. Seria uma pontada de ciúmes? Eu também quero a minha mão beijada. Porra, melhor eu nem falar nada, Juan já me olhava com um sorrisinho travesso.

-Ah... Eu já... Contei pra elas. –falei forçando um sorriso de quem sabia que ia se ferrar.

-Você... Contou? –Juan pareceu espantado, me olhando como se eu tivesse dito que ia me matar.

-É, contou. –Annemarie que respondeu, com um sorriso vitorioso- E a gente não vai contar não, não precisa se preocupar, tá?

-Uhn...

-É, mas é melhor você cuidar bem do Dawa, ouviu? –ela cutucou o peito de Juan- Ele é muito carente e ciumento, então toma conta direitinho!

-Quê!? –reclamei. Eu não sou um poodle que precisa “cuidar direitinho”, e nem carente!

-Haha, pode deixar. –Juan sorriu e me puxou, abraçando meu ombro- Ele está em boas mãos.

Meu rosto devia estar queimado de corado, com esses dois falando como se eu fosse um bichinho de estimação. Alain suspirou envergonhada com a irmã, com aquela cara de “Que merda ela está falando para o rei??”

-É melhor mesmo, se não olha que eu vou buscar de volta! –Anne continuou, dando língua.

-Mas eu não vou deixar, ele é só meu! –Juan retribuiu a língua, abraçando meu braço.

-Socorro Alain. –choraminguei.

-Não sei por que você não em apresentou elas antes, são umas gracinhas. –Juan sorriu para mim enquanto o barco balançava e me deixava enjoado pela quarta vez no dia.

-Elas são esquisitas, pode dizer. –suspirei.

-É, são. Mas se são importantes para você...

-Sim, eu as amo. –sorri levemente, vou ficar com saudades.

-Eu amo você mais. –senti os cabelos ruivos de Juan encostarem no meu ombro.

Olhei para o lado, Juan sorria de olhos fechados, com a brisa fedida do mar batendo no nosso rosto.

-Juan, o que aconteceu com o Salim? –perguntei num tom triste sem querer.

-Meus guardas não o encontraram. –o sorriso desmanchou do rosto dele- Somente achamos a máquina fotográfica. Pelo menos sabemos que fotos ele não tem. Mas já argumentos...

Ele parou de falar quando Lowei chamou-o. Viramos-nos já desgrudados um do outro quando o conselheiro apontou o barco de aproximando de um cais.

-Já vamos atracar para buscar sua corte real, senhor. –Lowei disse sério.

-Quê? Corte? –perguntei confuso.

-É. –Juan sorriu amarelo- Acho que não te falei, não é? Bem, esse era outro motivo para viajarmos...

-Afinal, todo rei tem sua corte real, não é? –Lowei ajeitou os óculos.

O barco se aproximava mais do cais, onde tinham um grupo peculiar de pessoas vestidas extravagantemente. Algo me diz que isso não vai acabar bem.

Notas finais
E aqui estou eu de novo~~
Só queria perguntar duas coisas que eu agradeceria se respondessem (tanto por review quanto por mensagem, como preferirem!)

Bem, esses tempos eu tenho achado que estou com menos leitores do que antes... Não sei se é mania minha de achar que a história tá um porre, ou se a qualidade dos capítulos caiu.
Eu adoraria se me mandassem opiniões, falem se eu estiver fazendo alguma cagada que não devia, ou se tá precisando de um ~~algo mais~~
E se você é um leitor fantasma, que lê e não manda review, seria bom se enviasse pelo menor um reviewzinho, mesmo que seja uma carinha ou uma palavra. Me incentiva a escrever!

Ah sim, e antes que eu me esqueça de novo. Gostaria de saber se vocês preferem que a fic acabe com um final triste ou feliz. Isso me dá mais criatividade e rumo pra história seguir!