Seriam apenas Palavras
9 Capítulo Um: Apaixonado
Notas iniciais
Eu era bonito, disso eu sabia. Todos diziam isso, então para quer duvidar. Mulheres nunca faltaram, sempre corriam feito loucas atrás de mim e não era novidade para ninguém que eu odiava isso. Mas apesar desse assédio eu nunca fiquei com nenhuma. Não que eu fosse gay e não sentisse desejo por mulheres. Mas desde muito novo aprendi a me controlar para consegui realizar meus objetivos.
Mulheres apenas atrapalhariam minha vingança e para alguém que está disposto a morrer para matar alguém, esconder qualquer tipo de sentimento perante uma mulher era fácil.
Mas a vingança havia acabado. Eu havia voltado para Konoha. Mas mesmo assim continuei suprimindo qualquer tipo de desejo pela espécime feminina. Eram fúteis demais, escandalosas demais, mimadas demais e outros defeitos que eu sempre encontrava nelas e me fazia não suportá-las. Havia apenas uma mulher que mesmo com todos os defeitos eu conseguia e queria ficar perto: Haruno Sakura.
Ela provocava desejos que eu não conseguia controlar e suprimir. Prova disso era que eu estava ali, naquele beco nada movimentado, com ela nos braços, a beijando. Fora de controle. Meu sistema criado minuciosamente para se proteger contra qualquer ataque desse tipo havia pifado, quebrado que pequenos pedaços, de modo que nem passava pela minha mente parar de beijá-la. Apenas um beijo e pronto: Eu estava viciado.
Beijei-a uma vez, duas, três e parei de contar ai. Apenas sabia que eu queria mais e mais. Queria tudo que ela tinha a oferecer. Agora isso não parecia errado, nem certo. Eu não pensava, apenas agia seguindo essa vontade de tela para mim, e só para mim.
Em certo ponto paramos e olhamos um pro outro. Aqueles olhos esmeraldinos estavam brilhando de desejo, carinho e o que eu achei ser amor. De repente e em frações de segundos eu vi a lucidez chegar neles e ela se afastar. Seu rosto atingiu um tom vermelho que nem Hinata conseguiu ainda.
Seu corpo moveu-se pro lado e já ia se retirando quando a segurei pelo pulso.
- Aonde vai?
- Estou atrasada. Preciso ir. – seu cabelo rosa impedia que eu visse seu rosto. Tentei me aproximar, mas ela recuou. – Preciso realmente ir Sasuke-kun.
Soltou seu braço e saiu correndo. E eu fiquei ali tentando descobrir o que eu tinha feito de errado. Será que eu estava com mau hálito e ela saiu correndo? Senti o cheiro e estava tudo certo. Se não foi o mau hálito, será que eu beijo mal?
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Faziam 4h10min que eu estava ali, sentado naquele sofá da minha casa. Eu tentava desvendar o que havia acontecido de errado para ela sair correndo depois do beijo.
Não posso mentir, havia ficado decepcionado. Por mais idiota que parecesse, eu realmente pensei que ela se jogaria em meus braços depois do beijo. Que pararia de mentir afirmando não me amar mais. Pensei que ela diria que me ama e que seguiríamos nos beijando o resto da tarde.
Mas tudo aconteceu diferente do que pensei. Ela correu, fugiu de mim como se eu fosse um grande mal para si. Suspirei.
Não me entendo. Desde quando eu me importo tanto com alguém? Quer dizer, se importar com uma pessoa em uma luta para que ela não se fira é normal, mas se importar ao ponto de passar a tarde toda sentado no sofá pensando o que fez de errado era demais. Isso já tava virando palhaçada. Eu precisava tomar uma atitude.
Levantei rapidamente e logo após sai. O céu já estava ficando escuro, daqui a pouco tempo a noite chagaria. Apressei meu passo. Alguns minutos depois e já estava na frente do apartamento da rosada. Respirei fundo e bati na porta. Ouvi passos no interior da casa e logo imaginei ser da rosada.
A porta aberta revelou uma rosada chocada com minha visita. Queria rir da sua cara de espanto, mas não permiti que o riso atingisse meus lábios. Acho que ele não seria conveniente no momento. Por falar em lábios, não pude deixar de reparar nos lábios rosado tão convidativos pra mim. Devo dizer que engoli em seco para não avança neles e os tomá-los para mim novamente. Missão difícil, mas que consegui com êxito.
- O que faz aqui? – falou surpresa.
- Não vai me convidar para entrar? Não é bom deixar visitas no lado de fora. – a alfinetei. Ela abaixou o olhar envergonhada e tenho certeza que nesse momento que ela estava se perguntando se devia ou não me deixar entrar.
- Entre. – depois de alguns minutos mudos ela se prenunciou. O apartamento estava do mesmo jeito que eu imaginava, por isso não me concentrei nele. A única coisa que me chamou atenção foi uma imagem da rosada sorrindo. O porta-retrato estava em cima de uma mesa que ficava entre o sofá e a televisão.
O olhei para a dona do porta-retrato e diferente da foto ela não estava sorrindo. Seu roto sério me analisava, como se assim pudesse decifrar o porquê de eu estar ali. Mas será mesmo que ela não sabia? Depois daquele beijo e da fuga, é meio óbvio o que eu quero com ela. Ou será que ela acha que eu nunca tocaria no assunto? Que tipo de homem ela acha que eu sou?
- Precisamos conversar. – ela suspirou e começou a falar.
- Não se preocupe Sasuke-kun. Eu sei que aquilo foi coisa do momento. Não irei pedir ou exigir alguma coisa, por isso pode ficar tranquilo. – olhando nos meus olhos terminou – Eu sei que para você não teve importância.
Não teve importância? Passei a tarde toda pensando sobre o maldito beijo e você acha que não teve importância? Uma súbita raiva surgiu dentro de mim. Por que as pessoas tendem a dizer coisas que não são verdades ao meu respeito?
- Não fale do que você não sabe Sakura. – ela ia argumentar, mas eu fui mais rápido – Se não fosse importante eu não estaria aqui, passando por ridículo, para saber o porquê de você ter corrido. Droga Haruno! Não me faça parecer mais patético do que já estou me sentindo.
Ela estava estática olhando para mim. Quantas vezes eu já a fiz ficar assim? Parada, olhando pra mim com se aquele Sasuke que estivesse a sua frente não fosse o que ela conhecesse?
Virei meu corpo em direção a porta. Iria sair dali o mais rápido possível. Eu estava irritado com ela e comigo também. Meu plano foi interrompido quando uma mão pequena e quente circulou meu pulso.
- Aonde vai? – a voz trêmula fez minha raiva recuar um pouco, mas não o suficiente.
- Estou indo embora. Já que você me conhece tanto não vejo necessidade de estar aqui. – falei friamente, coisa que há muito tempo não fazia com ela.
- Não vá. – sua voz fraca atingiu meus ouvidos. E devo confessar que naquele momento eu apenas quis a circular em meus braços, beija-lhe o topo da cabeça e dizer que ficaria. Mas eu ainda tinha orgulho e não iria jogá-lo fora outra vez.
Virei meu corpo totalmente. A mão da rosada ainda circulava o meu pulso e pela pressão que exercia no local, não ia deixar meu pulso livre tão cedo. Olhei atentamente a face vacilante e corada da mulher a minha frente. Os olhos que eu tanto admirava não estavam fixos no meu, olhavam alguma coisa na casa, coisa essa não tinha muita importância para si.
- Desculpe-me. – a voz fraca se pronunciou, dando lugar logo depois a uma defensiva – Entenda que aquele beijo foi tudo que eu não esperava no momento. – um suspiro e um passo para mais perto de mim – A muito tempo desisti de ser beijada por você, então aquilo me pegou de surpresa.
Aquilo era uma confissão de que ainda me amava? Que ainda havia um sentimento em seu coração que a fazia querer me ter por perto?
- Por isso fugiu? – ela confirmou com a cabeça. Suspirei e continuei a olhá-la.
–... Eu sei que para você não teve importância.
Por mais que eu saiba que toda aquela fala anterior dita pela rosada seja uma forma de se defender, tudo aquilo dito não deixava de ser verdade, pelo menos para ela.
Mas o que eu poderia fazer? Por anos essa foi a uma única coisa que demonstrei com clareza: Desinteresse por ela. Mas... Desde quando eu tinha interesse na rosada?
Eu estava ficando louco por ter tantos sentimentos desconhecidos dentro de mim. Tudo isso braças ao ser rosado, que agarrava meu pulso e me olhava com grandes e inesquecíveis olhos verdes.
- Esta acontecendo uma festa na praça. Quer ir? – meus lábios moveram-se sozinhos. Eu não queria dizer isso, não estava nos meus planos. Apenas entrei naquela casa a fim de resolver meus problemas com a rosada, logo depois iria para casa e dormiria como se nada estivesse acontecido.
Grande engano! Minha boca que tinha aprendido falar – e a beijar, mas isso é outra utilidade – muito nesses últimos dias havia sem meu consentimento a chamado para sair.
Será que eu havia sido possuído por um espírito obcecado por Sakura? Ou quem sabe eu havia contraído uma doença que atingiu meu sistema nervoso central e estava me controlando ou me deixando doido?
Ou eu apenas estou me... Apaixonando?
Notas finais
O que vocês acharam do capítulo? Será mesmo que dessa vez o Uchiha percebe que está apaixonado pela rosada?
Gente, o principal motivo de eu deixar essa nota é para falar a você sobre o mundo dos doramas. Vocês já ouviram ou assistiram algum dorama? Queria muito conhecer pessoas que já também assistissem.
Sério, quem não viu tem que ver. Essa semana eu terminei de assistir Rooftop Prince. Sério, é perfeito o dorama. Também assisti Baby and Me, chorei muuuuuito no final.
Esse último é tipo um filme e tenho certeza que vocês vão amar, principalmente o final. Meu galã nele não foi o bonitão do pai, mas sim aquele bebê lindooo!!! Ai que vontade de pegar aquelas bochechas e encher de beijos!!
Assisti outros doramas, mas ainda sou uma iniciante.
Quem quiser assistir eu recomendo.
Beijões!!!!!!!!!
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