Serenity

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Aproveitem! ~ *Soju: Bebida alcoolica muito comum na coreia do sul. *Halmoni: Avó.

Três semanas haviam se passado desde que eu fumei dois cigarros de canela. Min-ho havia passado no dia seguinte em minha casa, e quando viu os cigarros, jurou que os afastaria de mim temendo que eu voltasse a fumar definitivamente. Não relutei em momento algum, mas não pude deixar de sentir uma pontada de dor quando a vi levar os cigarros.

Eu já estava de saída do trabalho quando JaeHwa apareceu ao meu lado, ofegante como sempre. Passei a me perguntar se eu andava muito rápido...

—Sunbae, eu tenho um pedido a fazer. –Ela parou à minha frente e se curvou rapidamente numa reverência exagerada. – Por favor, vá a um encontro duplo comigo!

—A-Ahm... -Não consegui realmente formular algo para responder de imediato, era complicado.

—HeeYoung iria comigo, mas ela ficou gripada de ultima hora. Por favor, Sunbae. –E se curvou novamente. Eu já estava começando a ficar constrangida com aquilo.

—A-Aishi. Tudo bem, agora pare com isso. – Ela levantou a cabeça com um sorriso enorme no rosto. A inocência poderia ser confundida com pura manipulação, mas eu não chegava a me importar.

(...)

Nos arrumamos em meu apartamento, que ficava mais perto do local do encontro. Apesar de tudo, eu gostava de parecer feminina. A blusa listrada e de mangas compridas ajudaria contra o frio junto do sobretudo amarelo, que combinaria perfeitamente com as listras. A calça jeans preta e as sapatilhas num tom de azul escuro fechadas era uma péssima ideia contra o frio, mas eu tinha que arriscar. Deixei meu cabelo finalmente solto, como ele era partido ao meio e longo, eu sempre me via como uma versão magra e esquisita da Mortícia, família Addams.

Apesar de tudo, meus cílios eram longos e minhas sobrancelhas escuras, o que colaborava para que eu não usasse maquiagem, apenas um rosa cor de boca nos lábios pequenos.

JaeHwa parecia algum tipo de boneca, muito feminina com um vestido rosado que tinha alguns babados e o cabelo cobreado preso com algumas presilhas. Ela era bonita, do jeito que todos os homens amavam. Eu nunca cheguei a me sentir inferior a ninguém, eu só me rebaixava ao nível “comum”.

—Vamos? – Ela perguntou com um sorriso de orelha a orelha. Parecia realmente animada com aquilo. Pergunto-me se era algum cara que ela gostava muito ou se era apenas ansiedade antes do encontro.

—Vamos. –Quando saímos, a senhorinha estava colocando o lixo para fora. Acenou para mim e sorriu, devolvi os gestos.

JaeHwa dirigiu até o local do encontro, algum restaurante como os outros, que você mesmo fritava a sua carne e pedia os acompanhamentos e soju* e cerveja e etc.

Quando chegamos, ela acenou para um rapaz numa mesa mais afastada. Ele a retribuiu com o mesmo entusiasmo. JaeHwa era definitivamente uma garota ansiosa, me arrastou o caminho todo até a mesa e sentou ao lado do rapaz, obrigando-me a sentar sozinha no outro banco.

—HyunSik, que bom te ver. – Ela sorria como uma retardada, infelizmente. Ao olhá-la, soube que era ele o rapaz que ela gostava. – Bom... HeeYoung não pôde vir então, eu trouxe a minha Sunbae, Kim MiYeon.

—Prazer, sou Seo HyunSik.-Ele estendeu a mão e eu a apertei, apresentando-me da mesma forma.- O meu amigo foi fazer os pedidos, ele logo volta. –Explicou a ausência do rapaz, já que havia sido combinado um encontro duplo.

HyunSik fez algumas perguntas sobre como era ser uma enfermeira e eu as respondia calmamente. Todo mundo tinha pelo menos uma curiosidade sobre como era lidar com um emprego num hospital. Cada vez que o garoto abria a boca para falar, JaeHwa parecia cada vez mais animada e aquilo me deixava sem jeito de ficar perto de ambos, basicamente segurando vela.

—Pedi tudo, Hyun. A moça falou que não vai demorar... -A voz dele morreu e eu praticamente engasguei com a saliva ao ver de quem se tratava. Os reflexos roxos haviam sido substituídos por um azul, sendo ainda mais discreto em seu cabelo preto e ondulado. – Kim MiYeon?

—Ah não. -O que eu pude fazer? Saiu involuntariamente. Diante de mim estava Kwon SiCheng. Eu jurava que nunca mais iria vê-lo na vida e cá estava ele. Era muito difícil para o meu orgulho admitir que o impertinente ficava bem de jeans, camiseta e uma jaqueta pesada. Sua beleza era simples, limpa. Não tinha nada de muito extraordinário nele, e era desse jeito que eu gostava. O destino podia ser filho da puta comigo quando queria.

—Vocês se conhecem? Que interessante. –HyunSik parecia achar mais engraçado do que realmente interessante, como se soubesse de algo. SiCheng acomodou-se ao meu lado e pôs as mãos nos bolsos da jaqueta.

—Ele foi doar sangue um mês atrás lá no hospital. –Justifiquei rapidamente antes que desse a entender algo maldoso. Não queria realmente a minha imagem associada a, hm... ele.

—O apartamento dela fica perto da casa da Halmoni*. –SiCheng disse e deu de ombros. Por um segundo, o casal a frente fez uma cara de dúvida. Provavelmente pensando como diabos ele sabia onde eu morava. Até JaeHwa abrir um sorriso pequeno e eu perceber o que ela realmente pensou. Urgh, ela vai lembrar disso pelo resto da vida.

—Ah sim, a vovó. –HyunSik pareceu entender da mesma forma que a mais nova. Uma tensão pairou sobre o ar e eu jurava que tudo vinha de mim, até uma garçonete servir o nosso pedido e ligar a chapa. Meu corpo todo estava tenso e eu não conseguia olhar para a cara de nenhum dos três, mesmo não tendo feito nada de errado.

A conversa fluía normal entre eles, e eu me sentia completamente deslocada. Começava a me arrepender amargamente de ter aceitado o pedido dela. Comemos normalmente e eu controlava a quantidade de soju da JaeHwa, já que ela era tão fraca quanto eu para álcool.

—Eu vou pagar a conta. –SiCheng avisou e se levantou. Pensei seriamente sobre o que seria pior; A companhia dele ou ficar de vela para um casal jovem. Acabei aceitando que a segunda era definitivamente pior. De um gênio ruim eu poderia desviar, de flertes do outro lado da mesa não.

—Eu vou com você. –Me levantei rapidamente e o segui, deixando o casal sozinho. Ele parou no balcão e tirou a carteira do bolso. – Eu quero pagar a minha parte...

—Não seja careta. –Ele pagou a conta dele e a minha. Provavelmente seu amigo pagaria a de JaeHwa. Eu não questionei mais. Não gastaria meu dinheiro só por teimosia ou orgulho, até eu conseguia ser mesquinha.

—Para onde vai agora? –Perguntei descontraidamente. Saímos do restaurante alguns minutos depois de pagar a conta. O frio era terrível e meu sobretudo não era muito grosso. Eu não esperava que nevasse de novo naquele mesmo dia.

—Pra casa, talvez. – Deu de ombros e tirou um maço de cigarros do bolso do casaco, colocando um cigarro entre os lábios e se virando para mim. –Tem fogo?

—Não. –Num segundo, pareceu confuso. Provavelmente achou que eu havia voltado aos meus hábitos antigos. No segundo seguinte, tirou o mesmo isqueiro de antes do bolso e o acendeu, tragando. SiCheng sempre mantinha sua expressão neutra, como se nada fosse realmente interessante para expressar-se o tempo todo. Seus sorrisos cínicos eram o que mais duravam em seu rosto. – Eu preciso ir.

—Quer uma carona? –O cigarro brincava em seus lábios e a fumaça parecia fazer parte dele, do cenário, da art desenhada com tons escuros que ele era. Olhei no relógio e já eram 22h45min. Nós havíamos chegado 20:30min. JaeHwa obviamente iria para a casa do garoto, e eu estava sem carro. De qualquer forma, ela sabia que eu havia saído do restaurante com SiCheng, caso ele me sequestrasse.

—Pode ser. Onde está o seu carro? –Um sorriso irônico quase fora escondido pelo cigarro. Ele balançou a cabeça em negação e fez sinal para eu segui-lo, e eu o fiz. SiCheng parou em frente a uma moto, com as mãos nos bolsos e um sorriso satisfeito, o primeiro que eu havia visto. Ele já havia se livrado do cigarro e olhava orgulhosamente para a moto. Era uma Hornet, eu definitivamente não sabia se dava para duas pessoas subirem naquela coisa. – Ahm... Onde estão os capacetes?

—Eu não trouxe. –Disse simplesmente e subiu na moto, puxando a chave do bolso e ligando-a. — Vamos?

—Eu não sei se é uma boa ideia. –Era mais uma observação do que uma recusa. Subi atrás, que era um pouco mais elevado e segurei em seus ombros. Eu já havia andado de moto sem capacete antes, com o meu avô, mas isso fazia anos. Com uma acelerada ele arrancou. Falou algo sobre se segurar antes de realmente começar a pilotar.

(...)

Após passar pelas rotas mais esquisitas de Seul para não sermos pegos pela polícia, finalmente chegamos à esquina da rua do meu prédio. Ele havia parado na loja de conveniências que havíamos nos encontrado antes, já que não sabia exatamente onde era o meu prédio.

—Valeu pela carona. Hoje foi bem esquisito. –Falei enquanto ainda tentava ajeitar a bagunça que meu cabelo havia ficado. – Quer dizer... Encontros ao acaso assim, quais são as chances?

—Se eu não soubesse um pouco sobre você, pensaria que está me perseguindo, Kim MiYeon. –E novamente, o sarcasmo ali. Balancei a cabeça em negação e procurei algo em meu bolso, eu sabia que estava ali em algum lugar. Eu tinha costume de anotar meu número num papel por esquecê-lo com frequência. O entreguei para ele que franziu as sobrancelhas.

—É o meu número. Antes que pense algo, só quero saber se chegou bem em casa. Caso for preso, ligue. Caso sofrer um acidente, ligue. Eu preciso saber para não me sentir culpada, já que me trouxe até aqui. –Fechei o sobretudo por causa do frio e fiz uma breve reverência. –Então, até mais. –Me virei e senti uma vibração no bolso.

—Só para ver se está funcionando. Até mais. –O tom de voz fora neutro seguido do som da moto partindo.

Só chequei a mensagem quando cheguei em casa.

“Boa noite, doutora.” Curto, rápido, limpo e... Impertinente.

(...)

Quando eu era criança, eu tive várias aulas de piano com uma amiga do meu pai. Era chato saber como essas aulas eram pagas, já que meu pai nunca foi um cara fiel, mas o piano de cauda me agradava. Ela era rígida e exigia perfeição, e aos nove anos eu não conseguia entender a necessidade de tanto autocontrole. Meus sentimentos não podiam fluir pelas teclas porque eram melodias feias, era o que ela dizia.

Fora com esse autocontrole que eu aprendi a ser completamente neutra e controladora. Doía errar, me era incomodo a simples ideia de fazer algo desagradável ou errado. Era uma dor física e psicológica.

No final das contas, minha mãe se cansou do meu pai e pediu divórcio. Meu pai se casou com minha instrutora de piano. Minha mãe ficou com a minha guarda e a de minha irmã mais nova. Ela se casou de novo com um americano e ele não era um cara ruim, mas algo fazia falta. Encerrei minhas aulas de piano com 20 anos, quando a faculdade começou a pesar.

Aos 22, meu pai morreu de um ataque cardíaco e deixou todos os seus bens para mim e minha irmã. Não havia nem uma moeda sequer para a segunda esposa e apesar de não ter ficado satisfeita, ela não abriu a boca.

Eu apenas estava me recordando de minha família porque ao receber minhas correspondências hoje de manhã, entre elas, havia um convite de casamento branco e dourado. O casamento da minha irmã mais nova, que seria em Suwon, nossa cidade natal. Eu me encontrava tão desligada de minha família que só notei que faltavam três dias para o final de semana do casamento, e aparentemente, eles também estavam bem desligados de mim.

(...)

Durante a compra do vestido, eu me toquei de um único detalhe que me deixou inquieta. Eu precisava de um acompanhante. Não que eu me sentisse envergonhada por ser solteira aos 25 anos enquanto minha irmã se casava aos 21, era algo mais para evitar o falatório e perguntas desnecessárias. O problema era que eu não namorava fazia meses, o último fora um babaca e eu jamais pensaria em pedi-lo para ir comigo.

O vestido era num vermelho escuro, justo. Acentuava todas as curvas, ia até os joelhos e tinha mangas longas, com um decote quadrado. Parecia extremamente profissional, adulto, elegante. Estava longe de ser vulgar e longe de ser senhora demais. Era algo semelhante á vintage. Um colar de pérolas simples ficaria perfeito nele.

Após comprá-lo e levá-lo para casa, comecei a pensar em algumas possibilidades para um par.

Analisando a lista do celular, observei o número de SiCheng mais do que eu realmente gostaria. Mordi os lábios em indecisão e por fim, liguei para outro.

Três tentativas falhas depois, o número do impertinente praticamente gritava para mim. Sem hesitar, o selecionei. Se eu hesitasse, com certeza não ligaria.

Após chamar três vezes, sua voz invadiu meus ouvidos e por um segundo, eu lembrei que não havia planejado nada.

—Alô?

—Er...Oi. –Era o melhor que eu podia fazer? – É a MiYeon.

—Estava no visor de chamada. –Deus, não faça ficar mais difícil! Era quase insuportável a ideia, mas eu tinha que tentar.

—Eu vou ser direta, eu preciso da sua ajuda. –Eu andava por todo apartamento num nervosismo sem igual. A verdade era que eu não o conhecia. Nunca lidei bem com desconhecidos, apenas pacientes. –Minha irmã vai ser casar daqui três dias em Suwon e eu preciso de um acompanhante.

—O que eu ganho com isso? – A pergunta era simples, o tom de voz neutro. Ele não parecia realmente interessado, mas obviamente ninguém mostraria interesse por esse tipo de coisa.

—O que eu puder dar. –Ponto. Resposta esperta.

—O que eu quiser e fechou. –Eu nunca fui boa em ganhar, não era nenhuma surpresa ele conseguir contornar o que eu disse. – Mas eu cobro depois. Você fica me devendo.

—Tudo bem. Vamos de trem, nada de moto. –Essa era uma condição que eu definitivamente não abriria mão. –E... Vamos ficar lá pra dormir. Temos que chegar um dia antes e ficar mais um dia depois.

—Isso tudo só torna o favor mais caro. –Eu ia retrucar, já estava me preparando mentalmente para não explodir. Ele foi mais rápido e simplesmente desligou.

Aparentemente, na cabeça dele, ele estava no comando. Tsc, como se eu fosse deixar isso acontecer.

(...)

No dia seguinte, peguei seus dados no hospital. Para fazer uma doação de sangue, são necessárias algumas informações sobre a pessoa em questão. Perguntei mais sobre ele para JaeHwa, e mesmo não suportando a cara de malícia não tão explícita que ela me dirigia, eu ouvi tudo com atenção.

—HyunSik disse que o conhece desde que eram pequenos. Os pais se conheciam, trabalhavam na mesma empresa. O pai do SiCheng, o Sr.Kwon, abriu a própria empresa e apesar dela ainda ser pequena, com a ajuda de SiCheng, ele cuida bem da documentação toda. SiCheng cursou administração.

—Então ele trabalha num escritório? Mesmo com aquele cabelo pintado? –Perguntei um tanto quanto confusa. Ele definitivamente não tinha cara de ser um “Bicho-de-escritório”.

—Na realidade, não. SiCheng trabalha numa biblioteca, lá é basicamente o escritório dele. Ele leva todo o trabalho da empresa pra lá, então faz os dois empregos ao mesmo tempo. A renda é boa, já que a ajuda que ele fornece ao pai é extraordinária segundo HyunSik. –Da forma tão natural que ela falava, passei a temer pelas coisas que contei a JaeHwa em algum momento de fraqueza. –Mas ao contrário do que todo mundo pensa, ele não gosta muito do que faz. Prefere realmente o trabalho na biblioteca. HyunSik diz que a relação nunca foi boa com o pai porque o velhote é um babaca.

Eu queria ficar para escutar mais, mas a pausa para o café acabou rápido e eu tinha médicos para ajudar e a mais nova, cirurgias para observar.

No final do dia, eu tinha várias informações úteis sobre SiCheng, mas nada realmente sobre ele, sua personalidade.

Quanto mais eu pensava sobre ter que lidar com ele por um final de semana todo, mais preocupada eu ficava. E faltavam apenas dois dias.

(...)

Assim que cheguei em casa, encontrei Park Min-ho terminando de limpar a cozinha.

—Devia ter me avisado que viria. –Sentei numa das cadeiras do balcão e ela me olhou feio enquanto secava as mãos. –Eu limparia a casa se soubesse.

—Só assim para você fazer algo em relação a esse lixão que você vive. Copos de cup-noodles para todo lado, MiYeon! –Acusou e eu mostrei as mãos em sinal de rendição. –Pedi comida italiana.

—Queria que fosse assim todo o dia. –Falei com um sorriso divertido nos lábios, o que serviu para irritá-la ainda mais e basicamente me empurrar para o banheiro.

Após o banho e a comida ter chegado, nos encontrávamos na mesa. Comendo e conversando banalidades do dia a dia. Min-ho era minha amiga desde a infância. E mesmo depois de eu ter me mudado para Seul, nós nunca cortamos contato nem nada parecido. Apenas éramos ocupadas agora. Adultas.

—Eu recebi o convite para o casamento da sua irmã. Ji-Hye deve estar realmente empolgada para se casar. –Dei de ombros enquanto remexia o meu espaguete. Desde pequena, Ji-Hye se destacava com mais facilidade e se empolgava por pouco. Eu era o pessimismo e ela o otimismo. Não me surpreendia o porquê de minha mãe querer mantê-la mais perto. Era o que ela precisava o otimismo, a vontade, a empolgação.

—Ela sempre foi assim. Recebi o convite ontem, quando lembraram que existia um membro da família em Seul. -Eu já não estava ligada a família fazia um tempo, eu sabia que ela se casaria, mas nunca pensei que seria tão cedo. Eu nunca espero por nada e no final, acaba acontecendo. Essa sou eu.

—Boa sorte. –Eu sabia o que aquilo significava.

(...)

Jogamos todas as embalagens no lixo e ajeitei o sofá para ela dormir. Sabia que de manhã cedo, Min-ho já teria ido e sem duvidas não se despediria, ela era assim. Adormeci com uma única preocupação em mente. “Como eu agiria com o ainda desconhecido e ainda impertinente, SiCheng?”

Notas finais
Espero que tenham gostado.