Serendipidade
7 Just breathe
Notas iniciais
Fernanda POVs
Sinto um gosto amargo subindo pela garganta ao sair da aula de matemática. Professor Babineaux é legal o bastante. Ele é parisiense, e move as sobrancelhas e cospe quando fala. Para ser justa, não acho que o ato de cuspir seja algo francês. Acho que ele simplesmente tem a língua presa. É difícil dizer, por causa do sotaque.
Essa escola tem um tipo de ligação com a França, e isso, estranhamente, me acalma.
Então volto ao gosto amargo. Eu estava indo para a aula de história europeia, sozinha. Como pode isso?! Um grupo de cinco pessoas e ninguém se interessar por história? Sinto vontade de voar em cima de Anna, por ela ter escolhido química ao invez de história.
Mantenha a calma, Fernanda.
Como previsto, a classe está cheia de calouros. E eu. Oh, o garoto nervoso por causa do horário de hoje de manhã. Ele se apresenta entusiasticamente como Niall. As meninas o secam, como se ele fosse uma espécie rara de se encontrar por aí. Como se ele fosse o único menino existente na escola. Não que ele fosse feio. Porque, na verdade, ele é bem...lindo.
Talvez o Niall seja bem legal, apesar de tudo.
À tarde sigo a boiada atá a cantina. Evito a fila principal e vou direto ao balcão "escolha-sua-própria-fruta" e pão, ainda que o cheiro da massa esteja muito bom.
O grupo está na mesma mesa de hoje pela manhã. Mas agora, tem duas pessoas a mais lá. Respiro fundo e me junto a eles. Para meu alívio, ninguém parece surpreso. Me sento ao lado de Anna, que está se deliciando com sua spaghetti.
— Então você aprendeu a falar francês assim, na marra, só pra não passar fome? — Ela ri e limpa os cantos da boca com o guardanapo.
— Não, foi Niall quem me ajudou a pedir.
Lembro então do meu companheiro da aula de história e o procuro pela mesa. Ele está distraído, falando de suas férias para Harry e Louis.
Quando Zayn percebe que estou na mesa, ele se levanta e vem até mim.
— Niall, Katy, essa é a Fernanda. Brasileira, amiga de Anna.
— Oi — dou o sorriso mais sincero que tenho e me sinto bem ao ver os dois sorrindo para mim também, parecem simpáticos.
— Fernanda! Você faz aula de história comigo, não é?
Dou uma risada leve. Quer dizer que eu não sou invisível? Niall reparou em mim, digo, ele sabia que era eu lá. Ele notou minha presença. Então eu não estava sendo tão ignorada quanto achava.
— Sim, faço. Por favor, sente perto de mim da próxima vez — ele ri, entendendo bem o que eu quis dizer.
— Niall, essa sua risada está escondendo alguma coisa. O que aconteceu? — Todos pararam para nos observar.
Sinto os olhares de todos passeando por mim e Niall, nós dois caímos na gargalhada. Ele me olhou como quem pede permissão para falar, e eu a concedi.
— Fernanda dormiu na aula, e quando professora Amanda a cutucou, ela gritou uma coisa estranha e toda a sala riu junto. Afinal, o que você disse?
Controlo minha risada alta e escandalosa.
Na aula, eu não aguentava mais ouvir sobre guerras e conflitos e armamentos e blá blá blá. Peguei no sono e acabei por sonhar que eu estava num programa chamado "quiz". Eu tinha que responder perguntas relacionadas à música. E quando eu estava prestes a responder: Fresno, a professora me cutucou. Foi isso que eu gritei, fresno.
— Eu gritei o nome de uma banda brasileira, vocês certamente não conhecem — dei de ombros.
Estavam todos rindo e eu me divertia com aquilo.
Emma pergunta a Louis se ele já viu sua namorada. Ele relaxa na cadeira — Não, mas vamos nos encontrar hoje à noite.
— Você a viu neste verão? As aulas dela já começaram? O que ela está fazendo este semestre? — ela continua fazendo perguntas sobre Eleanor, para as quais ele dá respostas curtas.
Rafa e Harry estão se beijando — eu pude ver a língua —, Anna, Niall e Katheryne estão conversando sobre comida, então me volto para as minhas uvas e pão. Que bíblico da minha parte.
As uvas são menores que aquelas a que sou acostumada, e a casca é levemente texturizada. Isso é sujeira? Molho meu guardanapo na água e começo a passar nas uvas. Ajuda um pouco, mas elas ainda estão meio ásperas. Humm. Louis e Emma param de falar. Olho e os vejo me observando confusos.
— O quê?
— Nada — ele diz. — Continue dando banho na uva.
— Elas estavam sujas.
— Você experimentou alguma? — ela pergunta.
— Não, elas ainda têm essas pintinhas de terra — ergo uma e mostro a eles.
Louis a tira da minha mão e põe dentro de sua boca. Fico hipnotizada pelos seus lábios, sua garganta, enquanto engole.
Hesito. Prefiro comer comida limpa ou causar uma boa impressão em Louis? Ele pega outra uva e sorri.
— Abre a boca.
Eu abro.
A uva passa pelo meu lábio inferior à medida que ele a coloca em minha boca. Ela explode na minha boca e eu fico tão chocada com o gosto que quase a cuspo. O sabor é tão intenso, parece mais bala de uva do que com a fruta mesmo. Dizer que nunca provei nada parecido é pouco. Emma e Louis riem.
— Espere até prová-las como vinho — ela diz.
Louis enrola uma garfada de massa. — Então, como foi a aula de história?
— Amanda é simpática.
Pego um pedaço de pão. A casca se quebra e o interior é leve e flexível. Oh, meu Deus. Eu lanço outro pedaço para dentro da boca. Emma parece pensativa.
— Amanda parece intimidadora a princípio, mas é muito legal depois que você a conhece.
Dou de ombros e termino o meu lanche.
Estão todos conversando sobre pessoas que eu não conheço. Me perco na conversa e então me viro para Anna. Me surpreendo ao vê-la conversando com Niall, animadamente. Então, estou sozinha.
Olho para os grupos, um de cada vez. Continuo sem entender nada. Apenas mantenho um sorriso sofrido na cara.
— Língua Inglesa — Rafa diz. — É assim que te chamamos após a sua demonstração pública de tirar o fôlego com a Eleanor na feira de rua do ano passado. — Louis tenta protestar, mas ele ainda está rindo muito.
Emma, Katheryne e Rafa continuam espetando ainda mais, mas... estou perdida de novo. Fico imaginando como está Lucas, se ele está namorado alguém, ou apenas ficando, enfim, como ele está.
Oh, não. Estou pensando em Lucas.
Como posso não esquecer o meu ex?! Minha última noite no cinema também foi minha última noite com ele, antes que eu viesse para Londres. Nós já tínhamos terminado, mesmo assim, ele me chamou para ir ao cinema. Aceitei, não sei muito bem porque. Estávamos despreocupados. A paquera durou a noite toda, ele sabia como ser carinhoso. O filme terminou mas nós não saímos do cinema...depois nos mandaram ir embora. Nós saímos pelas ruas sem um destino aparente. Apenas andamos e ficamos alongando a conversa.
E então, finalmente, disse que sentiria minha falta.
E então, finalmente, me beijou.
E então, vim parar aqui.
Não chore, não chore, não chore. — Hum. Onde fica o banheiro? — O banheiro é minha desculpa favorita para qualquer situação. Ninguém pergunta mais nada, uma vez que você o menciona.
— Os banheiros estão no final do corredor — Louis parece preocupado, mas não se atreve a perguntar coisa alguma. Ele provavelmente tem medo de que eu vá falar sobre absorventes ou mencionar a temível palavra com "m".
Passo o resto do almoço em um banco, dentro do banheiro. Sinto tanta falta de casa e isso dói físicamente. Meu coração bate acelerado, meu estômago está nauseado e é tudo tão injusto. Nunca pedi para ser mandada para cá. Tinha os meus próprios amigos, as minhas próprias piadas particulares e os meus próprios beijos roubados.
Queria que meus pais tivessem me dado alguma escolha: — Você gostaria de passar seu último ano no Brasil ou em Londres?
Quem sabe? Talvez eu tivesse escolhido Londres.
O que os meus pais nunca levaram em consideração é que eu queria, ao menos, ter tido escolha.
Louis POV's
Fernanda desapareceu no almoço, e se a sua aula tivesse sido conosco, ela também não teria aparecido. Tentei pensar que, ela só estava em uma aula separada...Apesar de saber por Emma, que são poucas as aulas diferentes entre mim e Fernanda. Quero dizer, nós só temos uma aula diferente, enquanto ela faz francês, eu faço biologia.
Eu estava preocupado, isso era visível.
— O que houve? — Katy apareceu ao meu lado enquanto eu descia as escadas do dormitório.
— Nada — sorri.
— Sabe que não me engana...
— Desculpa Katy, não estou tentando te enganar. Está tudo bem. — Envolvi meus braços nela e descemos até o hall.
Íamos levar Rafa para o aeroporto. Mas, só falta a Rafa.
— Alguém viu Rafaella por aí? — Harry perguntava para nós ao descer as escadas.
— Não, ninguém. Fernanda também não está aqui. Posso ir lá ver se elas estão juntas...
Todos concordaram e eu subi. Eu estava certo.
Assim que bati na porta do quarto da Nanda, quem atendeu foi Rafa.
— Ei, vamos?
— Estou atrasada né? — Rafa riu.
— Como sempre...
— Pega leve Louis, são seus últimos minutos comigo!
— Awn, vem cá! Você vai fazer falta sabia? Quem vai jogar os cabelos loiros na minha carteira durante a aula? Quem vai implicar comigo na aula de física? Deus, e a aula de física? Só tinha você comigo nessa...agora estou sozinho. E Harry? Como vou implicar com ele sobre você? Rafaella, acho melhor cancelarmos o seu vôo, que tal?
Não sabia que Rafa ia se sentir tão, comovida, com tudo o que eu disse. Ela estava chorando, e esse choro tinha uma pontada de desespero que me deixava mal. Eu ia sentir muita falta da Rafa, de verdade.
— Obrigada, Lou. Por tudo. Foram os melhores anos da minha vida. E eu tive vocês comigo... Muito obrigada.
Nos abraçamos por um longo tempo, nem me dei conta de que estava em frente ao quarto da Fernanda.
— Ei, vocês vão ficar aí mesmo? — Fernanda apareceu rindo.
— Verdade, nós temos que ir.
— Ah Louis, a Fernanda não está se sentindo bem...ela não vai com vocês.
— Não? — Não escondi o desanimo que me bateu.
— Não, e mais uma vez, desculpa Rafa...Eu queria ir até lá. Afinal, passamos pouco tempo juntas. Desculpa, mesmo.
— Não precisa se desculpar, Fefa. Nós conversamos a tarde toda, e isso valeu muito. E, nós somos do mesmo país, moramos em estados vizinhos, tá lembrada?
As meninas se abraçaram e Fernanda voltou os olhos ternos para Rafa, agradecendo. Senti curiosidade...por quê será que Fernanda estava pedindo "obrigado" a Rafa? Franzi o cenho.
— Lou, eu posso te pedir uma coisa?
— Claro, é seu último pedido, farei de tudo para atendê-lo — elas gargalharam.
— Você pode ficar aqui com a Nanda?
— Eu? Ficar aqui? Mas... — Fernanda fitava Rafaella, eu só ria, por dentro — posso, claro.
— Pode?! — Fernanda me olhou surpresa.
Fiz que sim com a cabeça. Nos despedimos de Rafa pela última vez, e então, ficamos só eu e Fernanda.
Rafaella POV's
Apesar de pouco tempo, Fernanda já tinha se tornado muito importante. Isso é incrível. Ela gosta de práticamente tudo que eu gosto. E o nosso azar no amor, oh, também é idêntico.
Sei o quanto ela está afim de Louis. Ela nem precisou dizer isso, eu só percebi. Pelo modo como ela o olha, como ela fica nervosa falando com ele. Parece comigo e...Harry.
Meu coração deu um salto e eu tive que apertar o corrimão com força, tive medo de cair. Nunca achei que fosse tão difícil descer uma escada. A cada degrau que eu descia, era uma lembrança que me atingia. Seu beijo, seu cheiro, seu jeito.
"Hey Rafa, será que eu posso te acompanhar até em casa?" Meus olhos ardiam ao lembrar disso...Setembro de 2010, ele disse que me acompanharia, mas no meio do caminho sugeriu que fossemos dar uma volta. Ao virar a esquina, ele disse que não aguentava mais esperar e me beijou. O nosso primeiro beijo.
Meu coração doía, minha mente girava.
"Você...Quer namorar comigo?" Seu sorriso iluminado, ao proferir as palavras mais doces que já escutei na vida. Primeiro de outubro de 2010: O pedido oficial de namoro. Eu dizendo sim. Ele me abraçando, me chamando de "minha pequena". Eu ri, ao lembrar que Zayn disse: não sei porque você chama ela de pequena, ela é do seu tamanho, cara.
Alcancei o hall. Seus olhos verdes encontraram os meus, milhares de choques elétricos me atingiram. Eu não aguentava isso, eu precisava chorar. Não por nosso namoro ter chegado ao fim, quer dizer, por isso também. Mas, uma hora ia acabar. Isso já era evidente para mim e para ele. Claro que eu queria que tivesse durado mais um pouco. Mas não dava para insistir em algo que não estava dando certo.
Eu queria chorar porque, eu não teria mais aqueles olhos verdes sobre mim, que me transmitiam segurança, paz, calma, felicidade. Eu não teria mais aquele abraço gostoso todo dia. Mas ainda assim, o pior de tudo não seria ficar longe de Harry, meu namorado. Seria ficar longe dos meus amigos. Dos amigos que eu fiz, sozinha, aqui. Desde que eu cheguei, Emma, Zayn, Louis, Liam, Niall, Harry e Katheryne, foram a minha base. O motivo pelo qual eu não larguei tudo e voltei para o Brasil. E agora, eu conheci Anna e Fernanda, que se tornaram importantes para mim, como todos os outros.
Então, chorei. Lágrimas grossas e quentes escorriam pelo meu rosto. E foi ele, quem me abraçou e pediu para eu me acalmar. Harry ainda me faz bem. E talvez faça, sempre.
— Fica calma...
— Tudo bem, eu, eu tô bem.
Ele passou a mão pelo meu cabelo e depositou um beijo em minha testa.
— Nem chegamos no aeroporto e a choradeira já começou?! — Niall fazia cara séria.
— Ai Nialler, deixa passar vai. É a saudade batendo na porta já...
Todos fizeram "awn" coletivamente e me abraçaram.
Eu já sentia falta de SFL. Eu já sentia falta de Londres.
Anna POV's
O dia estava tão confuso e tão...depressivo. Não sei. Londres estava com um clima de despedida, e isso combinava tanto com o momento. Eu realmente não entendia o que sentia.
Fernanda, eu preciso da Fernanda.
— Acho que vou lá em cima chamar a Nanda, e onde Louis se enfiou?
Fiz menção em ir até a escada, mas Rafa me impediu.
— Fernanda pediu pra avisar que não está se sentindo bem, mas não é nada demais. Vocês não precisam se preocupar. E eu pedi que Louis ficasse com ela, para ajudar caso ela piorasse.
Louis, Fernanda, sozinhos, no quarto dela. Eu ri alto até demais e todos me encararam. Fiquei vermelha mas passou, porém, eu continuava rindo por dentro. Morrendo de vontade de saber o que eles estavam fazendo. Oh, não! Imaginem se eles estão ficando agora? E se ela disser que gosta dele? Céus, eu preciso me controlar.
— Anna? — Katy me cutucou.
— Oi.
— Você estava meio perdida aí — ela riu.
— É, estava pensando na Nanda.
— Posso te perguntar uma coisa? — Voltei os olhos para ela e disse que sim — Fernanda é afim do Louis?
Pensei nos fatos. Fernanda estava afim dele, isso era lógico. Metade da escola estava afim dele. Tudo bem que Fernanda é intensa, e acaba por gostar dele, de verdade. Mais do que qualquer outra pessoa. Mas eu acho que não devo dizer isso a Katheryne. Afinal, eu conheci ela hoje. Que tipo de confiança eu podia depositar nela? Não, não estou chamando-a de falsa. Eu só aprendi a desconfiar de todo mundo.
— Talvez — sorri para ela.
Isso já dizia muita coisa. Na verdade, dizia tudo. E se ela não tivesse entendido, ela entenderia durante a semana. Porque Fernanda não disfarça esse tipo de coisa.
Esperamos dois taxis, e resolvemos como iríamos. Ficou decidido que eu, Zayn, Emma e Rafa íamos em um taxi e no outro iria Niall, Liam, Harry e Katy.
Me distraí no caminho, pensando nas aulas de amanhã. Depois pensei de novo em Fernanda. Depois, é claro, pensei nele...Zayn estava ao meu lado. E a cada vez que eu respirava, seu perfume invadia minhas narinas, me fazendo ficar viciada naquele cheiro. Se estívessemos mais perto um do outro, eu certamente, já teria enlouquecido.
— Ei.
— Ei — sorri para Zayn.
— Posso mecher no seu cabelo?
Eu gargalhei baixinho, não queria ninguém ouvindo nossa conversa. E, que pergunta era aquela? Só respondi que sim, mas não entendia muito bem.
Ele começou a brincar com as pontas do meu cabelo, e suas mãos foram subindo. Chegaram ao topo do meu cabelo e ele afundou seus dedos em meus fios, fazendo com que eu sentisse arrepios extremos por todo o corpo. Me senti a vontade para encostar a cabeça no colo de Zayn. Ele se ajeitou, por um momento achei que estivesse encomodando-o. Mas quando me movimentei para levantar, ele simplesmente não deixou.
Levantei meus olhos até os dele e vi que um sorriso tímido brincava em seus lábios. Sorri para ele, mesmo que ele não estivesse olhando.
Essa foi a única hora do dia em que eu me senti segura. Livre de qualquer perigo. Eu me sentia...em casa. Eu tinha encontrado um novo lar. Esse lar tinha nome, sobrenome, idade, um cabelo muito bem arrumado, olhos viciantes e...um abraço tão, confortante.
Seria possível então que lar fosse uma pessoa e não um lugar?
Um vinco se formou em minha testa, Zayn percebeu e passou as mãos pelo meu rosto. Os pelos da minha nuca se eriçaram. Como ele conseguia fazer isso? Transmitir isso tudo com toques simples? O vinco se desfez, eu sorri novamente.
Seria assim então? Ele estaria sempre por perto para me fazer bem?
Meu lado racional gritou dizendo que não. Meu lado emocional disse que sim, mas alertou que não seria para sempre.
Eu não escutei nenhum dos dois. Eu vou esperar o tempo passar, aí eu descubro. Vendo assim até que parece bem fácil...E que assim seja.
Fale com o autor