Notas iniciais
gente fiquei meio sem inspiração :/ mas espero que gostem mesmo assim

Acho que não vou conseguir me segurar.

O clima no hospital estava tenso. Não estava mais aguentando esperar por notícias de minha irmã, despois que engessaram o braço do Jensen deram alguns calmantes para ele, que agora está deitado em um dos quartos. Levantei-me apresada assim que o médico cruzou aquelas portas.

– Família da Clare White? – fomos até ele que rapidamente disse. – Os ferimentos dela foram muito graves, ela está em coma induzido. Acreditamos que ela levará alguns meses para acordar. — Meus pais começaram a chorar junto com minha irmã. Jared estava parado perto da saída.

– Pode me levar pra casa? – ele assentiu. Chegamos lá bem rápido.

– O que você está sentindo? – me perguntou.

– Tristeza, e muito raiva.

– Quer planejar uma vingança?

– Está se ouvindo? Desde quando você se vinga de alguém. – ele sorri e diz.

– Desde sempre gata, aliás você mal me conhece. – falou enquanto eu me sentava no sofá.

– Conheço você mais do que imagina. – ele se aproxima tanto do meu rosto que só basta eu me inclinar um pouquinho pra frente para beija-lo, mas não faço isso.

– Ah é? Então qual é o meu sobrenome?

– Wright. – ele se afastou e disse.

– Tenho que admitir, você é boa, não conto meu sobrenome para quase ninguém.

– Tenho meus contatos gato. – ele sorriu e se sentou ao meu lado.

– O que faremos em relação á Ashley?

– Pensaremos em algo, mas agora eu só quero descansar um pouco e tirar tudo isso da cabeça.

– Quer ver um filme? Ajuda á distrair. – assenti. Ele colocou um filme de terror que não quero lembrar o nome. Deitei no seu colo e rapidamente adormeci.

Acordei na minha cama, a musica do “Ed Sheeran-Wake Me Up”, tocava na sala. E depois de atravessar o corredor vi que minha família já estava de volta.

– Viram o Jared?

– Ele saiu faz um tempo. – respondeu Cindy, Daniel seu namorado estava ao seu lado.

– Oi Daniel.

– Oi, tudo bem? – assenti e peguei as chaves da minha moto. Eu sei que não ando muito nela, mas eu precisava fugir das perguntas.

– Vai de moto? Você nunca anda com ela? – perguntou meu pai, eu apenas assenti e saí.

Cheguei na casa do Jensen em 10 minutos. Bati na porta e ele mesmo atendeu.

– Oi, o que faz aqui?

– Queria ver como você estava.

– Entre.

– Sua mãe não está?

– Ela saiu, precisava se distrair um pouco. – sentei-me no sofá e ele se sentou ao meu lado.

– Como está seu braço?

– Está tudo bem agora, parou de doer. – sorri.

– Quer conversar sobre sua irmã?

– Prefiro não falar nisso agora.

– Tudo bem, então quer ver minha tatuagem? – ele riu e disse.

– Sério isso?

– Não, mas consegui fazer você rir.

– É, você é incrível.

– Obrigada, eu faço o possível. – ele sorriu, encarei-o e disse acariciando seu cabelo. – Só quero que saiba que quando quiser conversar, vou estar aqui. – ele assentiu, aproximei-me dele e o beijei. Uns dos melhores que tive. E sabe aquela explosão de fogos de artifício que uma pessoa sente quando está beijando sua alma gêmea? Foi exatamente o que senti, parei e olhei para ele que sorriu e me beijou, acariciando meu cabelo. De repente sua mãe abre a porta e disse.

– Oh, desculpe, não sabia que estava com visita.

– Tudo bem. – ele disse. – Mãe, essa aqui é a Carrie. – ela me cumprimentou e subiu.

– É melhor eu ir embora. – falei.

– Não, fique, preciso de companhia. – sorri, peguei meu celular e liguei para minha mãe.

“Alô?”

“Mãe, posso dormir aqui na casa do Jensen?”

“Pode, mas cuidado e volte á tempo de ir pra escola amanhã.”

“O.K. Obrigada, você é demais, tchau beijos.”

“Beijos, filha. Tchau.”

– Então... Vamos dormir juntos? – falou com um tom malicioso na voz. A mãe dele me emprestou um top e um short para dormir, então dava para o Jensen ver minha tatuagem.

– Hum... finalmente estou vendo-a. – sorri. – Vai me falar o que significa? – falou enquanto eu me deitava ao seu lado na cama.

– Bom, eu tinha dito que era sobre o melhor dia da minha vida. Quando eu tinha 14 anos tive uma pitada de câncer nos rins, os médicos disseram que era possível que o câncer se espalhasse para o outro rim depois da retirada de um. Eles tiveram que cuidar de mim em casa, porque eu estava muito fraca para ir ao hospital, foi por isso que minhas irmãs se mudaram, minha mãe ficou lá para cuidar de mim, mas ela teve que usar uma roupa especial por causa da radiação. Tenho um medo danado de cirurgias e achei mesmo que aquele era o fim, mas graças á Deus o câncer foi embora junto com o rim que eles tiraram. – mostrei á ele a cicatriz da cirurgia. – Minha tatuagem mostra a maravilhosa festa que meus parentes fizeram para mim quando voltei para minha casa nova, minha mãe achou melhor se mudar porque aquela casa traz muitas lembranças. Até os parentes que eu não via á anos apareceram naquela festa, e depois de meses pude sorrir de verdade. – ele ficou quieto, acho que estava absorvendo as informações.

– Isso explica porque você tem o cabelo curto, mas e suas irmãs?

– Elas cortaram só para mim não ficar triste em ser a única sem cabelo. – falei sorrindo e sorriu e disse.

– É uma bela história de superação.

– É. – fiquei um pouco quieta e depois de um tempo observando seu corpo lindo falei sem pensar. — Acho que não vou conseguir me segurar, porque estou com uma puta vontade de tirar sua camisa. – ele sorriu e disse.

– Você vai ter que se segurar, porque meu braço está ruim. — ele me beijou levemente nos lábios e rapidamente adormeceu.

Acordei no meio da noite para ir ao banheiro, mas quando sai alguém atrás de mim tentou colocar um pano em minha boca, mas o peguei pelo braço e o joguei no chão, outro cara se aproximou, mas eu o chutei na barriga, mas infelizmente outro conseguiu injetar alguma coisa no meu pescoço e eu adormeci na mesma hora.