Notas iniciais
Boa leitura! Informações importantes nas notas finais.

***

Eu tive um fim de tarde bem agradável. Brinquei bastante com as crianças, conheci muito mais sobre Daniel e tive uma conversa bem legal com Luzia.

Já fazia quase 1 hora que Daniel tinha me deixado no hotel, eu já tinha tomado banho e estava assistindo às aulas que Eduardo havia gravado para mim.

— Depois de tudo que foi visto eu quero que vocês pensem sobre o que trouxe vocês aqui e o que é informação no seu ponto de vista. – Disse Thales, o professor de humanidades I.

— Isso seria bem mais legal na aula! – Pensei alto.

“ I don't care

I love it

I don't care

You're on a different road, I'm in the Milky Way

You want me down on Earth, but I am up in space...”

Me celular tocou.

Pausei o vídeo e atendi.

— Alô! – Falei.

— Ah, até que fim! Pensei seriamente em mandar a polícia atrás de você. – Falou Raissa brava.

— Por que não respondeu as nossas mensagens? – Perguntou Clarice.

— Me desculpem! Eu estou bem, meu celular estava carregando e eu estou vendo os vídeos das aulas que Edu gravou. – Respondi.

— Então sobreviveu? – Perguntou Rai.

— Sim, e muito bem diga-se de passagem. – Respondi.

— Pode começar a contar, tudinho! – Falou Clari.

— Ele não é um monstro, pelo contrário é tão fofo e sensível. Em uma palavra: adorei! – Falei.

— Qual o nome? Já investigou a vida dele? – Perguntou Raissa. – Não vá confiar sem conhecer viu?! –Completou.

— O nome dele é Daniel Springer, 23 anos, já viajou o mundo e adora crianças. – Respondi. – Ah, ele é órfão. – Completei.

— Nossa, fez bem a lição de casa! – Disse Rai.

— Sim, sim. – Falei rindo. – Tenho mais uma coisa para contar. – Fiz uma pausa dramática.

— FALA LOGO! – Falou Clari.

— Eu saí ontem com o carinha que trabalha aqui no hotel, aquele que disse para vocês outro dia. – Falei.

— NÃO ACREDITO! – Gritou Rai.

— Acredite! Me diverti bastante, mas hoje com o Daniel foi tão bom... Acho que ter saído com Pedro vai estragar toda a amizade já construída. –Falei.

— Betina, como assim você está pegando dois de uma vez? – Perguntou Clari.

— Primeiro: não estou pegando ninguém ainda e, segundo: eu saí com um de cada vez. – Falei rindo no final da frase.

— Sei, sei... – Disse Clari.

— É sério, eu estou aqui a trabalho! – Falei.

— Tá bom, vamos fingir que acreditamos que a possibilidade de beijar pelo menos um dos dois não passou por sua mente! – Falou Rai.

— Pode até ser que por uma mini fração de segundos eu tenha pensado, mas... – Falei.

— Mas nada, eu te conheço muito bem Betina! Você está indecisa, né?! – Falou Rai.

— Olha, eu tenho mais o que fazer, ok?! Então depois nos falamos. – Falei querendo acabar com aquela conversa.

— Não quer ouvir as novidades? – Perguntou Clari.

— Fala! – Falei.

— EU ESTOU NAMORANDOOO!. – Cantarolou Clari.

— Sério?! –Perguntei.

— Sim, fui pedida em namoro ontem em um jantar super fofo! – Respondeu ela.

— Parabéns! Só avisa para ele não te decepcionar, se não vai se ver comigo! – Falei.

— Tá bom. – Falou Clari.

— Agora vou voltar a fazer minhas lições, porque já estão atrasadas. – Falei.

— Ok bitch! – Falou Rai.

— Beijo vadias! – Falei.

— Beijo! – Falou Clari.

Desliguei a ligação e fechei o notebook.

***

Abri os olhos e ainda estava escuro lá fora.

A cortina e a porta da varanda estavam abertas, um vento frio vinha lá de fora e isso me fez encolher debaixo do edredom.

Fechei os olhos para voltar a dormir, mas minha mente se recusava a se esvaziar e focar no sono. Algumas imagens surgiam em minha cabeça me fazendo agarrar o travesseiro ao meu lado.

A imagem de Daniel, eu e Pedro no meio do nada me assombrava. Escolher entre um e outro seria a pior coisa da minha vida, eu sinceramente já havia me acostumado com Pedro e Daniel me deixava tão bem que não ter mais nenhum dos dois seria terrível.

No entanto uma hora eu teria que voltar para minha vida antiga e eles ficariam aqui, a parte boa é não precisar escolher nenhum dos dois, porém a falta de tê-los perto me consumiria.

— Para de pensar nisso! – Me obriguei em voz alta.

Por que eu estava pensando em Daniel e Pedro sendo que tudo que preciso me preocupar é meu trabalho?

Eu e Diego não tínhamos avançado quase nada, Gustavo e Roberta também não. A bendita boate que eu tenho certeza que vi Jasmine tinha um alto padrão de segurança e sem convite é impossível entrar lá.Tentei alguns contatos, mas nada, ninguém conseguiu me colocar lá dentro.

Meu celular vibrou em cima da mesa de cabeceira me tirando de meus devaneios.

“Está dormindo?” – Perguntou Daniel por mensagem.

Olhei a tela do celular, o relógio marcava 03:15 da madrugada hesitei por um instante.

“Não” – Respondi um minuto depois.

“Insônia?” – Perguntou Daniel.

“Não, na verdade eu dormi cedo demais e acabei acordando agora.” –Respondi.

“Entendi, está com fome?” – Perguntou ele.

“Oi?! É madrugada né, de lei ter fome, mas não vou incomodar o pessoal do hotel. O que faz acordado?” – Escrevi.

“Estava aqui pensando em uma mulher menina, ela não me contou quase nada sobre ela e mesmo assim já estou com saudades. Quer ir comer alguma coisa agora?”– Escreveu Daniel.

“Hmmmm... Sair agora? Eu estou quentinha aqui!” – Escrevi.

“Não seja por isso. Compro e levo para comermos aí.” – Respondi ele.

“Você não vai desistir né?” – Perguntei.

“Não está nos meus planos!” –Respondeu ele.

“Tudo bem, você vem até aqui. Tá frio lá fora e eu estou de pijama, só traz algo que eu coma kkkk.” – Escrevi.

“Fast-food?” – Perguntou ele.

“Pode ser!” – Respondi.

“Ok, chego aí em 30 minutos. Avisa que irei subir.” – Escreveu ele.

“Pode deixar. Estou te esperando.” – Escrevi.

O que eu estava fazendo da vida? Daniel no meu quarto não parece ser bom.

Levantei em um pulo e liguei a luz.

Por mais que eu tentasse ser organizada, não conseguia. Tinha roupas sujas pelo chão, livros e papéis espalhados por todo lado.

— Por quê? – Perguntei olhando no espelho da sala de entrada.

Meu cabelo estava bagunçado e o rosto amassado pelo travesseiro.

Fui até o banheiro, lavei o rosto e arrumei o cabelo. Voltei para o quarto e peguei as roupas do chão, fui até a sala e arrumei os livros e papéis num canto.

— Bem melhor assim falei! – Pensei alto.

Fui até a cama, peguei o telefone e liguei para a recepção.

— No que posso ajudar? –Perguntou um homem.

— Meu nome é Betina do 104, só para avisar que estou esperando uma visita. – Falei.

— Qual o nome da pessoa senhora? – Perguntou o recepcionista.

— Daniel. – Falei.

— Ok, já deixei liberado. – Falou ele.

— Obrigada. – Falei e desliguei.

Quase 15 minutos depois Daniel bateu na porta.

— Oi! – Falou ele assim que abri a porta.

Notas finais
Sim, eu sei que estou dando mancada atualmente. De coração, ME DESCULPEM! As coisas estão complicadas, então terei que mudar os dias para escrever os capítulos. Não vou dar mais um dia exato, será um no começo da semana e outro no fim. Espero que me perdoem e não abandonem a história, até porque leitores são muito importantes e eu fico muito feliz quando alguém comenta e tals, mas só dever alguém que leu, já dá aquele ânimo. O próximo capítulo talvez saía amanhã, não tenho certeza. Obrigada, obrigada, obrigada!! Beijos e até maia :) NÃO PAREM DE LER A HISTÓRIA!!