Sequestro Cabeludo
8 Capítulo 8 - Plano perfeito.
Notas iniciais
O plano de Penélope tinha tudo para dar certo, ou errado, depende de quem analisasse. Como Tomas e os gêmeos, depois de acordarem, aceitaram ajudar as coisas ficaram um pouco mais fáceis.
Os três iriam juntar o maior número de pessoas possíveis e, literalmente, começariam uma rebelião, causando a maior alvoroço que conseguissem. Seu Eugênio ficaria de olho na movimentação de longe, afinal precisavam de alguém para avisar se algo desse errado, enquanto os demais aproveitariam a chance para ir até a sala da Capitã.
— Espero realmente que dê certo, é nossa última chance... — Chopper olhava pensativo para os demais.
— Vai dar tudo certo, Chopper — Zoro colocou a mão na cabeça dele, tentando o acalmar.
— Aqueles três pirralhos são muito engraçados, eles estão causando a maior confusão que eu já vi, e olha que já vi muitas coisas durantes meus anos de vida — Seu Eugênio riu com gosto. — Eu acho que essa a chance perfeita, se alguma coisa acontecer eu jogo alguns fogos de artifício para avisar vocês.
— Então finalmente chegou a hora. Desculpa colocar o senhor nessa cilada, mas obrigada por nos ajudar — agradeceu Nami.
— Não precisa agradecer, crianças, fico feliz em poder ajudar. Espero que consigam sair da ilha — sorriu se despedindo, iria encontrar um lugar mais alto para observar tudo.
— Bem, vamos nessa!
Os quatro saíram correndo até um dos submarinos, aproveitando a confusão que estava acontecendo, além do fato de que só tinha um submarino vazio, os outros tinham sido usados pelos dois gêmeos que estavam indo em direção da outra ilha.
Nami foi quem “dirigiu” o submarino de volta para a ilha, dessa vez dando a volta e parando na parte de trás, onde não tinha nenhum movimento.
Desceram e andaram cuidadosamente até onde Tomas disse ser a sala da Capitã. Olharam ao redor atentos e digitaram a senha: 159058. Eram apenas números aleatórios para dificultar a entrada.
Assim que entraram, se depararam com uma sala vazia com uma outra porta, também com senha.
— Maravilha, e agora? — Nami olhou para os lados procurando alguma pista.
— Então... eu não sei... — Penélope respondeu cabisbaixa e, assim que olhou para o chão, viu a senha pintada em branco. — Isso é sério?
— Não custa arriscar — Zoro tomou a dianteira, digitando a senha e abrindo a porta.
— Vocês demoraram mais do que o esperado — disse uma mulher muito parecida com Penélope, sentada em uma poltrona tomando suco. — Achei que teria que esperar até amanhã quando eu supostamente visitaria o velhote da ilha...
— Charllote, você passou dos limites — Penélope se aproximou com raiva.
— Ah, mana, não seja chata. Eu só queria me divertir um pouquinho...
— Sequestrando pessoas e implantando chips em todo mundo? Muito divertido, realmente... — sussurrou Zoro.
— Acho que já me diverti o bastante, pode voltar a ser a Capitã. Isso é muito cansativo — passou por eles, saindo da sala.
— Isso foi muito fácil — Chopper olhou desconfiado para a saída.
— Fácil até de mais... Ei, ouviram esse estralo? — perguntou Nami, ouvindo barulhos vindo do chão.
— É uma armadilha. CORRAM! — Penélope indicou a saída, mas já era tarde.
O chão cedeu, e em poucos segundos os quatro caíram em uma piscina quadrada, não muito grande, cercada por grades e com alguns fios dentro da mesma.
— Na primeira gracinha eu aperto esse botão e vocês vão virar sopa — Charllote apontou com o dedo, sorrindo macabra.
— Pena que seu plano não vai funcionar, Capitã — a mulher, que antes tinha sido nocauteada por Nami, apareceu atrás de Charllote com uma espada nas mãos.
— Rita, você não ousaria — olhou com raiva para a mulher.
— Sim, eu ousaria.
Rita levantou o braço, e se aproximou da loira, rapidamente abaixando a espada que, por pouco, não a acertou, e sim os fios ligados na máquina.
— Acabou, EX-capitã — pegou algumas cordas para a amarrar.
— Vocês não podem fazer isso, eu sou a melhor Capitã que vocês vão conhecer em suas vidas. Eu sou demais!
— Claro, tenho certeza. Nanue, leve ela para uma daquelas celas que ela criou lá embaixo.
— Sim, senhora.
— Isso não acabou, o pior ainda está por vir... — falou Charlotte antes de ser levada.
— Muito bem, agora temos que soltar vocês daí — olhou ao redor, procurando algo cortante.
— Não é necessário — Zoro cortou as grades como se fossem folhas de papel.
— Você não é... — Nami tentou falar, mas foi cortada.
— Eu mesma. Obrigada por esse galo — apontou para própria cabeça. — Eu tenho certeza que se você não tivesse me batido, o chip não teria quebrado e eu ainda estaria sob vigilância dessa doida...
— De nada, eu acho...
— Capitã, o que fazemos agora? — perguntou para Penélope.
— Vamos arrumar toda essa bagunça, e voltar tudo para o que era antes — sorriu animada com as novas ideias que “dançavam” em sua cabeça. — Comecem desligando esses chips.
Penélope usou toda sua criatividade para trazer de volta a alegria para o bando, destruindo algumas salas que para ela eram inúteis. Chopper ficou responsável por retirar o chip de todo mundo, o que demorou mais que o planejado.
Zoro e Nami acabaram virando “matéria-prima”, pois todos os prisioneiros tinham sido libertados e agora eles precisavam de cabelo para as perucas, e Penélope nunca perderia a chance de usar suas habilidades com seus novos amigos.
Tudo foi organizado em menos de um dia, e os três Mugiwaras estavam prontos para voltar para seu bando, Tomas se prontificou em levar os três até seus amigos.
— Foi ótimo conhecer vocês, obrigada por me ajudarem a voltar para meu lugar — sorriu agradecida.
— Nós quem agradecemos, Penélope. Vamos adorar manter contato — Nami a abraçou.
— CAPITÃ! TEMOS UM PROBLEMA — Tomas chegou correndo desesperado.
— O quê?
— O navio está afundando, verificamos todos os cômodos e descobrimos que ele tem furos do tamanho de um punho humano, estamos tentando tampar o mais rápido possível, mas está difícil, pois ele já está metade submerso...
— Retire todo mundo de lá, e pegue apenas o que for realmente importante. AGORA!
— Sim, Capitã — saiu correndo, logo sumindo de vista.
— Isso é estranho...
— Está com cara de sabotagem — Chopper pensou rapidamente.
— Alguém está querendo impedir que a gente saia da ilha — afirmou Zoro.
— Com certeza, mas quem? — perguntou Nami curiosa.
— Eu — uma mulher de cabelos brancos falou atrás dos quatro. — Prazer, me chamo Zira e sou uma caçadora de recompensas. Estou observando o desenrolar dessa história de vocês faz algum tempo, e vamos combinar que quanto mais piratas melhor, pra mim. Enganar aquela Charllote foi a coisa mais fácil do mundo, ela é bem influenciável.
— Então era de você que ela estava falando... Não vamos deixar que nos pegue — disse Nami já nervosa.
— Não preciso da permissão de vocês — sorriu desdenhosa. — Estou apenas fazendo meu trabalho, e vou concluir o mesmo com sucesso. Agora se me derem licença, preciso resolver alguns problemas — jogou uma bombinha de fumaça no chão e sumiu.
— Estava muito fácil para ser verdade... — Nami abanava a fumaça com os braços, na tentativa de enxergar algo.
— Você tem algum plano, Penélope? — a ruiva perguntou esperançosa.
— Infelizmente não... Venham comigo, vocês precisam voltar para seus amigos, precisamos pensar nisso também.
—— // ——
Todos estavam sentados nos sofás da recém organizada sala da Capitã. Ninguém falava nada, cada um estava preso em seus próprios pensamentos, tentando pensar em alguma alternativa.
— Como que essa mulher chegou na ilha? — Zoro quebrou o silêncio.
— Achamos um pequeno barco de madeira ao leste da ilha... — Tomas explicou rapidamente.
— Nós temos que prender ela de algum jeito, talvez com alguma armadilha simples — a ruiva sugeriu.
— Eu prefiro lutar, nunca se sabe se ela tem capangas — o esverdeado rebateu.
— ZORO!
— O que foi? Não sabemos se ela é usuária, melhor evitar.
— Lutar só vai trazer mais desgraça.
— Desgraça vai ser se a gente ficar de brincadeira e aqui e não fazermos nada.
— NAMIIIIIIIIIIIIIIIIII — ouviram o grito de Luffy, seguido de alguns barulhos de coisas quebrando.
— E então? — Zoro sorriu como uma criança no Natal.
— Parece que não tem jeito... — suspirou derrotada.
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