Sequestro Cabeludo

9 Capítulo 9 - Resolução


Notas iniciais
Boa leitura!

— Vocês conhecem essa pessoa que acabou de gritar? — perguntou Penélope de olhos arregalados.

— Sim, é o nosso Capitão — Nami respondeu com uma gota na cabeça.

— Isso é maravilhoso, assim não precisamos sair da ilha para encontrar os amigos de vocês — sorriu. — Vamos logo — levantou-se animada.

—— // ——

Quando todos chegaram no salão principal a confusão já está armada e bem encaminhada. Lustres quebrados, sofás espalhados e piratas lutando sem nem saber o porquê. Nami olhou para tudo de olhos arregalados, pensando no trabalho que daria para tudo voltar ao normal, ao mesmo tempo Penélope estava sorrindo como uma criança.

— Faz tempo que não vejo uma luta, talvez a gente deva sentar um pouco para apreciar a vista, certo? — Penélope deu pulinhos no lugar.

— Capitã, eles vão quebrar o salão inteiro — Rita corria de um lado para o outro tentando impedir a briga.

— Não tem problema.

— CAPITÃ!

— Ok, vocês venceram — levantou os braços em sinal de rendição. — CALA BOCA, TODO MUNDO — gritou com todas suas forças, ao mesmo tempo em que fazia seu próprio cabelo crescer e segurar todos.

— Mas o quê... NAMI, ZORO, CHOPPER — Lufy gritou feliz vendo seus companheiros bem.

— Luffy, o que faz aqui? — perguntou a navegadora.

— Eu vi um navio estranho e resolvi entrar, ele me trouxe até aqui — respondeu sorrindo.

— E o resto do pessoal?

— Explorando uma ilha misteriosa, eles me deixaram cuidando do navio depois que eu sai correndo na frente, não queriam que mais ninguém se perdesse, mas eu cansei de esperar — coçou o nariz inocentemente.

— VOCÊ DEIXOU O NAVIO SOZINHO, SEU IDIOTA IRRESPONSÁVEL — tentou bater no Capitão.

— Ei, não vamos começar uma confusão — Zoro a segurou.

— Não era você quem queria partir para a ignorância?

— Acho que agora não precisamos mais fazer nada.

— Ora, ora... Monkey D. Luffy. Parece que quando mais espero para dar o bote mais sorte eu tenho — Zira olhava para todo mundo sentada no lustre.

— Hã, quem é você? — perguntou Luffy virando a cabeça para o lado.

— Sou aquela que vai acabar com a sua vida — pulou para cima dele empunhando uma espada vermelha nas mãos.

Luffy desviou com facilidade do golpe fatal, não pensando duas vezes antes de tentar acertar Zira com um soco, o qual ela também desviou.

— Isso não vai ser tão fácil — Zira assobiou, logo o salão estava lotado de homens e mulheres prontos para atacar.

Os capangas da albina não eram tão fortes, apesar de numerosos. Nami, Zoro, Chopper e Penélope conseguiram derrotar a maior parte sem maiores esforços, encontrando um ou outro que desse um pouco mais de trabalho, mas no geral foi fácil. Pena que Luffy não teve tanta sorte.

Zira não dava sossego para o Capitão. Ela movia a espada com uma habilidade impressionante, diminuindo as chances de um contra-ataque.

— Gomu Gomu no Pistol — Luffy atacou o braço da albina, fazendo com que ela derrubasse a espada, ficando desarmada.

— Ora, seu... — reclamou.

— Não vou deixar uma Caçadora de Recompensas capturar alguém do meu bando — esticou um dos braços, tentando a prender.

— E nem eu vou deixar você me capturar — sorriu zombeteira, desviando com habilidade.

A batalha continuou assim que Zira pegou de volta sua espada, partindo para cima do moreno na maior velocidade possível, mas sem acertar nenhum golpe. Afastou-se pensativa até que teve uma ideia. Correu novamente até Luffy, tentando acertar sua cabeça, assim que ele desviou ela encostou sua espada na aba do chapéu de palha, o tirando da cabeça do moreno.

— Meu tesouro, devolve ele — olhou para a espada com os olhos arregalados.

— E perder a chance de atrair vocês com isso? Jamais — sorriu girando o chapéu em um dos dedos. — O que foi? Você não parece com muita vontade de lutar, talvez eu devesse declarar vitória — sorriu animada parando de atacar.

— Eu não comemoraria antes da hora — Nami apontou para cima, onde uma nuvem negra crescia cada vez mais.

Os raios saíram da nuvem de formar ordenada, acertando a albina sem chance de escapatória, logo a fazendo cair no chão, mas antes disso acontecer, Luffy esticou um de seus braços e pegou o chapéu de volta.

Zira levantou-se mais nervosa do que antes, os raios tinha feito um grande estrago, porém ela se recusava a perder. Em um ato de puro desespero a albina pegou sua espada novamente e partiu para cima do moreno, pouco antes de chegar nele ela mudou de direção deixando todos surpresos.

O novo alvo da albina era Penélope. Esticou a espada prestes a atacar a loira que encontrava-se indefesa por conta da surpresa. O ataque teria sido fatal, mas Zira estava tão focada em atacar que esqueceu que não tinha só as duas ali.

Zoro impediu o ataque com uma de suas espadas, olhando de modo mortal para a albina que retribuiu. Chopper cansado de toda aquela confusão não pensou duas vezes, transformou-se e empurrou a albina com seus chifres a derrubando no chão e a impedindo de se mover.

— Sai de cima, rena falante.

— Não, obrigado.

— Ora, seu... — voltou a se mover.

— Muito bem, acho que já chega de bagunça por hoje... Rita, prenda ela e a coloque no navio quando ele estiver concertado — pediu Penélope decepcionada, ela esperava mais confusão.

— Sim, senhora!

— Eu estou com fome — reclamou Luffy como se nada tivesse acontecido.

— Isso me deu uma ideia, vamos dar um banquete — a loira olhou para o nada com os olhos brilhando.

— COMIDA — pulou feliz, correndo para onde ele achava que era a cozinha ao mesmo tempo em que puxava a pequena rena.

— LUFFY — gritou Nami, mas não obteve resposta. — Desculpa por isso, Penélope, ele não tem freio...

— Sem problemas, achei divertido. Venham, também estou morrendo de fome.

—— // ——

A cozinha virou uma zona de pratos sujos. Luffy comeu como sempre, descontrolado, engolindo o que colocavam na sua frente, mas dessa vez sendo acompanhado por Penélope que não ficava para trás.

— Parece que os dois estão competindo — Chopper olhou assustado para uma pilha de pratos ao seu lado.

— Eu mereço — Nami sussurrou com a cabeça apoiada na mesa.

— Eu queria saber como o Zoro consegue dormir com esse barulho todo.

— Sono pesado... Quem dera eu conseguisse dormir tão fácil assim...

— Não estou dormindo — falou Zoro, assustando os outros dois. — Estou apenas de olhos fechados mesmo.

— Só você mesmo, querido.

— Ei, Chopper. Olha isso — Luffy fazia palhaçadas com alguns garfos, fazendo a rena gargalhar e se juntar a ele.

— Quer passear pela ilha? Esse dois não vão se cansar tão cedo — o esverdeado tomou a iniciativa.

— Claro — Nami sorriu.

Os dois saíram de mão dadas sem que ninguém notasse, indo em direção da porta de entrada. Saíram do local e passaram a andar pelos arredores da ilha. Era a primeira vez que observaram o lugar atentamente.

O céu já começava a escurecer, indicando o começo da noite. A temperatura caiu um pouco, por isso era possível sentir o vento gelado, mas nenhum dos dois pareceu notar, felizmente suas roupas tinha mangas compridas.

— Fico feliz que esteja bem, pequena — Zoro a abraçou se livrando de toda a tensão.

— Desculpa por te preocupar — retribuiu.

— A culpa não é sua, não tinha como saber que um bando de cabelereiros malucos iria aparecer do nada querendo seu cabelo.

— Concordo. Tem cada pirata maluco...

— Com licença, eu não queria incomodar, mas o barco já está concertado — Tomas avisou. — Vou avisar a Capitã. Logo poderemos zarpar — saiu sem obter resposta.

— Pronta para voltar para casa?

— Você nem imagina o quanto — sorriu o puxando em direção do navio.

Quando os dois finalmente chegaram no navio, todos já estavam prontos. Luffy e Chopper ainda faziam brincadeiras, sempre sorridentes e animados para voltar o Sunny.

— Tudo pronto, vamos para aquela ilha que eu esqueci o nome — Penélope apontou para a direção da ilha.

— Que eu saiba ela não tem nome, Capitã — Tomas guiava o navio.

— Oh, uma ilha misteriosa — Luffy animou-se mais ainda.

— Você já andou naquela ilha, Luffy — Nami suspirou.

— Não o suficiente.

— Francamente...

— Capitã, já estou vendo a ilha — Tomas olhou por um binóculo. — Ela não fica muito longe daqui, vai demorar pouco tempo para chegarmos lá.

— Ótimo, nos leve até lá — sorriu nostálgica, estava com saudade daquela ilha. — Preparem-se, vamos desembarcar em alguns minutos.

— Sim — todos falaram igualmente animados.

Notas finais
Quando eu terminar o último capítulo eu posto. Até!