Notas iniciais
Olá leitores! Consegui escrever mais um capítulo hoje! Espero que vocês gostem!

Entregando-se ao desejo, Patrick percorre o pouco espaço que restava entre seus lábios e beija Clara. Um beijo calmo, cuidadoso, como se ele estivesse esperando a reação dela. Clara, ao sentir os lábios dele nos dela, não consegue mais ter pensamentos claros, nem resistir. Ela o abraça e responde ao beijo. Patrick ao perceber que ela respondia, aprofunda o beijo e a abraça mais para perto, colando seus corpos. Os dois se perdem naquele beijo quente, molhado, um beijo cheio de dúvidas, esperanças, medos e principalmente, desejo.

Patrick louco de vontade de ter o máximo que pudesse de Clara, a segura com força, tirando os pés dela do chão e carregando ela pela sala. Clara ao perceber que estava sentada no colo dele no sofá, com uma perna de cada lado de seu corpo, cai em si e para o beijo.

— Patrick... – ele continua beijando o pescoço dela – Patrick... – mais uma vez ele não ouve e continua com seus beijos – Patrick! – Clara exclama rindo e segurando o rosto dele entre as mãos.

— Oi? Desculpa, não estou conseguindo me controlar! – Ele responde rindo.

— O que nós estamos fazendo? – ela questiona séria.

— Estávamos nos beijando e agora estamos conversando – ele responde brincando e rindo.

— Estou falando sério. O que estamos fazendo? Até ontem eu te via como um irmão!

— Clara, eu não sei. – Ele suspirou – Não sei mesmo. Só sei que há algum tempo estou confuso com meus sentimentos, confuso com meus pensamentos, toda vez que estou longe, não consigo tirar você da cabeça! – ele responde um pouco frustrado.

— E agora? O que vamos fazer?

— Podemos parar, ir cada um para seu quarto e amanhã eu precisarei voltar ao Rio mesmo para uma reunião importante no escritório, então nos damos tempo para pensar e organizar os sentimentos. Ou podemos ver onde vai dar, continuar de onde paramos e deixar o coração nos guiar. – Ele diz acariciando seu rosto, e termina com o rosto bem próximo ao dela.

— Eu não sei o que fazer. Estou com um desejo enorme de te beijar, mas ao mesmo tempo estou confusa, não quero estragar nossa amizade com uma noite guiada pelo desejo.

Patrick a beija com força mais uma vez. Ele a segura com uma mão em seus cabelos e a outra em sua cintura. Clara se agarra a ele colando novamente seus corpos e se entregando ao momento. Eles se beijam como se suas vidas dependessem daquele beijo, suas línguas duelam em busca de novos territórios. Aquele beijo parece durar uma eternidade, mas os dois se separam novamente para respirar. Ambos estão ofegantes e quando abrem os olhos, se encaram e começam a rir.

Clara sai do colo de Patrick e se senta ao seu lado no sofá. Ele segura a mão dela e os dois se olham.

— Acho melhor paramos Patrick. Podemos nos arrepender se isso for mais longe. – Clara diz um pouco decepcionada.

— É melhor mesmo. Precisamos organizar nossos pensamentos e sentimentos. Não quero perder você por um impulso de uma noite. Você se tornou uma pessoa muito importante na minha vida Clara. – Ele olha para ela com ternura, ainda segurando em sua mão.

— Sim, penso da mesma forma. – Ela dá um beijo nas mãos dele – Agora acho que vou tentar dormir. – E se levanta para ir para seu quarto.

— Eu também!

Os dois sobem juntos e vai cada um para seu quarto após desejaram-se boa noite. Assim que eles se deitam, caem no sono rapidamente.

No dia seguinte, Patrick se prepara para viajar. Arruma suas malas e quando desce as escadas, encontra Clara na sala.

— Você precisa mesmo ir para o Rio? – ela pergunta e Patrick suspira.

— Eu volto antes do ano novo.

— Promete? – pergunta esperançosa.

— Você faz tanta questão assim da minha presença?

— Faço, muita. – Ela responde e ele sorri.

— Eu não posso garantir. Eu fico supervisionando o escritório daqui, mas... minha presença física também... Também é importante. Eu vou fazer o meu melhor, ta?

— Faz sim! Vai ser ótimo passar o ano novo com você.

Eles se aproximam, Clara sorri e o abraça.

— Boa viagem! – ela diz abraçada a ele.

Eles permanecem abraçados por um tempo, ela sente a respiração dele em seu pescoço e sente a pele arrepiar. Eles se afastam aos poucos, com os rostos colados. Os dois se encaram e dessa vez Patrick quem olha para os lábios de Clara, mas logo volta a fitar seus olhos.

— Bom voo! – Clara diz e da uma risada leve se afastando, sem graça.

Patrick pega suas malas e vai em direção à porta, mas para e olha para Clara mais uma vez.

— Tchau! – ele diz, relutante em ir.

— Tchau!

Assim que ele sai, Clara sente um vazio, como se parte dela estivesse faltando. O mesmo acontece com Patrick em sua ida ao aeroporto.

Porém, ao chegar no Rio, Patrick se envolve nos assuntos do escritório e acaba se distraindo. Ele conhece Adriana, uma jovem advogada que o ajudou em um caso e fica impressionado com a habilidade da menina. Adriana ao conhecer Patrick se encanta com o jeito charmoso e brincalhão dele e logo se anima de estar trabalhando com ele. Os dois conversam sobre faculdade, cursos e casos que já tiveram. Nos 4 dias que ele passou no Rio, eles se dão muito bem tanto na parte profissional, como pessoal. Logo cedo no dia 31, ele se despede dela.

— Feliz ano novo! – ele deseja.

— Feliz ano novo! Já vai?

— Eu volto para Palmas a tempo do Réveillon! – ele diz sorrindo e pensando em Clara.

— Bom então, até mais.

— Até mais.

Patrick organiza suas coisas e ao sair do escritório, vai direto para o aeroporto. Chegando na casa de Clara, ele pergunta a Irene sobre ela.

— Onde está a Clara, Irene?

— Dona Clara não está em casa desde cedo, seu Patrick. Quando cheguei ela já tinha saído.

— Está bem, vou esperar por ela então.

Ele mal chega na sala e Clara entra em casa.

— Patrick?

Ela sorri e corre na direção dele, pulando em seus braços para um abraço. Os dois dão risada e se afastam.

— Tudo bem? – ela pergunta.

— Não te falei que vinha para o ano novo né?

— Que bom! Que bom que você chegou! Sabe que eu nem dormi em casa hoje?

— Por que? – Patrick questiona curioso.

— O Renato levou o Thomaz para dormir comigo na casa da dona Mercedes. – Patrick suspira – Essa foi a primeira vez desde que eu voltei que eu durmo com meu filho. Primeiro abraço que ele me deu, estou tão feliz! – Ela diz, mal contendo a alegria que estava sentindo.

— O Renato? Sei... – Patrick não consegue prestar atenção em mais nada que ela disse após ouvir o nome de Renato. A pontada que sente em seu coração, ele não consegue compreender.

Clara estranha a reação dele. Ela estava contando sobre um momento importante para ela e a reação dele é falar de Renato? Realmente ela não conseguia entender, então decide mudar de assunto.

— Tenho uma coisa séria para te contar também.

— O que? Fala! – Patrick fica preocupado.

— A Sophia tentou me dar o mesmo golpe.

— O que? – ele pergunta indignado, não querendo acreditar no que estava ouvindo.

— Uhum! Trouxe remédio e pediu para a Irene botar no meu suco, só que ela não teve coragem e veio me contar. Eu pedi pra ela trocar os copos, a Sophia que bebeu o remédio, precisa ver como ela ficou!

— O que significa que a Sophia continua te perseguindo! – ele conclui muito preocupado.

— Uhum! Mas eu já tenho um plano para tirar o psiquiatra do caminho.

Os dois então começam a conversar sobre planos e formas de se livrarem de Sophia por meios legais. Patrick tinha ficado muito preocupado em saber que Sophia continua tendo Clara como alvo e ele achava que essa história de vingança, só ia fazer com que Sophia tentasse cada vez mais tirar Clara de seu caminho.

Notas finais
Me contem o que acharam! É muito bom saber se estão gostando ou não! Até o próximo capítulo