Notas iniciais
Olá queridos leitores! Estou amando os comentários de verdade! Eles são muito importante para eu saber se vocês realmente estão gostando ou não! Como estou na correria, vou postar um capítulo mais curto, para não demorar muito para postar! Mas prometo tentar voltar logo! Boa leitura!

No fim do dia os dois se arrumam para a virada de ano. Patrick com uma camisa branca e uma calça bege e Clara com um vestido longo prateado. Eles se encontram na cozinha e começam a arrumar a mesa.

— Dei folga pra Irene. Ela também merece comemorar o ano novo né?

— Claro!

— Vamos ser só nós!

— Que bom, – ele diz sorrindo – eu vou gostar de brindar com você!

Clara sorri e ouve a campainha.

— Ué! Espera aí que eu atendo.

Patrick fica esperando na cozinha enquanto Clara vai atender a porta. Ao abrir ela se depara com Renato.

— Olá!

— Oi! Que lindas! – diz ela das flores que ele trouxe.

— Flores grandes para dar sorte na virada do ano.

— Obrigada!

Patrick ao ver que era Renato faz cara feia e não gosta nada do fato dele trazer flores para Clara.

— Eu... Posso passar com você?

— Claro! Entra, é um prazer! Vou botar mais um lugar na mesa!

— Ah! Eu imaginei que você já teria companhia. Tudo bem Patrick?

— Que surpresa Renato! – diz ele irônico, não gostando nada de Renato ter interferido na sua noite de ano novo com Clara.

— Pois é.

— Como vai?

— Bem.

— Bem... – Os dois se encaram desejando que o outro não estivesse ali.

Na virada do ano os três abrem um champanhe e brindam ao ano que chega. Patrick e Renato olham para Clara com admiração e depois se encaram, duelando em silêncio. Na hora de ir embora, Renato se despede de Clara com um abraço demorado e naquele momento Patrick percebe que o que estava sentindo era ciúmes. Como um click as coisas se encaixam. Ele estava apaixonado por Clara, como fora burro, como não percebeu antes? Estava completa e perdidamente apaixonado por aquela mulher. Confuso com o turbilhão de sentimentos, nem percebeu quando Clara voltou para sala e começou a falar com ele.

— Foi uma noite maravilhosa, não foi Patrick? Foi uma surpresa o Renato aparecer, mas no fim, acabamos nos divertindo bastante. Estou muito feliz que você veio! – então ela percebe que ele estava distante, que não tinha prestado atenção em nenhuma palavra que ela disse. – Patrick? – ele ainda não responde – Patrick! – ela fala mais alto segurando no ombro dele.

— Oi? Oi Clara, desculpa, estava distante!

— No que você estava pensando que estava tão longe assim?

— Nada... – Ele mente, pois precisava organizar seus pensamentos antes de contar qualquer coisa para ela.

— Hum, sei... Vamos fazer um brinde então!

— Um brinde a que? – ele pergunta erguendo sua taça.

— Um brinde ao ano que começa, que ele seja repleto de muitas alegrias e que possamos estar juntos muitas vezes esse ano!

— Tintim então!

Os dois brindam e se encaram enquanto bebem o champanhe. Patrick sente uma vontade enorme de falar tudo o que estava sentindo naquele momento, mas ficou com medo da reação dela, então achou melhor esperar.

Clara mais uma vez sente vontade de beija-lo. Ela não conseguia entender o que estava se passando com seus sentimentos. Ela considerava Patrick um irmão, mas nos últimos dias, quando estava longe dele, só pensava nele e no beijo que tinham compartilhado, e quando estava perto, só pensava em repetir aquele beijo maravilhoso.

— O Renato não desgruda mais de você, né Clara? – Patrick questiona enciumado.

— Ah, ele está me ajudando bastante com a minha vingança. – Ela explica sem entender porque ele estava falando daquela forma – Além do mais, eu já te disse que ele se declarou para mim, disse que sempre me amou e que quer ficar comigo.

— Sim, mas você já me disse também que você entrou naquele caixão que foi jogado ao mar por insistência dele.

— Quantas vezes terei que repetir que ele explicou que não sabia que o caixão seria jogado no mar? – Clara pergunta ficando brava com a desconfiança de Patrick.

— Isso eu entendi, mas me explica por que ele não saiu dali e foi dar um jeito de te procurar? Ele sabia que você estava viva dentro daquele caixão, e mesmo que você não tivesse sobrevivido, ele nem pestanejou, virou as costas e te deixou naquele mar!

— Chega Patrick! Chega! Estou cansada da sua implicância com Renato, ele me ama! Já deu várias provas disso! Se você continuar com essas besteiras, e vou ter que te pedir para sair de minha casa.

Ao ouvir isso, Patrick sente como se uma faca tivesse rasgado seu peito. Ela dissera que escolheria Renato ao invés dele, que confiava mais em Renato do que nele. Amá-la e correr o risco de não ser correspondido e de ter que a ver com outro homem era uma coisa, agora saber que sem pestanejar, ela esqueceria sua amizade por causa desse homem, era demais para ele.

Clara no momento que terminou sua frase sabia que tinha feito besteira. Ela nunca pediria para Patrick sair da casa dela, muito menos por causa de outro homem, ela tinha lidado tempo suficiente com um canalha para saber que não valia a pena trocar uma amizade como a de Patrick. Ao ver o olhar dele de decepção e tristeza, Clara tentou se desculpar.

— Desculpa Patrick, eu... – Ele não deixa ela continuar.

— Não precisa se desculpar, eu entendi o recado. Amanhã mesmo arrumo minhas coisas e volto para o Rio. Venho para cá quando precisar resolver pendências dos processos que estou cuidando pessoalmente, ou posso mandar a Adriana no meu lugar. Boa noite Clara. – Ele vira as costas e vai em direção à escada.

— Patrick! Patrick não, espera! – Ela tenta pará-lo em vão – Por favor, me ouve! – Ela sobe as escadas correndo atrás dele.

— Clara é melhor não falarmos mais nada por hoje, antes que nos machuquemos mais com palavras ditas no calor do momento.

— Tem razão! Amanhã cedo conversamos então! Você não pode ir embora sem conversarmos! Boa noite! – ela assiste enquanto ele entra em seu quarto.

Chateada pela burrice que fez, por ter magoado a única pessoa que sempre esteve ao seu lado, que se dedicou por inteiro a ela, sem questionar ou pedir nada em troca. Ele tinha sido tão bom com ela e agora ela tinha estragado tudo. Como iria concertar aquilo? Ela passou a noite revirando-se na cama, pensando no que falaria para ele e como faria ele acreditar nela.

Notas finais
E aí? O que acharam?