Sentimento Imortal
10 Não me culpe...
Dois meses depois.
A gangue na maioria das vezes pegava Sasuke e eu o via apanhar. Escondia-me atrás da minha covardia, me odiava cada vez mais por isso. Tinha medo, minha mãe sempre me disse que não era para entrar em confusões poderia ser arriscado. Arriscado até demais.
Gaara se infiltrava mais no grupo, não sabia ao certo o motivo. Tenho certeza que não faria isso se não tivesse algo em mente. Provavelmente deseja o “maior cargo”. E eu, continuo correndo como um cachorrinho atrás deles. Já nem sabia mais por que fazia isso, pelo motivo inicial, talvez. Porém quanto mais tempo eu passo, mais quero sair. Sou tão fraco que nem posso controlar o que faço, sou vencido por mim mesmo.
Informação era o que não faltava. Hoje já tinham marcado depois da aula com o Sasuke novamente.
– Tchau — falou Gaara, já nem importava-se com sua frieza.
Entrei no ônibus, seria tão idiota a ponto disso. Sim, Esperava que ocorresse algo, um imprevisto talvez. Mais um pouco e não vi Gaara nem Sasuke, olhei para trás nem seus novos amiguinhos. Idiota de esperar algo que nunca aconteceu.
“Sasuke...”
Esmurrei minha covardia e saí do ônibus correndo. O que estava fazendo?
– Se saí do ônibus não volta mais, já estamos de saída — gritou o motorista.
Nem liguei continuei correndo. Entrei na escola e fui para a quadra, não havia ninguém lá. Saí novamente da escola e me dirigi para atrás da mesma. E lá estavam, como sempre Sasuke sangrando no chão enquanto os idiotas o torturavam. No entanto Gaara só olhava. O líder levantou o braço e fechou a mão iria dar mais um murro em Sasuke que tentava se levantar que não fazia menção de saber. Corri furioso na direção do mesmo, saber de saber mesmo eu não sabia.
Dei um bruto murro da lateral da sua cabeça perto de seu ouvido. Sasuke olhava surpreso para mim, e logo desviou o olhar para o cara caído ao seu lado.
– Desgraçado! – sua fúria era visível a quilômetros.
Levantou com a mão no lugar atingido. Não dando chance dele se levantar, com a mão direita dei outro murro que agora atingiu em cheio o seu nariz. Impressão minha ou foi possível mesmo um estralo?
– Sasuke, corri – espantei com tanta calma em que falei.
– Idiotas! Peguem eles! — cinco caras começaram a correr atrás da gente.
Sorte seria se o ônibus não tivesse partido bem na nossa frente. Continuamos correndo por um bom tempo temos agora somente 3 caras incluindo Gaara. Entramos numa rua e nos escondemos num beco atrás de uma caçamba de lixo. Muito ofegantes, tentávamos conter muitos barulhos.
– Cadê eles? — perguntou o cara 1. Estava olhando por cima da caçamba. O cara 2 balançou a cabeça em negação. — Itaze vai matar agente — falou com um semblante de medo.
– Vão continuar parados ou irão procurar? — ordenou Gaara. Os dois assentiram e voltaram a correr.
Suspirou e entrou no beco. Abaixei-me rapidamente.
– Vamos saiam daí vocês dois, não tenho tempo para esconde-esconde – falou estressado. Saímos, afinal era Gaara e somos dois. — Se não correrem agora, vou ser obrigado a cumprir a ordem — falou sério. O olhamos confusos. — Vão embora rápido! — gritou. Saímos de lá correndo.
Continuando a correr, pensava sobre o fato estranho de agora. O que ganharia nos livrando. Assim seu desejo não se cumpriria. Ele realmente precisa ser mais estudado do que eu. Um pouco mais longe de lá, diminuir a velocidade.
– Aqui já está bom. Onde você mora? — perguntei ofegante. Minha camiseta por baixo do meu casaco já estava toda suada.
– Faz tempo que não ando por aqui. Sinceramente falando, não faço a mínima de onde eu moro — levantei a sobrancelha surpreso.
– Ah, deixa pra lá nem sei como ir para minha casa mesmo. Mas, podemos tentar — assentiu meio incerto. Começamos a andar, por vários caminhos diferentes. Perguntamos para algumas pessoas e não souberam informar por incrível que pareça, também não sei explicar. Minha mãe ta trabalhando ainda se não ligava para ela e vinha nos busca com seu carro. O pior, já estava com fome.
– Andou por bastante tempo, não está com fome?- tirei minha carteira do bolso e ele também — Eu tenho mas acho que não vai dar – tinha bem pouco, afinal nunca preveria algo assim.
– Mas se nos juntarmos dá, só que vai ter que economizar — falou juntando o dinheiro e contando.
– Sabe, não é seguro pegar dinheiro assim na rua — um homem de cabelos curtos preto, olhos castanhos escuros, vestindo uma camiseta preta e uma calça jeans abordou agente. Fomos guardando lentamente o dinheiro — Ei, ei, ei nada de esconder, passa a grana logo — falou sério.
Poderia parti para cima dele sem pensar nas consequências. Percebendo que iria reagir, levantou rapidamente a lateral da camisa mostrando uma arma em sua cintura. Na mesma hora Sasuke colocou o braço na minha frente me impedindo, olhei-o que balançava a cabeça vagarosamente em negação. Tomou a frente, pegou o dinheiro e simplesmente entregou ao bandido que abriu um sorriso e saiu correndo.
– Por quê fez isso? Vamos ficar com fome agora – olhava o ladrão partir com o nosso dinheiro.
– Melhor assim. Chamaria muita atenção se reagisse – Chamou minha atenção na maneira despreocupada em que lidava com isso. Realmente estava certo. – Vamos, ainda temos que chegar em casa não? – voltou a andar.
Ainda surpreso observava-o seguir a minha frente, não demorou muito e fui atrás dele. Continuamos andando agora pela grama tentando chegar a algum lugar e nada. Vi que Sasuke tava andando um tanto estranho, na verdade podemos dizer que estava mancando. Olhei para a perna dele e no lugar da panturrilha estava manchado de sangue
– Sasuke, você ta sangrando – falei espantado. Sentou-se debaixo de uma árvore que tinha ali. Levantou a calça onde estava sangrando e tinha um grande corte parecia ser feito com alguma faca. — Cara, o que foi isso? – falei em mesma expressão.
– Eles tinham um canivete — pegou uma garrafinha d'agua que tinha na sua mochila e lavou seu ferimento — Muita burrice minha tentar da um chute — franziu a testa, parecia sentir dor. — Pronto, vamos? — abaixou a parte da calça cobrindo o ferimento.
– Você é muito idiota mesmo né? Vira ai esse corte — puxei a perna ferida dele para perto de mim.
Tirei meu casaco, rasguei um pedaço do mesmo e amarrei no ferimento para estancar o sangue que escorria. Trincava os dentes sentindo dor, se não fizesse isso seria pior. Amarrei o pedaço de pano um pouco apertado.
– Como aprendeu a fazer primeiros socorros? Nunca precisou... — perguntou olhando para a perna.
– Eu... Aprendendo, agora vamos, quanto mais cedo caminharmos mais cedo chegaremos em casa — guardei o meu casaco rasgado na mochila e me levantei. Logo já estávamos andando novamente.
Sentia fome, mas sabia que podia adiá-la por um bom tempo. Preocupava-me com Sasuke, já estávamos andando por um bom tempo sem comer nem beber nada. Já era final da tarde.
– Sasuke descansa um pouco, eu vou conseguir dar um jeito. Já estou cansado também — quase que implorei. Ele se rendeu ao cansaço e sentamos na calçada mesmo. — Vou ligar para minha mãe daqui a pouco ela sai do trabalho daí ela nos procura — sorri para ele que abriu outro em retribuição.
– Nem tem tanto tempo assim, isso é que é “amigo”
– Convenhamos você mudou um pouco...
Continua...
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