Sentimento Imortal
11 Mar vermelho...
Precisava urgente de alguém para me ajudar, olhei para o lado e me lembrei que o nerd do Sasuke havia falo que não viria hoje. Como ousa a ficar gripado em uma situação dessas. Gaara nem se fala aquele é inimigo número 1 da matemática. Além de “pequenas” desavenças e, tenho certeza que não precisa mais de mim com tantos a sua volta.
Planejado ou não, agora Gaara e o mais novo líder da gangue. Deve ter armado alguma para Itaze que foi expulso da escola. Apesar de ser novo na turminha conseguiu favoritismo suficiente para atingir o novo cargo. O “bajulador 1º”, denominado por mim de capacho, antes de Itaze agora parecia mais um empregado para Gaara, que abusava disso. Pelo menos algo não mudou, sua mania de grandeza. Porém, ele como líder Sasuke não sofreu mais nenhum ataque.
Batendo o sinal todos saíram para o intervalo ignorando as últimas palavras do professor que insistia em continuar a falar. Saí da sala direto para o refeitório, sentando-me numa mesa sozinho, devotei-me a comer meu saboroso lanche.
Logo que terminei o lanche, peguei a "tarefinha" de matemática e tentei fazer algumas coisas ainda no intervalo. Isso definitivamente não era algo que um humano normal resolveria.
– Quer ajuda? Parece ter problemas — um homem alto, de cabelos brancos, olhos negros, usando uma máscara que só revelava seus olhos, vestindo uma camisa social da cor de seus cabelos com as mangas dobradas, uma calça preta da mesma cor dos sapatos me abordou.
– Kakashi-sensei! Ainda bem que o senhor apareceu! — fiquei um pouco aliviado.
Kakashi foi o meu professor no 6° ano, ele me ajudou muito em matemática a única matéria na qual eu tinha mais problemas. Criou um jeito mais fácil para que eu aprendesse melhor.
– Não sei nem como começar e fazer isso aqui — falei apontando para o papel. Enquanto analisava o papel o sinal batera de repente. — Kakashi-sensei, vai lá em casa hoje senão vou me ferrar com isso aqui — falei enquanto arrumava minhas coisas rapidamente — Vou te esperar lá! — sai correndo para minha sala não deixando nem a chance dele responder.
A aula seguiu normalmente sem nada de extraordinário exceto a tarefa de matemática. Depois de certo tempo ouvindo a voz do professor falando coisas que eu nem se quer entendi uma, o sinal bateu para aleluia de alguns e tristeza de nerds. Entrei no ônibus que não demorou muito para chegar a minha casa.
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– Hinata cheguei! — anunciei.
Coloquei minha pasta na mesa e não fui para a cozinha preparar o almoço como deveria. Peguei o celular.
– Hinata qual era o número daquela pizzaria mesmo? – seria melhor assim
– Você sempre esquece, deve ser o excesso de cabelo branco. Ta ficando velho e nem dá para perceber – divertia-se zombando de minha cara.
– Engraçadinha, coloca logo o número ai que eu to morrendo de fome – falei apressando-a.
Não é saudável comer minha comida, aquele negócio pode matar. Pedir pizza é muito mais fácil, não preciso cozinhar e quem é que não sorri depois de comer uma deliciosa pizza?
Sem demoras a pizza já estava na porta. Hinata foi atender e voltou com uma pizza tamanho família nas mãos, um tamanho um pouco grande para só duas pessoas, mas Hinata come a maioria e não engorda não sei como enquanto eu tenho que ficar indo para a academia.
Terminamos a pizza e Hinata voltou para seu forte, seu quarto. Eu fui tomar um banho, vesti minhas roupas e fui para a sala.
– Hinata vou sair daqui a pouco eu volto! Tchau — ouvi um "Tchau" dela de lá do quarto.
Entrei no meu carro e fui para a casa do Naruto, tinha outros planos para essa tarde, mas não pude negar, literalmente. Sabia onde era a casa dele, pois já tinha dado outras aulas particulares para ele sempre no período da tarde. Não era muito longe da minha casa então não demorou muito. O porteiro já me conhecia, nisso segui direto para o elevador. Bati a porta e o garoto me atendeu.
– Kakashi-sensei! Entra — abriu mais a porta para que eu entrasse. — Fique a vontade — dirigiu-se para a cozinha. — Só estava arrumando algumas coisas aqui. É melhor começarmos logo, quanto mais cedo melhor — deu uma breve risada.
Apenas assenti, sentamos-nos à mesa e ele foi pegar seus materiais. Apesar de parecer grande e difícil era bem pequeno, mas era digamos médio em questão de raciocínio para resolver os problemas, as contas em si eram fáceis. Ficamos um bom tempo tentando resolver aqueles probleminhas destrói mentes, olhei para o relógio na parede que marcava 18h23minh já estava bem tarde, não achei que demoraria tanto. Matamos o último problema, praticamente o mais difícil.
– Não achei que demoraríamos tantos nesses probleminhas, pareciam tão fáceis – falei seguindo de risadas.
– Está certo, apenas pareciam – concordei com seu comentário.
Logo ouvimos o barulho da tranca da porta sendo aberta.
Não importava mais o tempo, destruía-o se fosse possível só para que não passasse. Não me importaria se ele parasse agora, ao contrário agradeceria. Não entendo, algo realmente estranho, só queria estar aqui, por incrível que pareça, o que há alguns segundos ou até minutos atrás só queria ir embora. E eu estou aqui, mas não posso ficar aqui por um puro desejo totalmente estranho que está se enraizando em mim, posso sentir pelas batidas em meu coração. Tentar controlar minhas ações seria o mais sensato?
Dizer "posso olhar-te?" seria ridículo?
A vontade deve ser reprimida aos não íntimos?
Por que perguntas como estas invadem sem permissão minha mente?
Acho que a resposta mais próxima, respeitando sua honra, seria torna-se um íntimo ou apenas um próximo?
Assim não iria se tornar "ridículo", apenas um pouco, mas com razão. Não era algo pequeno, era grande e poderia crescer, não era uma coisa ruim, era doce e sublime. Queria mais que tudo que crescesse, poderia até me dominar, deixaria sem hesitar. Cairia nesse mar vermelho, aliás, me jogaria se fosse preciso, se assim sentisse o cheiro mais doce dos doces nunca mais sairia. Deixá-los presos era realmente uma crueldade sem fim, esconde parcialmente sua beleza.
E se dizer "solte-os" também for ridículo?
Também apenas disponível aos próximos?
Se essa é a alternativa essa seguirei e nessa apostarei meu coração. Em outro lado da minha mente me pergunto se não estou sendo rápido demais. Sinceramente, não sei, devo apenas segui-lo para algum dia segui-la.
Continua...
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