Sentimento Imortal
3 Monstro...
Arregalei os olhos incrédula quando ouvi aquilo pelo telefone. Meu coração apertou de maneira absurda, lágrimas escorreram pelo meu rosto sem hesitar. Tinha como impossível manter o meu famoso semblante que passava a imagem de uma mulher forte e respeitável.
– "Alô? Tsunade? A senhora está ai?" – um funcionário conhecido da empresa tentava chamar minha atenção sua voz tinha já um tom preocupado. Após dar-me a noticia foi como se algo acabasse de desabar sobre mim. Deixei o celular cair ao chão.
– Mãe? O que aconteceu, Está tudo bem? — chegou preocupado, olhava-me fixamente esperando a resposta. Com a pequena Hinata em seus braços que dormia tranquilamente, despreocupada, mal sabia o que se passava, afinal era apenas um bebe.
– K-Kakashi, aconteceu sim... O-o Hiashi e a sua esposa, e-eles — olhei em seus olhos que já carregavam uma expressão preocupada e assustada e ainda esperavam a resposta. Parecia já temer o pior. — Eles morreram... – mais lágrimas saíram de meus olhos. Olhava-me com os olhos marejados, lágrimas começaram a derramar-se molhando a mascara que ele insistia em usar. Dirigiu o seu olhar para a pequena Hyuga em seus braços, alisou o seu pequeno rosto carinhosamente
– "Eu vou cuidar de você, Hinazinha" — sorriu por baixo da máscara. Coloquei a mão em seu rosto e enxuguei suas lágrimas. Sorri para ele e logo o abracei. Senti suas lágrimas em meu ombro, passava a mão em seus cabelos brancos na tentativa de amenizar o que sentia.
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Já estava em trabalho de parto, fazia uma enorme força
– Respire fundo e força — falou o doutor. Seria parto normal.
"Essa bebê não quer sair!".
Coloquei todas as forças que tinha e logo ouvi um choro, o bebê já tinha nascido. Estava completamente exausta, uma enfermeira me deu o meu filhinho para eu carregar. Vi aquele bebezinho de cabelos loirinho e bochechinhas rosadas. Abri um sorriso, agora vejo que tudo valeu a pena. Logo a enfermeira levou-o novamente.
Fizeram todos os exames no bebê e constataram que ele nasceu saudável. Teria que ficar dois dias no hospital em observação. Deixaram-me um tempo sozinha com o Naruto, o amamentei e logo ele pegou no sono, ouvi batidas na porta.
– Senhora Kushina? Tem visitas... — assenti com a cabeça permitindo a entrada do tal visitante. Olhei apreensiva...
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Um pouco antes:
Coloquei meu as lentes e os óculos e saí do hotel. Entrei em meu carro e dirigir até o apartamento em que Kushina morava. Chegando lá fui direto ao porteiro.
– Boa tarde! Eu queria saber se Uzumaki Kushina voltou a morar aqui e se ela está no momento? — o senhor de cabelos brancos, com a camisa social de manga curta branca e uma gravata preta, pensou um pouco.
– Ah sim, ela voltou a morar aqui, mas ela saiu acho que ela foi para o hospital, não sei... — abri um sorrateiro sorriso. Saí em disparada. — Ei, pelo menos diga-me seu nome?! – gritou.
Dirigi a maternidade mais próxima. Estacionei o carro e peguei a maleta com o experimento, carreguei a seringa com o tal líquido roxo e coloquei no bolso do meu paletó cuidadosamente e tampada. Entrei e fui direto à recepção transbordando em esperança.
– Boa tarde, eu queria saber se tem alguma paciente chamada Uzumaki Kushina aqui? — a recepcionista olhou uns papéis
– Tem sim, como devo anunciá-lo? – perguntou simpática.
– Pode ser uma surpresa? É que eu sou um amigo dela e não a vejo há muito tempo – falei com um grande sorriso. Fazia bem o meu papel.
– Pode sim — virou se para a colega e por poucos segundos falou algo com a mesma. — Ela ira te acompanhar ao respectivo quarto — assenti com a cabeça e segui a enfermeira a frente.
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Ele entrou e a enfermeira fechou a porta, deixando-me sozinha com o mesmo.
– O que ta fazendo aqui? Não tem o direito... – interrompeu-me perto do auge da minha fúria.
– Calma Kushina! Afinal esse bebezinho também é meu filho, só vim vê-lo, um pouco... – soltou um sorriso cínico, no qual não havia conhecido, até agora. Chegou perto de mim e do meu filho, fiquei com um pouco de receio, mas logo cedi o Naruto aos seus braços. Ele andou pelo quarto ninando-o e parando de costas a mim.
– Bonito nome, Naruto — não respondi, parecia que algo de ruim iria acontecer o Naruto, estava já nervosa — Lembra do motivo da nossa discussão? — ele virou a cabeça de lado olhando-me brevemente. Logo voltou para Naruto. — Está pronto só não tenho uma cobaia... – abusava de seu tom também bastante cínico.
– Não ouse a fazer nada com o Naruto! — falei com raiva tentando me levantar daquela maldita cama.
– Só vou dar um pequeno presentinho ao mesmo, de pai para filho... — virou-se a mim com um sorriso “psicótico” no rosto e uma seringa na mão. Com um pouco de dificuldade até ele que recuou como se estivesse em uma brincadeira de pega-pega. Rapidamente aplicou o líquido em Naruto que começou a chorar imediatamente. Arranquei meu filho das mãos dele assustada com tamanha crueldade.
– O-o que você fez com ele? — falei com a voz tremula em razão da mistura de medo e nojo. — Como pode fazer isso com o próprio filho! – falei em puro desespero.
– Dei-lhe o que muitos desejam há muito tempo... — falou dando as costas e indo a porta. — Pena que por ser exclusivo, vai ter que viver sozinho — abriu a porta. Parou. — Nem pense em gritar, assim as coisas podem ficar piores — ameaçou e foi embora. Fiquei estatística no mesmo lugar, não consegui conter as minhas lágrimas que escorreram abundantemente pelo meu rosto, caí de joelhos no chão. Fui incapaz de salvar o meu filho desse monstro. Não deixarei que o que disse se cumpra. Não irá ter uma vida solitária.
Continua...
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