Sentimento Imortal
4 Confuso...
Nunca pensei que iria ter que me tornar pai tão cedo, ter que cuidar da Hinata é realmente um grande desafio para um cara solteiro que nem pensa em casar ainda. Afinal nem terminei os estudos ainda. Poderia sim ser o mais novo dono das empresas Hyugas, mesmo sendo um falso Hyuga. Fui adotado quando ainda era um bebe pela minha mãe Tsunade e pelo meu falecido pai. Como quero ser professor, minha mãe como antes do Hiashi assumir, ela é novamente a dona das empresas.
Já se passaram cinco anos desde que meu irmão morrera e a sapeca da Hinata corre pela casa toda atrás de Pakkun nosso cachorrinho que já deve está exausto de tanta correria. Estava estudando quando parei para olhá-los. Pakkun entrou na sua casinha tentando descansar.
– Pakkun! Vem brincar! — dei risada, coitado do cãozinho — O Pakkun não quer mais brincar! – sentou no chão com os braços cruzados exibindo-se “chateada”.
– Ele deve está cansado, não? — virei me em sua direção. Olhou com um sorriso, abri um em retribuição. — Vem cá... — falei sorrindo. Veio correndo e pulou em mim. — O Pakkun tem que descansar agora, e você, não cansa? – perguntei mantendo o sorriso.
– Não! Quero brincar mais! – falou esbanjando alegria. Apenas ria. — Sabe, eu queria ter uma irmãzinha para eu brincar com ela toda hora! — eu apenas a ouvia sorrindo. Olhou um tanto curiosa para meu rosto. — Papai por que você usa essa máscara? — colocou as mãozinhas dela no meu rosto.
– Você ainda é muito pequena para entender isso. — os olhos dela imploravam para que eu contasse — Talvez quando você for maior eu te conto. Agora vamos almoçar que já está na hora – falei mais como se tivesse alternativa.
– Nãoo! Não quero almoçar agora! — saiu correndo forçando-me a ir atrás. Entrei na sua brincadeirinha de pega-pega sem opção. Não precisei correr muito, ao contrario dela, carreguei-a enquanto divertia-se com isso.
– Tem que comer para ficar fortinha e poder brincar mais – usei a famosa psicologia infantil. Ela se debatia enquanto a levava para a cozinha, coloquei-a em cima da bancada. — Nem tente fugir – avisei. Ela ficou olhando para o chão tentando achar uma fuga. — Se tentar sair daí coloco uma colher a mais – ameacei. Logo parou e eu dei risada.
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Naruto não entendia muito bem o por que toda vez que caía seus machucados se curavam em questão de horas ao contrário de seus amiguinhos. Não sei se ele se sente diferente, ele nunca se queixou sobre esse assunto, na verdade nem sei como explicá-lo. Sentada num banco de uma praça observava a tarde passar enquanto Naruto brincava com o Gaara um garotinho bonitinho ruivo que nem eu e olho “verdes azulado”, que adorava brincar com a areia. Assim Naruto sempre voltava para casa sem sujo de terra quando brincava com ele. Já estava no fim da tarde e o pai de Gaara que estava próximo dali foi buscá-lo, junto chamei Naruto, que viera correndo a mim, sorri para o mesmo
– Oi mamãe! — falou alegre, mas logo perdeu um pouco de sua alegria, deixando-me um pouco confusa — Mamãe, por que eu não tenho papai como os outros? — falou com aqueles olhos azuis olhando diretamente nos meus. Fiquei sem reação diante de tal pergunta, foi totalmente inesperado.
– O papai tinha uns probleminhas e tem que ficar um tempo longe da família — falei a primeira coisa que veio em minha mente. Estava errada em mentir, mas não poderia cuspir toda a verdade para um garotinho de 5 anos, que mal deve entender metade da história. — Vamos para casa e lá preparo um ramen bem gostoso para você! — logo aquela expressão triste foi pisoteada pelo grande sorriso que esboçou ao ouvir que faria ramen.
Queria de qualquer jeito ver um lindo sorriso naquele rostinho, então faria qualquer coisa por isso. Andamos em direção ao prédio que ficava não muito longe dali. Cumprimentamos o porteiro e seguimos para o elevador, subimos e entramos no apartamento.
– Vou preparar o ramen — e fui para a cozinha deixando-o no sofá assistindo televisão. E em tão pouco tempo os ramens estava pronto fui para a sala novamente com dois prontos. Sentamos a mesa e começamos a comer, ele comeu o dele tão rapidamente. Arrumei as coisas e fui dar um banho em Naruto — Vamos dormir? — perguntei sabendo a resposta.
– Ah não quero dormir agora, está muito cedo! — fez uma carinha para me convencer.
– Já está tarde e amanhã você tem que acordar cedo para ir para a escola — falei empurrando-o para o quarto, meio relutante logo foi para a cama que rapidamente pegou no sono. Tomei um banho e fui me deitar também.
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10 anos depois:
Percebi que eu não era igual aos outros, minha mãe tem um olhar um pouco preocupado quanto a mim. Minhas feridas em vez de horas agora eram poucos minutos, acho que pelas inúmeras vezes que fui ao chão, a cada vez que eu caía ficava mais rápido. Estava confuso, decidi não contar isso para ninguém, mas acho que pela expressão, minha mãe tem a resposta para isso. Estava observando outras crianças brincarem pela janela de meu quarto, tentava ser uma pessoa mais normal possível, então parei de ficar correndo faz tempo evitando assim possíveis machucados conservando o tempo de cura.
– Não vai sair lá para fora? Faz tempo que não sai... — perguntou encostada na porta de meu quarto, seus olhos carregavam uma expressão triste e preocupada.
– Não sei – falei sem expressar tais. Isso já estava engasgado em mim — Eu to confuso... Eu sou diferente não sou? — ela sentou-se do meu lado na cama. Olhei para ela que parecia um pouco surpresa com a pergunta, mas logo essa expressão foi trocada, ela parecia procurar o que falar — Falando a verdade, o que aconteceu com o papai?...
Continua...
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