Sentenced to love - A new begging
28 Ponto final
Notas iniciais

Point Of View Regina
— Porque eu é que tenho que entrar primeiro? – escuto o sussurro da Tata
— Porque se estiverem nuas vai ser menos constrangedor pra você ver – Oli também sussurra
— Entra logo, Tata – Henry parece impaciente
Nos últimos dias, quando as crianças se juntavam, era o suficiente para eles aprontarem algo para nos mimar. Hoje não poderia ser diferente. Eu e Emma já estávamos acordadas, mas fingimos dormir a partir do momento que os ouvimos. Percebo a Tata entrando e não consigo conter o riso, o que parece dar certo alivio a ela.
— Vocês estão com roupa? – ela parece sem jeito
— Entra logo filha – Emma brinca
— Foi aqui que pediram serviço de quarto? – Henry entra com uma bandeja recheada com café, suco, frutas, frios, tudo o que eles sabiam que gostávamos, mas faltava o bacon, quero deixar isso claro
— Mãe, a gente fritou, mas não cabia aqui, a gente montou uma mesa com o resto da comida, isso aqui é só pra ser fofinho – Tata parece ler meus pensamentos ao me ver encarando a cesta
Começamos o dia com um clima legal, os meninos roubavam coisas da nossa bandeja, se divertiam com as palhaçadas da Emma implicando e provocando a Tata. Assim que a comida acaba as crianças pedem um tempo para esquentar tudo que estava na mesa e é nesse meio tempo que eu e Emma nos arrumamos, ela com sua roupa de trabalho e eu com um vestidinho mais leve, afinal, hoje eu só teria trabalho interno na firma e poderia fazer isso em casa.
— Bacon – falo imitando um monstro assim que chego na mesa
— Biscoitinhos de coco – Emma me imita e as crianças sorriem
Assim que acabamos de comer, Emma fala que precisa ir rapidinho no escritório e já volta, seria o tempo de ir na firma pegar o caso ao qual eu trabalharia.
— Mãe... Qual parte do pegar leve você não entendeu? – Tata reclama
— O feijãozinho vai nascer estressado – Emma apoia
— Mais olha só quem fala... Acho que foi você que trabalhou até o fim dos nove meses – retruco
— Mãe... Cara... Você, hein? – Tata finge perder a paciência com Emma e eu sorrio
— Você vai para escola – dou um beijo na testa de Tata – Você já deveria está a caminho do trabalho – beijo Henry – Você vai procurar a entrevista que falou com a Gabi – beijo Oli – e você vai no escritório e volta rápido pra mim – dou um selinho em Emma – Vamos... O que ainda fazem aqui – os expulso
— Já volto, ok? – Emma volta para me beijar
Não sei por que, mas ao ver meus três amores na porta olhando para mim, simplesmente começo a chorar, lembrando de tudo que vivemos, tudo que ainda vamos viver ainda com o nosso bebê.
— Hei, mãe – Tata volta
— O que houve? – Oli me abraça
— Não sei... Eu vi vocês ali e pensei em tudo que passamos... Senti um aperto no peito – sorrio
— Uma sensação ruim? – Emma me pergunta
— Acho que só saudade de tudo que nós ainda vamos viver – enxugo as lagrimas e sou amparada por um abraço grupal – ok, já me enrolaram muito, agora vão embora – sorrio
Aproveitei que eles saíram e comecei a arrumar a mesa e levar a louça suja para a pia, ao longo desse processo, sou interrompida por uma ligação de Mary que me liga para dizer que um cliente ligou pedindo uma consultoria jurídica a domicilio dizendo que era algo sobre herança e, por ser muito perto da minha casa, Mary me pergunta se posso ir e acabo aceitando. Me arrumo rápido, afinal não eram muitas as roupas de trabalho que cabiam em mim. Mando uma sms avisando a Emma e me dirijo ao local de encontro.
— Olá? – a porta estava aberta e eu acabo entrando – Olá? A porta estava aberta e entrei, sou advogada da Nolan Morris Losckisley... Alguém?
— Oi, desculpa a demora em aparecer – uma mulher sorrir, aparentemente nervosa
— Sou a Regina Mills, fui enviada para a consultoria jurídica – falo simpática – me informaram certa urgência e você aparenta está nervosa, posso ajudar?
— Sim, fui eu que liguei venha para cá – conduz ate a cozinha – aceita uma água? Café?
— Não, obrigada... Podemos ir ao ponto? – pergunto desconfiada
— Claro, hã... Vejamos... Não sabia que você estava gravida – a mulher fala desconcertada
— Nos conhecemos? – ainda desconfio
— Não, foi só uma observação – ela me olha – está mandando sms?
— Não, apenas fui ver a hora – bloqueio o celular – você não me falou seu nome e nem o que deseja
— Tem certeza que não quer água? – ela vai até a geladeira
— Bom, preciso ir, mas podemos marcar uma consultoria lá na firma, você entra em contato – falo e logo me levanto
— Desculpa – ela fala e me viro para falar com ela
— Por... – sinto algo bater na minha cabeça
Point Of View Emma
— Mais algo ou posso ir? – falo para Zelena que me prende no escritório
— Essa pressa toda é porque mesmo? – Killian me pergunta sorrindo
— Deve ter algo em relação a uma bela morena – Zelena brinca
— Espero que... – começo, mas sou interrompida por uma ligação
— Oi Emma – Mary fala assim que atendo
— Olá, Regina já foi buscar os documentos? – pergunto
— Oi Emma – ela fala de novo
— Você já disse isso – desconfio – o que houve? Recebi uma sms da Regina falando de uma consultoria e que depois iria na firma
— Emma, a ultima ligação no celular da Regina foi a que fiz falando sobre essa consultoria, então ligaram para mim – Mary fala chorosa
— Como assim? Quem ligou? Porque? – pergunto insistente e Zelena se aproxima para me amparar
— Houve um incêndio no endereço que eu mandei a Regina – Mary trava
— Incendio?- comecei a chorar só com a possibilidade – ela está...?
— não, ela está viva, mas está em caso critico – ela fala chorando – o Chase...
— Estou indo... – desligo
— A Regina... – tento
— Não precisa explicar, vamos... – Zelena pega a minha bolsa e a sua
O caminho para o hospital foi silencioso e tenso. Assim que chegamos lá encontramos com o Chase falando sobre o caso para Mary, algo para tranquiliza-la já que não era da família.
— Oi Emma – Chase tenta amenizar
— Onde está Regina? – digo desesperada – me fala
— Ela está com o rosto parcialmente queimado, por isso enfaixamos, entubamos a Regina, pois a fumaça tóxica inalada percorre o mesmo caminho do oxigênio no corpo – Chase explica – o corpo dela está tentando combater essas substâncias prejudiciais que prejudicam a oxigenação dos alvéolos...
— Ela vai morrer? – é só o que me importa
— Ainda não sabemos, Emma – ele fala com pesar
— E meu filho? – meu choro se torna mais constante
— Ele está sendo monitorado, assim como a Regina – Chase explica novamente
— Chase, posso falar com você? – Alex pede e eu não entendo – é para a investigação, infelizmente tem que ser agora
Passamos cerca de uma hora esperando alguma resposta, até que o Chase aparece. Com uma expressão que me causa arrepio. Meus filhos e sogros estavam comigo, mas era o mesmo que está sozinha.
— Não fala – digo assim que ele se aproxima
— Mãe, calma... – Tata me abraça
— Pode ser uma boa noticia – Oli tenta
— Emma... – ele me olha e eu já sabia
— Não, Robert – começo a gritar – não, não, não, não...
— Ela...? – Oli toma a frente e Chase assente
— Nós fizemos tudo o que foi possível, mas infelizmente nossos esforços não foram suficiente e a Regina faleceu – Erick fala ao ver que Chase não conseguiria – eu sinto muito
— Mãe – Oli me ampara e Henry e Tata correm para fazer o mesmo
— Mãe, respira... Você precisa respirar – Tata afaga meu peito ao ver que puxo o ar com força
— Emma, respira fundo – Chase coloca uma mascara de oxigênio em mim – respira fundo, ok?
Flashback on
— Você é muitas coisas na minha vida, mas hoje está se tornando a melhor delas, minha esposa – ela dizia seus votos de casamento com voz embargada — por isso eu me comprometo a ajuda-la a amar a vida e sempre te abraçar com ternura e te da a paciência que você me exige...
— pois bem, pelo poder a mim investido pelo estado de Washington, eu as declaro casadas... Noiva, beije sua noiva – a juiza fala em tom brincalhão
Deposito um leve beijo na ponta do seu nariz e sem muita demora a puxo pela cintura para um beijo apaixonado, apesar de contido, beijo esse que foi embalado ao som dos gritos dos convidados.
Flashback off
Trilha sonora: Hannah Trigwell — Hallelujah
— Ela já comeu algo? – escuto a voz da minha mãe, mas nem me dou ao trabalho de abrir os olhos
— Ainda não, ela não quis, vovó – Tata responde – eu não sei o que fazer
— Hei, vem cá – minha mãe fala e escuto o choro da Ágatha – você não precisa ser forte por todo mundo, ok? Se der o direito de chorar e sentir essa dor
— Sua vó tem razão – me viro e chamo minha filha para um abraço
— Eu deveria está lá e não ela – Mary fala chorando
— Concordo – falo seca
— Mãe, não faz isso – Oli me repreende
— Não, sua mãe tem razão – Mary ameaça ir embora
— Mary, Oliver tem razão... Ninguém tem culpa... – tento – eu só... É que...
— Chora, madrinha – Henry me abraça
— Isso não passa depressa... Não se pode deixar para lá, mas se torna mais leve o fardo quando a gente divide a dor... – minha mãe fala – e estamos aqui, filha
— Mãe... Eu só pensei na Regina – me dou conta – meu filho, mãe... Eu só percebi agora... Meu filho se foi, mãe
Meu choro contido dar lugar a uma tempestade, a dor que eu sentia ao lembrar da Regina e do meu filho me consumia e me dou por vencida, deixando meu corpo desfalecer nos braços dos meus filhos, querendo apenas que essa dor desapareça.
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