Notas iniciais
ANTES DE QUERER ME MATAAAAR, esperem o fim da fic, ta?? hahahaha leiam com calma cada capitulo e valerá a pena! (espero hahaha) não desistam de ler depois desse cap... Vamos com calma

Point Of View Regina

— Porque eu é que tenho que entrar primeiro? – escuto o sussurro da Tata

— Porque se estiverem nuas vai ser menos constrangedor pra você ver – Oli também sussurra

— Entra logo, Tata – Henry parece impaciente

Nos últimos dias, quando as crianças se juntavam, era o suficiente para eles aprontarem algo para nos mimar. Hoje não poderia ser diferente. Eu e Emma já estávamos acordadas, mas fingimos dormir a partir do momento que os ouvimos. Percebo a Tata entrando e não consigo conter o riso, o que parece dar certo alivio a ela.

— Vocês estão com roupa? – ela parece sem jeito

— Entra logo filha – Emma brinca

— Foi aqui que pediram serviço de quarto? – Henry entra com uma bandeja recheada com café, suco, frutas, frios, tudo o que eles sabiam que gostávamos, mas faltava o bacon, quero deixar isso claro

— Mãe, a gente fritou, mas não cabia aqui, a gente montou uma mesa com o resto da comida, isso aqui é só pra ser fofinho – Tata parece ler meus pensamentos ao me ver encarando a cesta

Começamos o dia com um clima legal, os meninos roubavam coisas da nossa bandeja, se divertiam com as palhaçadas da Emma implicando e provocando a Tata. Assim que a comida acaba as crianças pedem um tempo para esquentar tudo que estava na mesa e é nesse meio tempo que eu e Emma nos arrumamos, ela com sua roupa de trabalho e eu com um vestidinho mais leve, afinal, hoje eu só teria trabalho interno na firma e poderia fazer isso em casa.

— Bacon – falo imitando um monstro assim que chego na mesa

— Biscoitinhos de coco – Emma me imita e as crianças sorriem

Assim que acabamos de comer, Emma fala que precisa ir rapidinho no escritório e já volta, seria o tempo de ir na firma pegar o caso ao qual eu trabalharia.

— Mãe... Qual parte do pegar leve você não entendeu? – Tata reclama

— O feijãozinho vai nascer estressado – Emma apoia

— Mais olha só quem fala... Acho que foi você que trabalhou até o fim dos nove meses – retruco

— Mãe... Cara... Você, hein? – Tata finge perder a paciência com Emma e eu sorrio

— Você vai para escola – dou um beijo na testa de Tata – Você já deveria está a caminho do trabalho – beijo Henry – Você vai procurar a entrevista que falou com a Gabi – beijo Oli – e você vai no escritório e volta rápido pra mim – dou um selinho em Emma – Vamos... O que ainda fazem aqui – os expulso

— Já volto, ok? – Emma volta para me beijar

Não sei por que, mas ao ver meus três amores na porta olhando para mim, simplesmente começo a chorar, lembrando de tudo que vivemos, tudo que ainda vamos viver ainda com o nosso bebê.

— Hei, mãe – Tata volta

— O que houve? – Oli me abraça

— Não sei... Eu vi vocês ali e pensei em tudo que passamos... Senti um aperto no peito – sorrio

— Uma sensação ruim? – Emma me pergunta

— Acho que só saudade de tudo que nós ainda vamos viver – enxugo as lagrimas e sou amparada por um abraço grupal – ok, já me enrolaram muito, agora vão embora – sorrio

Aproveitei que eles saíram e comecei a arrumar a mesa e levar a louça suja para a pia, ao longo desse processo, sou interrompida por uma ligação de Mary que me liga para dizer que um cliente ligou pedindo uma consultoria jurídica a domicilio dizendo que era algo sobre herança e, por ser muito perto da minha casa, Mary me pergunta se posso ir e acabo aceitando. Me arrumo rápido, afinal não eram muitas as roupas de trabalho que cabiam em mim. Mando uma sms avisando a Emma e me dirijo ao local de encontro.

— Olá? – a porta estava aberta e eu acabo entrando – Olá? A porta estava aberta e entrei, sou advogada da Nolan Morris Losckisley... Alguém?

— Oi, desculpa a demora em aparecer – uma mulher sorrir, aparentemente nervosa

— Sou a Regina Mills, fui enviada para a consultoria jurídica – falo simpática – me informaram certa urgência e você aparenta está nervosa, posso ajudar?

— Sim, fui eu que liguei venha para cá – conduz ate a cozinha – aceita uma água? Café?

— Não, obrigada... Podemos ir ao ponto? – pergunto desconfiada

— Claro, hã... Vejamos... Não sabia que você estava gravida – a mulher fala desconcertada

— Nos conhecemos? – ainda desconfio

— Não, foi só uma observação – ela me olha – está mandando sms?

— Não, apenas fui ver a hora – bloqueio o celular – você não me falou seu nome e nem o que deseja

— Tem certeza que não quer água? – ela vai até a geladeira

— Bom, preciso ir, mas podemos marcar uma consultoria lá na firma, você entra em contato – falo e logo me levanto

— Desculpa – ela fala e me viro para falar com ela

— Por... – sinto algo bater na minha cabeça

Point Of View Emma

— Mais algo ou posso ir? – falo para Zelena que me prende no escritório

— Essa pressa toda é porque mesmo? – Killian me pergunta sorrindo

— Deve ter algo em relação a uma bela morena – Zelena brinca

— Espero que... – começo, mas sou interrompida por uma ligação

— Oi Emma – Mary fala assim que atendo

— Olá, Regina já foi buscar os documentos? – pergunto

— Oi Emma – ela fala de novo

— Você já disse isso – desconfio – o que houve? Recebi uma sms da Regina falando de uma consultoria e que depois iria na firma

— Emma, a ultima ligação no celular da Regina foi a que fiz falando sobre essa consultoria, então ligaram para mim – Mary fala chorosa

— Como assim? Quem ligou? Porque? – pergunto insistente e Zelena se aproxima para me amparar

— Houve um incêndio no endereço que eu mandei a Regina – Mary trava

— Incendio?- comecei a chorar só com a possibilidade – ela está...?

— não, ela está viva, mas está em caso critico – ela fala chorando – o Chase...

— Estou indo... – desligo

— A Regina... – tento

— Não precisa explicar, vamos... – Zelena pega a minha bolsa e a sua

O caminho para o hospital foi silencioso e tenso. Assim que chegamos lá encontramos com o Chase falando sobre o caso para Mary, algo para tranquiliza-la já que não era da família.

— Oi Emma – Chase tenta amenizar

— Onde está Regina? – digo desesperada – me fala

— Ela está com o rosto parcialmente queimado, por isso enfaixamos, entubamos a Regina, pois a fumaça tóxica inalada percorre o mesmo caminho do oxigênio no corpo – Chase explica – o corpo dela está tentando combater essas substâncias prejudiciais que prejudicam a oxigenação dos alvéolos...

— Ela vai morrer? – é só o que me importa

— Ainda não sabemos, Emma – ele fala com pesar

— E meu filho? – meu choro se torna mais constante

— Ele está sendo monitorado, assim como a Regina – Chase explica novamente

— Chase, posso falar com você? – Alex pede e eu não entendo – é para a investigação, infelizmente tem que ser agora

Passamos cerca de uma hora esperando alguma resposta, até que o Chase aparece. Com uma expressão que me causa arrepio. Meus filhos e sogros estavam comigo, mas era o mesmo que está sozinha.

— Não fala – digo assim que ele se aproxima

— Mãe, calma... – Tata me abraça

— Pode ser uma boa noticia – Oli tenta

— Emma... – ele me olha e eu já sabia

— Não, Robert – começo a gritar – não, não, não, não...

— Ela...? – Oli toma a frente e Chase assente

— Nós fizemos tudo o que foi possível, mas infelizmente nossos esforços não foram suficiente e a Regina faleceu – Erick fala ao ver que Chase não conseguiria – eu sinto muito

— Mãe – Oli me ampara e Henry e Tata correm para fazer o mesmo

— Mãe, respira... Você precisa respirar – Tata afaga meu peito ao ver que puxo o ar com força

— Emma, respira fundo – Chase coloca uma mascara de oxigênio em mim – respira fundo, ok?

Flashback on

— Você é muitas coisas na minha vida, mas hoje está se tornando a melhor delas, minha esposa – ela dizia seus votos de casamento com voz embargada — por isso eu me comprometo a ajuda-la a amar a vida e sempre te abraçar com ternura e te da a paciência que você me exige...

— pois bem, pelo poder a mim investido pelo estado de Washington, eu as declaro casadas... Noiva, beije sua noiva – a juiza fala em tom brincalhão

Deposito um leve beijo na ponta do seu nariz e sem muita demora a puxo pela cintura para um beijo apaixonado, apesar de contido, beijo esse que foi embalado ao som dos gritos dos convidados.

Flashback off

Trilha sonora: Hannah Trigwell — Hallelujah

— Ela já comeu algo? – escuto a voz da minha mãe, mas nem me dou ao trabalho de abrir os olhos

— Ainda não, ela não quis, vovó – Tata responde – eu não sei o que fazer

— Hei, vem cá – minha mãe fala e escuto o choro da Ágatha – você não precisa ser forte por todo mundo, ok? Se der o direito de chorar e sentir essa dor

— Sua vó tem razão – me viro e chamo minha filha para um abraço

— Eu deveria está lá e não ela – Mary fala chorando

— Concordo – falo seca

— Mãe, não faz isso – Oli me repreende

— Não, sua mãe tem razão – Mary ameaça ir embora

— Mary, Oliver tem razão... Ninguém tem culpa... – tento – eu só... É que...

— Chora, madrinha – Henry me abraça

— Isso não passa depressa... Não se pode deixar para lá, mas se torna mais leve o fardo quando a gente divide a dor... – minha mãe fala – e estamos aqui, filha

— Mãe... Eu só pensei na Regina – me dou conta – meu filho, mãe... Eu só percebi agora... Meu filho se foi, mãe

Meu choro contido dar lugar a uma tempestade, a dor que eu sentia ao lembrar da Regina e do meu filho me consumia e me dou por vencida, deixando meu corpo desfalecer nos braços dos meus filhos, querendo apenas que essa dor desapareça.