Notas iniciais
Oiii... Espero que gostem do que escrevi.... hehehe desculpem os erros e divirtam-se

Point Of View Alex

— A policia de Seattle recebeu um chamado de três mortes em um beco de boate – Hank explica – uma garota aparentemente drogada, um homem sem as calças que foi identificado como vendedor de drogas e um homem com farda de policial

— Hum... A ligação da Sam dizia que era urgente, o caso que era da policia está com o FBI e sinto que não falou tudo, mas meu cérebro ainda está dormindo – falo rapidamente – onde entro em tudo isso?

— Na mão do policial tinha a letra M, na do distribuidor a letra W e na da moça a letra R – Winn me explica e volto meu olhar para as fotos dos corpos

— Policial Malone, Whale e... – olho para eles – Regina?

— Isso – Hank concorda

— Precisamos falar com Graham... E se ele fez algo? – falo afoita – e já tem suspeito? Câmeras? Algo?

— Alex, respira – Winn puxa uma cadeira e me faz sentar, mas levanto

— Agente Danvers, se acha que não pode se envolver... – Hank parece ameaçar me tirar do caso

— Não, quero está aqui, quero participar de tudo que eu puder – praticamente suplico com o olhar

— Se esse caso tem ligação com o da Regina, Alex falou algo certo – Sam começa e prende nossa atenção – poderíamos visitar o Graham e interrogá-lo

— Vou entrar em contato com a penitenciária e pedir uma visita hoje – Hank fala e sai

Eu começo a ajudar Winn com as câmeras, quanto mais olhos mais rápido isso poderia ser, mas infelizmente, horas depois, não conseguimos nada. Hank chega com a noticia que conseguiu uma visita, mas só duas pessoas poderiam entrar, usei todos os argumentos possíveis para que Hank me levasse com ele e Samantha me ajudou, afinal, ela sabia que se eu ficasse ali não deixaria ninguém trabalhar.

— Ele já está vindo, eu pergunto e você mantem a calma – Hank cochicha

— Olha só quem está aqui – Graham me olha – agente Danvers, que surpresa

— Sua conversa hoje é comigo – Hank senta na frente dele

— Negativo – ele fala irônico – a esquentadinha ou ninguém

— Respira – Hank sussurra para mim e faz sinal para que sente

— Se é comigo que quer falar, estou aqui – me sento

— Como está? – continua com ironia – sabe, cheguei até a pensar que você tinha uma quedinha por nossa garota, mas soube que está casada agora... Maggie, certo?

— Em primeiro lugar... Não fala o nome da minha esposa – falo quase explodindo – em segundo, Regina não é sua garota

— Bem, isso é você quem diz – ele diz e dá de ombros

— Ontem três corpos foram achados em um beco, eles tinham iniciais que remetiam ao crime que você cometeu – começo – como fez isso?

— Sabe, eu colocava tanta fé em você – ele parecia triste – você não lembra que eu estou preso? Como faria algo? – se faz de vitima – achei que fosse uma agente melhor

— Seu... – me deixo tomar pela raiva, mas Hank toca meu ombro – você tem formas de fazer isso e nós sabemos

— Sabem? – ele sorrir sarcástico

— Você não precisou mexer um dedo quando raptou a Regina, tudo foi o Oswald e ele morreu – narro os fatos – não precisou planejar um roubo e o August foi preso no seu lugar, você tem ímã para imbecis, então, qual é o nome do ignorante da vez? – falo com mesmo sarcasmo

— Ora ora... A agente também sabe o que é sarcasmo? – ele debocha – apesar de apreciar seu esforço em me incriminar, não sei do que está falando

Voltamos para a sede do FBI depois de mais algum tempo de interrogatório, tivemos que finalizar porque acabei me excedendo e posso ter batido no Graham. Hank me mandou voltar e preencher papelada burocrática sobre a agressão. Por sorte, recebemos a noticia de que Winn havia achado um suspeito em uma das fitas de segurança, um individuo estranho que passava minutos depois do horário dito pelo legista como horário da morte. A partir de uma câmera de transito o Winn acha uma foto que pode ser usada para buscar nome e endereço do homem em questão. Após o reconhecimento fácil, Sam une uma equipe que iria até a casa do Jack, homem visto nas câmeras e a faço me colocar junto com ela, pena que Hank breca a minha saída. A espera foi torturante, eu não conseguia me manter quieta em um lugar e por diversas vezes o meu chefe me chamou e pensou na possibilidade de me tirar do caso, por sorte, ele se tratava de um grande amigo e conseguia convencê-lo do contrário em meio a uma conversa. Horas depois a equipe chega com o detento e atual suspeito, Sam e Hank entram para interrogá-lo e fico a espera. Nosso diretor me proibiu de ficar na sala secreta vendo o interrogatório pelo vidro, mas não aguentei cumprir sua ordem por muito tempo. O suspeito não falava nada com sentido para o caso, nem negava nem confirmava nada, apenas falava histórias sobre sua vida, quase todas elas eram relacionadas a sua irmã e uma boneca. O interrogatório termina com aquela frase clássica: talvez uma noite preso te faça falar. Em filmes isso é incrível, mas na vida real é uma forma desesperada de conseguir provas enquanto não se sabe o que fazer e se tem o suspeito em mãos.

— Ele não pode sair impune disso – falo aos gritos

— Agente Danvers – Hank fala tentando me acalmar

— Ele matou aquelas pessoas, ele foi enviado pelo Graham, nós podemos usar métodos não convencionais para o próximo interrogatório... – falo cada vez mais desesperada

— Agente Danvers – Hank grita – você percebeu a loucura que falou? Você não é assim, essa não é a agente de confiança que escalei para meu time – ele fixa o olhar para um lugar e me faz virar – cuide dela – fala para Maggie que me olha a distância

— Não precisa, vou me acalmar – saiu e vou para sacada

— Você é uma das melhores e a Regina tem uma ótima equipe ao seu favor – Maggie fala abraçando meu corpo por trás e encosto minha cabeça na sua – respira, Danvers, e confia em seus instintos – fecho os olhos e ficamos assim por mais um tempo na sacada

Uma semana depois

Uma semana e nada do infeliz falar, cada dia era um tormento e eu acabei evitando ao máximo o contato com as meninas por que sabia que não conseguiria fingir que está tudo bem. Recebi várias mensagens das meninas e coloquei o trabalho como pretexto em todas as respostas. O suspeito pediu para ver o advogado e sabíamos que algo iria acontecer, afinal, todo esse tempo aqui e ele só falou com o advogado porque chamamos um defensor público. O advogado chega e ficamos apreensivos com a tal conversa, mas para nosso espanto durou menos de um minuto e o advogado sai falando que foi demitido e que o suspeito quer falar comigo. Hank pensa duas vezes antes de liberar a conversa e fala várias vezes sobre controle e não colocar tudo a perder.

— Você se acha muito inteligente, certo, agente Danvers? – o Jack fala com ironia

— Bem, meus testes no FBI dizem isso – me sento em sua frente

— Me admira muito que alguém como você não percebeu o recado – ele fala e apenas o olho – tenho uma irmã que amava bonecas, mas não cuidava delas, uma quase morre queimada, depois raptada por nosso pai... Minha irmã não entendia que meu pai pagou pela boneca então a boneca o pertencia

— Por que não paramos de falar da sua irmã e falamos de algo mais interessante – solto e ele gargalha

— Ela ainda está sobre a mira e a hora está mais perto do que pensa – ele me olha – não adianta minha irmã correr, o que pertence ao pai sempre volta pra ele

— Você continua falando da sua irmã? – pergunto desconfiada e ele parece brincar com a língua

— Ela ainda é do grande mestre – ele diz e me espanta

— O que? – avanço em cima dele e em poucos minutos Hank e Sam aparece para apartar

— Alex, o que você fez? – Hank fala ao vê o Jack caído

— Eu mal toquei nele... Vocês viram... Eu mal toquei nele – falo desesperada

— Está suspensa até segunda ordem – ele fala firme

— Mas Hank... – tento explicar

— Diretor Henshaw – ele interrompe – e é uma ordem agente, retire-se

Me controlo até a hora que chego no carro, onde simplesmente desabo. Não conseguia parar de pensar na Regina e em Emma, na família que elas estavam para construir e em como eu não deixaria nada acontecer com minha amiga. Me assusto ao escutar alguém abrir a porta do carro, mas relaxo ao ver que é a Maggie.

— Hei, amor – ela fala e logo me abraça – tudo vai ficar bem

— Como você... Como... – tento

— Shiiii, quieta – ela interrompe

— Eu liguei para Maggie quando ele te chamou para conversar – Winn entra no carro – bem, que tal enxugarmos as lágrimas e começar a pensar?

— Sobre o que você está falando? – Começo a tentar seguir o raciocínio dele

— Achei estranho o fato dele não parar de falar da irmã, então comecei a pesquisar e essa é a irmã dele – Winn nos mostra a foto de um bebê pelo tablet – e esse é o atestado de óbito dela, que faleceu aos 10 meses

— Não estou conseguindo te acompanhar – falo, pedindo para que seja mais claro

— Como uma garotinha de 10 meses viveu tudo aquilo que ele falou? – Winn me olha desconfiado – e comecei a pensar no que ele te falou sobre a boneca... Isso não te lembra nada?

— Uma quase morre queimada, depois raptada... A boneca o pertencia – começo a pensar – o que pertence ao pai sempre volta pra ele...

— Ela ainda é do grande mestre – Winn completa

— Esse tempo todo era a Regina, não tinha irmã nenhuma – falo espantada

— Na verdade, esse tempo todo era você... Você é a irmã que quer cuidar da boneca e esquece que a boneca não te pertence – Winn fala e Maggie parece não entender nada

— Regina é a boneca e Graham é o pai – falo e ele confirma – ele sabia que eu iria me descontrolar e que seria afastada do FBI, perderia pontos com o Hank

— Porque ele sabe que ninguém conhece a Regina e a mente de um criminoso como você conhece – Maggie observa – ele planeja algo e o medo dele é que você esteja perto demais para acabar com tudo

— Lembra de algo que ele fez ou falou que possa acelerar a autopsia e você voltar? – Winn pergunta – qualquer coisa que dê um rumo para isso e comprove que você está limpa

— Ele brincou com a língua... – falo e me olham desconfiados – olha na boca... Pede para ver se todos os dentes estão lá

— Você é um gênio Danvers – Winn brinca — cápsula de cianeto embutida

— Descobrem isso, você volta e sua mente do bem funciona em favor das nossas amigas – Maggie começa – e eu vou colocar homens de segurança na cola da Regina, uma operação secreta, com poucos envolvidos

— Um dos motivos para te amar – falo e roubo um selinho

Point Of View Emma

Uma semana depois

Regina estava cada dia melhor e mais viva. Pena que não podia dizer o mesmo de mim, eu tenho trabalhado muito, minha vida está entre escritório, filial e cuidar da Regina, ela não me pedia nada, na verdade ela reclamava desse cuidado todo, mas com tanta coisa acontecendo... Queria minha esposa bem! Quanto ao trabalho, Killian e Milah haviam saído de férias juntos e o trabalho extra ficou comigo e Zel. Eles haviam decidido se entregar para as belezas do Brasil e fizeram uma viagem para lá, são apenas quinze dias, mas que pareciam eternidades, a cada dois dias eles ficavam em uma cidade diferente e conheciam os encantos daquele lugar. Eu já havia recebido fotos do Cristo Redentor, pão de Açúcar, elevador Lacerda, Parque do Ibirapuera, Foz do Iguaçu e agora ele estava curtindo as praias do Recife e me mandando fotos e e-mails para dizer que estava tudo bem e perguntando sobre o trabalho. Killian parecia aquele filho que sai de viagem sozinho pela primeira vez e liga para a mamãe para avisar como vai tudo e perguntar se ela está com saudade. Segundo ele, em uma semana restante dessa micro férias, eles ainda visitariam Manaus, Rio Grande do Norte, Maranhão e Fernando de Noronha. Algo me diz que ele prolongaria os dias longe, mas eu preferia acreditar que meu amigo teria pena de mim e voltaria rápido. Regina estava hoje em uma daquelas noites de conversa, bebida e comida chinesa, mas sem a bebida, pelo menos por enquanto, sendo assim, eu estava só em casa enquanto ela se divertia um pouco.

— Swan, saudades de mim? – Killian fala assim que atendo o telefone

— Você precisa parar de ligar e começar a transar – digo logo após ele

— Tudo aqui é tão lindo – ele parecia encantado

— Percebi pelas fotos, faz isso para que eu conheça o local ou morra de inveja? – pergunto irônica

— Talvez um pouco dos dois – Killian é sarcástico

— Olha, aproveitando a ligação, você sabe onde guardou o contrato Forbes? – pergunto

— Na minha mesa, mas a assinatura só está marcada para a semana que vem – ele parece confuso

— Já procurei, mas nada – peço implicitamente algo

— Vou ligar o notebook e te reenvio, fica na linha – ele entende o recado

— Eu não acredito que você está vidrado nesse computador novamente – escuto a voz da Millah – oi Emma, desculpe – a voz dela parece envergonhada

— Você tem toda razão de está brava, mas juro que é rapidinho – tento explicar e sinto uma tontura horrível que me faz sentar

— Pronto Swan, confirma que recebeu o contrato – escuto a voz do Killian distante – Emma, ainda está aí?

— Killian... – falo com dificuldade

— Emma, está tudo bem? – ele pergunta e não consigo responder – Emma

Killian desliga o telefone e eu começo a respirar cada vez mais fundo. Fecho os olhos e era como se eu contasse minha respiração para tentar não entrar em desespero. Meu corpo parece está respondendo a minha respiração, mas ainda me sinto mole e como se estivesse carregando algo muito pesado. Saiu do escritório me apoiando nas coisas e me deito no sofá, assim que me acomodo, escuto a Regina entrando em casa.

— Hei amor, respira – ela fala jogando as coisas na poltrona e ajoelhando na minha frente

— Como você... – tento

— Killian me ligou e eu já estava aqui perto, só pedi para que acelerassem o carro – ela me interrompe – agora fecha os olhos e fica quietinha, vou preparar um chazinho para você

— Deve ter sido minha pressão, não consegui comer muito ao longo do dia – tento explicar

— Já disse que você não pode trocar refeição por trabalho – ela me repreende e levanta – vou ligar para o Killian e dizer que está tudo bem

— Oi, obrigada por me avisar, ela está bem – ela fala e vou tentando me sentar no sofá – ela sentiu uma tontura, mas apesar de fraca já está melhor – ela continua e me olha – pois é Killian, já disse a ela que tem que trabalhar menos e lembrar de comer...

— Mas não foi o trabalho, passei o dia com um embrulho no estomago – explico e ela me olha espantada

— Killian, preciso desligar, mas pode dormir tranquilo, está tudo bem – ela se despede apressada e desliga

— Para quem está ligando agora? – pergunto novamente

— Oi, eu queria pedir um teste de gravidez de todas as marcas que você tiver aí – Regina fala e me espanta – isso, não preciso dá o endereço, já estou no sistema... Regina Mills... Ok, obrigada! Boa noite!

— Você acha que...? – pergunto e ela sorrir

Notas finais
E aí??? Louca para saber o que acharam!!