Sensei,Koishiteru!
5 Você me ama ou não?
Notas iniciais
Sensei,Koishiteru!
Capítulo 5: Você me ama ou não?
Havia acabado de receber uma mensagem, pelo menos era o que o aviso que piscava na tela de seu celular lhe informava. Pensava que provavelmente era apenas uma daquelas mensagens chatas de operadora, ou de promoções ou algo do tipo, como sempre.
Mas sua dedução estava errada. Quando abriu o sms pôde ler o nome de Renji como seu remetente.
Byakuya surpreendeu-se ao ver o nome do aluno ali, e ao mesmo tempo também sentiu-se muito curioso, teria de ler aquilo agora mesmo. Sentou-se em sua cama calmamente e começou a leitura da mensagem, que de relance parecia mais algum tipo de corrente de alguma rede social pouco famosa, mas continuou a ler com atenção.
“ Escrevi isso apenas porque não conseguia mais reprimir tudo o que sentia por você dentro de mim, depois de tanto tempo, algum dia teria que te revelar.
Foi difícil colocar esse sentimento em palavras, porém eu o fiz para que você pudesse entender algo complexo como isso, que na verdade pode ser simples; dependendo do ponto de vista.
Amar alguém é realmente algo muito assustador, porque você nunca vai saber o quê acontecerá no futuro, algo bom ou ruim. Mas como eu não queria deixar uma pessoa que realmente amo e desejo, passar pela minha vida e talvez ir embora, sem que eu sequer tivesse a chance de poder tê-la da forma que anseio. Então eu resolvi deixar qualquer hesitação e relutância em um “eu” meu do passado, para que eu pudesse transmitir esse sentimento à você.
Mais que tudo agora, mesmo os que meus sentimentos não retornem, eu quero dizer “Eu te amo” pra quem eu amo.
—Abarai Renji”
Byakuya simplesmente não conseguia explicar nem sequer para si mesmo como se sentiu depois de ter lido aquela... “carta de amor” ?
Múltiplos sentimentos habitavam o seu corpo: curiosidade; felicidade; satisfação; e muitos outros, inclusive a vontade incontrolável de querer conversar com Renji naquele mesmo instante.
Porém como eu já tinha citado antes, a dúvida também predominava a mente de Byakuya, de tal forma que talvez ultrapassasse sua felicidade naquele momento e enchesse sua cabeça de incertezas. Sempre que passava por essa série de incertezas desabando sobre sí mesmo, ficava hesitante, ansioso, deprimido. Por isso detestava esse seu lado que o fazia duvidar de tudo.
Mas de alguma forma, esse seu lado meio que inconsciente que o fazia se perguntar o motivo das coisas por qualquer razão tinha seu fundamento.
Agora iria refletir pelo resto da noite, todas perguntas que ficavam martelando em sua cabeça sem parar.
Por que Renji enviaria uma mensagem como aquela de repente? Sem nenhum outro motivo aparente?
O aluno nunca tinha demonstrado nada do tipo por ele, então como poderia, assim de repente? Seria tudo aquilo uma brincadeira de mal gosto?
Como iria conversar, ou melhor, encarar o ruivo depois daquilo?
Saber a resposta de todas essas questões provavelmente era essencial para que ele pudesse continuar no mínimo, a manter algum tipo de relação com Renji. Mas, para começar, que tipo de relação ele tinha mantido com Renji até agora afinal? Apenas de “professor e aluno”? Só isso mesmo?
Não!
Para ele, o ruivo significava muito mais do que apenas mais um dos vários alunos para que ele dava aula, muito mais que isso. Talvez para Renji, ele não passasse de apenas mais um professor, por mais que fosse doloroso para ele pensar nisso, mas, era plausível e muito realístico na verdade.
Tanto que doía.
Mesmo que essa pudesse ser a visão de Renji sobre Byakuya, ainda não deixava com que o professor mudasse os seus sentimentos ou sua perspectiva em relação à Renji, como o via, quem ele era para ele, o que significava.
Não podia-se descrever com precisão ou exatidão essa significância e valor que o ruivo representava para Byakuya, era algo como se se importasse mais com Renji do que com seu próprio orgulho, aquela barreira aparentemente impenetrável. Como se o seus sorrisos gentis e simples palavras o fizessem relevar coisas que para ele talvez tivessem importância, mas não mais do que Renji, no momento que ouvia ou via o ruivo. Algo como se “graças” a Renji, poderia perder até mesmo sua postura ou seriedade, aquela que impunha perante à sociedade, para expor à todos a importância de Kuchiki Byakuya.
Mas tinha percebido que, com o passar do tempo, sua paixão por Renji tinha se tornado mais importante que qualquer coisa.
Tudo isso passava pelos seus pensamentos de tal forma que o deixava inquieto, mesmo que estivesse tentando relaxar com aquele banho quente. Por mais que tentasse, não conseguia, provavelmente não conseguisse dormir direito naquela noite também, mas alguma hora o sono iria acabar lhe vencendo.
Porém, o que mais temia naquele momento mesmo era o fato de que quando acordasse amanhã, teria de levantar preparado para confrontar Renji e conversar com ele sobre aquela mensagem, sobre todas as outras coisas e até mesmo sobre seus próprios sentimentos, teria de se abrir, de uma forma ou de outra. Podia ser difícil, mas não impossível.
Ok, talvez para Byakuya aquilo fosse impossível, mas vamos ser otimistas!
Mas apesar de tudo, ainda estava muito...Feliz. Esse era um sentimento meio raro para ocupar o coraçãozinho de Kuchiki Byakuya, aliás, mesmo que estivesse feliz, não demonstraria com tanta facilidade. No entanto, o caso agora era que mal conseguia conter sua felicidade, não conseguia nem acreditar na possibilidade de Renji estar confessando seu amor por ele, chegava a ser surreal. Por isso tinha suas dúvidas, mas agora pensava e concluía que não adiantaria nada ficar se remoendo, resolveria tudo amanhã depois das aulas, quando conversasse com o ruivo.
Queria tentar dormir e descansar agora, e quem sabe talvez, teria bons sonhos naquela noite?
*
Renji tinha acordado ansioso, porém motivado. Mal podia esperar para saber a reação de Rukia, no entanto ainda sim ele tinha medo de que essa reação não fosse tão boa assim, pensando até mesmo na possibilidade de dele “tomar um fora” da garota. Mas de qualquer forma, tinha enviado aquele sms para que Rukia tivesse consciência de seus sentimentos, precisava que ela soubesse algum dia, como escreveu na própria mensagem.
Decidiu que iria tentar conversar com Rukia depois da aula, provavelmente quando estivessem presentes menos alunos na universidade, esse seria o momento mais propício para que eles pudessem ter um diálogo mais tranqüilo e sem interrupções.
Renji tentava concentrar-se na aula, porém a ansiedade em falar com Rukia logo, e o otimismo de que tudo daria certo, o deixavam mais animado para que aquelas aulas terminassem logo. Assim que terminou a primeira aula, a professora Yoruichi retirou-se da sala, despedindo-se com seu ar simpático costumeiro com as alunas e alunos.
Quando ela passou por Byakuya, largou uma provocação típica dela, mas que provavelmente os alunos não ouviram. Byakuya sempre ignorava essas provocações, porém sempre sentia-se irritado com elas, e inclusive com a própria presença da mulher, que fazia afronta ao seu orgulho próprio sempre que tinha chance.
Agora, Byakuya tinha de que se preocupar com sí mesmo, não com Shihouin Yoruichi. Aliás, com sí mesmo, ou seria mais certo dizer que teria que se preocupar com um certo ruivo? Ou ainda uma conversa que teria de ter com certo ruivo... Kami-sama, tinha passado a noite toda pensando naquela conversa, no que iria dizer, e ainda agora, pensava muito em tudo aquilo. Ficava pensando em possibilidades o tempo todo, acabaria por ficar maluco.
Entrou na sala de aula, sendo recebido pelo silêncio dos alunos que se mantinham calados, como sempre. De vez em quando tinha algum fuzuê por ali, mas nada demais; de resto, tudo tranqüilo.
O que Byakuya mais desejava agora é que ele pudesse dar aula normalmente sem que Renji invadisse seus pensamentos de uma hora pra outra, já que a presença dele alí tornava-se cada vez mais difícil de ignorar de alguma forma, mesmo que o ruivo não tivesse feito nada.
Passado algum tempo depois da aula de literatura, logo foi hora de um curto intervalo, 15 minutos. O professor pensou em aproveitar aquela oportunidade para falar à Renji o encontrar depois das aulas, pois precisava conversar com ele. Era o plano perfeito, não iria nem perder a sua postura.
Alguns alunos saíam da sala, e outros se juntavam e ficavam conversando e matando tempo, até que o intervalo acabasse. Junto desses, estava Ichigo e Rukia conversando, enquanto Renji levantava-se de sua cadeira e ia de encontro aos dois, porém ouviu uma voz conhecida lhe chamar:
—Renji, espere um pouco. — Byakuya pedia, mantendo um tom de voz alto, porém ainda sim impassível.
—Hai, Kuchiki-Sensei? O que houve? — O aluno se virou para Byakuya, questionando no mesmo nível de calmaria, ou talvez fosse apenas despreocupação (despreocupação fingida, não é?).
— E-eu, queria falar com você sobr- — Aos poucos, sem que Byakuya ou Renji tivessem percebido, Ichigo já se aproximava dos dois para ouvir a conversa, porém agindo como se estivesse desinteressado, sabe como é.
— Mas o senhor já está falando comigo, Kuchiki-Sensei. — Renji ignorou a presença do morango alí e continuou a falar normalmente.
— N-não foi isso que eu quis dizer, é que... — Byakuya ficava cada vez mais nervoso, provavelmente, seu rosto já estava enrubescido, e não conseguia organizar as palavras direito em sua mente ou formular frases, mesmo que tudo que tivesse que falar era que queria conversar com o ruivo mais tarde sobre aquela bendita mensagem, apenas isso.
—O quê é isso hein, Renji? Paquerando o Byakuya? Dá até pra ver que ele já está todo caidinho por você, deve estar apaixonado, he he. — Ichigo ria alto de sua própria piada, mas vamos confessar que foi engraçado não é?
Renji sequer tinha visto quando Ichigo se aproximou deles, pensou que o morango ainda estava conversando com Rukia no fundo da sala. Mas enfim, ele deve ter chegado alí sem que ao menos Renji ou Byakuya percebessem.
—Eu, bem...— O professor tentava continuar a falar, porém seu constrangimento diante dos deboches irritantes de Ichigo estava lhe impedindo. Tudo bem que não era qualquer piada besta que iria ofender verdadeiramente Kuchiki Byakuya ou que ele daria importância, mas agora o Kurosaki tinha pisado no seu calo. E na hora errada.
—Ichigo, pare com isso. — Renji tentou presentear o amigo com um cascudo ( como todos o presenteavam), no entanto este foi mais rápido e segurou a mão em punho de Renji.
— Não tão rápido, hehe. Por quê está querendo me bater? — Ichigo segurava a mão do tatuado ainda, porém logo a empurrou e a soltou.
—Pare de se meter na conversa dos outros e falar bobagens — Renji reclamava, tentando ignorar a presença de Ichigo ali.
—Bobagens? Olha só para o rosto do Byakuya, parece que passou blush. — Novamente, Ichigo ria com sua própria piada, que hilário.
Byakuya somente permanecia calado, apenas tentando não fazer contanto visual com ninguém. Mas logo, vários alunos entravam na sala e voltavam seus olhares curiosos para aquela cena e os comentários de Ichigo que só pioravam mais a coisa.
O professor sentiu-se ainda mais nervoso com toda aquela situação vergonhosa.
—E-eu não estou passando muito bem, então, se me derem licença...— Byakuya massageava as têmporas com a ponta dos dedos, demonstrando seu estresse. Rapidamente arrumou suas coisas em sua pasta e retirou-se da sala com pressa.
Renji achou um pouco estranha essa súbita reação do professor às provocações de Ichigo, ou à qualquer outra coisa, não tinha bem certeza. Mas e agora, ficariam sem mais aula de literatura por hoje? Pelo visto sim.
Logo, a maioria dos alunos que não teria mais o que fazer ali já que Byakuya tinha ido embora, se puseram a fazer o mesmo que ele: Guardar suas coisas e cair fora dali.
Renji também fazia o mesmo, afinal não teria mais nenhuma aula por hoje. Seus olhos procuraram por Rukia por aquela sala, mas não encontraram. Provavelmente ela, Ichigo e seus outros amigos também já tinham saído antes dele, como a maioria dos alunos que escafederam-se num piscar de olhos, sem nem aviso prévio.
Renji tinha de falar com Rukia hoje, porém parece que a sorte não estava lhe favorecendo muito nos últimos tempos, e sempre acontecia algum imprevisto que dificultava os seus planos. Fazer o quê, falaria com ela amanhã mesmo sem falta, ou então daria um jeito de encontrá-la e conversar com ela naquele mesmo dia. Não podia mais enrolar,tinha de concluir toda aquela história de vez, já estava lhe dando dor de cabeça.
Recolheu suas coisas junto dos últimos alunos que também saíam e se foi procurar por Rukia.
*
Byakuya à essa hora descansava em sua sala, tentando se acalmar o máximo possível de alguma forma, se é que essa tal forma existia. Agora pensava em como iria conseguir conversar decentemente com Renji depois como pretendia, se sequer conseguiu pronunciar a frase “Quero falar com você mais tarde”.
Era uma situação terrível, será que dessa vez ele “explodiria” como fez na sala de aula?
Agora mesmo estava amaldiçoando mentalmente Kurosaki Ichigo com todas as suas forças. Justo hoje, que estava decidido a falar com o ruivo e resolver tudo em relação aos seus próprios sentimentos, parecia que todos os seus planos para aquele dia tinham ido por água a baixo sem mais nem menos.
Resolveu parar de ficar se lamentando e remoendo aquilo, iria até o banheiro lavar seu rosto e depois seguiria para casa finalmente. Levanta-se da cadeira, direcionando-se até a porta e assim ao corredor. Mas eis o que encontra lá:
Renji, plantado em frente às salas, escorado nas paredes. Parecia estar esperando ou procurando por alguém. Foi nesse momento que a tremedeira e os fortes batimentos de Byakuya começaram. Realmente não sabia direito como deveria reagir, se depois daquele fiasco ainda poderia conversar com Renji como se nada tivesse acontecido. Porém, foi assim que seu corpo reagiu, com palpitações e tremor.
—Renji, o que está fazendo parado no meio do corredor? — Finalmente criou coragem e se pronunciou, fazendo com que sua voz cortasse o silêncio de forma repentina.
—Kuchiki-Sensei? Você está aqui ainda? — O ruivo respondeu, virando-se para o professor.
—Sim, eu já estava de saída, mas eu te encontrei aqui, então resolvi conversar com você de uma vez por todas. — Byakuya agora deixou um pouco de suas aflições de lado, e decidiu que falaria logo com Renji sobre aquela mensagem.
—Ah, naquela hora em que estávamos sala você estava querendo dizer algo como que queria falar comigo, ou coisa parecida.
—Isso mesmo, siga-me Renji. — Byakuya articulava, indo até a sua sala, e esperando que o aluno o acompanhasse. Renji seguiu-o como lhe foi pedido, ficando curioso para saber o porquê de Byakuya tê-lo chamado para conversar.
Byakuya sentou-se em sua cadeira e suspirou. Logo, apoiou seu rosto em umas das mãos e direcionou seu olhar para Renji, se pronunciando em seguida:
—Renji, eu queria conversar com você sobre a mensagem que me enviou. — O professor colocava a questão à tona com nervosismo, aguardando a devida resposta de Renji.
—Mensagem? Que mensagem?
Byakuya surpreendeu-se; como Renji poderia dizer tal coisa como “Que mensagem”? Passou a noite e manhã toda pensando em possibilidades e em como deveria responder ou questionar o ruivo em determinadas situações, no entanto, aquilo não estava nos seus planos.
—Como assim? A mensagem que você me enviou ontem à noite. — Byakuya respondia tentando aparentar a maior calma possível, porém não estava nada calmo e nem era isso que transparecia. — Com licença, eu preciso beber um pouco d'água. — Byakuya se levantou e retirou-se da sala, deixando Renji à sós com seus próprios pensamentos.
O ruivo, confuso com toda aquela situação, tentava lembrar-se de qualquer coisa relacionada à uma mensagem enviada para Byakuya. Será que o professor agiu daquele jeito na sala de aula não apenas graças as provocações de Ichigo, mas também por causa dessa conversa de mensagem? Porque queria conversar com ele? Pensava, mas não conseguia ligar as coisas uma com a outra.
Queria falar com Rukia sobre sua declaração de amor via sms, porém não a viu mais desde o final do intervalo. Nem ela, nem Ichigo e nem o resto do pessoal. E se já tivessem ido todos embora? Era bem provável que sim. O mais estranho mesmo é que Rukia sequer tinha tocado no assunto mensagem, ou ela mesmo tentado conversar com ele sobre isso.
E por falar em mensagem, a única que tinha enviado foi para a Rukia, então como o professor poderia ter recebido uma mensagem dele de ontem à noite? Era impossível.
Espere um pouco...
Rapidamente, puxou seu celular do bolso e checou o destinatário de sua mensagem com a confissão amorosa.
Então era por isso que Byakuya o interrogava com aquelas questões, teria ele enviado a mensagem para seu professor!? Era uma declaração, uma confissão praticamente, como iria explicar aquilo? Ou como contaria que era uma mensagem destinada à Rukia? Parece que tinha enviado aquele sms para o Kuchiki errado. Estava numa péssima situação, o que deveria fazer agora? Mais importante, o que deveria dizer para Byakuya?
—Desculpe a demora. — O moreno interrompeu os pensamentos desesperados de Renji, entrando na sala novamente. — Podemos continuar?
—Ah, S-sim, podemos. — De repente Renji tinha ficado inquieto, ou era apenas impressão de Byakuya?
Tomou fôlego e continuou:
—Renji, tudo que eu quero saber é se aquela mensagem que você me enviou foi algum tipo de brincadeira de mau-gosto ou qualquer coisa parecida. — O professor anunciava, mostrando seu constrangimento ao dizer aquilo.
—S-sim! Quero dizer, não! Claro que não, eu não faria uma coisa dessas com o senhor, e...
—P-por favor pare de me chamar de senhor. — Byakuya pedia, tentando não fazer muito contato visual.
—Ok...
Um silêncio tentou tomar aquele ambiente por algum tempo, fazendo com que a única coisa que acontecesse fosse os dois indivíduos presentes ali naquela sala se entreolharem de vez em quando, desviando o olhar novamente quando eram descobertos.
No entanto, após alguns intantes, o Kuchiki tentou quebrar aquele silêncio. Levantou-se e dirigiu-se até Renji, ficando parado em sua frente por um tempo, até que fosse finalmente falar algo.
—Renji, eu...—Respirou fundo, evitava o olhar do ruivo, desviando seu cenho para baixo de vez em quando, até que erguesse a cabeça e fosse finalmente encará-lo. Mesmo que seu semblante ainda se mostrasse um tanto ruborizado, ainda sim, tinha de encarar Renji para falar. —Eu acho que... Sobre sua mensagem, eu... — Suspirou com força, aproximou-se mais de Renji e agarrou a camisa do ruivo com as mãos, em uma tentativa de conter seu nervosismo e ansiedade exagerados. — Renji, em relação à sua mensagem, eu... Sinto o mesmo por você.
Fale com o autor