Sensei,Koishiteru!
6 Não me importo com a resposta, eu só preciso saber!
Notas iniciais
Sensei, Koishiteru!
Capítulo 6: Não me importo com a resposta, eu só preciso saber!
Os dedos de Byakuya continuavam trêmulos, porém ainda agarrados à camisa de Renji, assegurando-a com força. Depois de proferir aquela última frase (que saiu com muito custo, para falar a verdade), Byakuya ainda mantinha seu olhar voltado ao ruivo, fitando-o de uma forma esperançosa, como se esperasse alguma resposta da parte dele.
“Eu... Sinto o mesmo por você.” Renji repetia mentalmente várias vezes essa mesma frase em sua cabeça, até que estivesse realmente convencido do que acabara de sair dos lábios de seu professor, que naquele momento o olhava com a ânsia de uma reação dele, ou ainda que ele dissesse alguma coisa.
Quem agora cogitava coisas como “Brincadeiras de mau-gosto” era Renji, pois aquilo parecia mesmo com alguma daquelas pegadinhas planejadas ou muito bem boladas, só podia ser.
Na verdade, tudo aquilo era meio ou totalmente que inacreditável, a situação toda era muito surreal para o pobre ruivo, a única coisa que lhe restava era ficar confuso talvez.
No entanto, permanecer naquele silêncio constrangedor que já predominava o local parecia ser mais assustador ainda, um dos dois tinha de falar algo para quebrar aquela... “ausência de argumentos”.
—...Renji. — Byakuya pronunciou-se depois de um tempo, mas junto com sua voz quase inaudível, Renji podia sentir-lo arfante, já que o rosto do professor estava bem próximo dele. A propósito, agora que o ruivo tinha percebido o quanto a face de Byakuya estava tomada pela cor avermelhada, e também o quanto ele mostrava uma expressão... frágil. Poderia ser um pouco estranho, ou então simplesmente raro, para aquele homem tão frio e sério.
Renji aparentemente ainda estava perdido em seus devaneios e pensamentos diversos, mas o fato é que ele estava mesmo é perplexo com toda aquela situação absurda. Podia-se aplicar muitos adjetivos à aquelas ocorrências.
O tatuado continuava ali parado, talvez pensando também em que reação deveria ter diante daquilo. O que iria fazer, que atitude tomar, etc.
—Hã... Kuchiki-Sensei...? — Renji por fim manifestou-se, chamando pelo nome do professor vacilante, desta vez olhava profundamente nos olhos do menor, que ainda mantinha a mesma expressão. Aquele semblante tão incomum de se ver em alguém como Byakuya o fazia ficar desconcertado. Era difícil vê-lo assim tão diferente do habitual, fazendo com que seus sentimentos transparecessem. Era como se ele estivesse revelando um outro lado seu talvez antes preso dentro de sí, algo escondido por uma barreira chamada orgulho.
Quando se olhava nos olhos de Byakuya agora, não se podia mais ver esse seu orgulho, que ele sempre valorizou e zelou tanto.
Renji só podia sentir-se surpreso, apenas isso, talvez.
—O que foi? — Byakuya passou a encarar o aluno fixamente agora, mantendo o seu mesmo olhar, porém agora o fitando com mais “insistência”.
Renji permanecia calado, sem saber o quê dizer à Byakuya ou mesmo como responder à aquela simples pergunta. E o moreno o olhando daquele jeito complicava mais ainda as coisas na hora de tomar coragem para falar.
Passava pela mente de Renji principalmente o que ele deveria fazer tendo Byakuya aparentemente, apaixonado por ele. E assim também, tão entregue a ele.
“Em relação à sua mensagem, eu sinto o mesmo por você”
É mais que óbvio que já que Renji tinha enviado na mensagem uma declaração de amor, e Byakuya falou que sentia o mesmo, era muito aceitável pensar que o professor estaria apaixonado por ele, talvez até por mais tempo que ele pensava.
Renji até então não tinha percebido o quanto a piada de Ichigo foi sem graça, apesar de ter dito a verdade, mesmo que sem querer.
Sério, nada disto era engraçado, o que faria agora o ruivo?
—Renji... — Byakuya continuava a repetir o nome do aluno, ele provavelmente não se cansaria tão cedo, aparentemente adorava ficar clamando por aquele nome. O Kuchiki estava ainda mais ofegante naquele momento, tentando se aproximar cada vez mais de Renji, que seguia hesitando, vacilando mais e mais passos para trás, parecendo um pouco desesperado com aquelas súbitas e repentinas ações de seu professor. —Renji. — chamou o mais uma vez, já com a voz falha.
Agora permaneciam ambos ali imóveis, com Renji recostado à parede, e Byakuya logo em sua frente, que mantinha fixadas suas mãos pálidas sobre o peito do ruivo. Tinha os olhos semicerrados e os lábios entre abertos, aproximando-se de Renji até que seus corpos ficassem quase colados, ou então perto disso.
O Abarai tinha sido encurralado pelo moreno, por assim dizer.
Renji estava estático, sem saber o que fazer diante da situação, e também sentia-se um tanto envergonhado com as atitudes de Byakuya, e tendo o professor assim tão perto, era difícil de se lidar. Seria uma coisa que nenhum ser humano normal imaginaria Kuchiki Byakuya fazendo, provavelmente ninguém nunca imaginou o agindo daquela forma de jeito nenhum, inclusive Renji.
—K-kuchiki-Sensei, você...— O ruivo teve sua frase cortada por Byakuya quando este último começou a aproximar o seu rosto ao de Renji repentinamente, chegando bem perto até que as bocas dos dois quase se roçassem.
Renji segurou o rosto do professor com as mãos firmemente, talvez em uma tentativa de impedi-lo de continuar com aquilo. Byakuya ficou um pouco surpreso, mas ficara parado, esperando para ver o que o aluno faria. No entanto, o que ocorreu após Renji ter a face de Byakuya em suas mãos foi prosseguir com os atos do menor, roçando seus lábios nos do Kuchiki, que ao perceber fez o mesmo, até que ambos mesmo que um pouco desajeitados em um momento assim tão constrangedor e também tão intenso como aquele, começassem a aprofundar o beijo.
Ao contrário do que até o próprio pensava, quem mais estava se entregando à aqueles toques e ao contato entre as línguas era Renji. O professor claro, tentava retribuir da mesma forma, porém a intensidade com que Renji aplicava ao movimento de sua boca e também a força do aluno prevalecia sobre o beijo.
Byakuya tinha que parar para respirar de tempos em tempos entre os beijos que seguiam sendo conduzidos pelo ruivo. Já estava arfante, e a saliva também escorria pela a fresta que havia entre os lábios.
—Renji, e-espere um pouco...—Byakuya pedia, tentando separar as bocas por pelo menos alguns instantes, pois apenas o curto tempo que Renji concedia entre os toques não era o suficiente para que ele pudesse recuperar o fôlego. Não entendam mal, é claro que ele estava gostando; porém Renji estava um tanto afobado demais.
—Kuchiki-Sensei...—O ruivo parou de avançar por um tempo, arregalando os olhos ao perceber o que ele mesmo estava fazendo. —M-me desculpe, eu não sei exatamente o quê eu estava... — Renji justificava-se nervoso.
Renji parava para refletir uns instantes, como poderia ter “perdido o controle” daquela forma? Era como se ele agisse sem pensar ou mesmo sem sequer conseguir tomar o controle de suas ações, como se seu corpo e os seus lábios movessem-se por vontade própria. Como poderia, diante de seu professor, ter perdido o controle? O seu “eu” interior sempre lhe dizia que ele estava apaixonado por Rukia, não é? E não pelo irmão da garota.
Então, seria normal ele ter cometido um deslize desses? Estava um pouco desesperado.
Byakuya percebia a palidez que Renji ficara naquele momento e também o nervosismo do aluno, queria tentar acalmá-lo de alguma forma, mas não sabia direito como e nem o motivo exato de sua aflição.
—Está tudo bem, R-renji. — O moreno acariciava a face de Renji com uma de suas mãos, enquanto erguia seu rosto em direção ao dele para poder beijá-lo novamente.
—Kuchiki-Sensei...— Renji, apesar de tudo; aproximou sua boca da de Byakuya, iniciando novamente o contato entre as línguas. E ainda sim continuava com a mesma voracidade de antes, pois aparentemente tinha uma vontade incontrolável de beijar o Kuchiki.
Por mais que negasse aquilo para si mesmo, seus desejos não poderiam ser contidos assim tão facilmente.
O calor e a tensão entre os dois ia aumentando cada vez mais, e dessa vez os beijos eram ainda mais ávidos, desejosos, fazendo com ambos ficassem excitados com aquela situação. Renji empurrava Byakuya aos poucos até que chegassem perto da mesa do Kuchiki, onde fez com que o menor se escorasse ali, até que o mesmo ficasse quase sentado em cima daquela mesa, espalhando alguns papéis e deixando com que outros objetos ali em cima caíssem no chão com os movimentos bruscos realizados por eles.
Logo, Renji interrompia o beijo, para que pudesse direcionar seus lábios ao pescoço de Byakuya, percorrendo cada centímetro da pele branca com a língua rapidamente, o que fazia o professor estremecer, e também contorcer-se com cada movimento que Renji fazia com sua boca, distribuindo beijos, mordidas e também alguns chupões pelo pescoço sensível de Byakuya.
Aquilo com certeza iria deixar marcas muito visíveis depois.
—Ah, R-renji... — O professor chamava-o com uma voz falha, gemendo baixinho quando Renji continuava com as investidas.
O ruivo tornava a beijar-lhe voraz, empurrando-o mais para trás em cima da mesa, e colocando os seus braços ao redor do corpo do Kuchiki, que pendurava os seus braços em volta do pescoço de Renji.
Continuariam ali se não fosse por batidas na porta, que se repetiam e logo vinham acompanhadas de uma voz; fazendo-os parar e levantarem-se num susto.
—Nii-Sama, você está aí? — Tornava a bater na porta —Nii-sama?
Era Rukia. A última coisa que precisavam naquele momento eram pessoas batendo na porta, e sem falar que estava fora de cogitação atenderem ou responderem agora. Digamos também que o “estado” em que ambos se encontravam agora não era muito favorável.
Renji tinha gelado com susto, tinha ficado pálido. Byakuya até mesmo pensava em talvez atender a porta, porém refletia melhor agora, vendo as suas condições e as do aluno, e percebia que era melhor deixar essa ideia de lado.
A mesa bagunçada, os dois tinham os lábios inchados e Byakuya também estava com várias marcas espalhadas pelo seu pescoço. Então a melhor coisa a se fazer agora era tentar ignorar Rukia os chamando, até que ela finalmente desistisse e fosse embora.
—Byakuya Nii-Sama?... Não está aí?
—Acho que ele pode já ter ido para casa, vamos voltar. —Era a voz de Ichigo.
Depois de ouvirem as vozes e o som dos passos se afastando, finalmente puderam relaxar um pouco, Renji sentava-se em uma cadeira ali e suspirava com força, passando as mãos no rosto e esfregando os olhos com força, tentando “voltar à realidade”, tentando acalmar-se.
O professor respirou fundo e começou a juntar as coisas espalhadas pelo chão, e recoloca-las organizadamente em cima da mesa.
—Kuchiki-Sensei, eu acho que vou pra casa.— Ao que parecia Renji estava apenas esperando até que Rukia e Ichigo já tivessem saído da universidade, para que ele pudesse sair dali e ir embora.
—Espere um minuto, eu vou terminar de deixar tudo em ordem por aqui e eu te dou uma carona, afinal moramos no mesmo condomínio. — Byakuya explicava, erguendo o pulso em seguida para checar as horas em seu relógio. — Já está escurecendo.
—É...— Renji pensou em dar alguma desculpa, mas provavelmente ia ser muito descarado inventar algum pretexto agora, depois do que aconteceu.
*
No caminho para casa, enquanto o Byakuya dirigia, nos poucos momentos em que desviava a atenção do trânsito e olhava para Renji, notara que seu aluno parecia um pouco nervoso, inquieto, e também bastante pensativo. Se tivesse um pouco mais de coragem, até se atreveria a perguntar no que ele tanto pensava, com o quê tanto se preocupava.
Renji apenas praguejava mentalmente por todos os seus “planos” e o seu esforço para que tudo desse certo e ocorresse como ele imaginava; terem ido por água abaixo.
Como poderia ter se submetido à tal coisa como aquela? Sempre disse para si mesmo que a única coisa que sentia pelo seu professor era a admiração, ou a talvez até mesmo alguma “amizade”, apesar de eles não se falarem muito.
Mas ele não conseguiu entender como poderia ter passado disso, ir além desses simples sentimentos, a ponto de... fazer com que ele “atacasse” Byakuya.
E o pior de tudo talvez era pensar que Byakuya sentia-se apaixonado por ele, pois ele disse que “sentia o mesmo” em relação à mensagem que o ruivo enviara para Rukia. Sim, para Rukia, e não para o professor. Porém Byakuya não sabia disso, e provavelmente Renji também não ia ter coragem de contar para ele tão cedo, apesar de ser preciso; se ele quisesse que todo aquele mal entendido acabasse de uma vez por todas.
Aliás, há quanto tempo será que Byakuya era apaixonado por ele? Será que foi logo após a ler a mensagem? Renji também não tinha coragem para perguntar.
Mais importante, tinha uma pergunta que queria fazer para si mesmo, que só ele poderia responder. Quem estava apaixonado era Byakuya, não ele. Então por que tinha cedido tão fácil e se entregado àqueles beijos?
O carro parou em frente à casa de Renji, que logo desceu, despedindo-se de Byakuya. O professor ficou ainda dentro do carro observando o aluno, esperando até que Renji entrasse, por motivos desconhecidos, mas pelo jeito ele fez bem, já que o ruivo aparentemente não estava conseguindo abrir a porta de casa, e procurava por alguma coisa.
—Algum problema? — Byakuya questionava, abrindo o vidro da janela do seu carro.
— Ah, nenhum! Quer dizer, eu acho que perdi as chaves de casa... — O ruivo gesticulava, enquanto se aproximava da janela do carro. — Não estão em lugar nenhum.
Renji checava os bolsos da calça, em cada lugar de sua mochila, mas por mais que procurasse não as encontrava em lugar algum.
Era só o que lhe faltava.
— Que estranho, tenho certeza que tinha colocado no meu bolso. — Renji sentou-se cansado na beira da calçada de casa. — Que droga... — Praguejava baixinho.
—R-renji, se quiser você pode ficar na m-minha casa até que você ache algum chaveiro, ou alguma coisa parecida... — Byakuya voltou a ficar vermelho proferindo aquelas palavras, como sempre ficava quando falava algo com Renji que provavelmente feriria seu orgulho, ou algo que ele não diria normalmente. Mas ele falava mesmo assim.
— Eu não sei...— O ruivo pensou bem no que faria se não aceitasse, ficaria ali a noite toda? Resolveu aceitar a proposta, afinal não tinha nenhum mal nisso, não é? — Eu acho que tudo bem...
Afinal, Renji concluiu que era mais que óbvio que Byakuya não era culpado por ele ter mandado aquele sms comprometedor para o Kuchiki errado, e ele também foi culpado por aquela “cena” ter acontecido na sala do professor mais cedo. Tratar o professor mal, ignorá-lo ou mesmo cortá-lo de vez em quando seria um pouco falta de bom senso ou de consideração, já que Byakuya ultimamente tinha sido sempre bastante atencioso especialmente com ele, mesmo com seu jeito frio, apesar de tudo.
Tinha de levar isso em conta.
O ruivo entrou no carro novamente e não demorou muito para que estivessem na enorme casa dos Kuchiki; já que ela ficava no mesmo condomínio que a casa de Renji, de onde haviam acabado de sair.
—Entre, Renji. — Byakuya oferecia, logo após abrir a porta da casa, limpando seus pés calmamente no tapete que ficava do lado de fora.
—Ah, ok. — Renji hesitou um pouco no começo, mas logo obedeceu, limpando os pés na entrada antes de adentrar a casa, imitando o ato do professor.
— Pode se sentar se quiser, Renji... — Byakuya indicava, mostrando ao ruivo os sofás da sala de estar.
—Arigatô, Kuchiki-Sensei. — O tatuado agradeceu, sentando-se no estofado, tirando a sua mochila das costas e colocando-a no chão.
De repente, Byakuya parecia voltar sua atenção para alguma outra coisa, percorria com seus olhos todos os cantos da casa, olhando em volta. Também fazia questão de fazer total silêncio, tentando identificar qualquer tipo de som ali presente.
—O que foi, Kuchiki-Sensei? — O ruivo indagava ao professor, tentando saber o motivo daquela inquietude.
—Você ouviu isso?
—...Isso? — Renji fez também total silêncio naquele momento, e prestando atenção, podia-se ouvir algumas vozes vindo do segundo andar aparentemente.
Será que estaria tendo algum tipo de de Déjà vu ? No começo, até pensou em outras possibilidades, mas depois que ouviu algumas gargalhadas, já imaginou a quem pertenciam aquelas vozes.
Renji e o professor subiram as escadas, usando sua boa percepção para identificarem de onde aquelas vozes e risadas vinham. Acabaram chegando em frente ao quarto de Rukia. Logo, Byakuya abriu a porta do cômodo e deparou-se com aquela cambada de gente novamente, porém agora para piorar a situação, estavam todos em sua casa.
—Não deixe o Ishida beber, ele é aquele tipo de bêbado chato e choroso que ninguém ia querer em uma festa.
—Q-que ultraje, Kurosaki! Eu nem sou muito de beber, e além disso...
Ichigo e Uryuu, que aparentemente estavam tendo uma discussão intelectual, sentiram-se interrompidos quando perceberam o silêncio dos demais e a atenção deles voltada para outra coisa. Ou seja, Byakuya e Renji ali parados na porta, e Byakuya fitava-os com uma expressão um pouco gélida, não muito agradável ou amistosa.
—Byakuya Nii-Sama! Onde você estava? Eu estava te procurando mais cedo na universidade, na hora da saída. —Rukia perguntava preocupada com o sumiço do irmão.
—Eu...—Poderia simplesmente falar a verdade e explicar que estava em sua sala, porém lembrou-se de que a garota ficou batendo na porta e chamando por ele, e não tinha atendido... Porque estava ali com Renji. —Nós devemos ter nos desencontrado. — Boa, Byakuya!
—Lembrando que eu também estava lá. — Ichigo contava com uma cara emburrada, levantando sua voz para que as atenções fossem voltadas para si naquele momento.
—Ah sim, o Ichigo também estava comigo, me ajudando a procurar por você, Nii-Sama. — Rukia contava, esboçando um rosto desanimado e falando com uma voz arrastada propositalmente, apenas para provocar o amigo.
—Ah, olha, o Renji também está aqui, hehe. —Ichigo logo desfez sua entediada expressão e já começava a destilar o seu veneno. — Que coincidência, não? Sempre que o Byakuya aparece, vem o Renji junto.
—É só coincidência mesmo, e aliás, eu dispenso seus comentários, Ichigo. —Renji olhava para o morango irritado, mas provavelmente daqui pra frente teria de lidar com mais piadas de Ichigo como estas, talvez.
Renji também sentiu-se um pouco mentiroso ao dizer aquilo, afinal, desta vez não tinha sido apenas coincidência ele ter voltado junto de Byakuya.
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