Sensei,Koishiteru!

3 A única resposta que tenho


Notas iniciais
Yo, gente! Há quanto tempo, não? @_@ Enfim, esse cap aqui tá caprichadinho, arressem saiu do forno, levou três dias pra assar, mas tá bem direitinho, bonitinho, parágrafos bonitinhos também,diferente do 2 que foi meio na pressa...ALIÁS EU NÃO VOU PROMETER MAIS NADA na questão de datas pra postar a fic, vou tentar postar o quanto antes, mas sabe como é.. a preguiça... e tenho tanta coisa pra fazer na internet ._. Enfim, boa leitura!

Capítulo 3:

''A única resposta que tenho''

Despertou de seu sono novamente com o pensamento voltado para ''certa pessoa''. Era incrível como não conseguia tira-lo da cabeça. Até tentou dormir mais um pouco, mas era impossível, não conseguira sequer fechar os olhos sem que sua imagem viesse-lhe à cabeça.

Portanto, decidiu se levantar de uma vez por todas, continuar na cama só iria piorar sua situação, talvez. Foi em direção à suíte, lá fez sua higiene. Logo depois se vestiu com um traje o suficientemente adequado para então ir à busca de seu café da manhã.

Quando chegou à sala, logo encontrou Rukia sentada à mesa, tomando café. Estranhou o fato de a garota estar acordada tão cedo da manhã, mas tinha coisas demais remoendo em sua cabeça para se dar ao trabalho de perguntar o por quê. O fato de ele estar remoendo tantas coisas assim também era estranho, já que não era o tipo de pessoa que se importava muito com coisas fúteis.

—B-bom dia, Nii-sama! — prontamente Rukia o cumprimentou, ao perceber sua presença ali.

—Ohayo —Sentou-se à mesa e encheu uma xícara com o café que aparentemente Rukia havia acabado de passar.

—Por que acordado tão cedo, Nii-sama? — a garota não queria parecer ''intrometida'', foi apenas uma pergunta por causa de sua simples curiosidade, ou talvez para criar algum assunto, nem percebeu.

Byakuya ficou com vontade de responder ''Não sou eu quem deveria fazer essa pergunta?'‘, mas não o fez, apenas justificou dizendo que não estava conseguindo pegar mais no sono.

Pegou o jornal e começou a folhar desinteressado, enquanto ainda bebia do café.

—Ontem foi divertido não é,Nii-sama? — Rukia novamente tentava puxar algum assunto para não ficar naquele silêncio insuportável, como todas as manhãs. Afinal moravam só os dois ali naquela casa enorme, ela tinha que se esforçar!

—Hum, sim...

—Você se divertiu com Renji?— Byakuya tomou aquilo como algum tipo de pergunta de ''duplo sentido'', mas é sério, Rukia perguntou aquilo com toda a inocência do mundo! Pergunta 100% inocente!

—Como assim? —o moreno finalmente encarou a pequena, com o cenho franzido e um olhar meio desconfiado, com a pergunta.

—Quer dizer, o senhor gostou de ter ido ao cinema conosco? — ela esboçou um sorriso.

—Bem, como já disse não gosto muito deste tipo de coisa, mas de fato, foi um tanto divertido.

"Resumindo, ele gostou ou não?" — Pensou Rukia. Talvez o irmão só estivesse com um pouco de dificuldade para admitir que gostara do "passeio"?

—E quanto ao seu machucado?

—Já disse que não foi nada demais.

Depois de terminar o café, Byakuya retirou-se da sala, em direção a seu escritório, para organizar os testes de literatura que estava preparando há tempos, e conforme tinha planejado seriam levados aos seus alunos na tarde de hoje. Aquilo gastou boa parte da sua manhã, antes que percebesse já era hora de se aprontar para ir à faculdade. Tinha quase certeza de que Renji estava esperando por aquele teste, já que o próprio disse adorar literatura, e com certeza gostaria de testar seus conhecimentos adquiridos até o momento.

Aliás, Byakuya mesmo concluía que continuava a estar tão motivado dando suas aulas por causa de alunos como Renji. Ou pelo menos, por Renji?

Arrumou suas coisas em uma pasta preta de pano que sempre carregava consigo (pelo menos para suas aulas). Voltou para seu quarto, tomou um banho, e vestiu-se em seguida. Com a roupa de costume, paletó, sua camisa social branca de mangas longas, calça social, acompanhadas de um par de sapatos de couro devidamente engraxados e, seu inseparável cachecol, que era passado de geração em geração para o líder da família Kuchiki. Com certeza, de acordo com a época que eles estavam vivendo, seguir tradições de família e essas coisas era um pouco fora do comum, mas Byakuya era uma pessoa que seguia restritamente seus ideais e tradições do tipo.

Quando saiu de seu aposento percebeu que Rukia também arrumava suas coisas, provavelmente estava a caminho da universidade.

—Quer uma carona até a faculdade ou você vai com seus amigos?

—Ah, se não for incomodo para o Nii-sama, eu iria com o senhor.

—Bem, se é assim, vamos. — Apanhou as chaves do carro, que ficavam penduradas a um porta-chaves na parede da sala de estar. Abriu a porta e dirigiu-se à garagem da casa.

Rukia era como uma criança, adorava sentar-se no banco da frente, ao lado do banco do motorista. Mas Byakuya continuava advertindo que por causa de sua baixa estatura era perigoso ela se sentar nos bancos da frente. E como ele era aquele tipo de motorista muito cauteloso...

Deu partida no veículo e seguiu, porém quando eles estavam quase saindo do condomínio, Rukia questionou se eles não poderiam passar na casa de Renji também, para lhe oferecer carona.

Byakuya concordou com a pequena e mudou seu rumo, entrando de novo no condomínio de casas. Claro, que a casa de Renji ficava na parte menos luxuosa, apenas aquela pequena parte de casinhas pré-fabricadas, que todo condomínio tem. Porém, claro que Byakuya e Rukia moravam na parte mais luxuosa do lugar, só com grandes casas, e luxuosas, luxuosas mansões. Com certeza agora você se pergunta: "Como um professor de faculdade tem condições de morar em um tipo de lugar desses?". Simples, o Kuchiki era dono de uma grande herança, ser professor era algo que ele realmente escolheu pela sua paixão pela matéria que exercia. Viver naquele condomínio então era apenas para morar mais próximo da universidade em que ele trabalhava.

E Renji, havia feito questão de comprar uma casa naquele lugar para ficar mais perto de Rukia. Claro que ele não tinha dinheiro suficiente para comprar uma casa à vista (nem que fosse uma pequena casinha pré-fabricada), por isso estava apenas pagando pequenas parcelas mensais pela casa. Com sorte conseguiu dar entrada com um dinheiro que estava juntando durante muitos anos. Bem, Renji começou a trabalhar muito cedo, até mesmo para se sustentar, já que não tinha pais ou qualquer outro parente, desde sempre. Conheceu Rukia quando ainda era criança, no colégio. Logo que Byakuya soube da história do amigo de Rukia, tentou o ajudar financeiramente pelo menos até ele se tornar suficientemente velho para poder trabalhar. O professor quis oferecer ajudar até depois disso, mas Renji negou, apesar de ter ficado muito grato pela ajuda de Byakuya.

Mas enfim, chega de falar do Renji.

Byakuya estacionou em frente às inúmeras casas idênticas (pelo menos para ele), porém Rukia sabia exatamente o número da casa em que o ruivo morava. Aliás, ela sabia exatamente qual era, sem nem mesmo olhar a numeração da casa (se é que isso é possível).

Ela foi até a mesma e bateu na porta, chamando pelo nome de Renji depois de um tempo, vendo que não era atendida. A morena voltou para o carro novamente, dizendo para Byakuya que provavelmente o ruivo não estava em casa, ou que saíra antes que eles, etc.

Byakuya seguiu seu destino até a universidade. Chegou até o estacionamento do lugar, procurando uma vaga que ainda tivesse sombra. Assim que achou desligou o veículo, saiu e antes que fosse abrir a porta da trás para Rukia (sim, No final das contas Rukia foi atrás), a garota já estava prontamente de pé, fora do carro, o esperando.

A garota andava tranquilamente ao lado dele, achou isso até estranho. Sim, ela andava tranquilamente, até que a mesma avistasse certo morango, e sair correndo em disparada. Byakuya já estava acostumado com aquele tipo de atitude vindo da garota, então apenas ignorou e seguiu caminhando normalmente.

—ICHIGOOO! — ela gritava alto e incessantemente enquanto corria em direção de Ichigo. Ela estava até parecendo certa pessoa que conhecemos Keigo, talvez?

O morango apertava os olhos olhando aquele ser gritante vindo em sua direção. Tipo, não conseguindo acreditar no que via. Rukia saltou em meio à correria, caindo quase que em cima de Ichigo.

—O-O que aconteceu? Pelo amor de deus — O Kurosaki reclamava, com sua expressão visivelmente irritada.

—Ah, nada demais, você viu o Renji hoje? — ela perguntou despreocupada, enquanto caminhava ao lado do ruivo, indo em direção ao pátio da universidade. Tinha até perdido Byakuya de vista desde que se afastara dele.

—Não, você foi a casa dele?

—Fui, na verdade eu bati palmas, esperneei , gritei, mas nada de ele me atender. Ou talvez não estivesse em casa, eu até achei que ele tivesse saído de casa antes de mim e do Nii-sama, mas é estranho por que saímos cedo, então...

—Talvez ele simplesmente não quisesse vir pra aula hoje? —concluiu o morango, depois de tanta enrolação e explicação da parte da garota.

—Como assim? Que eu saiba o Renji nunca faltaria à aula por pura preguiça, ainda mais sabendo que hoje teria prova de literatura!

—Eu acho que você está enganada Rukia, Renji é preguiçoso sim, ele adora dormir.

—Ah, Ah! É mesmo! — Rukia parecia não entender porque, mas Ichigo ria alto e histericamente, enquanto que vez ou outra colocava as mãos sobre a boca para abafar o riso.

—O que foi!? — ela questionava séria e irritada agora.

—Nada, Ah, ah!

Ichigo e Rukia se dirigirão até a entrada da universidade, a primeira aula daquela tarde seria de economia, provavelmente.

Em sua sala, Byakuya já se organizava para sua próxima aula, afinal de contas, teria um teste de literatura hoje. E ele adorava dar testes, apenas para ver os alunos que o criticavam sofrerem, MUAHAHAHAHA! Essa onomatopeia era ouvida apenas em seu pensamento, pois por fora estava perfeitamente normal e tranquilo, como sempre não deixava seus sentimentos (sejam eles quais forem), tão explícitos quanto as demais pessoas. Provavelmente se ele não fosse tão frio, em sua face estaria estampado um grande e virtuoso sorriso.

Dirigiu-se agora para a sala que daria aula, logo depois de recolher suas coisas. Observou todos os alunos sentados devidamente em seus lugares, alguns preparando canetas, lápis, borracha, etc. Alguns conversando, e um ou outro dormindo, o que o fazia lembrar-se de uma pessoa muito semelhante à um abacaxi vermelho.

Falando nele, Byakuya notou que o ruivo não estava por ali. Vira Rukia, seu amiguinho morango, e os outros menos importantes que ele não se lembrava do nome, mas lembrava-se de já os ter visto junto de Rukia, Renji e Ichigo. Uma ruiva bobinha, um grandalhão quieto e gentil, e um nerd arrogante e metido. Pelo menos era assim que os descrevia mentalmente.

Será que Renji não tinha vindo para a aula? Fora perguntar para Rukia sobre o ruivo. Ele se dirigiu à garota, em meio aos alunos, que o olhavam curiosos. Provavelmente seria mais fácil ele a ter chamado para vir até sua mesa, mas ele se esquecia de todos os detalhes quando o assunto era Renji.

—S- Sim, Nii-sama?— perguntou após perceber que Byakuya ficara plantado em sua frente.

—Rukia, você sabe onde está o Renji?

—Ah, na verdade eu não o vi hoje. Ichigo disse que também não sabe de nada, esse inútil!

—Hey! Eu estou aqui do seu lado, tá? Dá pra ouvir tudo o que você fala. —reclamava o morango. — Aliás, eu não tenho a obrigação de ser babá do Renji! Dá um tempo! Aaah!!! — suspirou irritado.

—Cala a boca, idiota! — indagou, dando um cascudo na cachola do morango.

—Ah!! Itai! Isso dói sabia, sua... — Byakuya o reprendeu com o olhar, enquanto pigarreava demonstrando irritação com todo aquele teatrinho.

O moreno se afastou deles, indo em direção à sua mesa, para começar a aula. Apanhou as folhas de papel, com os testes de literatura. Realmente esperava que pelo menos alguém tivesse estudado para aquela prova. Pelo menos alguém que não tivesse gazeteado à aula hoje, não?

Contou o número de folhas e conferiu o número de alunos pela chamada. Um aluno se ofereceu para ajudar distribuir as provas para os outros alunos, Byakuya aproveitou a ajuda e entregou todas as folhas para o aluno e sentou-se, estava cansado. Ainda bem que logo poderia ir para casa, mesmo que ele ainda tivesse que corrigir todos aqueles testes...

A aula correu tranquila e normal, logo recolheu as folhas, arrumou suas coisas em sua pasta organizadamente, saindo de lá o mais rápido que pode.

Ofereceu carona para Rukia novamente, e apesar de não ir com a cara do Kurosaki, ofereceu carona para ele também, vendo que a morena não desgrudava dele um só instante. No entanto esta recusou, dizendo que iria com Ichigo para a casa de Orihime, pois eles tinham combinado de se encontrar lá para estudar.

Byakuya advertiu para que a garota não voltasse tarde para casa, e se quisesse ela poderia ligar para que Byakuya a buscasse na casa de Orihime.

O professor seguiu para o estacionamento, encontrando seu carro em perfeito estado. Bem, teve um dia que alguns vândalos (na opinião de Byakuya), aparentemente tiveram a ousadia de jogar lixo sobre seu automóvel, e escrever algumas mensagens desagradáveis com giz no chão, ao lado da vaga de seu carro, reservada especialmente para ele, diga-se de passagem. Claro que deu um jeito de descobrir quem foram os culpados e puni-los devidamente (com uma suspensão, talvez), por isso desde aquele acontecimento tinha se tornado um pouco mais preocupado com o estado do carro do que o normal quando ia para a faculdade. Afinal o que aqueles alunos pensaram quando fizeram aquilo? Odiavam-no por ser um professor rígido, apenas? Por algum outro motivo em particular? Pelo menos ele ainda tinha uma pequena esperança em Renji, quando se tratava de alunos da universidade.

Ah, Santo deus! Fora pego pensando no ruivo novamente, droga...

Por falar nisso, resolveu passar no café que Renji trabalhava à noite, talvez o encontrasse por lá, já que estava perto de seu horário de serviço. Entrou no carro Hyundai i30 preto, dando partida no veículo em seguida. O lugar em que Renji trabalhava era na verdade bem perto da faculdade, já tinha até decorado o caminho. Bem, talvez fosse conveniente para o ruivo o lugar ser perto dali. Para Byakuya também, no caso. Já conhecia aquele café fazia tempos, e ia quase sempre lá quando tinha oportunidade, achava o lugar um tanto agradável. Aliás, agora que Renji trabalhava naquele lugar era ainda mais um BOM motivo para ele visitar o estabelecimento!

Parou o carro em frente ao café, abrindo parcialmente o vidro do carro para conseguir observar melhor os funcionários.

Na mosca! Não é que Renji estava ali mesmo? Bom, afinal aquele era o emprego dele, não? Observou o ruivo atendendo alguns clientes no balcão, como caixa. Mas logo ele voltava para as mesas e recolhia as mesas, atendia pedidos, etc. Era realmente muito eficiente.

Byakuya ficou um tempo assim, o olhando, até que finalmente se levantasse e entrasse no local. Escolheu uma mesa perto da janela, mas não muito no fundo. Olhava o cardápio discretamente, e aparentemente desinteressado, até que o tatuado enfim se desse conta de sua presença ali.

O moreno não fez nem questão de virar seu rosto, ou de simplesmente tirá-lo de trás do cardápio, podia observar muito bem o ruivo de canto de olho sem que ele sequer percebesse. Aliás, percebeu quando Renji se aproximou dele, também.

—Boa noite, qual o seu pedido senhor? — E por esse mesmo motivo, Renji não notara que era seu professor que estava ali.

—Só um cappuccino, por favor. — O tatuado se virou e foi pegar o que lhe foi pedido.

Renji estava se lembrando daquela voz de algum lugar, com certeza. Ele só não se lembrava de onde, afinal de contas estava mesmo cansado depois de um dia todo de trabalho. Ainda bem que era sua última hora ali. Ficou mais um tempo pensando de quem era aquela voz, mas realmente, não conseguia se lembrar, por mais que tentasse. Byakuya tinha toda razão, ele tinha mesmo uma memória tão curta quanto a de um peixinho de aquário...

...Byakuya!? Espera um minuto! É isso, aquela voz era de Byakuya!

Pegou o café no balcão e andou vagarosamente até a mesa do professor, colocando a bebida sobre a mesa em que o mesmo se encontrava sentado. —Aqui está, Kuchiki-Sensei.

Byakuya finalmente encarou o ruivo, logo depois de afastar o cardápio do rosto e revelar sua face. Com uma expressão não muito explicita de surpresa, mas ‘’surpresa’’. — Ah, obrigado — Bebeu um gole do café que lhe fora servido — Por que não foi à faculdade hoje?

—Ah, isso é porque eu tive que compensar por não ter trabalho ontem. Nós fomos ao cinema, não lembra? Eu não poderia recusar um pedido vindo de Rukia...

Renji mal percebera, mas em sua face estava visivelmente estampada uma expressão serena e ‘’feliz’’, enquanto seus olhos e pensamentos viajavam nem sei pra onde. Era assim que ele ficava pensando em Rukia, hein? Interessante.

—Hum – Resmungou baixinho — Teve prova hoje.

Renji ficou um tempo processando as informações que haviam acabado de sair dos lábios do Kuchiki em seu cérebro, enquanto olhava pasmo para o nada. Ficou um tempo assim até finalmente demonstrar ter alguma reação em palavras:

— Eeeehh!? C- Como assim!?? ERA HOJE!?

—Sim. —Indagou o moreno tranquilamente, bebendo mais um gole do seu cappuccino. Estava realmente muito bom.

O ruivo passava a mão sobre a face com força e esfregava o canto dos olhos, tentando novamente crer que estava vivenciando aquele acontecimento. Ok, talvez você diga que é um pouco exagerado, mas aquele teste era realmente muito importante para ele, estava estudando há tempos e esperando para fazê-lo. E tinha quase certeza de que Byakuya não o deixaria fazer a prova novamente sem um atestado médico, e estava mais do que claro que ele não tinha nem condições de aparecer com um na frente do professor, já que ele sabia toda a verdade.

Você deveria aprender a assumir melhor suas responsabilidades. — Já terminava de tomar o último gole de café, e levantando para ir embora. — E Rukia devia saber que você também não pode simplesmente faltar ao trabalho à hora que ela bem entender para "mimá-la".

Foi até o caixa e pagou sua conta, e logo ia em direção à saída do estabelecimento. Caminhava tranquilamente, com seu paletó cinza sobre um de seus braços que se matinha estendido, junto ao tronco.

Renji ficou um tempo pensando nas palavras do professor para enfim se levantar e ir atrás dele, vendo que ele estava indo embora.

—Kuchiki-Sensei! — Andava em passos rápidos e largos na direção de Byakuya, enquanto o chamava. Porém atraindo a atenção do menor apenas na terceira vez que chamou por seu nome. — Kuchiki-Sensei, espere!

—O que foi, Renji? —Byakuya parou de andar, voltando-se para o ruivo. Mantinha uma expressão séria e calma no rosto. Se outra pessoa o visse, diria que ele estava bem irritado, mas eu digo que esse é o normal dele. Na verdade ele estava até mais "feliz" do que o normal, mesmo não aparentando.

—Sensei, eu concordo com o senhor, o senhor realmente tinha razão. —Renji baixou sua cabeça, enquanto gesticulava com as mãos — Será que o senhor não poderia deixar que eu fizesse o teste? Onegai!

—Renji, você sabe que eu não...

—Por favor, Kuchiki-Sensei! — Renji pedia, enquanto segurava as mãos de Byakuya, que imediatamente corou com o ato. Acho que quando Byakuya corava era um dos únicos momentos que ele tinha um "desvio de personalidade". Mas tanto faz, ele não percebia.

—Renji! Tem clientes esperando para serem atendidos! — Ralhava gritando a chefe de Renji, chamando a atenção do ruivo.

—Ah, já vou. — Renji suspirou alto. Soltou das mãos de Byakuya e se afastou do menor, voltando a trabalhar.

—Espere Renji — Byakuya o seguiu, aguardando ele terminar de anotar o pedido de outro cliente para falar — Eu vou esperar você terminar o seu horário de trabalho, então vamos para a universidade. — Renji o encarou surpreso — Lá eu vou te supervisionar enquanto você realiza sua prova. —Suspirou, enquanto mantinha os olhos fechados.

O ruivo logo desfez a cara surpresa mostrando logo um grande e belo sorriso ao professor, indo em sua direção e o apertando entre seus braços fortes com força. O que alguns chamariam de abraço.

—Arigatôu gozaimasu ,Kuchiki-Sensei!—Falava com entusiasmo, ainda abraçando o professor; que ficara totalmente sem reação perante a ação do ruivo. Seus braços magros eram comprimidos pelo os do maior, por isso sequer conseguia retribuir o abraço do ruivo, que estava o abraçando por um bom tempo, aliás. E Byakuya realmente queria que aquilo durasse toda a eternidade...Não conseguiu pensar em mais nada, recostando sua cabeça sobre o peito do ruivo devagar.

Renji finalmente (e infelizmente) soltou o menor, agradecendo-o de novo, porém Byakuya —parecia estar viajando em outro mundo agora, incapaz de compreender qualquer palavra que lhe dissessem, respondendo a tudo com um "Uhum", "Hai".

—Kuchiki-Sensei? — O ruivo o segurava pelo os ombros, afinal era a única maneira de mantê-lo de pé, já que estava a ponto de "desmaiar". Era parecido com alguém bêbado, para melhor descrever. —Kuchiki-Sensei?— Falou um pouco mais alto, aparentemente despertando Byakuya do "transe".

—Ah, sim, eu vou esperar você terminar seu serviço. — Indagou se afastando do ruivo, e com pressa sentou-se novamente em uma das mesas do fundo e colou o cardápio ou qualquer papel que ele achou, na cara. Dessa vez apenas para disfarçar a vergonha, e o rubor mais do que visível que estava estampado em seu rosto.

*

O moreno rapidamente tirava a chave do bolso e abria sua sala, já dentro da universidade. Entrou na sala, mandando Renji segui-lo até sua mesa. —Pode sentar ai — Falou indicando a mesa com o dedo, enquanto procurava as folhas dos testes dentro de sua pasta.

—Hai — puxou a cadeira de couro e sentou-se. Parecia que aquela era a mesa de Byakuya.

Byakuya recolheu os papéis que estavam espalhados, colocando os em cima de uma estante de metal que ficava logo atrás da mesa, para em seguida estender um papel à Renji, que aparentemente tinha o conteúdo da prova. —Pode começar. Eu já volto — direcionou-se rapidamente para a saída, batendo a porta com força sem querer, na pressa de sair daquele lugar. Sempre que coisas constrangedoras aconteciam, Byakuya não suportava mais nem ficar na presença de Renji, definitivamente, teve que sair dali!

Dentro da sala, Renji concentrava-se em fazer seu teste, que em sua opinião, estava até fácil demais. Bem, afinal ele sabia todo o conteúdo da matéria de literatura daquele ano praticamente, claro que para ele, estaria "fácil demais".

Logo, Renji já tinha terminado e estava pronto para entregar sua prova para o professor. Não sabia exatamente onde Byakuya estava, mas decidiu ir procurá-lo mesmo assim.

Estava quase saindo da sala quando percebeu alguma coisa caída no chão. Era uma carteira de couro, o ruivo se abaixou para junta-la, encontrando algumas fotos espalhadas. Não é que fosse sua curiosidade (talvez fosse sim), mas era inevitável recolher as fotos sem olhá-las antes de colocar de volta nos bolsos da carteira. Tinha várias, umas 20, 25 por ai; era uma quantidade muito grande de fotos pra se levar na carteira, realmente. Aquilo era uma carteira ou um álbum de fotos afinal!?

Algumas fotos eram de uma mulher muito bonita, por sinal; e também muito semelhante à Rukia. Ela carregava sempre uma expressão serena nas poucas fotos em que aparecia. E os restos das fotos eram a maioria, fotos de Rukia. Rukia quando criança, Rukia pré-adolescente, adolescente, etc. Tinha fotos em que o tatuado aparecia ao lado de Rukia também. Aliás, só agora notara de como tinha fotos dele ali também. Em todas as fases de sua vida, praticamente. Tinha até fotos dele atualmente, umas que ele mesmo se lembrava de quando haviam tirado outras que ele não se lembrava de ter tirado. Afinal, por que diabos Byakuya tinha fotos suas na carteira!? E por que tantas!? O que seu professor era, um perseguidor maníaco!??

Oh, Kami-sama...

Resolveu parar de bisbilhotar ali e guardar logo aquelas fotos para entregar a carteira à Byakuya. O que não foi necessário, já que o mesmo entrava pela porta naquele mesmo instante.

—Terminou?

—Sim — Recolheu a folha que deixara na mesa, entregando nas mãos de Byakuya.

O moreno juntou a prova de Renji com as outras, que se encontravam em sua pasta, a fechando em seguida. — Vou corrigir todos os testes amanhã — Estou cansado agora. — pensou alto sem perceber.

—Kuchiki-Sensei, antes que eu me esqueça — Renji colocou a mão no bolso, retirando a carteira de Byakuya de lá, estendendo ela em sua mão que o menor pegasse. —Eu achei isso no chão, é sua?

—Sim, obrigado — Agradeceu ao ruivo pegando a carteira.

—O senhor carrega bastantes fotos ai... — falou distraído.

—Renji, não me diga que você mexeu nas minhas coisas. — Byakuya falava sério e irritado desta vez.

—Ah, eu vou pegar um café, quer também? —O ruivo tentava desviar do assunto, mostrando seu sorriso amarelo para o menor, que suspirou profundamente, afirmando em seguida que queria café também.

Renji voltou rapidamente com dois copos descartáveis cheios até a borda com café preto. Fora rápido, afinal recentemente tinham colocado uma maquina de café expresso no corredor. Todo mundo sabe que os professores estressados de hoje em dia não vivem sem um bom café.

—Aqui — Renji fazia menção para que Byakuya pegasse um dos copos de café em sua mão. Tudo teria dado certo se o professor não tivesse hesitado por um momento em pegar o café ao receber um contato direto com a mão de Renji, fazendo o copinho de plástico cair de suas mãos e o conteúdo dele cair sobre Byakuya.

—Argh! — O moreno reclamou sentindo dor.

—Ah, Sensei, você está bem? Desculpe-me, eu... -

—Eu estou bem — respondeu se levantando dali e se afastando rapidamente. Bufou percebendo que havia manchado sua impecável camisa branca, além de ter se queimado também.

—Gomenasai, Sensei — Renji pegou um pedaço de papel toalha e limpava o chão, na parte em que tinha caído café.

—Não foi culpa sua Renji.

—Mesmo assim...

—Ugh... — Passava a mão sobre a parte que havia caído o liquido quente, demonstrando ainda sentir dor naquele local.

—O senhor se queimou? Está bem?

—E- Eu não sei, acho que sim.

O ruivo foi em direção à Byakuya, que se encontrava encostado na porta. Ficou de frente para o professor, e começou a desabotoar os botões de sua blusa.

—O- O que você está fazendo, R-Renji !? — Byakuya segurou as mãos do maior, o impedindo de continuar a abrir sua blusa.

—Eu só quero ver como está a queimadura — Renji olhava para o professor com uma expressão indiferente, como se fosse praticamente óbvio que esse com certeza seria o único motivo para ele abrir a blusa de Byakuya.

Ok — Byakuya mantinha sua face extremamente vermelha (como sempre em situações como essa),só que dessa vez o ruivo percebeu, é claro.

Renji continuava a desabotoar a camisa vagarosamente, até abrir completamente e então visualizar o machucado por completo. Não chegava ser nada muito feio, mas com certeza, pelo visto doía. Havia um vergão vermelho e inchado logo abaixo de uma das costelas.

—Está ardendo? —O ruivo encostava a mal de leve no local da queimadura.

—S- sim.

—Vamos para a enfermaria, deve ter alguma coisa lá pra passar nisso aqui.

—Não precisa Renji, eu faço isso em casa — Indagou fechando sua blusa.

—Vamos, Kuchiki-Sensei! Vai ser pior se você deixar assim. — Renji abriu a porta da sala e rapidamente puxou Byakuya pelo pulso pelos corredores da universidade até chegarem à enfermaria. Parecia que ninguém ali, já que era de noite (apesar de ter aula à noite), porém a porta podia ser facilmente aberta.

Os dois entraram, e Renji rapidamente começou a vasculhar as caixas com vários medicamentos que ficavam em estantes separadas organizadamente.

—Onde será que fica a vaselina? Ah, achei. — O ruivo catou também em outra caixa um pedaço considerável de gaze, algodão, uma pomada para queimaduras e machucados e uma fita usada para fazer curativos.

Renji pela segunda vez começara a desabotoar a camisa do Kuchiki, que dessa vez não demonstrou nenhuma reação exagerada. O tatuado passou a mão pelo machucado novamente, vendo o menor esboçar uma expressão de dor.

—Vai arder um pouco — avisou, enquanto umedecia um pedaço de algodão com vaselina. Passando o pelo ferimento em seguida, vendo que Byakuya continuava a demonstrar sentir dor. Mas... Fazer o que! Continuou cuidando da queimadura com o consentimento do professor. Passou a pomada, para então dar algumas voltas no tronco e Byakuya com a gaze, e finalizar prendendo com a fita.

Deu, terminei. – Renji se afastou e guardou as coisas que havia pegado em seus devidos lugares.

Byakuya se levantou da maca em que havia sentado para Renji fazer o curativo, e já ia fechar sua camisa social, até lembrar-se de que havia a manchado com café. Não podia sair assim na rua, O impecável Kuchiki Byakuya simplesmente não podia sair assim na rua, com aquela mancha de café ridiculamente grande em sua camisa. —Droga... —resmungou observando o estado da roupa.

—O que há de errado, Kuchiki-Sensei?

—Minha camisa — falou, mostrando a parte da peça que ficara suja. O ruivo já tinha visto, mas ele estava apenas ressaltando sua preocupação, já que perguntara.

Byakuya novamente não acreditava em seus olhos, cada vez tinha uma reação mais exagerada de cada ação do ruivo, mas era com razão! Ele fazia as coisas de repente, sem Byakuya entender nada! E dessa vez com certeza tinha se superado... Renji tirava agora sua própria camisa, desabotoando os botões rapidamente, tudo isso, na frente de Byakuya.

—R- Renji... — E Byakuya novamente, estava corado.

—Tome Sensei, pode vestir. — Indagou, oferecendo sua camisa para Byakuya, logo após a ter tirado.

Byakuya ficou por um "breve" momento observando o torso bem definido do maior, agora livre da camisa. As tatuagens que começavam na testa tinham continuidade no peitoral, e desciam até seu abdômen. Bem pelo menos foi até lá que ele conseguiu ver de tatuagens, gostava de imaginar até onde elas iam...

—Mas e você? Não vai pegar um resfriado ficando sem camisa assim?

Byakuya, seu mentiroso. Eu sei que você deseja ver esse ruivão em trajes menores!

—Não, está tudo bem, na verdade está até calor.

O moreno retirou a blusa manchada e seu corpo, vestir a de Renji no lugar (que, aliás, se o ruivo não estivesse ali ele teria dado uma boa cafungada antes de vestir). A camisa que Renji lhe oferecera era uma camisa social também, branca, porém tinha as mangas curtas, dois palmos abaixo dos ombros, e claro, ficava um pouco larga no corpo de Byakuya; já que o ruivo tinha... Digamos um tronco um tanto mais forte que o do moreno.

Enfim, Byakuya terminou de colocar a camisa, vestindo seu paletó para disfarçar a largura da peça. Os dois saíram da enfermaria e o moreno voltou para sua sala, afirmando de que tinha que pegar sua pasta, para assim eles irem embora.

Já estava acabando o turno da noite ali na faculdade, inclusive, os alunos já estavam saindo, fazendo-os ficarem meio perdidos na multidão que sempre se formava na saída, em quaisquer horários. E provavelmente várias (ou vários também ) alunas(os) notaram no ruivão tatuado sem camisa na saída da universidade, que seguia o professor até seu carro. Provavelmente alguns iriam também inventar alguns "boatos" sobre isso, mas fazer o quê...

Assim que Byakuya e Renji entraram no automóvel, o menor advertiu novamente para que o aluno colocasse o cinto de segurança e deu partida no veículo. No meio do trajeto, o telefone móvel de Byakuya começou a tocar, pedindo para que o ruivo atendesse.

Renji foi breve, respondendo apenas com alguns "sim" "certo" e depois desligou o aparelho, informando à Byakuya que foi Rukia quem ligara, pedindo para que o moreno fosse buscá-la.

Só então que Byakuya se lembrou de Rukia e que tinha de pegá-la na casa de sua amiga, a tal Orihime. Esqueceu-se de pedir o endereço, porém Renji afirmou saber. —Ah... — Suspirou — Ele disse à para que ela Rukia voltasse cedo para casa, tsc, tsc.

Notas finais
Não notem nas minhas observações pessoas durante o texto, por favor, hsuhasuahuhsa! xD' Aliás, pra quem ainda não ouviu a música tema da Fic (por que eu acabei de adicionar ela à ''songfic'' >>>> http://www.youtube.com/watch?v=ed_foVaealE (são os seiyuus (dubladores) do Renji e do Byakuya cantando)Vejam o video junto com a tradução >>>http://letras.mus.br/bleach/994376/traducao.htmlReviews, Please? ONEGAI??? REVIEWS!!! eu tive muito poucos reviews no último cap, me recompensem nesse! hsuahuas (ainda mais um capítulo ENORME desses) Sayo, até o próximo cap! oGrimmChan