Senhor Do Prazer
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Edward não conseguia se concentrar em nada além das lembranças do seu inusitado encontro com aquela garota de cabelos castanhos e olhos da cor de chocolate derretido, nunca havia experimentado essas sensações, essa vontade de voltar a vê-la não era uma coisa que acontecia em sua vida, porque isso significaria que ele era uma pessoa normal, com sentimentos e todos sabiam que Edward Cullen não tinha a capacidade de ter emoções, era completamente oco por dentro, uma herança que trazia do seu passado obscuro, a única coisa que o fazia sentir humano era sexo, sexo violento com alguém que soubesse como satisfazê-lo.
Agora sentado em sua mesa das Empresas Cullen, com vários documentos espalhados sem conseguir focar em seus negócios, pois seus pensamentos estavam nela, naquela atrevida que ousou dizer não para ele. Mas ela não perdia por esperar, o que ele precisava neste momento era de uma boa foda com uma mulher que soubesse obedecer, ainda estava pensando como fazer para esquecer aquela garota quando a porta de seu escritório se abre e seu primo Emmet entra.
E aí cara? Como está? Você não tinha um jantar ontem com a mamãe? Cara a dona Esme está furiosa por você ter dado bolo outra vez.
Emmet quantas vezes eu tenho que dizer pra você bater na porta? Edward disse com seu tom mais arrogante, principalmente porque ele não havia se esquecido do jantar, simplesmente não queria ver Esme não no estado em que se encontrava, e ver aquela que o havia cuidado depois de todo o inferno que foi sua vida era reviver aqueles sentimentos não faria nada bem a todos da família, e ele não estava preparado pra isso, aqueles sentimentos conflitantes que ele teve em relação à Esme ainda o atormentavam.
Você sabe que não tenho tempo para besteiras como reuniões familiares Emmet, e sua mãe sabe disso melhor do que ninguém. Edward viu na face do seu primo como suas palavras ásperas o haviam magoado, Emmet sempre foi assim transparecia suas emoções sem nenhum tipo de filtro e isso na opinião dele o tornava vulnerável, mas seu primo era assim desde sempre e não seria Edward quem o mudaria. Além de me incomodar com besteiras familiares o que você quer aqui na minha sala?
Eu vim aqui somente para saber se você estava bem, mas pelo que vejo não é necessário preocupação já que está como sempre esteve totalmente desprovido de educação. Emmet continua com uma expressão triste pela frieza de seu irmão.
Se já terminou de ser engraçado e de me perturbar eu gostaria de continuar trabalhando. Disse Edward
Não eu tenho só mais uma coisa pra te dizer e não se preocupe não é nada pessoal eu só queria saber como o seu diretor executivo, se a viagem para Dubai será feita por você ou eu terei que assumir isso?
Emmet como você mesmo disse é o meu diretor executivo e como tal eu espero que você resolva essas coisas para mim estamos entendidos? Ele pergunta.
Estar certo, como sempre eu assumo as minhas responsabilidades. Disse Emmet ainda com uma voz magoada, e sem falar mais nada sai da sala.
Edward odiava magoar seu primo ele ainda se lembrava do dia em que chegou à casa de Esme e Carlisle e o pequeno Emmet veio ao seu encontro com um carrinho de bombeiro dizendo que a partir daquele momento como seu novo irmão era seu direito ficar com o carrinho, Edward até aquele momento nunca tinha ganho nada pelo o que não tivesse que pagar um preço muito alto, e o menino a sua frente estava lhe oferecendo aquele brinquedo que claramente era importante para ele sem pedir nada em troca, deste momento em diante Emmet era o que ele podia chamar de irmão somente ele sabia sobre todos os fantasmas que o assombravam, nem mesmo Esme sabia tanto quanto Emmet. Edward respeitava e ao seu modo amava seu primo, mas nunca poderia ser o irmão que ele merecia.
Mas agora não era a hora de sentimentalismos, ele precisava acalmar sua libido antes que esta o dominasse e acabasse com o pouco de sanidade que ainda restava. Edward não queria ser um monstro, mas se ele não se mantivesse no mínimo equilibrado isso o dominaria. Esta necessidade o queimava como se fosse um fogo e um dia ele sabia que acabaria por destruí-lo por completo, mas não seria hoje, agora ele iria procurar o único remédio que era capaz de curá-lo deste desejo que o enlouquecia.
Edward saiu do escritório sem conseguir terminar seu trabalho, ele estava confuso, eram muitas emoções conflitantes em seu interior, ele precisava resolver isso o quanto antes e o único lugar em que poderia pensar no momento era a boate de Aro, seu mentor deveria ter alguma submissa que pudesse o satisfazer, somente por esta noite ele precisava disso, ou enlouqueceria.
Chegou à boate de Aro e Felix, o segurança, logo fez menção de abrir a porta, Edward entrou e pela primeira vez no dia se sentiu bem, ali naquele local pouco iluminado que exalava o cheiro de vários perfumes misturados com cigarro ele se sentia em casa, esse era seu mundo, muitas pessoas poderiam pensar que não passava de um maluco por gostar de um lugar como esse, mas ali Edward podia ser ele mesmo, sem máscaras, ali ele podia soltar a fera que estava dentro dele sem sofrer qualquer discriminação. Subiu direto para o escritório de Aro tinha certeza que seu mentor arrumaria alguma mulher para que ele pudesse aliviar essa ânsia que tomava conta do seu corpo.
Aro está muito ocupado ou posso falar com você? Edward falou já entrando no escritório, mas nada o preparou para a cena que viu, Aro estava com duas mulheres, uma delas encontrava-se amarrada com pernas e braços para trás enquanto seu mentor tinha um chicote de três pontas com uma espécie de bola prateada presa nas pontas e com ele batia na garota amarrada enquanto a outra mulher fazia sexo oral nele, aquela cena estava o excitando e decidiu que iria participar, tinha certeza que seu mentor não recusaria seu pedido.
Será que você compartilharia comigo uma destas duas lindas submissas Aro? Disse Edward já retirando paletó e se aproximando do trio, quando chegou perto pôde ver o rosto daquela que estava amarrada, e seu rosto lembrou-o de alguma forma a morena que agora fazia parte dos seus pensamentos, esta garota era perfeita, com ela conseguiria exorcizar o fantasma daquela menina da livraria.
Aro apenas assentiu com a cabeça e fez um gesto com a mão para que Edward se juntasse a eles, a mulher que estava até aquele momento fazendo sexo oral em Aro parou e olhou para Edward isso foi o suficiente para que seu mentor lhe desse um tapa e a repreendesse severamente.
Porque você parou minha linda Suzana, eu não ordenei que parasse e nunca mais olhe nos olhos de outro mestre. Falou ele puxando o cabelo da mulher em seguida olhou para Edward e disse — Você gostaria de castigar essa menina má? Ele perguntou
Não, vou deixar você se divertir, eu prefiro a outra e se não se importar de me emprestar o chicote que você estava usando eu adoraria continuar o castigo. Disse Edward já sentindo o doce gosto da satisfação que aquilo lhe causaria, ele se aproximou da garota que estava ainda de joelhos no chão, e quando puxou seus cabelos para que ela levantasse os olhos viu seus olhos e não eram os olhos que gostaria de ver, boa parte de sua excitação se foi, mas não desistiria por enquanto, essa garota serviria, ela tinha cabelos da mesma cor de mogno daquela que estava mexendo com a sua cabeça e apesar de seus olhos serem azuis e não da cor de chocolate ele conseguiria exorcizar seus demônios com ela, era só fechar os olhos e imaginar a outra e foi isso que fez.
Seu braço levantou-se para dar a primeira chicotada nas costas imaculadas dela, fechou os olhos e imaginou sua menina ali, bastou este pensamento para que seu corpo todo se convulsionasse em deleite, a garota soltou um gemido baixo e Edward em sua fantasia imaginou ELA, aquela que se tornou dona dos seus pensamentos e por isso fez uma coisa que ele como Dom jamais havia feito, soltou a garota das amarras e a colocou deitada em um divã que havia na sala, olhando ao redor viu que estava sozinho, Aro havia se retirado, voltou-se para a linda mulher deitada no divã, ela o encarava sem entender, ele mesmo não entedia a única coisa que queria era aproveitar da sua fantasia e se afundar duro e forte dentro da garota que estava ali esperando pela sua próxima ordem.
Eu quero que você vire de costas e que não se vire para mim a não ser que eu lhe ordene entendeu cadelinha?
Sim mestre. Respondeu ela, mas aquela não era a voz que ele queria ouvir, então simplesmente ordenou.
Cale-se eu não quero ouvir a sua voz e não sou seu mestre você não passa de um pedaço de carne do qual eu preciso para me aliviar entendeu? Falou e deu um forte tapa nas nádegas dela deixando a marca de seus dedos, a garota deu um leve gemido e ele fechou os olhos imaginando a sua menina, sua excitação subiu em muitos graus e com um único movimento retirou suas roupas e em seguida pegou a garota pelos cabelos e a trouxe para si, começou apertando seus seios foi descendo até encontrar sua intimidade que já estava molhada para recebê-lo.
Hum você já esta pronta pra mim vadia, que bom não preciso esperar mais, eu vou me enterrar forte e duro e não quero que emita nenhum som estamos entendidos? Responda! Edward ordena levantando a cabeça dela, a garota só assente com a cabeça.
Sem esperar mais ele colocou a camisinha e colocou-se na garota que o lembrava tanto da outra, sentiu sua masculinidade ser acolhida e um arrepio de prazer atravessou seu corpo.
Isso cadelinha me acolha todo dentro de você. Disse dando outro tapa nela enquanto Samantha emitia sons de prazer, ela estava totalmente envolvida por mestre Cullen afinal isso não era atitude de um Dom, então deveria ter algo especial nela.
Não conseguindo mais se controlar estocou com força, em sua mente era a sua menina ali, sua menina da livraria, continuou entrando nela sentindo seu prazer cada vez mais próximo quando finalmente se liberou.
Abriu os olhos e foi como se tomasse um banho de água fria, apesar de ter satisfeito seu corpo sua alma continuava em pedaços, não eram aqueles olhos azuis que queria o olhando, eram olhos da cor de chocolate derretido que desejava e era o que teria. Levantou-se começando a se vestir enquanto a mulher que tinha usado para tentar afastar seus pensamentos da garota da livraria continuava esperando por suas ordens, em outros tempos talvez ela pudesse ser sua submissa, mas não agora primeiro ele precisava dominar aquela menina então depois disso quem sabe? Suas relações não costumavam durar muito e quando ele se cansasse dela, poderia continuar sua vida do jeito que sempre fez.
Terminou de se vestir e foi em direção à porta não sem antes dispensar a mulher.
Você pode se vestir, não vou mais usá-la. Disse ele saindo em seguida
Edward saiu da boate sem despedir-se de Aro seu mentor não ligava para essas convenções sociais assim como ele, viviam como queriam sem preocuparem-se com o que os outros pensariam e por isso eles ainda se davam tão bem. Já fora da boate Edward pensou o que poderia fazer para conseguir que Ela se submetesse a ele, a primeira coisa que precisava era descobrir tudo o que pudesse a seu respeito, isso seria fácil, chegando a sua cobertura telefonou para o homem que sempre lhe prestava esse tipo de serviço, pois no momento que encontrava uma nova submissa ele precisava saber tudo sobre ela, e o detetive Phil era o melhor em descobrir todos os detalhes que precisava sobre a vida dela. Terminou a ligação, Phil havia lhe dito que no máximo na tarde do dia seguinte ele já teria as primeiras informações, isso o deixou satisfeito, tão satisfeito que resolveu tentar dormir quem sabe hoje com seu corpo satisfeito e sua mente mais calma em relação à garota da livraria ele talvez consiga dormir, deitou-se e logo o cansaço o venceu.
Tudo estava escuro havia exclusivamente uma vela que iluminava o pequeno quarto, seu único brinquedo estava ao seu lado no colchão aonde dormia, seu urso Jack a única coisa que tinha restado de sua antiga vida, uma vida em que sua mãe sempre vinha lhe dar boa noite e lhe cobrir dizendo que o amava, mas um dia tudo acabou em sua mente infantil ele não entendia porque sua mãe o havia abandonado e nem porque seu pai não vinha mais brincar com ele, simplesmente haviam sumido o deixando sozinho com aquela mulher que dizia ser sua tia. Quando ela apareceu depois de seus pais terem sumido, Edward que tinha apenas quatro anos havia pensado que teria alguém para cuidar dele até seus pais voltarem, mas não foi isso que aconteceu aquela mulher tirou todos os seus brinquedos, menos o Jack porque ele tinha escondido, e depois o colocou ali naquele quarto escuro, Edward havia dito para a mulher que agora cuidava dele que sempre dormia com a luz acesa e ela simplesmente riu e disse.
Pois então já está mais do que na hora de acabar com esse medo, você não é mais um bebe moleque.
Mas a minha mãe disse que eu seria sempre seu bebe. Chorando ele falou, não gostava do escuro tinha medo dele será que aquela mulher não entendia?
A sua mãe esta morta entendeu? Agora você faz o que eu mandar e a partir de hoje vai dormir no escuro, mas como você parece achar que merece mais eu vou te transferir para um quarto onde eu tenho certeza que você vai aprender a não retrucar mais, agora venha. Edward a seguiu em sua inocência realmente achou que ela o colocaria em algum lugar que tivesse luz, mas então aquela mulher lhe colocou ali naquele depósito cheio de ratos e baratas e não adiantou nada Edward gritar e pedir ninguém vinha o ajudar então desistiu e aquela foi à primeira lição que ele teve em sua curta vida que ninguém mais se importava com ele.
Edward acordou empapado em suor, por isso ele não gostava de dormir, quando ele dormia as lembranças vinham à tona, lembranças de sua infância infeliz, depois desse sonho ele quase podia sentir as baratas subindo em seus braços e os ratos roendo seus cabelos. Levantou-se de um pulo e correu ao banheiro, ligou a ducha deixando a água quente cair em seu corpo ele precisava apagar aquelas lembranças ele precisava se sentir limpo.
Sua mente não sossegava apesar do banho, ainda sentia-se sujo, seu corpo estava tenso e sua cabeça doía como se tivesse agulhas espalhadas pelo seu couro cabeludo, mas Edward não tomaria remédio, ele preferia sentir dor, a dor era pungente, mas ela era melhor do que entorpecimento que um remédio causaria em seu corpo ele aprendeu há muito tempo que a dor era sua única amiga verdadeira, ela o manteve vivo, ela o fazia sentir, e isso era o que importava, ele precisava da dor.
Neste instante o telefone tocou o tirando dos seus pensamentos.
Edward Cullen. Atendeu ao telefone com seu tom mais arrogante.
Senhor Cullen sou eu Phil, já tenho o relatório que me pediu o senhor quer que lhe mande por email as informações que apurei?
Você já deveria ter mandado e não ter me ligado para perguntar uma coisa obvia como essa. Ele falou irritado com a incompetência do detetive
Sim senhor me desculpe senhor, mas eu pensei... Falou ele tentando se desculpar por sua burrice
Eu não lhe pago para você pensar mande agora o que já conseguiu e seu dinheiro estará em sua conta assim que eu tiver as informações que lhe pedi passe bem. Edward falou e desligou sem deixar que o outro terminasse.
Foi até o seu escritório e abriu seus emails e lá estavam às informações sobre a sua gata brava, seu nome é Isabella Marie Swan tem 24 anos, sem parentes vivos, mora em um pequeno apartamento em cima da livraria, não tem muitos amigos, a única amiga é Alice Brandon dona da livraria após a morte da mãe e que agora estava estudando em Milão, então isso quer dizer que Isabella era uma solitária, bom saber disso, esse era um ponto fraco e a melhor maneira de submeter seu inimigo era conhecer seus pontos fracos.
Edward olhou para o seu relógio Armani e notou que era meio dia ele não tinha mínima vontade de comer, mas de repente uma ideia surgiu ele poderia ir até o pequeno bistrô que ficava em frente da livraria onde a sua Isabella trabalhava e ficaria a observando, ainda não era a hora de confrontá-la, talvez mais tarde ele fosse até ela, mas enquanto isso poderia a observar de longe e assim manter longe os seus demônios.
Ele só precisava pensar em uma maneira de se disfarçar, não queria que acontecesse o que ocorreu na outra vez em que foi no pequeno restaurante, ele queria privacidade para olhar para sua Isabella, pegou uma touca que ele tinha dos seus tempos de boêmio em Paris, trocou de roupa colocando um jeans e uma camiseta simples e seus óculos escuros, estava pronto, agora poderia ir observar sua Isabella.
Chegou ao restaurante sentando-se em uma mesa que tinha uma grande janela por onde ele poderia observar sua garota, uma garçonete se aproximou lhe entregando o cardápio, ele pegou e a dispensou pedindo apenas uma água. Estava distraído olhando para a livraria quando ela surgiu em seu campo de visão, estava mais linda do que se lembrava, ele quase se levantou para sair do restaurante, mas se conteve ainda não era hora, esperaria o momento certo para aparecer para ela.
O tempo foi passando e Edward se deleitava a cada vez que a vislumbrava, cada sorriso que ela dava para os clientes que acompanhava até a saída era para ele como um analgésico poderoso seu corpo relaxava e até a dor de cabeça que tinha tido antes de vê-la havia sumido. Já eram quase 6 horas e Edward não havia arredado o pé do restaurante, tinha almoçado ali e agora estava tomando um café, estava frustrado, pois em um momento em que ele teve que ir ao banheiro havia perdido a chance de ouvir a voz da sua Isabella, ela havia vindo ao restaurante pegar alguns bolinhos e ele só conseguiu vê-la quando ela estava saindo, agora saboreando o seu café ele pensava se não havia chegado o momento de vê-la, quando ia levantar-se viu um rapaz entrar na livraria achou estranho, pois Isabella já havia colocado a placa de fechado, quem seria aquele garoto? Porque ele entrou mesmo com a placa de fechado? Será que era o seu namorado? Não podia ser, pois no relatório que recebeu não havia menção a nenhum namorado, mas mesmo que fosse ele não seria mais, porque Isabella agora era sua e Edward Cullen não dividia suas posses.
Saiu do restaurante e foi em direção à livraria estava preparado para convencer Isabella de que ela lhe pertencia, não se preocupava com aquele garoto ele nunca seria páreo para Edward Cullen, quando entrou ouviu a voz doce da sua garota, mas havia algo errado, ela estava nervosa e parecia com medo, Edward correu em direção as vozes alteradas e a cena que viu lhe deixou com sede de sangue.
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Acordar daquela maneira e fazer seu café da manhã não estava sendo comum para Isabella, não depois daquele sonho erótico que fora interrompido por seu despertador, seu cavaleiro estava tirando-a completamente dos eixos.
Bella pegou seu livro preferido e enquanto comia suas torradas, folheou a parte que parecia-se com seu sonho, leu e novamente se sentiu quente, não sabia o que acontecia com ela ao ler este livro, nunca teve esse tipo desejo, nem conhecia aquela pratica estranha descrita ali, muito menos conhecia sexo para saber o quão prazeroso poderia ser, era totalmente inexperiente, não sabia se dar prazer e muito menos a um homem, sentiu-se triste por sua inocência nesta pratica. É claro que um dia queria casar-se, queria entregar-se a seu marido, mas desejava que seu homem fosse tão quente quanto o seu cavaleiro negro.
Lembrou-se de sua mãe e como foi lastimável a sua vida enquanto estava junto dela, como ela havia perdido a vida deixando-a sozinha e sem nada, Renne havia entregado-se a um homem que só brincou com ela, consequentemente foi expulsa de casa por sua família e depois acabou descobrindo que estava grávida.
Foi inevitável para Isabella lembrar-se do canalha que a fez sofrer tanto, ela não havia conhecido seu pai, alimentava um rancor por homens como ele, lembrou-se novamente do cavaleiro negro que dizia não possuir sentimentos, mas havia algo nele que o tornava sensível, que o tornava humano, talvez fosse sua solidão, talvez fosse o medo de envolver-se, talvez fosse por ele também ter sido machucado, ele só queria se proteger de algo que ela ainda não havia conseguido desvendar, talvez devesse ler novamente, sabia que o livro teria continuação, talvez ele falasse do seu tormento em sua próxima obra, Bella gostaria de falar com o autor e saber mais, ela sabia que talvez nem conseguisse, ele devia ser famoso e inacessível.
E mais uma vez aquele estranho extremamente lindo e arrogante veio a sua mente, aquele rosto sedutor, aquele corpo quente e tão macio, e aquele beijo forçado que deixou-a tonta, será que ela o veria novamente?
Balançou a cabeça saindo de seu torpor e arrumou-se rapidamente, estava atrasada para abrir a livraria, o movimento já não estava lá essas coisas e se ela se atrasasse pioraria ainda mais, sabia que alguns alunos iriam usar as mesas da livraria hoje, essa era a vantagem de ter esse tipo de comercio perto de uma grande universidade, nem sempre os alunos tinham paz na biblioteca da universidade para estudar, por isso alugavam um lugar na livraria e isso era sua maior fonte de renda.
O dia se passou tranquilamente e o estranho de olhos verdes não apareceu e de certa forma ela sentiu-se melhor por isso, aquele homem enigmático não estava fazendo muito bem para a sua sanidade, já bastava seus pensamentos perturbadores com o cavaleiro negro. Depois de um dia exaustivo ela pôde enfim descansar, mas novamente teve sonhos nada inocentes com o mistérioso cavaleiro, e acordou totalmente suada e extremamente excitada.
E assim começou mais um dia recebendo os alunos, inclusive Mike Newton que não parava de olhá-la com aqueles olhos azuis causando-lhe náuseas, e sentimentos de repulsa, ela não apreciava aquele tipo de homem, Isabella foi para o computador na intenção de investigar sobre o autor de seu livro favorito, mas notou que a internet não havia voltado Bella bufou raivosa e tratou de etiquetar alguns livros, só assim podia distrair sua cabeça evitando pensar demais, aqueles malditos olhos verdes que ainda a perseguiam, deixando-a tonta.
Que tal almoçarmos juntos minha linda Bella? Mike pergunta assustando-a.
Você sempre me assusta. Ela sussurra para si mesma.
O que disse? Mike pergunta aproximando-se dela.
Obrigada pelo convite Mike, mas faço minhas refeições aqui mesmo. Bella responde e segue em direção as estantes.
Ah qual é Bella é só um almoço, que mal tem?Podemos almoçar no restaurante aqui perto. Mike tenta mais uma vez e começa a segui-la.
Eu agradeço o convite Mike, mas não vou aceitar, agora se me der licença tenho muitas estantes para limpar. Bella o despacha e o rapaz de olhos azuis promete a si mesmo que ela seria dele.
Quando Mike sai da livraria ela suspira aliviada e espera que não tenha mais acontecimentos como esse, reza para que Mike pare de uma vez de persegui-la, será que não percebia que não era correspondido? Será que ela não era dura o suficiente com ele? Será que teria que ser ainda mais direta?
Pelo resto da tarde ela continua a limpar e etiquetar já que sua internet ainda não havia voltado e não podia ver de quem se tratava o grande escritor de seu livro favorito, a tarde foi bem desgastante, tinham vindo varias pessoas em busca de livros para estudo, Bella passou a tarde indicando os melhores e ainda tendo que agüentar os olhares de Mike em sua direção, isso estava tirando-a do serio.
Perto das dezoito horas Bella preparava-se para fechar a livraria, todos os alunos já haviam se retirado inclusive Mike Newton logo a menina colocou a placa de indicação na porta, e aproveitou para colocar os livros na estante, escutou os sinos de que a porta tinha sido aberta, mas não teve sequer o tempo de olhar de quem se tratava, pois logo sentiu seu corpo ser prensado, e ela conhecia esse cheiro, ele lhe dava náuseas.
O que pensa que esta fazendo Sr. Newton. Bella pergunta virando-se bruscamente nos braços daquele homem.
Você tem que parar de bancar a difícil Bella, eu estou maluco por você. Mike pega uma mecha do cabelo dela e cheira, e ela bate na mão dele. Eu sonho com você todas as noites, venho ate aqui todos os dias somente para vê-la, você é tão linda Bella e eu a quero tanto, quero desde o dia em que te vi, mas você não me dá a mínima, não importa o que eu faça, você sempre me ignora e eu fico louco. Mike encosta mais perto de Bella e ela não tem como fugir, ele a esta imprensando com seu corpo, e as estantes não a deixavam escapar, mas estava decida em lhe aplicar um golpe nas partes intimas se ele continuasse agindo assim.
Mike afaste-se, eu não o quero, não vê que tenho nojo de você? Eu não queria dizer isso, não queria ser grosseira, mas você não me dá alternativa. Ela diz.
Bella eu sou apaixonado por você desde o dia em que coloquei meus pés nesta livraria, e agora você diz que tem nojo de mim? Eu não vou aceitar um não como resposta e muito menos que diga que sente nojo. Mike segura as mãos dela com força, colocando-as acima de sua cabeça, enquanto Bella respira nervosamente, não sabia o que aquele homem iria fazer com ela, poderia ate forçá-la a ter relações sexuais com ele, logo ela sentiu a força dele e o peso do corpo dele sentindo a sua excitação, sentiu-se ainda mais enojada e achava que vomitaria a qualquer momento, nem queria pensar no que aconteceria agora.
Mike para com isso está me machucando. Bella exige com as forças que ainda lhe restam. Quero que me solte agora. Ela grita.
Eu só quero você Bella. Mike fala e vai em direção aos lábios dela, enquanto Bella prepara-se para chutá-lo.
Se preza por sua vida é melhor soltar o que me pertence. Edward fala, e Bella logo se vira para aquela voz que ficou em sua cabeça por todo o dia, aquele homem que não saia de seus pensamentos que agora estava de maneira despojada, de touca escondendo seus cabelos e com óculos escuros o que o deixava ainda mais sensual, como ele podia ser tão magnífico?
Ora, mas quem é você? Mike pergunta e Bella acerta em cheio as partes intimas do homem que lhe causou tanta repulsa, enquanto Mike fica gritando Edward dá um soco no loiro com toda sua força e raiva, ele acerta por varias vezes com chutes Mike, que está estendido no chão.
Por favor, pare vai matá-lo. Bella segura no braço de Edward fazendo pará-lo, e os dois fitam-se sem conseguir parar, mas Bella como uma boa submissa não o olha nos olhos, nenhum dos dois sabe quanto tempo ficaram assim, mas foi o bastante para Mike recuperar-se a ponto de poder levantar para ir embora, o loiro não sabia de quem se tratava o homem que havia lhe batido, mas tinha a certeza de que não poderia enfrenta-lo cara a cara.
Você vai me pagar, vou processá-lo por isso e você Bella ainda vai ser minha. Mike cospe sangue e levanta-se cambaleando por causa dos golpes que recebeu.
É melhor se preparar frangote, pois não sabe com quem esta lidando, e não ouse nunca mais dirigir-se a Isabella. Edward ordena e Bella olha de olhos arregalados para ele, como ele sabia o nome dela?
Mike apenas sai pela porta limpando a boca, ele queria vingança e com certeza procuraria saber quem era aquele homem que ousou interromper o seu momento com Bella, enquanto isso na livraria Bella o fita querendo saber como ele sabia seu nome e quem era aquele estranho homem que sempre lhe salvava, nada era mais importante do que ele.
Como sabe o meu nome? Ela pergunta.
Sempre sei tudo sobre o que me pertence. Edward diz em seu tom raivoso.
Desde quando eu pertenço a alguém por acaso é louco? Ou trabalha no FBI ou a CIA por acaso?. Bella começa a andar nervosamente, primeiro Mike e agora esse homem arrogante e sexy esta chamando de sua, por Deus ele era um maníaco?
Talvez eu seja, mas o fato é que salvei sua vida novamente. Edward dá um sorriso torto ao ver o semblante dela, enquanto Bella pensa sobre ele ser bipolar.
Sim e agradeço por isso, mas isso não te dá o direito de achar que sou sua. Edward a vê virar novamente a gatinha brava. A propósito o que está fazendo aqui? Ela pergunta vendo que ele sorria daquela forma sexy, tão dele.
Vim vê-la e exigir que seja minha. Ele diz simplesmente deixando-a mais ainda atônita.
Pessoas comuns que estão interessadas em outra não exigem isso, elas a chamam para sair, convidam para um café para que conversem. Bella começa a andar pela livraria organizando o restante dos livros para poder fechar, mas ela sente o maravilhoso perfume dele e sabe que a está seguindo.
Então exijo que saia comigo. Ele diz e ela vira-se para ele.
Eu não vou sair com você, nem o conheço, nem sequer sei o seu nome. Ela diz o fitando e pensando que poder era aquele que ele tinha sobre ela.
Edward. Ele diz simplesmente. Este é o meu nome, agora saia comigo. Ele se aproxima dela.
Pois muito bem senhor Edward, a minha resposta é não. Ela diz e adora como o nome dele sai de sua boca. Eu não irei sair com o senhor, mas posso lhe oferecer um café em retribuição por ter me salvado duas vezes. Bella profere e depois se arrepende ao ver o sorriso arrogante e perverso que aparece no rosto dele, como ela era presunçoso e extremamente lindo.
Deveria me oferecer bem mais do que isso, mas me contento com o café por enquanto. Ele responde em sua velha forma arrogante.
Já lhe disserem o quanto é arrogante e presunçoso? Ela pergunta atônita com as ousadias daquele homem que agora tinha um nome.
Todos tem medo de dizer algo assim. Ele diz friamente, lembrando-se do quanto às pessoas e suas submissas curvavam-se diante a ele, mas aquela garota era topetuda e totalmente desejável.
E eu devo ter medo? Por acaso é louco ou é um psicopata que pretende matar-me se eu não for sua como pensa? Por acaso está obcecado por uma garota sem graça como eu? Bella vira-se totalmente para ele e sente sua boca secar quando ele se aproxima daquela maneira perigosa, fazendo seu corpo arrepiar-se.
Está com medo agora? Ele responde com outra pergunta, Edward segura no queixo dela fazendo-a levantar o rosto, mas Bella como uma boa submissa baixa seu olhar. Olhe para mim e responda-me. Ele ordena e ela obedece perdendo-se nos olhos verdes que tem o poder de enfeitiça-la.
Não estou com medo. Ela responde sem parar de olhar naqueles olhos.
Ótimo, não quero que sinta medo e não é sem graça na verdade você é muito gostosa. Ele responde e solta o queixo dela afastando-se um pouco para pensar coerentemente, essa garota estava tirando-o dos eixos, enquanto Bella cora pela afirmação dele.
E se o senhor for algum tipo de maníaco saiba que tenho muitas facas em minha cozinha e posso fazer bem pior do que com Mike. Ela diz depois de balançar a cabeça para sair de seu torpor, ou seja, lá o que for.
É claro que tem Isabella. Ele fala fitando-a intensamente, enquanto ela arrepia-se por inteiro e fecha os olhos com o som de sua voz chamando por seu nome.
Bella termina de guardar os livros em silencio, e segue para o balcão para guardar suas coisas e desligar seu computador, enquanto Edward apenas a olha.
Podemos ir agora. Ela diz e sai pela porta seguida por ele.
Mora aqui perto? Ele pergunta fingindo não saber, não queria assusta-la tanto.
Moro no andar de cima. Ela responde trancando a livraria, ainda pensa se seria bom ter este homem em seu pequeno apartamento, ele parecia ser rico demais, e intenso demais, estava deixando-a embriagada apenas com sua presença, mas a menina é interrompida por um miado fraco viu que era um gato muito pequeno, e estava com um olho sangrando, alguém havia com toda certeza o apedrejado.
O meu Deus o que fizeram com você. Bella abaixa-se pegando o filhote em seus braços. Podemos subir senhor Edward. Bella se dirige ao homem.
Vai levar este gato terrível com você? Ele pergunta incrédulo.
Vou sim e porque não? Ela pergunta.
Ora porque é um animal horrível e um vira-lata, pode ter doenças. Ele responde e Bella segue subindo as escadas.
È por isso que tem grande valor, ele é só um animal indefeso Sr. Edward e merece ser cuidado e não humilhado ou maltratado. Ela diz e ele estaca no lugar, ele fora assim um dia, maltratado.
O que houve Senhor? Ela pergunta preocupada por ver o homem de face sombria.
Não é nada, pode continuar. Ele sai de suas lembranças. Você realmente é uma garota ingênua não é? Ainda acredita que se deve ter compaixão pelos mais fracos, mas tenho algo para te ensinar minha pequena a única coisa que realmente importa para os maltratados e desvalidos como esse gato é saber quanta dor eles podem suportar e continuar vivendo. Ele continua.
Acho que já fiquei sozinha tempo demais e quando me ajudaram senti-me grata e querida, por isso procuro ajudar a quem precisa, pode ser ingenuidade, mas procuro ver o melhor ate nas piores situações. Ela diz e ele permanece calado apenas olhando para aquela mulher forte e destemida.
Bella da de ombros e segue para a porta de seu pequeno apartamento, ela coloca o gatinho no chão e procura as chaves, mas não consegue achar devido a tantas coisas em sua bolsa, por isso agacha-se para procurar retirando o livro que estava no fundo da bolsa, e buscando ate encontra-la e quando sobe seu olhar vê Edward segurando seu livro e sorrindo daquela forma arrogante e divertida ao mesmo tempo.
Você o lê? Ele pergunta.
Sim e posso dizer que este é o meu livro favorito. Bella responde e abre a porta, pegando o gato e sua bolsa.
Diga-me por que. Ele novamente pergunta, mas agora curioso.
Pelo simples fato de que narra a historia de um homem amargurado por algo do passado que busca por alguma coisa em todos estes tipos de relação que tem com todas essas mulheres, talvez esta seja sua válvula de escape, mas acredito que ele só precise de alguém que o ame e dê a ele tudo que merece, ele só precisa conhecer a felicidade. Bella diz e vai buscar a caixinha de primeiros socorros limpando o olho do gato enquanto Edward ainda fica parado assimilando tudo o que acabou de ouvir.
Talvez ele não queira amor. Ele responde e seu semblante frio reaparece.
Ele talvez não saiba o que é isso e pense dessa forma. Bella diz e continua a limpar o gato que mia sentindo o efeito do soro. Você vê, todos querem ser amados e cuidados. Ela refere-se ao animal que agora esta em seus braços.
Por favor, sente-se, eu acabei aqui e irei fazer nosso café. Bella diz e coloca e leva o gatinho para a cozinha que ficava no mesmo cômodo da sala, havia apenas um balcão dividindo o cômodo, os dois olham-se mais um pouco, talvez na busca de se entenderem.
Você fala dele como se soubesse exatamente do que ele precisa, você tem ideia do que ele passa ou passou? Edward pergunta olhando-a curiosamente.
Na verdade o autor não deixa claro sobre o passado dele, e sinceramente gostaria de desvenda-lo, gostaria de conhecer o autor e perguntar isso a ele, mas pelo visto terei que esperar a segunda obra. Bella responde e fica vermelha pela intensidade da mirada dele, enquanto Edward sorri com a novidade, então ela gostaria de conhecê-lo, resolveu puxar mais informações.
Então você também o lê? Ela pergunta enquanto prepara o café.
Sim e não tenho a mesma opinião que você, talvez ele goste e precise desse tipo de relação, ele pode ter encontrado mulheres que apreciem esse tipo de pratica Srta. Isabella. Edward diz e Bella vê que o café já esta pronto, leva duas canecas fumegantes e senta-se no outro sofá.
Talvez tenha razão. Ela diz e beberica em sua xícara enquanto ele faz o mesmo.
Você gosta disso não é? Gostaria de ser uma dessas garotas não é Isabella. Bella engasga-se com o café, como ele sabia daquilo?
Essa é uma pergunta um tanto pessoal não acha Sr. Edward? Ela diz apenas
Só responda-me. Ele ordena e ela novamente se sente compelida a responder.
Talvez sim, talvez eu desvendasse o seu medo, e poderia fazer algo para ajudá-lo entende? Talvez nós fossemos bom um para o outro. Ela responde e baixa seu olhar novamente
Posso dizer o que acho desta obra e de seu autor, acho que tudo isso não passa de uma porcaria escrita apenas para encher a cabeça de garotas ingênuas como você. Edward fala jogando o livro em cima da mesa de centro dela. — Sei que aprecia esta literatura e que ate parece apaixonada por um personagem como esse, mas sinto dizer Isabella que este homem que fala um monte de baboseiras, que tem essas mulheres como suas escravas, que pratica sexo violento não passa de alguém perturbado que não aprecia o amor, então por isso pare de sonhar com algo que não existe. Ele diz de forma fria e arrogante, e ela se pergunta o que aconteceu para que ficasse daquela forma, ele parecia ate feliz por ela ler o livro.
Então talvez você seja como ele, apesar de ter muito dinheiro não sabe o valor de nada, não sabe nada sobre sofrimento Sr. Edward. Bella pega seu livro e o coloca longe daquele homem bipolar.
Acho que sei o suficiente. Ele diz e sai do apartamento dela sem mais nem menos, ele precisa extravasar agora, essa mulher tinha o dom de provocá-lo, de deixá-lo ainda mais perturbado, resolveu sair antes que a força-se a ter sexo violento com ele e não queria assustá-la, ele a queria mais do que nunca como sua submissa, teria com ela tudo que desejava, tudo o que precisava para sua alma, mas ela não devia ter falado de paixão perto dele, não quando ele sabia que o cavaleiro negro era sua criação, era baseado em sua personalidade.
Enquanto isso Bella fica se perguntando o que teria sido aquilo, o porquê daquela reação? O que houve com aquele homem enigmático? Porque ele havia ficado assim tão perturbado com o que ela achava de seu cavaleiro, e novamente foi interrompida por um miado baixo, a menina sorriu e olhou para a tigela de leite, vendo-a vazia, pegou o gatinho em seus braços.
Acho que vou chamar você de Spok o que acha? Sr. Spok é bem legal não é? Ela pergunta ao gato que fecha os olhos.
Ele me confunde Sr. Spok, o Sr. Arrogante é bem confuso não é? Ela conversa com o gatinho que agora dorme em seus braços. — Ele tem tanto ódio dentro dele que o torna tão frio, mas eu acho Sr. Spok que uma pessoa não pode odiar tanto como Edward, parece fazê-lo sem ter a habilidade de amar no mesmo grau. Ela continua seu pensamente, mas a menina trata de arrumar uma caixinha para que ele possa dormir, e em seguida tenta dormir mesmo com aqueles olhos verdes em sua cabeça.
Estava novamente vendada e muito excitada, não sabia onde estava, mas agora não sentia nenhuma superfície perto, estava amarrada com as mãos acima de sua cabeça, deveria ser algo no teto, pois estava com os braços esticados, sabia que estava sem roupa, estava um tanto quente, podia sentir um cheiro delicioso de essências. Alguém se aproximava e ela sabia exatamente quem era seus sentidos ficavam ainda mais aguçados quando estava vendada, logo ficou na expectativa do que ele faria, respirou ofegante em meio a tanta expectativa.
Sentiu o homem aproximar-se, sentiu o macio peito dele desprovido de roupas encostar-se em suas costas, sentiu a grande excitação que estava em suas nádegas deixando-a mais desejosa, sentiu-se ainda mais entregue quando ele lhe colocou os cabelos para um lado e aspirou em seu pescoço, por Deus ele iria matá-la se continuasse com tantas provocações, seu ventre estava tão quente.
Mas não fora só isso que a excitou, aquele homem tinha o poder deixá-la totalmente arrepiada, e quando sentiu os dedos longos passearem por seu braço ele teve a certeza de que o conhecia.
Diga a seu mestre que me pertence Isabella, diga que me pertence. Ele falou em seu ouvido e ela agora teve a certeza de que aquele era Edward, o homem magnífico e arrogante era sim o cavaleiro negro.
Ela acorda por si só, mas sente o poder que emana daquele homem, ainda estava completamente arrepiada e totalmente excitada, estava ficando completamente maluca, não sabia o que Edward havia feito com ela, agora ele se tornou a imagem de seu cavaleiro negro, ele a estava deixando completamente maluca, completamente excitada, estava desconhecendo-se, parecia que havia virado uma pervertida. Ela olhou no relógio e viu que já havia amanhecido, tratou de tomar banho, cuidar do seu gatinho e deixá-lo confortável, teria que ir ao mercado comprar ração para o Sr. Spok que parecia mais animado, Bella deu um banho rápido nele mesmo sobre protestos, fez um novo curativo e tratou de dar mais leite enquanto ia ao mercado.
Bella enfim chega à livraria e reza para que Mike não apareça, não queria ver a cara quebrada dele, mas não deixa de rir ao lembrar que Edward havia lhe dado uma bela lição, logo ficou seria ao perceber que o belo homem de olhos verdes não sairia mais de sua vida e seus pensamentos, perguntou-se se ele viria à livraria hoje, será que viria com a mesma historia de que ela era dele? A menina foi interrompida por um entregador que vinha com um envelope preto de letras douradas.
Você é a senhorita Isabella Swan? O rapaz pergunta.
Sim sou eu. Bella sente-se confusa com a entrega.
Assine aqui, por favor. O rapaz mostra o envelope e onde ela deve assinar.
Depois que o homem sai ele lê seu nome em lindas letras douradas naquele envelope, abriu e viu que se tratava de um ingresso para uma sessão particular de autógrafos do autor seu livro favorito, Bella abre a boca em sinal de surpresa e felicidade ao mesmo tempo, mas quem havia enviado aquele presente? Procurou dentro do envelope e viu um pequeno bilhete com uma caligrafia linda.
Espero que tire suas próprias conclusões
Edward.
Ela ficou ainda mais surpresa ao saber que se tratava do homem com quem havia sonhado a noite anterior, e logo se pergunta se ele estaria lá, encontrar-se-iam lá? E como seria? Deveria agir de forma natural? Deveria indagá-lo sobre o ocorrido e principalmente sobre o que ele sempre faz questão de dizer? Dizer que ela era sua? Não tinha as respostas para aquelas indagações, mas teria em breve e rezou para que o dia se passasse rápido, pois o grande evento aconteceria amanha a noite.
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