Senhor Do Prazer
21 Capítulo 19
Notas iniciais
Edward ficou muito perturbado com a revelação que teve, havia se apaixonado finalmente, mas o que aquilo significaria? Não queria que acontecesse isso, mas quando percebeu Isabella já tomava conta de sua alma, cansado de tantas indagações foi deitar-se ao lado do seu lindo cisne, amanhã tomaria uma atitude em relação a isso...
Dedos quentes e deliciosamente macios tocavam suas costas nuas, parecia que o dono daquelas mãos estava imaginando que sua coluna era um violão em que ele podia dedilhar notas musicais, que sua coluna era perfeita para traçar linhas e consequentemente leva-la a loucura.
Bella não evitou o sorriso ao reconhecer que aquelas mãos pertenciam a Edward, seu corpo sabia reconhecê-lo em qualquer situação, toda sua pele esquentava como brasa, e arrepiava-se, mas ela sabia que esses arrepios eram causados pela excitação e pelo amor que sentia por aquele homem.
– Você fica ainda mais linda quando sorri assim. — A voz rouca e sedutora de Edward faz aumentar ainda mais o seu sorriso.
– Eu tenho um grande motivo para sorrir assim, afinal nem todas as mulheres tem a mesma sorte que eu tenho, em ser acordada por um lindo homem. — Bella diz e ganha um beijo lento de Edward que sorri com as palavras dela, sentia-se feliz enfim ao lado de seu cisne.
– E ainda mais sorte por ganhar beijos tão deliciosos, mesmo estando descabelada e com certeza horrível. — Bella faz questão de mostrar a ele toda a sua felicidade por estar ganhando um carinho como aquele, parecia mesmo que a conversa da noite passada havia surtido um efeito ainda melhor do que ela esperava.
– Você parece não se enxergar com tanta clareza meu doce cisne, nada se compara a você Isabella, nada é tão lindo como você. — Ele acaricia o rosto dela de uma forma totalmente desconhecida por ela, algo estava mesmo diferente.
– Algo está diferente. – Isabella o toca no rosto, e encara os orbes verdes que pareciam querer lhe dizer alguma coisa. – Você parece mudado.
– Nada pode permanecer igual quando você está envolvida Isabella. Novamente ele a beija. – Você é como um anjo capaz de trazer luz onde quer que esteja, até mesmo em alguém com a alma tão negra como a minha.
– Edward, nenhum homem pode ser mais perfeito que você. — Ela toca os cabelos dele, aquela faceta era de seu pequeno menino perdido e não da figura dominadora, Edward era constituído de muitas facetas. – Todos nós temos nossos momentos de ogro, você principalmente. — Bella ri na última parte, não queria que ele ficasse chateado com ela.
– Mas você tem o melhor coração que tive o prazer de conhecer, apesar de negar que possua um, você Edward Cullen é um grande homem. — Bella toca o peito forte.
– Talvez eu realmente tenha, e este coração com certeza é você. — Ele diz, e Bella já estava prestes a perguntar o porquê daquela mudança, quando ele lhe ataca os lábios num beijo cheio de urgência, e lhe leva no colo para um delicioso banho onde ele a toma daquela forma selvagem, porem diferente de qualquer outra vez.
Depois de tomarem café juntos Edward pede licença para que possa fazer algumas ligações em seu escritório e Bella aproveitando os minutos que ficaria longe dele liga para sua amiga Alice, que atende ao telefone contente com a grande novidade de que estava enfim voltando para Seattle depois de ter terminado seu semestre em Milão, Bella não cabe em si de felicidade por finalmente ver a sua amiga que tanta falta lhe faz, porém não deixa de pensar que teria que voltar ao seu apartamento para recebê-la e afastar-se de Edward não era bem o que queria, não depois da maravilhosa fase que estavam vivendo.
Bella começou a pensar em seu passado em como tudo havia mudado completamente depois que seu mundo começou a girar em torno de Edward Cullen, estava muito feliz após tantas turbulências pelas quais havia passado, parecia que a tempestade tinha mesmo passado e que a bonança enfim havia chegado a sua vida.
Sorrindo ela foi ajudar Sue a preparar um bolo de chocolate, os dois tinham combinado de assistirem filmes na sala de cinema que a cobertura possuía, Bella havia dito a ele que amava guloseimas como aquela que estavam fazendo e havia convencido Edward come-las junto com ela. Depois de prepararem vários doces Bella olha no relógio notando que Edward estava demorando demais no escritório, e torce para que não sejam problema, que possam atrapalhar aos dois no programa que haviam combinado de fazer.
Ela vai até o escritório parando na porta e contemplando o homem vestido em roupas casuais e negras, como ela gostava, virado de costas contemplando a paisagem que Seattle lhe dava enquanto falava em outra língua ao telefone com quem quer que fosse, logo Bella sente o velho e bem vindo frio da excitação e da paixão, por isso em vez de entrar e abraçar ao homem como gostaria, retira-se indo até seu quarto escolhendo uma lingerie sexy para vestir, sabia que Edward era um dominador, que ele tinha suas necessidades assim como ela de submissa, estava resolvida a fazer um deliciosa surpresa a ele, afinal aquele era um fim de semana e os dois ainda mantinham uma relação D/S mesmo que diferente de outros casais.
Dentre muitas peças ela escolheu a branca com ligas, ele adorava chama-la de cisne, então não via o porquê de não fantasiar-se fazendo jus ao seu apelido.
Bella vestiu-se com a lingerie, passou uma maquiagem leve e colocou um batom rosa nos lábios, olhando-se no espelho notou o quão virginal parecia, esperava que ele aprovasse.
Ela vestiu um robe de seda também branco e se dirigiu a passos largos ao escritório de Edward onde ele ainda continuava a falar ao telefone.
Devagar Bella trancou a porta, e foi de encontro a Edward, abraçando-o pelas costas e dando beijos leves ainda por cima da camisa.
Edward por sua vez não se assustou ao sentir os braços de sua amada ao seu redor, havia sentido o cheiro dela desde a primeira vez em que ela foi até seu escritório, Isabella nunca poderia se esconder dele, pois ele sempre a acharia, ele podia senti-la a qualquer distancia, seu coração e seu corpo a reconheceriam em qualquer lugar.
Edward pegou uma das mãos dela entre as suas e as beijou, desligando o telefone sem nem ao menos despedir-se de um de seus assessores, falaria com ele depois, afinal ninguém questionava suas ações, todos o temiam e isso era bom, ele só não gostaria que sua Isabella o temesse, queria que ela o amasse.
– Você estava demorando, e eu senti demais a sua falta para esperar tanto. — Ela diz fazendo-o sorrir, Isabella era mesmo sua cura, era a sua felicidade, aquelas palavras o faziam sentir-se novamente vivo e importante para alguém.
– Desculpe anjo, mas tive que fazer muitas ligações. — Ele vira-se para poder ver seu cisne que lhe faz tão bem deparando-se com a perfeição a sua frente, sua Isabella estava linda com os cabelos soltos em suaves cachos, assim como os olhos brilhantes e um grande sorriso em sua boca pintada de rosa, ela estava em uma mistura perfeita entre um anjo de candura e a própria Lilith tentando aos homens desavisados, ela sabia exatamente como agrada-lo.
Bella vendo que Edward não conseguia tirar os olhos dela abre o robe mostrando a ele a lingerie que vestia, atraindo ainda mais a atenção de Edward para o seu corpo parcialmente vestido.
– Isabella. — Ele a chama com a excitação no seu auge, não imaginava que sua Isabella lhe faria uma surpresa como aquela, ela estava mesmo vestida como um lindo anjo sedutor, como seu cisne branco, gracioso, doce e ao mesmo tempo tentador demais para um pecador como ele, ela parecia seu fruto proibido e o seu paraíso.
– Eu estou sendo o que você deseja Edward, o seu cisne, o seu anjo, e o mais importante estou sendo a sua mulher, aquela que é capaz de lhe dar colo quando você precisa e aquela que lhe dá o prazer que você necessita, eu sempre serei o que você quiser.
– Sim você é só minha Isabella, apenas minha e sempre será. Edward a coloca sentada sobre a mesa de seu escritório e mais uma vez a toma de forma selvagem e possessiva mostrando a ela e a si mesmo que ela pertencia somente a ele.
Os dois estavam entrelaçados na cama, pernas e braços confundiam-se em um emaranhado, respirações ofegantes misturavam-se e o cheiro de sexo estava por todo o quarto. Pela primeira vez Edward havia feito sexo usando de carinhos, e tinha aproveitado cada minuto.
Na outra vez em que fez sexo convencional não sentiu nada, na verdade não conseguiu nem mesmo ter uma ereção, era por isso que Beatrice o perseguia ela insistia em terminar o que haviam começado.
Mas, agora com Isabella estava totalmente realizado, nunca pensou que poderia ser assim, toda esta entrega de corpos e almas, sim! Sua alma também estava envolvida, olhou para seu lindo cisne, ela dormia tranquilamente totalmente entrelaçada nele.
Edward retirou alguns fios de cabelo que estavam grudados em sua testa e ficou a observando, jamais poderia imaginar que um dia sentiria o que sentia agora, essa emoção que tomava conta do seu corpo e que lhe aquecia a alma, acariciou o rosto de seu lindo cisne e não se contendo mais deixou suas emoções tomarem conta e sussurrou
– Mia amata Isabella tu sei il mio cuore, la mia anima la luce che illuminava la mia vita (minha amada Isabella você é meu coração, minha alma a luz que iluminou a minha vida)
Sentiu Isabella remexer-se em seus braços e abrir os olhos encarando-o
– O que significa isto que você acabou de dizer? – pergunta ela
– É italiano minha segunda língua, minha mãe era italiana. Pelas histórias que me contava minha mãe e sua família vieram para os Estados Unidos quando ela não passava de uma criança, mas na sua casa sempre falavam em italiano e quando aprendi a falar ela me ensinou sua língua materna. – disse Edward abraçando-a com mais força como se tivesse medo de perdê-la, Isabella estava sentindo-se no céu, seu cavaleiro negro estava dividindo coisas do seu passado, coisas que ela sabia serem importantes para ele.
– Mas você não me respondeu o que significa o que acabou de falar – Isabella esperava que ele dissesse que estava se declarando a ela este era seu sonho
–Você não vai desistir enquanto eu não lhe falar não é? – perguntou Edward com um tom brincalhão em sua voz
– Não Senhor Cullen é da minha natureza ser curiosa, quando criança a madre do orfanato onde fui criada, estava sempre me chamando atenção – Isabella falou sorrindo ao se lembrar daqueles momentos da infância
– Nunca lhe disseram que a curiosidade matou o gato? – falou Edward com um sorriso, Isabella prendeu o fôlego, este homem com o rosto sério já era uma perdição, agora ele sorrindo era totalmente letal, tomou uma respiração profunda e insistiu estava realmente curiosa.
– Por favor, me diga – pediu novamente.
– Está bem Isabella, não era nada demais eu só disse que você fica linda dormindo – Edward mentiu, porque não estava preparado ainda para falar sobre sentimentos, ele falou aquilo, pois pensava que Isabella estava dormindo não queria que ela escutasse, foi mais um desabafo da sua alma não era algo que queria dizer em voz alta.
– Ah! – disse Isabela, parecia estar um pouco decepcionada mas logo sorriu e perguntou
– Então Senhor Cullen o que faremos pelo resto do dia? — Perguntou, se inclinando sobre ele.
– Tenho algumas ideias – falou Edward – E todas envolvem nós dois neste quarto – disse Edward,
– Gostei desta ideia Senhor Cullen – Ela ficou ali, observando-o, os olhos dele escureceram enquanto a olhava, Edward estava muito afetado por Isabella, seu corpo junto ao seu lhe tirava a consciência só conseguia pensar em fazer amor com seu lindo cisne, ficou tão alheio a todo o resto que esqueceu-se de suas cicatrizes, Isabella já tinha visto algumas e as tocado mas, nunca a luz do dia como agora.
Isabella passou os lábios nas marcas arredondadas que pontilhavam um antebraço pareciam, ela estremeceu, queimaduras de cigarro. Devia haver pelo menos vinte delas. Uma cicatriz longa e nítida ia do ombro direito ao quadril, desigual e vermelha. E havia outras, de diferentes comprimentos e espessuras, todas lembranças vívidas de que aquele homem possuía tantos segredos, vira tanta dor. Não era surpresa ele ser tão cínico.
Passou as mãos pelas costas de Edward, acariciando a pele, o puxando para mais perto. Ele se afastou e a encarou, a expressão era feroz e ao mesmo tempo gentil. Um homem de contradições, de segredos, de tristezas. Isabella o tocou no rosto, e Edward a beijou, profundamente desta vez. Bella retribuiu o beijo, se rendendo ao contato da boca e das mãos dele, ao prazer e à pressão crescentes dentro de si. Fechou os olhos quando ele baixou a cabeça rumo ao corpo dela, fazendo-a se sentir mais estimada do que nunca. Edward a beijou em todos os lugares, os lábios se prolongando nos pontos, saboreando enquanto ele movimentava a boca por sobre os seios, pela barriga, pelas coxas. Sentia como se ele estivesse conhecendo seu corpo, memorizando-o e venerando-o ao mesmo tempo. E quando não conseguiu aguentar mais, o empurrou para que ficasse de costas, e começou a conhecer o corpo dele, deixando as mãos deslizarem pela pele macia, pelos músculos rijos. Mesmo com as cicatrizes, ele era um homem belo, o corpo talhado à perfeição.
O quanto queria conhecê-lo. Pousou os lábios no corpo dele, conhecendo-o então do jeito que podia. Edward resistiu ao toque dela, tirando-lhe a mão quando os dedos roçaram a cicatriz. Bella o impediu. Uma necessidade instintiva e profunda a fazia querer tocá-lo, não apenas uma carícia de amantes, mas um bálsamo curativo. Gentilmente, ela correu o dedo pela saliência da cicatriz no torso. Ele tremeu.
— Não...
— Isso dói...?
Edward a encarou, a expressão honesta, mais franca do que ela já vira. Ele a olhava com fervor e esperança.
— Não.
Deixou os lábios na cicatriz, beijou por todo o corpo dele, gentilmente, como em uma reverência, como se o toque pudesse curá-lo. E parou por um instante, os lábios pairando acima dele, a percepção indesejada pulsando dentro dela. Queria que fosse mais do que algo simplesmente físico. Não com um homem como Edward, um homem endurecido, cínico, reservado... Edward deve ter notado a hesitação dela, sentido algo do conflito que ela estava passando, ou talvez ele deve ter sentido a mesma coisa. De repente rolou, deitando-a de costas, e depois de colocar um preservativo rapidamente, mergulhou para dentro de Isabella em uma única e suave investida. Bella arfou em voz alta diante do prazer intenso e maravilhoso que lhe invadiu quando o corpo dela aceitou e envolveu o dele. Todos os pensamentos e temores foram eliminados pela sensação enquanto Edward se movimentava dentro dela, e pela transformação do ato de amor em sexo: simples, básico e natural, ambos correspondendo ao prazer que crescia a cada investida, até que Isabella finalmente gritou de prazer, agarrando-o conforme sentia-se dissolver e então se recompor nos braços dele.
Edward deitou-se de costas, o coração pulsando e os olhos explorando as consequências do que havia acabado de acontecer entre eles. As lembranças dos lábios de Isabella sobre suas cicatrizes faziam seu âmago queimar e contrair, não era uma sensação agradável. Tivera muitas reações à pilhagem que o corpo tolerou, desde as queimaduras de cigarro feitas pela tia quando ele a irritava, até o ferimento a faca, conseguida quando um cliente de Lizbeth achou divertido vê-lo sangrar.
Isabella saiu de seus braços, e o encarou em seu olhos podia ver a tristeza, o choque e a dor.
— Você está chocada — ele falou baixinho. Sem emoção. Como se já tivesse encontrado tal choque, e talvez até mesmo repulsão.
Isabella balançou a cabeça. Estava chocada, mas mais do que isto.
— Triste — ela sussurrou. — Por você. — Ela não perguntou o que tinha acontecido, ou como Edward ganhara tantas cicatrizes diferentes no corpo, mas ele queria contar, queria que Isabella conhecesse esta parte dele.
– Quando meus pais morreram, tinha 4 anos eu não tinha avós, então uma tia irmã da minha mãe, foi me buscar na casa de acolhida onde eu estava, fui morar com ela. Nos primeiros dias enquanto a assistente social nos visitava para ver se minha tia me tratava bem, ela cuidou de mim, não era a mesma coisa que eu tinha com meus pais mas eu estava feliz por ainda ter alguém que se importasse comigo. – Isabella não disse nada, sabia que havia mais, deixaria que Edward desabafasse ele continuou.
– Chegou o dia em que a assistente social não veio mais, eu lembro que neste dia estava brincando no jardim quando minha tia chegou, ela me puxou pelo braço e levou-me para dentro de casa, mandou que eu colocasse todas as minhas coisas em um saco e me fez subir até um quartinho que tinha no porão, era um lugar úmido e cheio de ratos então eu perguntei o que nós fazíamos ali, eu não gostava daquele lugar queria voltar para o meu quarto, minha tia falou que a partir daquele dia o meu quarto era aquele e me empurrou para dentro, eu chorei, gritei, implorei que ela me tirasse dali, eu estava com muito medo nunca havia ficado no escuro lembro que os ratos subiam nos meu pés e quanto mais eu tentava me desvencilhar deles mais eles se grudavam em mim. – Edward quase conseguia sentir aqueles animais subindo nele, por isso não gostava de falar sobre este assunto, pois sempre que relembrava era como se sofresse tudo outra vez.
– Algumas horas depois minha tia apareceu para me dar comida, que consistia em um pão velho e água, eu não quis comer e joguei longe o pão e a água, ela ficou furiosa e foi esta a primeira vez que queimou-me com um cigarro e a partir deste dia sempre que eu desobedecia ou fazia algo que desgostasse Lizbeth eu era castigado brutalmente, ela tinha prazer em ver o meu sofrimento, estas cicatrizes que você beijou com tanto carinho são efeitos da minha infância, quando Esme me encontrou, ela e Carlisle me ofereceram uma cirurgia plástica para pelo menos amenizar um pouco das cicatrizes, mas eu não aceitei, estas cicatrizes são parte de quem sou, elas fazem parte de mim, assim como agora você meu lindo cisne também faz – dizendo isso Edward se inclinou para beija-la e secou com os lábios as lágrimas que Isabella derramava por ele, aquela demonstração de amor era como um bálsamo que curava uma por uma todas as suas feridas.
Depois de seu desabafo Edward deitou-se e a puxou para seus braços, aconchegou-se nela e dormiu. Isabella ainda ficou mais alguns momentos acordada olhando para seu Mestre, seu cavaleiro negro ele era tão lindo e tão cheio de mágoas, ela só queria poder voltar no tempo e defender o menino que Edward foi, não deixar que aquelas pessoas fizessem tanto mal ao seu Cavaleiro, mas então ele não seria o seu Edward e como ele mesmo disse todas as suas cicatrizes, todo o seu sofrimento faziam parte dele, com esses pensamentos Isabella acabou por adormecer
“Parecia que estava em mundo paralelo onde à realidade e fantasia se confundiam. Estava descalça na cobertura de Edward, mais precisamente no corredor onde dava para o quarto de jogos.
Estava vestida numa camisola de seda negra assim como Edward havia solicitado, aquela noite tinha sido desgastante para os dois, mas ao mesmo tempo tinha sido a conversa mais franca que tiveram durante o período em que estavam juntos. Sentia-se pela primeira vez confiante na relação que estava mantendo com ele, por isso acelerou seus passos e parou em frente a porta de madeira negra, estava prestes a mais uma vez submeter-se a ele, as suas vontades, e receber em troca um prazer sem limites. Amava o modo como os corpos se conectavam em qualquer lugar em que estivessem, porem aquele quarto parecia ser ainda mais afrodisíaco.
Sorriu consigo mesma até que ouviu gemidos vindos de dentro do cômodo, eram gemidos femininos e não lhe pareciam ser de dor, pelo contrário alguém estava sendo muito bem servida sexualmente para estar gemendo e gritando tanto.
Bella sentiu o sangue gelar quando ouviu o nome de Edward ser chamado por gritos de prazer, e então teve a certeza de que seu pior medo estava se tornando realidade, sentiu as lágrimas verterem de seus olhos e a dor em seu peito lhe dilacerar o coração assim como o estraçalhar de suas esperanças de ter seu amor correspondido por aquele que agora se divertia com outra mulher.
Pensou em voltar para o quarto de onde tinha vindo e rasgar aquela roupa, assim como todas as outras que estavam em seu armário, e em seguida ir embora daquela casa e da vida de Edward Cullen para sempre.
Porem seu desejo de interromper aquele momento íntimo e de exigir explicações falou mais alto.
Ela queria saber quem era aquela mulher por quem ele havia lhe trocado, Bella abre a porta do quarto de jogos e depara-se com a pior cena que poderia imaginar, era Edward ali com Beatrice, os dois ainda estavam conectados, e no momento em que eles a viram lhe lançaram sorrisos de deboche.
Bella deixa que as lágrimas venham com força total enquanto seu coração despedaça-se, ela fecha os olhos buscando controle e por palavras que os façam sentir o que ela estava sentindo, ela queria causar a mesma dor em Edward, queria que ele sentisse como se seu peito estivesse sendo oprimido por toneladas.
Porem ao abrir os olhos e pronta para enfrenta-los ela vê uma cena diferente, aquele ali fodendo uma mulher que permanece de quatro em cima da cama de lençóis de seda não era Edward, era um outro homem, um ao qual não conhecia, e Beatrice transformara-se numa loira totalmente diferente, esta era um pouco mais velha e se parecia com a mãe de Edward, e do outro lado do quarto estava um menino franzino de cabelos cobre que assistia a cena com um chicote na mão e com o rosto repleto de marcas vermelhas, não haviam lagrimas em seu rosto, porem a tristeza podia ser sentida e vista.
Bella imediatamente teve um instinto de proteção para com o garoto por isso tentou aproximar-se e protegê-lo daquela cena.
Ao chegar mais perto ela percebe que o conhece, aquele menino era o seu Edward, o seu garoto assustado, por isso ela corre para alcança-lo e tomá-lo em seus braços, mas uma sombra toma conta da cena tirando-a de lá, Bella grita por Edward na esperança de que ele escute sua voz e que a siga nas sombras, mas nada acontece, ela se sente engolida mais uma vez pelas sombras e reza para que nada tenha acontecido ao seu menino.”
Ela acorda desorientada em consequência do sonho, tantas eram as perguntas que se fazia agora, quem eram aquelas pessoas? E que tipo de sonho era aquele? Mas o que mais lhe importava agora era saber onde estava Edward por isso tateia pela cama tentando encontra-lo, precisava saber se ele estava mesmo bem, e certificar-se de que aquilo era somente um sonho ruim.
Bella acalma seu coração ao sentir o corpo quente dele junto ao seu, o seu menino estava bem, e ao contrario dela ele parecia estar tendo um sonho bom se levasse em consideração o pequeno sorriso que ele tinha nos lábios.
– Eu nunca deixarei que alguém te machuque. — Bella resolve deixar seu pesadelo de lado, e apenas pensar na felicidade de Edward, ela sabia que aquilo tinha a ver com o passado dele, porém o que importava era o futuro e este ela garantiria que não haveria mais dor, ninguém o machucaria mais, ela o beijou de leve nos lábios e se deixou cair num sono profundo nos braços de quem amava tanto e que protegeria com sua vida se preciso fosse.
Estavam em um dos carros de Edward, indo a um restaurante italiano que ele havia feito questão de leva-la naquela noite, Bella sentiu a mão dele junto a sua e sorriu ao lembrar-se de como estava vivendo um sonho desde esta manhã.
A tarde tinha começado de forma perfeita com o momento maravilhoso que tiveram no escritório. Logo após, os dois tinham ido assistir filmes bobos na TV, comendo pipoca e o bolo de chocolate ao qual Edward fizera questão de comer em seu corpo. Bella deu um suspiro foi uma tarde inesquecível.
– No que está pensando? — Edward pergunta ao notar a expressão sonhadora de sua Bella, esperava estar fazendo-a tão feliz quanto ele sentia-se.
– Em como gosto de mesas de escritório e em como devemos comer mais bolo de chocolate. — Bella sorri sensualmente, fazendo-o dar seu sorriso torto e cheio de segundas intenções.
– Então está tão feliz assim por apenas isso? — Ele brinca, enquanto ela percebe como Edward está diferente.
– Você é o que me faz feliz Edward. — Ela dá um beijo na mão do homem que ainda permanece entrelaçada a sua. – Você e suas ações.
– O que mais quero é que seja feliz Isabella. — É a vez dele beijar a mão de Bella que permanece entrelaçada a dele.
– Eu só pude descobrir a felicidade quando lhe conheci Edward. — Bella diz e aproveita para puxa-lo para um beijo rápido enquanto paravam no sinal vermelho.
Depois disso os dois seguem para o restaurante ouvindo Debussy e suas melodias suaves.
Eles chegam ao restaurante abraçados como um verdadeiro casal apaixonado, Edward surpreende ainda mais a sua Bella falando fluentemente italiano ao ler os pratos dos quais o lugar dispunha.
Edward fala de sua descendência italiana e do quanto gosta da língua italiana, principalmente na hora de seduzir, deixando Bella emburrada ao imaginar que outras mulheres haviam se desmanchado com aquelas palavras.
– Eu não falei em italiano com minhas outras submissas, meu doce cisne. — Edward diz divertido.
– Eu espero mesmo que não. — Bella continua emburrada até o momento em que Edward levanta-se apenas para tira-la da cadeira e trazê-la para seu colo dando-lhe um beijo para convencê-la de que ela é a única com quem gostaria de dividir frases quentes em qualquer língua.
Depois de jantarem Edward a leva para dançar, onde vários casais dançam músicas lentas.
– Eu gostaria que me ensinasse a dançar. — Bella diz enquanto move-se junto com ele. – Não gosto da ideia de ver você dançando com outras mulheres.
– Me lembro de você estar dançando muito bem na festa de meus pais. Ele diz sorrindo e continua. – E é claro em outras situações bem mais interessantes, devo acrescentar. — Ele morde a orelha dela provocadoramente, e Bella sabia que ele falava sobre o dia em que tomou tequila.
– Estou me referindo a danças mais complicadas das quais você gosta, como o tango por exemplo. — Edward afasta-se um pouco para encara-la tentando entender o porquê daquele pedido, só esperava que não tivesse nada a ver com Beatrice. – Eu só desejo agrada-lo.
– Você já me agrada Isabella.
– Eu desejo agrada-lo ainda mais, e consequentemente aprender a dançar para enlouquecê-lo. — Ela diz e morde a orelha de Edward fazendo-o excitar-se.
– Isabella é melhor não me provocar na frente de tantas pessoas. — Edward a faz sentir a excitação dele que forma-se rapidamente.
– Você não vai me colocar nos ombros e agir como um homem das cavernas vai? — Ela olha para ele mordendo os lábios em forma de provocação.
– Ou saímos agora daqui e inauguramos o banco do meu carro, ou posso coloca-la nos ombros como um homem das cavernas e leva-la a um daqueles banheiros para que eu possa fodê-la urgentemente.
Sorrindo Isabella o puxa pelas mãos para a mesa onde estavam para que pegue sua bolsa e para que Edward deixe um maço de notas para pagamento do jantar e que possam ir enfim para casa.
Durante o caminho Isabella dá um jeito na excitação de seu homem, porem Edward mesmo sentindo todo o prazer de ter a boca de sua mulher em seu sexo não deixa de pensar em um modo de consumar enfim o que sentia por ela, e tudo o que sabia fazer era mostrar através do corpo, ele estava decidido a tentar algo que nunca fez, ele queria fazer amor com Isabella em sua sala de jogos, por isso acelerou ainda mais o carro.
Depois de chegarem à cobertura Bella deixa os sapatos molhados caírem no chão da sala e continua a beijar ferozmente o homem que ama. Depois da tarde perfeita que passaram, depois do divertido jantar que tiveram e ainda das confidencias que trocaram, a forma como se acariciaram, como se fossem um casal normal que se ama mais do que qualquer coisa, e pelo maravilhoso banho de chuva que tomaram enquanto voltavam para casa só fez o encantamento e a paixão de Bella aumentarem levando-a a exigir mais do beijo, fazendo-a chupar fortemente a língua dele como se pudesse lhe tirar o que mais queria, o amor de Edward Cullen só para si.
– Você é tão gostosa. — Edward desce com beijos pelo pescoço dela fazendo-a arquear o corpo para encontrar o dele.
– Posso dizer o mesmo de você Edward. — Bella puxa novamente a boca dele para junto da sua, beijando-o novamente com toda sua força.
– Eu te desejo tanto Isabella. — Edward sobe as mãos pelas pernas de Bella indo até as coxas, levantando o vestido e enlaçando as pernas dela em sua cintura fazendo-a sentir toda a sua excitação. – Tanto que quero foder você agora, aqui nessa sala.
– Que tal tomarmos um banho quente enquanto você me fôde bem forte provando-me o quanto me deseja. — Bella morde os lábios diante do desejo absurdo que sentia de ser despida ali naquela sala e tomada por ele, porem Sue poderia ainda estar em casa e não queria ter que parar, queria Edward rapidamente e fortemente sem interrupções. – Podemos ir para o seu quarto, você me toma embaixo do chuveiro e depois naquela cama com aqueles lençóis de seda.
Edward toma novamente os lábios dela nos seus e movimenta-se como se já estivesse unido a ele na velha dança erótica que sempre compartilhavam, estava louco pelas sensações que agora podia sentir, aquelas que se negou por muitas vezes, as que nem sabia que um dia pudessem existir, Isabella e tudo relacionado a ela eram agora a sua prioridade, ela era a sua vida, e ele faria de tudo para protegê-la do seu passado e de si mesmo. Afinal ainda tinha problemas demais para serem resolvidos, o seu passado era ruim demais e ainda podia prejudicar a sua felicidade com Isabella, e o que mais temia era que seus velhos fantasmas pudessem machucar sua Isabella, que acontecesse com ela o que havia acontecido com seus pais, se isso acaso ocorresse, ele não sobreviveria, não suportaria tal dor.
Deixando os pensamentos ruins de lado Edward resolve aproveitar o momento com seu doce cisne, agarrando-se ao corpo quente e receptivo que agora lhe agarra como se sua vida dependesse disso, talvez sua Isabella também o amasse da mesma forma, talvez sua paixão fosse mesmo correspondida, por isso resolve leva-la a um lugar especifico e assim concretizar de uma vez os sentimentos de ambos, ele deixaria nela uma marca assim como ela havia deixado nele.
Edward a colocou em seu colo e continuou a beija-la levando-a até o quarto de jogos, era ali que eles deviam consumar o ato de paixão, pois fora ali o lugar em que tudo começou, era ali que ele queria provar que sentia prazer ao fazer amor com a mulher por quem estava perdidamente apaixonado.
Bella não se cabia em si de felicidade, esta tarde tinha superado todas as suas expectativas quanto ao seu relacionamento com Edward, os dois compartilharam muitas coisas bobas um do outro, seu Mestre estava mesmo mudado, e em muitas das vezes em que sorriam um ao outro ela pôde perceber que havia sentimentos transbordando dos olhos dele, Edward Cullen parecia estar mesmo apaixonado por ela, por isso era inevitável que naquele momento ela não o agarrasse com tanta força, que enfim não demonstrasse o quanto o ama, a verdade é que mais do que nunca gostaria de gritar por inúmeras vezes o quanto amava aquele homem tão perfeito.
– Eu pensei que fossemos para o seu quarto. — Bella comenta ainda no colo de Edward, a verdade é que nem havia notado que estava entrando na sala de jogos, não quando ele a tinha nos braços, e muito menos quando ele a beijava de uma maneira tão carinhosa e ao mesmo tempo tão sensual.
– Eu quero você aqui nesta sala. Ele a coloca no chão e acaricia o rosto dela, pensando em como pôde ser tão cego e não ter percebido desde o início a paixão que nutria por aquela mulher. – Você me disse certa vez que eu poderia sentir prazer sem usar a dominação, que eu não havia encontrado a pessoa certa para ter uma transa normal, eu quero que me ensine esta noite Isabella, e eu não me refiro a uma transa, eu desejo mais de você Isabella, por isso me ensine a fazer amor com você aqui nesta sala e me prove que posso sentir mais do que prazer.
Bella arregala os olhos diante dessas palavras, estava mais do que surpresa com o pedido de Edward, nem em seus melhores sonhos poderia imaginar que um dia aquelas palavras sairiam da boca de Edward, ele estava mesmo pedindo para que ela fizesse amor com ele? E pelo amor de Deus o que aquilo realmente significava? Ele a ama?
– O que está querendo dizer? — Bella pergunta segurando o rosto dele entre suas mãos, não estava mesmo acreditando que ele havia falado a palavra amor, que mudança era aquela?
– Que eu quero tudo com você Isabella, eu desejo mais, eu preciso de você inteiramente e de tudo o que puder me dar, mas necessito que me ensine a sentir, a deixar os meus medos e traumas de lado, necessito disso para que eu possa me entregar por inteiro a você. — Edward responde segurando as delicadas mãos em seu rosto, ele esperava sinceramente que sua Bella lhe correspondesse da mesma forma.
– Existem sentimentos Edward? — Bella pergunta com o coração acelerado diante de tanta emoção sentida com aquelas palavras de Edward, para ela aquele tipo de declaração bastava para que pudesse enfim entregar-se de uma vez ao que sentia, ela deixaria que Edward cuidasse ou despedaçasse seu coração, desde que ele pudesse sentir alguma coisa por ela.
– Diga-me que existe algo aqui. — Bella desce uma de suas mãos até o coração do homem que ama. – É de amor que você fala Edward? — Ela pergunta ansiosa por uma resposta positiva, para que pudesse enfim entregar-se a ele.
– Você é a minha vida Bella. — Ele responde e a puxa para um beijo carinhoso e nada apressado, esta noite queria saborear inteiramente a essência daquilo.
– Existem sentimentos anjo. — Ele diz acariciando o rosto dela. – Aqueles que eu jamais pensei que pudesse sentir, e eles pertencem a você minha Bella, assim como eu, eu não quero ser apenas o Seu Mestre, eu desejo mais, quero ser tudo para você.
– Você já é tudo para mim Edward, sempre foi tudo o que sempre quis e precisei. — Bella diz entre o choro e o grande sorriso que se espalha em seu rosto, espalhando a felicidade por todo o seu corpo, Bella então decide dizer as três palavras que mudariam a vida dos dois para sempre, no entanto ao tentar falar é interrompida pelos dedos de Edward em seus lábios impedindo-a de falar o que gostaria.
– Mostre-me o que sou para você, porque é da forma física que melhor entendo. — Edward diz e continua. – Eu estou me entregando a você Isabella Swan. — E com essas palavras Edward a puxa para um beijo cheio de amor.
Bella corresponde ao beijo da mesma forma apaixonada, deixaria as palavras de amor para quando estivessem se amando na cama. Ela estava decidida a mostrar a ele o quanto o ama, mostraria que Edward poderia sentir ainda mais prazer ao fazer amor com ela do que numa simples fôda.
– Eu vou lhe mostrar meu Edward. — Bella diz depois que as bocas se soltam. – Vou lhe mostrar enfim a grandeza do que sentimos um pelo outro, nós dois teremos um prazer maior do que sequer imaginávamos que existisse.
– Mostre-me minha Bella. — Ele realmente espera não decepciona-la, não suportaria ver os olhos tristes de sua Bella se ele não conseguisse sentir prazer e provar a si mesmo que estava oco quando o assunto era amor.
Edward acreditava que pudesse sentir amor por Bella, afinal tudo o que sentia por seu cisne só podia significar tal sentimento, já que ele daria sua vida por ela, porém ainda não acreditava na sua capacidade de poder mostrar amor através do sexo, para ele sempre existiu uma fôda e nada mais que isso, mas com Isabella estava disposto a tentar dar mais e ser mais porque achava que a amava.
Bella num gesto de amor e devoção começa a tocar os cabelos cobre de Edward, acariciando os fios levemente aproveitando a maciez dos mesmos, sempre adorou tocar os cabelos dele assim como o rosto perfeito que para ela fora esculpido por anjos. Tocar a pele de Edward era como estar tocando a mais pura seda, eram como os lençóis de seda que cobriam a cama a sua frente, a mesma cama que fora cenário de sua primeira vez como submissa, e que seria mais uma o lugar onde teria Edward, porém desta vez seria uma cena de entrega e amor.
– Os seus olhos sempre tiveram o poder de me deixar hipnotizada. — Bella toca as pálpebras e desce os dedos para a boca perfeita. – Assim como sua boca, os dois me fazem lembrar-se da primeira vez em que me disse que eu era sua. — Bella dá um beijo rápido nos lábios de Edward e esfrega seu rosto na barba rala dele em um gesto perfeito de carinho.
– Eu sempre tive razão. — Ele diz enquanto segura nos cabelos castanhos ainda úmidos pela chuva.
– Sim você sempre teve. — Ela diz rindo e continua. – Nós vamos nos amar lentamente, para que possamos sentir a essência um do outro, porque é disso que se trata o amor, isso é o que significa fazer amor.
– Eu tentarei Isabella, juro que tentarei ser o melhor, mas se não der certo esta noite, eu procurarei um jeito. — Ele a olha nos olhos esperando que ela entenda que ainda existem medos.
– Você conseguirá Edward, só me deixe ama-lo da forma certa.- Bella notando o olhar de aprovação abre lentamente os botões da camisa negra beijando todo o peito forte no processo, parando nas marcas contidas no corpo rígido, não podia vê-las nitidamente, mas podia senti-las por isso deu ainda mais atenção àquela parte do corpo dele mesmo notando que ele havia ficado tenso diante de tal carinho. Para Bella aquele era um gesto de cura, o qual deixava Edward pela primeira confortável diante das marcas de seu passado, ele sabia que ela não podia vê-lo por isso deixou que ela continuasse, Isabella era a única que conseguia fazer com que ele abrisse todas as concessões possíveis.
– Não haverá mais dores Edward, nada em seu passado poderá ser maior que os nossos sentimentos. — Bella continua a beijar cada uma das marcas tentando mostrar com isso como o amava e venerava seu corpo apesar de todas as cicatrizes.
– Eu nunca deixarei que alguém o machuque. — Ela retira a camisa deixando-a cair em qualquer lugar daquele quarto, e trata de sentir os pelos masculinos que revestiam parte do peito forte de Edward.
– Nada pode me machucar agora Isabella, porque eu tenho você aqui comigo. — Edward segura nos cabelos castanhos e deixa que ela o beije as marcas, ele estava sentindo a melhor das sensações com tal ato, parecia que seu sentimento por ela estava cada vez maior.
– Foi sempre assim que sonhei. — Bella sorri, e segurando a mão de Edward o leva até a cama fazendo-o sentar-se enquanto ela ajoelha-se diante a ele retirando-lhe os sapatos molhados, beijando os pés dele num gesto de devoção. – Você completamente entregue a mim.
– O que está fazendo Isabella? — Edward segura o rosto de Bella para detê-la, não entendia o porquê daquele gesto.
– Eu estou amando você Edward e estou ensinando o seu corpo a amar, então, por favor, não me impeça, apenas sinta. — Dizendo isso Bella continua a beijar os pés de Edward, ela estava decidida a ama-lo da maneira como sempre sonhou.
Sorrindo ela o puxa para um beijo suave, mas cheio de significados, gostaria de dizer as palavras de amor que tanto escondia, porem de alguma forma sentia que aquele ainda não era o momento certo, Edward de certa forma ainda parecia não gostar de ouvir tais palavras, apesar das mudanças extraordinárias que haviam acontecido em apenas um dia.
Concentrando-se em ama-lo ela retira o cinto da calça social, abre os botões e retira à peça de roupa do corpo perfeito, e então se permiti aprecia-lo usando apenas aquela cueca negra. Ele estava lindo enquanto esperava por mais. Edward parecia o mocinho virgem esperando pela hora em que uma mulher mais velha e experiente o defloraria, parecia que as coisas haviam mudado naquela sala, e que desta vez ela estava no controle, assim como ele esteve em sua primeira vez.
– Você é lindo. — Ela diz docemente e retira dele a sua última peça de roupa. – Mas confesso que fica ainda mais lindo assim, completamente nu. — Ela diz tomando o membro dele em sua boca, esta noite ela só pensaria no prazer dele, mostraria a ele que era possível ama-la.
– Droga Isabella, assim não conseguirei frear meus pensamentos pervertidos, não com você me chupando assim. — Ele avisa com a voz totalmente excitada.
– Fazer amor não significa frear os pensamentos pervertidos Edward, significa colocar sentimentos no que está fazendo, você só precisa sentir. — Bella continua a chupar o membro de Edward deixando-o completamente louco.
– Anjo, por favor, tire essa maldita roupa e deite-se aqui para que eu possa de uma vez senti-la. — Edward pede com a voz estrangulada pela excitação. – Eu só quero gozar dentro de você esta noite.
Atendendo ao pedido dele Bella levanta-se e retira toda sua roupa sempre aos olhos atentos de Edward.
– Meu gracioso cisne. — Edward levanta-se e a coloca em seu colo surpreendendo-a, há poucos instantes ele estava tão passivo, mas agora voltou a ser o mesmo dominador.
– É a minha vez de ama-la agora. — Edward a coloca na cama e como ela havia feito ele a beija inteira levando-a ao delírio e um quase orgasmo.
Enquanto ele a beijava Bella podia sentir algo crescendo ainda mais dentro si, talvez fosse à felicidade de ter Edward tão entregue a ela daquela forma como estava se mostrando, ou talvez fosse esperança de que as coisas não começassem a desandar e que a felicidade fosse novamente embora de sua vida, trazendo aquela tempestade de emoções e de lembranças do passado tenebroso de seu amado, ela estava decidida a não deixar as coisas ruins entrarem, não deixaria que ele voltasse a ser o mesmo homem triste e incapaz de amar.
– Venha Edward, nós dois já estamos prontos. — Bella abre mais as pernas para acolhê-lo melhor, estava completamente maluca com as sensações sentidas esta noite, precisava logo sentir o amor emanar dos corpos unidos.
– Me unir a você é tudo o que mais desejo anjo. — Dizendo isso entrelaça as mãos junto à de sua amada e a penetra unindo enfim os corpos suados e ansiosos para se amarem de uma vez.
Bella fecha os olhos para saborear melhor o momento, dessa vez não havia pressa, não havia força, não havia urgência como numa fôda. Edward era calmo, carinhoso em seus movimentos, ele estava mesmo fazendo amor com ela, estavam se encaixando como antes, mas dessa vez ela podia sentir o amor sair pelos poros.
– Me diga se estou fazendo isso certo Isabella. — Edward sussurra junto ao ouvido de Bella arrepiando ainda mais seu corpo.
– Você está sendo perfeito meu amor. — Bella diz e continua. – Feche os olhos e sinta-me, se entregue para mim e para o sentimento que nos rodeia, eu prometo que sentirá ainda mais prazer.
Edward então faz o que ela diz e enfim pode sentir realmente a entrega dos dois corpos ao verdadeiro amor, queria poder dizer a Isabella que a amava em palavras, mas nada poderia ser mais convincente que seu corpo, por isso ele concentra-se apenas em seus movimentos e no prazer que eles trazem para seu corpo e para o de sua amada.
Sentindo que sua Bella estava chegando a seu ápice, Edward abre os olhos para ver o rosto dela entre gemidos de prazer, não podia negar que aquela era uma perfeita obra de arte, seu cisne era fantástico e quando ela falou palavras desconexas e chamou por seu nome com total clamor, ele não aguentou e chegou ao seu próprio ápice chamando pelo nome dela, sugando os lábios dela em seguida permanecendo ainda conectado e em cima do corpo amado.
– Nada pode ser comparado ao que sinto agora, obrigado por isso meu cisne. Ele toca o rosto suado de Bella fazendo-a sorrir. – Agora me diga se consegui ama-la corretamente.
– Eu não tenho nem palavras para descrever o quão perfeito foi meu amor, você foi excepcional. — Ela responde deixando que as lágrimas de felicidade corram por seu rosto.
– Ótimo, porque quero fazer isso novamente. — Edward a puxa para um beijo excitando novamente os corpos para poder ama-la devagar por muitas e muitas vezes até que cansem e possam enfim cair num sono leve e assim poderem aguardar por um futuro melhor.
Eles dormiram envoltos em uma nuvem de bem estar e felicidade. Na manhã seguinte Edward acordou antes de Isabella e ficou observando-a dormir, seu cisne era tão lindo ele faria tudo para que ela fosse sempre feliz.
Resolveu levantar-se e pedir para Sue arrumar uma bandeja de café para sua Isabella, lhe faria uma surpresa dando-lhe café na cama, falou com Sue e quando estava voltando para o quarto o telefone tocou, pensou em deixa-lo tocar, pois hoje não queria saber de trabalho, mas poderia ser importante então resolveu atender, quando ouviu a voz que falava do outro lado da linha todo seu corpo paralisou-se tomado pelo choque, aquilo que ele mais temia estava acontecendo sua felicidade mais uma vez estava escapando por entre seus dedos...
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